
Líder da Diáspora Cubana nos EUA: “Pela 1ª Vez em 70 Anos, Cuba Tem Condições de Derrubar Ditadura”
Rosa María Payá, líder da diáspora cubana nos EUA, acredita que a ilha está em um momento propício para a mudança de regime. A crise humanitária em Cuba se agrava, e com ela surge a esperança de uma transformação política. Rosa María Payá, 37 anos, líder da diáspora cubana nos Estados Unidos e comissária da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), analisa o cenário atual e aponta para uma oportunidade inédita de derrubar a ditadura na ilha, algo que, segundo ela, não se via há mais de 70 anos. Filha do icônico ativista Oswaldo Payá Sardiñas, que morreu em circunstâncias misteriosas em 2012, Rosa María herdou a luta pela abertura política. Desde seu exílio em Miami em 2013, ela se tornou uma voz influente, próxima a figuras políticas americanas e atuante na articulação de grupos da oposição cubana no exterior. Em entrevista recente, Payá refuta a ideia de que as sanções americanas sejam a principal causa da crise humanitária em Cuba, atribuindo a responsabilidade primária ao próprio regime. Conforme informação divulgada pela Folha, ela destaca que o conglomerado militar cubano, a Gaesa, acumula bilhões de dólares enquanto o povo sofre com fome, falta de medicamentos e energia, além de repressão intensa. A líder da diáspora aponta que os protestos diários nas ruas, embora reprimidos, demonstram um clamor popular por “abaixo a ditadura”, e não “abaixo o embargo”. Os Três Pilares para a Mudança em Cuba Payá identifica três elementos cruciais que, combinados, podem catalisar uma mudança sistêmica em Cuba. O primeiro é a **demanda por mudança sistêmica**, expressa pela população que anseia por eleições livres após mais de 70 anos sem a possibilidade de escolha democrática. A população cubana está exigindo protagonismo em seu futuro. O segundo pilar é a **pressão internacional qualificada**. Pela primeira vez em décadas, segundo Payá, o governo dos Estados Unidos demonstra disposição em pressionar diretamente os responsáveis pelo regime: os generais, a família Castro e os donos das empresas bilionárias estatais. Essa pressão é vista como fundamental para desestabilizar o poder. O terceiro elemento é a **alternativa democrática organizada**. Em março deste ano, um acordo foi assinado reunindo a maioria das forças democráticas cubanas, dentro e fora da ilha. Este acordo delineia um plano de transição em fases, incluindo liberação, estabilização, reconstrução e, finalmente, democratização com eleições livres. Líderes importantes desse movimento estão atualmente presos em Cuba. O Papel da Diáspora e a Economia Cubana A líder da diáspora cubana enfatiza a importância do **exílio organizado e economicamente poderoso** para a recuperação da ilha. Com quase 40% da população vivendo fora de Cuba, essa comunidade, que nunca se desconectou da ilha, está preparada para desempenhar um papel central na reconstrução econômica. Payá também aborda a questão da cultura democrática em Cuba, reconhecendo os 67 anos de comunismo como um período traumático. No entanto, ela ressalta o sucesso de cubanos em comunidades democráticas ao redor do mundo, tanto na política quanto nos negócios, afirmando que a única necessidade para o progresso é a **liberdade**. A estratégia








