Presidente Petro usa saudação nazista em polêmica com artigo pró-Espriella, gerando crise e pedido de desculpas
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, causou uma onda de indignação ao reagir com a saudação nazista “Heil Hitler” a um artigo de opinião que defendia a candidatura de Abelardo de la Espriella, adversário político de seu indicado. A publicação, compartilhada no domingo (7), gerou repercussão imediata e pedidos de retratação.
O artigo em questão foi escrito pelo advogado e diplomata Felipe Zuleta Lleras e publicado no jornal El Espectador. A expressão “Heil Hitler”, que significa “Salve, Hitler”, era utilizada como cumprimento oficial na Alemanha nazista para exaltar o ditador Adolf Hitler, tornando a escolha de Petro extremamente controversa.
Esta não é a primeira vez que Petro utiliza suas redes sociais de forma explosiva. Nas últimas semanas, o presidente tem direcionado críticas a Espriella e à imprensa colombiana, acusando-a de abrir caminho para o fascismo com seu “ódio de classe”. As declarações ocorrem em um momento delicado, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.
A polêmica eleitoral e a ascensão de Espriella
A eleição presidencial colombiana está acirrada. Contrariando as pesquisas, Abelardo de la Espriella venceu o primeiro turno no final de maio, obtendo 43,78% dos votos válidos, contra 40,98% de Iván Cepeda, o candidato apoiado por Petro. O segundo turno está marcado para o dia 21 de junho.
Após a publicação da saudação nazista, Petro continuou seus ataques, divulgando um texto extenso onde projetava um cenário negativo para a Colômbia sob uma possível presidência de Espriella. Ele criticou Lleras, chamando-o de “velho jornalista sensacionalista” e contrastando sua visão com a de jovens que, segundo ele, “voltará a ser presidente, e a Colômbia voltará a sonhar”.
Repercussão internacional e pedido de desculpas
A reação à postagem de Petro foi imediata e severa. O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, expressou seu descontentamento através da rede social X (antigo Twitter), exigindo um pedido de desculpas do presidente colombiano. “Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, mesmo na situação em que você se encontra, há linhas que não se cruzam. O uso de símbolos nazistas é um baixo nível do qual não há retorno”, afirmou Danon.
Danon ainda acrescentou a expectativa de que Petro “consiga se recompor e se desculpar até a próxima quarta-feira, quando você deve conduzir o debate no Conselho de Segurança da ONU”, sinalizando a gravidade da situação em um contexto diplomático internacional.
Controvérsias recentes e o episódio com a filha do presidente
A controvérsia com a saudação nazista ocorre poucos dias após outra publicação de Petro ser considerada racista. O presidente compartilhou uma montagem com fotos do jogador de futebol Yerry Mina, comparando um cumprimento com ele pelo atual presidente e um gesto do ex-presidente de direita Álvaro Uribe. Petro legendou a postagem com a frase “Dignidade ou nostalgia por nobres escravistas”, gerando críticas.
O encontro com a seleção colombiana, que antecedeu a Copa do Mundo, já estava envolto em polêmica. Um vídeo viralizou mostrando Antonella Petro, filha do presidente e fã de futebol, visivelmente emocionada ao não receber a atenção esperada do jogador James Rodríguez. Antonella, que sonha em ser jogadora, expressou em vídeo que James é seu ídolo e modelo, e que se emocionou com o breve contato.
Em resposta à filha, James Rodríguez enviou uma mensagem privada prometendo apoio e uma camiseta, e destacou a importância da união pela seleção. Petro, por sua vez, respondeu publicamente a James, agradecendo o apoio e lamentando que o jogador parecesse ter esquecido de sua filha, que o admirava desde pequena quando ele era prefeito de Bogotá.





