Polícia de Israel prende suspeito de agredir freira francesa em Jerusalém
A polícia de Israel anunciou a prisão do homem suspeito de agredir brutalmente uma freira católica francesa no Monte Sião, em Jerusalém, na última terça-feira (28). Imagens chocantes divulgadas pela corporação mostram o momento em que a religiosa é empurrada e derrubada no chão, sofrendo chutes enquanto estava caída.
O agressor, um homem de 36 anos cuja nacionalidade não foi revelada, foi detido após a divulgação das imagens e de um comunicado oficial da polícia israelense no X. A corporação reafirmou seu compromisso em proteger todas as comunidades em Jerusalém, uma cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, e declarou política de “tolerância zero” contra atos violentos.
A freira, que é pesquisadora da Escola Francesa de Pesquisa Bíblica e Arqueológica em Jerusalém, foi atacada perto do Cenáculo, um local de grande significado religioso. Conforme informações divulgadas pela polícia israelense, a investigação sobre as motivações do ataque está em andamento. A vítima não deseja se pronunciar sobre o caso, segundo o padre Olivier Poquillon, diretor da instituição.
França condena o ataque e pede justiça
O Consulado-Geral da França em Jerusalém condenou veementemente o ataque e republicou um post do padre Poquillon sobre o ocorrido. O órgão expressou votos de rápida recuperação para a religiosa e afirmou que a França acompanha de perto a situação, exigindo que o autor da agressão seja levado à justiça.
O cônsul-geral da França em Jerusalém, Nicolas Kassianides, visitou a freira. Ela também recebeu uma ligação de Jean-Noël Barrot, ministro francês das Relações Exteriores. O padre Poquillon agradeceu o apoio recebido por parte de diplomatas, acadêmicos e pessoas que socorreram a freira durante o ataque.
Israel reitera compromisso com liberdade religiosa
O Ministério das Relações Exteriores de Israel também se manifestou, classificando o ataque como “desprezível e vergonhoso”. Em comunicado oficial, a pasta reiterou o compromisso de Israel em salvaguardar a liberdade de religião e de culto para todas as fés, garantindo que Jerusalém seja um local seguro para todas as comunidades.
“Atos contra comunidades religiosas contradizem os valores de respeito, coexistência e liberdade religiosa sobre os quais Israel foi fundado e com os quais permanece profundamente comprometido”, declarou o ministério, enfatizando que Jerusalém deve ser um lugar onde cada comunidade possa viver, orar e praticar sua fé com segurança e dignidade.
Incidente similar com soldado israelense no Líbano
Este incidente ocorre em meio a outras preocupações com atos contra símbolos religiosos. Recentemente, um soldado israelense foi filmado atacando com uma marreta uma estátua de Jesus crucificado no sul do Líbano. As imagens geraram grande repercussão nas redes sociais.
Na ocasião, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ação do soldado ia contra os valores judaicos de tolerância e que ele seria punido. Netanyahu expressou choque e tristeza com o dano causado ao símbolo religioso católico.





