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Principais Matérias

Líder da Diáspora Cubana nos EUA: “Pela 1ª Vez em 70 Anos, Cuba Tem Condições de Derrubar Ditadura”

Rosa María Payá, líder da diáspora cubana nos EUA, acredita que a ilha está em um momento propício para a mudança de regime. A crise humanitária em Cuba se agrava, e com ela surge a esperança de uma transformação política. Rosa María Payá, 37 anos, líder da diáspora cubana nos Estados Unidos e comissária da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), analisa o cenário atual e aponta para uma oportunidade inédita de derrubar a ditadura na ilha, algo que, segundo ela, não se via há mais de 70 anos. Filha do icônico ativista Oswaldo Payá Sardiñas, que morreu em circunstâncias misteriosas em 2012, Rosa María herdou a luta pela abertura política. Desde seu exílio em Miami em 2013, ela se tornou uma voz influente, próxima a figuras políticas americanas e atuante na articulação de grupos da oposição cubana no exterior. Em entrevista recente, Payá refuta a ideia de que as sanções americanas sejam a principal causa da crise humanitária em Cuba, atribuindo a responsabilidade primária ao próprio regime. Conforme informação divulgada pela Folha, ela destaca que o conglomerado militar cubano, a Gaesa, acumula bilhões de dólares enquanto o povo sofre com fome, falta de medicamentos e energia, além de repressão intensa. A líder da diáspora aponta que os protestos diários nas ruas, embora reprimidos, demonstram um clamor popular por “abaixo a ditadura”, e não “abaixo o embargo”. Os Três Pilares para a Mudança em Cuba Payá identifica três elementos cruciais que, combinados, podem catalisar uma mudança sistêmica em Cuba. O primeiro é a **demanda por mudança sistêmica**, expressa pela população que anseia por eleições livres após mais de 70 anos sem a possibilidade de escolha democrática. A população cubana está exigindo protagonismo em seu futuro. O segundo pilar é a **pressão internacional qualificada**. Pela primeira vez em décadas, segundo Payá, o governo dos Estados Unidos demonstra disposição em pressionar diretamente os responsáveis pelo regime: os generais, a família Castro e os donos das empresas bilionárias estatais. Essa pressão é vista como fundamental para desestabilizar o poder. O terceiro elemento é a **alternativa democrática organizada**. Em março deste ano, um acordo foi assinado reunindo a maioria das forças democráticas cubanas, dentro e fora da ilha. Este acordo delineia um plano de transição em fases, incluindo liberação, estabilização, reconstrução e, finalmente, democratização com eleições livres. Líderes importantes desse movimento estão atualmente presos em Cuba. O Papel da Diáspora e a Economia Cubana A líder da diáspora cubana enfatiza a importância do **exílio organizado e economicamente poderoso** para a recuperação da ilha. Com quase 40% da população vivendo fora de Cuba, essa comunidade, que nunca se desconectou da ilha, está preparada para desempenhar um papel central na reconstrução econômica. Payá também aborda a questão da cultura democrática em Cuba, reconhecendo os 67 anos de comunismo como um período traumático. No entanto, ela ressalta o sucesso de cubanos em comunidades democráticas ao redor do mundo, tanto na política quanto nos negócios, afirmando que a única necessidade para o progresso é a **liberdade**. A estratégia

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Lula libera R$ 2,75 bilhões em crédito e turbina Minha Casa, Minha Vida antes de oficializar candidatura à reeleição

Governo injeta bilhões em crédito e fortalece programas sociais em movimento estratégico pré-campanha de Lula A poucos meses da oficialização de sua candidatura à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou a liberação de **R$ 2,75 bilhões em novos créditos** e a **ampliação de programas sociais**, como o Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa, publicada em edição extra do Diário Oficial da União neste sábado (1º), visa aquecer a economia e reforçar ações com forte apelo popular. A medida provisória, que entra em vigor imediatamente, destina um reforço significativo para fundos que garantem operações de crédito para empresas e famílias, além de aumentar os recursos disponíveis para o programa habitacional. O movimento é visto como uma jogada política importante, alinhada aos principais temas da pré-campanha do presidente. Conforme informação divulgada pelo governo, a Medida Provisória nº 1.382, de 1º de agosto de 2026, busca **reduzir o risco para bancos** na concessão de empréstimos, especialmente para pequenas empresas, e garantir a continuidade de políticas públicas essenciais. A estratégia visa consolidar a imagem de um governo atuante na melhoria da qualidade de vida da população e no fomento econômico. Reforço bilionário para crédito e empresas A União poderá aportar **até R$ 2 bilhões a mais no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI)**, um mecanismo fundamental para o Programa Emergencial de Acesso a Crédito. Adicionalmente, o Fundo Garantidor de Operações (FGO) receberá um reforço de **R$ 750 milhões**. Esses fundos funcionam como um escudo, diminuindo a exposição dos bancos e incentivando a concessão de mais crédito com garantia governamental. A medida também isenta de taxas as garantias do Peac-FGI ligadas a linhas de crédito específicas, incluindo aquelas voltadas para autônomos do transporte rodoviário de carga. Essa desoneração visa facilitar o acesso a recursos para setores estratégicos da economia, impulsionando a atividade e o consumo. Desenrola Brasil ganha fôlego com novas regras O programa **Desenrola**, que tem como objetivo renegociar dívidas de pessoas físicas, foi beneficiado com novas regras. A partir de agora, os recursos das instituições financeiras participantes poderão ser combinados com fundos da União para viabilizar as operações de crédito. Essa mudança é especialmente relevante para o Desenrola Adimplentes, modalidade que oferece melhores condições de crédito para quem já está em dia com seus pagamentos. Além disso, o prazo para que os bancos participantes do Novo Desenrola Brasil executem ações de **educação financeira foi estendido até 31 de agosto de 2027**. Essas ações, que devem corresponder a no mínimo 1% dos valores garantidos pelo fundo, são cruciais para a sustentabilidade financeira dos beneficiários a longo prazo. Minha Casa, Minha Vida recebe aporte significativo O programa habitacional **Minha Casa, Minha Vida** também foi contemplado com um reforço importante. A medida provisória destina **mais R$ 750 milhões ao Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab)**, que assegura as operações de crédito para a aquisição de moradias. Outra novidade importante é a renovação, por 24 meses a partir da publicação da MP, do prazo para a conclusão e entrega de unidades habitacionais. Instituições e

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Diáspora Cubana em Miami: Entre a Esperança em Trump e o Desespero pela Família na Ilha

A complexa realidade da diáspora cubana em Miami: apoio a Trump e o peso da crise na ilha A Ermita de La Caridad, em Miami, um santuário católico que homenageia a padroeira de Cuba, tem sido palco de desabafos cada vez mais angustiados. Fiéis relatam desespero com a situação de seus parentes na ilha e com suas próprias vidas nos Estados Unidos. Miami, lar de quase 800 mil cubanos, tornou-se um centro político expressivo, com o eleitorado cubano migrando do Partido Democrata para o Republicano, um reflexo de um realinhamento latino em todo o país. Neste cenário de pressão econômica recorde em Cuba, com novas sanções e uma crise humanitária sem precedentes, o perfil político da comunidade se torna evidente. Apesar de não serem um grupo monolítico, a maioria dos cubanos em Miami demonstra apoio às ações de Donald Trump. Contudo, surge uma latente contradição ao verem seus compatriotas sofrerem as consequências da asfixia econômica imposta na ilha. Essa calamidade muda a dinâmica da diáspora, especialmente para cidadãos comuns, não para o empresariado ou lideranças políticas já estabelecidas. Imigrantes cubanos de classe baixa e média, muitos aguardando respostas para seus pedidos de asilo, veem-se forçados a trabalhar cada vez mais. Conforme relatos ouvidos pela irmã Elvira García, muitos precisam dobrar ou triplicar seus turnos de trabalho para enviar remessas financeiras a seus familiares que permaneceram em Cuba. Essa informação foi divulgada em reportagem sobre a diáspora cubana. Engenheiro em Miami: duas jornadas para sustentar a família em Havana Um exemplo dessa realidade é Norges, um engenheiro e professor universitário que emigrou para Miami há quatro anos, após ser expulso de sua universidade em Cuba e receber a ordem de deixar o país. Ele relata que “não permitem uma vida livre àqueles que não são partidários do Partido Comunista de Cuba”, criticando a repressão contra estudantes que participaram dos protestos de julho de 2021. Norges, 63 anos, chegou aos EUA após voar para a Nicarágua e atravessar a fronteira por terra. Atualmente, ele trabalha em uma empresa de engenharia pela manhã e como motorista de aplicativo à tarde e à noite. Essa dupla jornada, iniciada no início do ano, tem como objetivo enviar mais recursos para suas filhas e netas em Havana. “Envio principalmente alimentos: muita carne enlatada, queijo e farinha. Há um ano consegui enviar painéis solares para que elas tenham eletricidade, possam dormir com ventiladores. Assim humanizo um pouco suas vidas”, conta. Ele também tenta enviar doces para as crianças, mesmo que sua filha diga que não é necessário. “Minha filha diz que não é preciso, mas não consigo”, confessa. A empresa CubaMax, sediada em Miami, é a principal responsável pela organização e distribuição desses produtos na ilha, com preços como um pacote de 280g de café por US$ 6 e um “combo básico” por US$ 90. Padre em Miami: a esperança de uma mudança drástica, mesmo que venha de Trump O padre Angél Andrés Gonzáles Guillén, que serve na Ermita de la Caridad há quatro anos, compartilha a

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Trump suspende ataques ao Irã por acordo “rápido” para frear programa nuclear e reabrir Hormuz

Trump anuncia trégua nos ataques ao Irã em busca de acordo “rápido” e “sobrevivência” do país O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no último sábado (1º) a suspensão de novos ataques contra o Irã, em uma manobra diplomática que visa acelerar um acordo para conter as ambições nucleares de Teerã e garantir a reabertura do Estreito de Hormuz. A decisão, segundo Trump, atende a um pedido de países do Oriente Médio, que buscam uma pausa nas ofensivas para concluir um pacto que possibilitaria a reabertura “imediata, completa e total” da vital rota marítima. O objetivo seria também “um fim da ameaça nuclear iraniana”, conforme declarado pelo presidente em sua plataforma Truth Social. A publicação de Trump ocorreu após uma conversa com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, um aliado chave dos EUA na região. A aparente mudança de curso de Trump, após dias de escalada retórica e ações militares, marca a mais recente reviravolta em um conflito que já dura cinco meses e se estendeu por diversas áreas marítimas. Israel mantém firmeza contra programa nuclear e de mísseis do Irã Apesar do anúncio de Trump, Israel reforçou sua posição de que não hesitará em agir contra o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irã. Eli Cohen, ministro da Energia israelense e membro do gabinete de segurança, afirmou que existe uma coordenação de inteligência e segurança entre Israel e os EUA sobre a região. “Com ou sem acordo, e independentemente de quaisquer compromissos externos, se o Irã tentar retomar seu programa nuclear ou avançar em sua indústria de mísseis balísticos, estaremos lá. Agiremos e atacaremos”, declarou Cohen, demonstrando a determinação de Israel em neutralizar as ameaças iranianas. Arábia Saudita e Irã trocam farpas sobre a escalada de tensões Durante a ligação com Trump, o príncipe herdeiro saudita enfatizou a “necessidade de priorizar o diálogo para reduzir as tensões” no Oriente Médio, segundo a agência de notícias estatal da Arábia Saudita. Contudo, o Irã reagiu com veemência às declarações de Trump. Autoridades militares iranianas descartaram a alegação de que Teerã teria buscado interromper os ataques, classificando-a como “uma nova mentira” destinada a pressionar os países árabes do Golfo. O Irã já havia alertado anteriormente os EUA contra “ações aventureiras” e prometido retaliação decisiva a quaisquer novos ataques. Estreito de Hormuz crucial para o comércio global e alvo da guerra O Estreito de Hormuz, por onde transitavam cerca de 20% do petróleo e gás natural mundial antes do conflito, foi amplamente fechado pelo Irã. Essa ação elevou os preços da energia globalmente e contribuiu para a inflação. A guerra também se estendeu a outras rotas marítimas vitais, como o Mar Vermelho e o Golfo. A instabilidade recente incluiu relatos de incidentes marítimos na costa de Omã, onde um projétil desconhecido atingiu um navio-tanque, causando danos. Aliados do Irã no Iêmen também ameaçaram o Estreito de Bab el-Mandeb, outra rota importante para a exportação de petróleo saudita, intensificando a preocupação com a segurança energética global. Pressão econômica e

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PSTU oficializa Hertz Dias e Vera Lúcia: conheça a chapa que promete alternativa socialista para 2026

PSTU lança Hertz Dias à Presidência e Vera Lúcia para o governo de SP, apostando em candidatura socialista independente O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) confirmou oficialmente as candidaturas de Hertz Dias para a Presidência da República e de Vera Lúcia para o governo do estado de São Paulo. A decisão foi tomada em convenção realizada nesta sexta-feira (31), reunindo militantes e apoiadores do partido. A chapa presidencial terá Vanessa Portugal como vice-presidente, enquanto Renata França disputará o cargo de vice-governadora em São Paulo. A legenda busca se posicionar como uma voz distinta no cenário político nacional. A confirmação das candidaturas marca o início da corrida eleitoral para o partido, que tem em seu projeto a proposta de apresentar uma alternativa de esquerda para a classe trabalhadora. Conforme informação divulgada pelo PSTU, a convenção ocorreu no Sindicato dos Metroviários, localizado no bairro do Belém, na zona leste da capital paulista. Hertz Dias: do Maranhão para a Presidência com discurso socialista Hertz Dias, professor da rede pública no Maranhão e também conhecido por sua atuação como rapper, aceitou o desafio de concorrer à Presidência da República. Sua plataforma política se concentra em **enfrentar a extrema direita** e oferecer uma opção socialista e independente para os trabalhadores. O candidato busca ressoar com o eleitorado que se sente representado por um discurso de **ruptura com as políticas tradicionais** e que anseia por um projeto que priorize os interesses da classe trabalhadora. Dias aposta em sua trajetória e em sua experiência para defender um Brasil mais justo. Vera Lúcia: operária de calçados na disputa pelo governo de São Paulo No cenário paulista, Vera Lúcia, que é operária na indústria de calçados, foi oficializada como candidata ao governo do estado. Sua candidatura se apresenta como uma **alternativa socialista** aos governos atuais e aos interesses do empresariado. Vera Lúcia pretende levar para o Palácio dos Bandeirantes as demandas e as pautas da classe trabalhadora. A candidata defende um projeto que **transforme a realidade dos trabalhadores** e que rompa com as políticas que considera prejudiciais ao povo. Chapa completa e objetivos do PSTU para as eleições A definição de Hertz Dias e Vera Lúcia como cabeças de chapa reflete a estratégia do PSTU de fortalecer sua presença política em nível nacional e estadual. O partido busca ampliar o debate sobre as questões sociais e econômicas do país. Com candidaturas que emergem diretamente das bases trabalhadoras, o PSTU demonstra seu compromisso em **representar os interesses da classe trabalhadora** e oferecer um projeto político diferenciado, focado em **transformações sociais profundas** e na defesa de um socialismo democrático.

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Ataques em Gaza: 9 Palestinos Mortos em Dia de Tensão Apesar de Anúncio de Avanço no Cessar-Fogo

Tensão no Oriente Médio: Ataques em Gaza Deixam 9 Mortos e Intensificam Crise Humanitária Apesar do anúncio de um avanço nos esforços para implementar um acordo de cessar-fogo, ataques aéreos israelenses continuaram em Gaza pelo segundo dia consecutivo neste domingo (2). Pelo menos nove palestinos foram mortos, elevando a preocupação internacional com a escalada do conflito na região. As autoridades de saúde palestinas relataram ataques aéreos separados em diversas áreas do enclave, incluindo a Cidade de Gaza, Deir al-Balah e Khan Younis. As ações militares de Israel visaram, segundo o próprio exército, comandantes e agentes do Hamas, mas resultaram em mortes de civis, incluindo mulheres e crianças. A situação humanitária em Gaza, já precária, agrava-se com os novos bombardeios. No sábado (1º), ataques deixaram pelo menos dois mortos e danificaram depósitos de suprimentos médicos, incluindo instalações do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, conforme informado por autoridades palestinas. Conforme informação divulgada pela Reuters, o exército israelense justificou os ataques aos depósitos alegando que o Hamas armazenava armas no local e o utilizava como esconderijo. Israel Mantém Posição Firme Sobre Ataques em Gaza O ministro de Energia de Israel, Eli Cohen, membro do gabinete de segurança do primeiro-ministro Netanyahu, declarou que não há acordo para interromper os ataques a Gaza. Ele expressou a necessidade de Israel, que já controla 70% da Faixa, assumir o controle total do território, demonstrando uma postura firme em relação às operações militares. Impacto nos Civis e Infraestrutura Médica Os ataques aéreos resultaram em perdas significativas para a população civil. Em Deir al-Balah, um casal foi morto e quatro pessoas ficaram feridas em um ataque a um apartamento. Na Cidade de Gaza, duas pessoas, incluindo uma criança, morreram em circunstâncias semelhantes. Em Khan Younis, uma família composta por pais e um filho de 9 anos foi morta após um ataque a uma casa. A infraestrutura de saúde também foi afetada. No sábado, bombardeios danificaram depósitos de suprimentos médicos essenciais para o Hospital dos Mártires de Al-Aqsa. O porta-voz da instituição, Khalil Dagran, contestou as alegações israelenses sobre o armazenamento de armas, afirmando que as forças israelenses alertaram os palestinos para deixarem a área antes do ataque. O Caminho Incerto do Cessar-Fogo Apesar do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um avanço no cessar-fogo, a implementação do acordo enfrenta obstáculos significativos. Trump afirmou na quinta-feira (30) que o Hamas concordou em se desarmar sob uma iniciativa apoiada pelos EUA. Um roteiro de 15 pontos foi publicado na sexta-feira (31) pelo Conselho de Paz de Trump, detalhando as etapas finais para a implementação. No entanto, o Hamas declarou que só entregará suas armas para armazenamento após Israel interromper suas operações militares e retirar suas forças, em conformidade com o acordo do ano passado. Um oficial israelense, citado pela Reuters, indicou que não haverá retirada de posições militares a menos que o Hamas passe por um “desarmamento genuíno”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não comentou publicamente a iniciativa. Em contrapartida, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, criticou

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Migrantes Desiludidos Devolvem-se ao Marrocos Após Fome e Hostilidade em Ceuta, Sonho Europeu Frustrado

Migrantes Desiludidos Devolvem-se ao Marrocos Após Fome e Hostilidade em Ceuta, Sonho Europeu Frustrado Após a esperança de uma vida melhor na Europa se esvair, muitos migrantes que arriscaram suas vidas para chegar a Ceuta, enclave espanhol no norte da África, iniciaram neste sábado o caminho de volta para o Marrocos. A fome, o cansaço extremo e a recepção hostil de moradores locais minaram as expectativas de recomeço. A atração por vídeos virais nas redes sociais e mensagens de amigos, que indicavam uma brecha na segurança da fronteira, levou milhares a tentarem a travessia. Contudo, ao chegarem a Ceuta, a dura realidade se apresentou: a ausência de meios para prosseguir viagem para a Espanha continental. “Viemos em busca de progresso, não para sermos enganados”, desabafou Brahim, um padeiro de Fez que abandonou seu emprego. Ele se sentiu enganado ao chegar em Ceuta, onde a sobrevivência se tornou um desafio diário. Conforme relatado pela agência Reuters, a falta de recursos financeiros tornou o acesso à comida em Ceuta proibitivo, com preços inflacionados, como um sanduíche de atum custando cerca de R$ 51 (100 dirhams). A Realidade Crua em Ceuta e o Retorno a Fnideq As ruas de Fnideq, cidade marroquina vizinha a Ceuta, que antes fervilhavam com a chegada de migrantes, agora mostram um cenário de esvaziamento. Jovens retornam pela rodovia ou buscam táxis para deixar a localidade, onde o comércio permaneceu fechado por dias, contrastando com a agitação registrada anteriormente. Relatos dos migrantes descrevem supermercados e lojas fechadas em Ceuta, forçando-os a buscar água e comida em condições precárias, enquanto aguardavam suas roupas molhadas secarem ao sol. A experiência em Ceuta foi descrita como uma “prisão”, com a falta de atividades e o fechamento de estabelecimentos gerando desespero. A hostilidade não se limitou à falta de recursos. Alguns migrantes acusaram moradores de El Príncipe, um bairro em Ceuta de maioria marroquina, de os atacarem e expulsarem. Yassine Ichou, garçom marroquino, relatou ter sido agredido e perseguido, afirmando que a intenção era forçá-los a sair da cidade por conta própria. Violência e Tensão na Fronteira O Ministério do Interior da Espanha confirmou que dois migrantes sofreram ferimentos leves em ataques com faca em incidentes separados, com um agressor detido pela polícia. Apesar da tensão, não foram registradas mortes por armas brancas na cidade desde a quinta-feira, segundo a pasta. O êxodo em busca de uma vida melhor afetou até mesmo a economia local. Seis empregados de cozinha de um hotel em Fnideq abandonaram seus postos rumo a Ceuta, forçando a gerência a procurar substitutos. Em contrapartida, em Ceuta, alguns cafés começaram a reabrir, sinalizando um retorno gradual à normalidade, embora a presença policial reforçada e o fechamento da maioria das lojas ainda indiquem uma situação tensa. O Futuro Incerto e a Exploração dos Mais Vulneráveis A capacidade dos centros de acolhimento de migrantes em Ceuta atingiu o limite, com milhares de pessoas ainda no enclave. Moradores locais expressam sentimentos de sobrecarga e impotência diante da situação. Tito, proprietário de uma loja

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Atentado em Moscou: Mulher-Bomba Mata 3 em Restaurante de Luxo Frequentado por Autoridades Russas

Explosão em restaurante de luxo em Moscou classificada como atentado, com 3 mortos e 21 feridos. Uma violenta explosão abalou um restaurante de luxo na região central de Moscou no sábado (1º), resultando na morte de pelo menos três pessoas e deixando outras vinte e uma hospitalizadas. Inicialmente especulada como um acidente com gás, a **explosão foi rapidamente classificada como um atentado** pelo Comitê Investigativo da Rússia. As autoridades russas ainda não confirmaram o alvo específico do ataque, mas o incidente ocorre em um contexto de crescentes ações contra oficiais e figuras ligadas ao governo de Vladimir Putin desde o início da invasão da Ucrânia em 2022. A vítima fatal identificada é uma **mulher-bomba**, que, segundo relatos de testemunhas e a polícia, foi impedida por um segurança antes de conseguir prosseguir. O segurança e um cliente não identificado também morreram na explosão. A mídia moscovita divulgou que o restaurante Balzi-Rossi, palco do atentado, estaria fechado para um banquete comemorativo na noite do ocorrido, o que intensificou as especulações sobre a possibilidade de o alvo serem altas patentes militares russas, com alguns generais do alto escalão tendo celebrado aniversários recentemente no local. O chef italiano do restaurante, Carmine Alfieri, informou em redes sociais que as áreas de salão e cozinha não foram atingidas, sugerindo que o incidente teria ocorrido do lado de fora. O Balzi-Rossi, conhecido por seu alto padrão e frequentado por diplomatas e políticos, está localizado no térreo de um dos icônicos arranha-céus stalinistas na praça Kudrinskaia, uma área próxima a diversas embaixadas, incluindo a do Brasil. Conforme informação divulgada pelas autoridades russas, a investigação sobre o atentado segue em andamento. Restaurante Balzi-Rossi: Um Ponto de Encontro da Elite Russa Sob Suspeita O Balzi-Rossi, inaugurado em 2015, é um estabelecimento de alto padrão que oferece culinária italiana e se tornou um reduto para diplomatas e políticos russos. Sua localização privilegiada, no térreo de um dos famosos arranha-céus stalinistas na praça Kudrinskaia, o coloca em uma área frequentada por autoridades e próxima a representações diplomáticas. O nome do restaurante, que significa “penhascos vermelhos” em um dialeto da Ligúria, reflete suas origens inspiracionais. Após as sanções ocidentais impostas em 2022, o cardápio do Balzi-Rossi passou por adaptações, incorporando frutos do mar russos e chineses, além de pratos com influências asiáticas. A decoração do local, descrita como um exemplo do gosto dos “novos-ricos” moscovitas, combina colunas e estátuas de mármore com elementos vegetais. Os preços, embora elevados, situam-se na média alta de grandes metrópoles como Moscou e São Paulo, com pratos principais podendo custar em torno de R$ 300. Contexto de Violência Crescente Contra Figuras do Governo Russo Este **atentado em Moscou** se insere em um cenário de crescente violência direcionada a figuras ligadas ao governo russo desde o início da guerra na Ucrânia. Um dos casos mais notórios foi o assassinato do general Igor Kirillov, chefe das tropas de Defesa Radiolígica, em 2024, vítima de um “patinete-bomba” em frente ao seu apartamento. Relatos indicam que outros dois generais foram mortos na

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George Santos, filho de brasileiros, é multado em R$ 177 mil por fraude em apostas na plataforma Kalshi

George Santos multado em R$ 177 mil por manipulação em apostas O ex-deputado americano George Santos, filho de brasileiros, foi penalizado com uma multa de US$ 35 mil, o equivalente a cerca de R$ 177 mil. A punição decorre de uma investigação sobre o uso ilegal de informações privilegiadas, conhecido como “insider trading”. Reguladores federais dos Estados Unidos apontam que Santos teria manipulado apostas em um mercado de previsões. As apostas em questão envolviam a presença de George Santos no discurso do Estado da União do então presidente Donald Trump. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) dos EUA detalhou que Santos enganou outros apostadores na plataforma Kalshi. Ele o fez através de publicações nas redes sociais, levando-os a acreditar em sua participação. Contudo, as ações de Santos revelaram uma estratégia dupla. Enquanto publicamente indicava sua presença, ele secretamente apostou contra sua própria participação no evento. Essa manipulação resultou em um lucro de aproximadamente US$ 18 mil, cerca de R$ 91 mil, obtido ao longo de duas semanas em fevereiro, segundo a CFTC. George Santos concordou em pagar a multa e devolver os lucros obtidos de forma ilícita. Um porta-voz da Kalshi confirmou que a empresa investigou as negociações de Santos e colaborou com a CFTC, fornecendo provas essenciais para a ação regulatória. Santos lucrou explorando expectativa de seguidores A estratégia de George Santos para lucrar com as apostas envolveu uma série de postagens nas redes sociais, especialmente na plataforma X. Duas semanas antes do discurso do Estado da União em fevereiro, ele começou a sugerir sua presença, criando burburinho entre seus seguidores. Em 11 de fevereiro, ele abriu uma conta na Kalshi e, entre os dias 12 e 22 de fevereiro, apostou cerca de US$ 6.700 (R$ 34 mil) em sua própria presença. Em 22 de fevereiro, Santos publicou no X, questionando seus seguidores sobre qual traje usar no SOTU (Discurso do Estado da União), se um “terno discreto e sério” ou “um todo brilhante”. Essa postagem específica causou um aumento significativo no valor das apostas sobre sua presença. No dia seguinte, Santos encerrou sua posição, lucrando aproximadamente US$ 3.400 (R$ 17,2 mil) com essa manobra. Apostas em ambos os lados para garantir lucro Na véspera do discurso, a tática de George Santos se tornou ainda mais clara. Ele apostou milhares de dólares na plataforma Kalshi de que não compareceria ao evento. Simultaneamente, continuou a alimentar a expectativa de seus seguidores, afirmando em um vídeo postado no X: “Vou estar na galeria”. Essa dualidade de ações permitiu que ele maximizasse seus ganhos. Na manhã seguinte ao discurso, o resultado da manipulação se concretizou. Santos obteve um lucro superior a US$ 14 mil (R$ 60 mil) com suas apostas contra sua própria presença. A CFTC destacou que essa conduta representa um abuso em mercados de previsão, que estão sob crescente escrutínio quanto à eficácia na coibição de comportamentos inadequados. Contexto de acusações e histórico de Santos George Santos, 38 anos, já enfrentava acusações federais de fraude desde 2023.

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Eleições 2026: Rio de Janeiro tem quase 13 milhões de eleitores aptos para o 1º turno, com aumento de 0,23% no eleitorado

RJ: Quase 13 milhões de eleitores fluminenses estão aptos a votar no 1º turno das eleições de 2026. No próximo pleito, mais de 12,8 milhões de eleitores no estado do Rio de Janeiro poderão comparecer às urnas. Este número representa um ligeiro aumento de 0,23% em comparação com as eleições gerais de 2022. A disputa em 2026 abrangerá cargos importantes como presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O eleitorado fluminense, que representa 8,10% do total nacional, consolida o Rio de Janeiro como o terceiro maior colégio eleitoral do país. Conforme informação divulgada pela Justiça Eleitoral, o estado de São Paulo lidera com o maior número de eleitores, seguido por Minas Gerais. Acompanhe os detalhes sobre a distribuição geográfica e o perfil do eleitorado fluminense. Biometria em Alta: Mais de 10 milhões de eleitores fluminenses com dados biométricos registrados. Um dado significativo é o avanço da biometria no estado. Atualmente, 81,06% dos eleitores fluminenses, o que totaliza 10.421.768 pessoas, possuem seus dados biométricos cadastrados na Justiça Eleitoral. Isso permitirá que votem utilizando a tecnologia, proporcionando mais segurança e agilidade ao processo eleitoral. Em 2022, o percentual de eleitores com biometria era de 56,64%, com 7.265.152 votantes cadastrados. O aumento expressivo demonstra a adesão e a importância crescente da biometria para as eleições futuras. Distribuição Geográfica: Capital concentra a maior parte do eleitorado, mas interior também se destaca. A capital do Rio de Janeiro lidera a distribuição geográfica do eleitorado, com 4.950.429 pessoas aptas a votar. Na Região Metropolitana, São Gonçalo aparece em segundo lugar com 653.494 eleitores, seguida por Duque de Caxias (635.079) e Nova Iguaçu (615.377), na Baixada Fluminense. O estado possui 92 municípios, e 25 deles contam com mais de 100 mil eleitores. Em contrapartida, as cidades com o menor número de eleitores são Laje do Muriaé (6.970), Macuco (7.145) e São José de Ubá (7.651), demonstrando a diversidade de tamanhos dos colégios eleitorais dentro do território fluminense. Perfil do Eleitorado Fluminense: Mulheres lideram, e participação de jovens e idosos é relevante. O Cadastro Eleitoral de 2026 revela que o público feminino compõe a maioria do eleitorado no Rio de Janeiro, com 6.946.339 eleitoras, representando 54% do total. Os homens somam 5.902.909 votantes. Há também 7.752 eleitores sem informação de sexo e 3.388 eleitores com nome social. Um aspecto importante é a inclusão e o acesso para pessoas com deficiência. Neste ano, 141.418 eleitores fluminenses declararam ter algum tipo de deficiência, sendo que 57.600 relataram dificuldades de locomoção. A Justiça Eleitoral tem trabalhado para garantir a acessibilidade em todas as seções eleitorais. A participação dos jovens de 16 e 17 anos é de 67.628 eleitores, para os quais o voto é facultativo. Da mesma forma, o voto é facultativo para os 1.839.654 eleitores com 70 anos ou mais. O engajamento cívico de todas as faixas etárias é fundamental para a democracia.

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Líder da Diáspora Cubana nos EUA: “Pela 1ª Vez em 70 Anos, Cuba Tem Condições de Derrubar Ditadura”

Rosa María Payá, líder da diáspora cubana nos EUA, acredita que a ilha está em um momento propício para a mudança de regime. A crise humanitária em Cuba se agrava, e com ela surge a esperança de uma transformação política. Rosa María Payá, 37 anos, líder da diáspora cubana nos Estados Unidos e comissária da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), analisa o cenário atual e aponta para uma oportunidade inédita de derrubar a ditadura na ilha, algo que, segundo ela, não se via há mais de 70 anos. Filha do icônico ativista Oswaldo Payá Sardiñas, que morreu em circunstâncias misteriosas em 2012, Rosa María herdou a luta pela abertura política. Desde seu exílio em Miami em 2013, ela se tornou uma voz influente, próxima a figuras políticas americanas e atuante na articulação de grupos da oposição cubana no exterior. Em entrevista recente, Payá refuta a ideia de que as sanções americanas sejam a principal causa da crise humanitária em Cuba, atribuindo a responsabilidade primária ao próprio regime. Conforme informação divulgada pela Folha, ela destaca que o conglomerado militar cubano, a Gaesa, acumula bilhões de dólares enquanto o povo sofre com fome, falta de medicamentos e energia, além de repressão intensa. A líder da diáspora aponta que os protestos diários nas ruas, embora reprimidos, demonstram um clamor popular por “abaixo a ditadura”, e não “abaixo o embargo”. Os Três Pilares para a Mudança em Cuba Payá identifica três elementos cruciais que, combinados, podem catalisar uma mudança sistêmica em Cuba. O primeiro é a **demanda por mudança sistêmica**, expressa pela população que anseia por eleições livres após mais de 70 anos sem a possibilidade de escolha democrática. A população cubana está exigindo protagonismo em seu futuro. O segundo pilar é a **pressão internacional qualificada**. Pela primeira vez em décadas, segundo Payá, o governo dos Estados Unidos demonstra disposição em pressionar diretamente os responsáveis pelo regime: os generais, a família Castro e os donos das empresas bilionárias estatais. Essa pressão é vista como fundamental para desestabilizar o poder. O terceiro elemento é a **alternativa democrática organizada**. Em março deste ano, um acordo foi assinado reunindo a maioria das forças democráticas cubanas, dentro e fora da ilha. Este acordo delineia um plano de transição em fases, incluindo liberação, estabilização, reconstrução e, finalmente, democratização com eleições livres. Líderes importantes desse movimento estão atualmente presos em Cuba. O Papel da Diáspora e a Economia Cubana A líder da diáspora cubana enfatiza a importância do **exílio organizado e economicamente poderoso** para a recuperação da ilha. Com quase 40% da população vivendo fora de Cuba, essa comunidade, que nunca se desconectou da ilha, está preparada para desempenhar um papel central na reconstrução econômica. Payá também aborda a questão da cultura democrática em Cuba, reconhecendo os 67 anos de comunismo como um período traumático. No entanto, ela ressalta o sucesso de cubanos em comunidades democráticas ao redor do mundo, tanto na política quanto nos negócios, afirmando que a única necessidade para o progresso é a **liberdade**. A estratégia

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Lula libera R$ 2,75 bilhões em crédito e turbina Minha Casa, Minha Vida antes de oficializar candidatura à reeleição

Governo injeta bilhões em crédito e fortalece programas sociais em movimento estratégico pré-campanha de Lula A poucos meses da oficialização de sua candidatura à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou a liberação de **R$ 2,75 bilhões em novos créditos** e a **ampliação de programas sociais**, como o Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa, publicada em edição extra do Diário Oficial da União neste sábado (1º), visa aquecer a economia e reforçar ações com forte apelo popular. A medida provisória, que entra em vigor imediatamente, destina um reforço significativo para fundos que garantem operações de crédito para empresas e famílias, além de aumentar os recursos disponíveis para o programa habitacional. O movimento é visto como uma jogada política importante, alinhada aos principais temas da pré-campanha do presidente. Conforme informação divulgada pelo governo, a Medida Provisória nº 1.382, de 1º de agosto de 2026, busca **reduzir o risco para bancos** na concessão de empréstimos, especialmente para pequenas empresas, e garantir a continuidade de políticas públicas essenciais. A estratégia visa consolidar a imagem de um governo atuante na melhoria da qualidade de vida da população e no fomento econômico. Reforço bilionário para crédito e empresas A União poderá aportar **até R$ 2 bilhões a mais no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI)**, um mecanismo fundamental para o Programa Emergencial de Acesso a Crédito. Adicionalmente, o Fundo Garantidor de Operações (FGO) receberá um reforço de **R$ 750 milhões**. Esses fundos funcionam como um escudo, diminuindo a exposição dos bancos e incentivando a concessão de mais crédito com garantia governamental. A medida também isenta de taxas as garantias do Peac-FGI ligadas a linhas de crédito específicas, incluindo aquelas voltadas para autônomos do transporte rodoviário de carga. Essa desoneração visa facilitar o acesso a recursos para setores estratégicos da economia, impulsionando a atividade e o consumo. Desenrola Brasil ganha fôlego com novas regras O programa **Desenrola**, que tem como objetivo renegociar dívidas de pessoas físicas, foi beneficiado com novas regras. A partir de agora, os recursos das instituições financeiras participantes poderão ser combinados com fundos da União para viabilizar as operações de crédito. Essa mudança é especialmente relevante para o Desenrola Adimplentes, modalidade que oferece melhores condições de crédito para quem já está em dia com seus pagamentos. Além disso, o prazo para que os bancos participantes do Novo Desenrola Brasil executem ações de **educação financeira foi estendido até 31 de agosto de 2027**. Essas ações, que devem corresponder a no mínimo 1% dos valores garantidos pelo fundo, são cruciais para a sustentabilidade financeira dos beneficiários a longo prazo. Minha Casa, Minha Vida recebe aporte significativo O programa habitacional **Minha Casa, Minha Vida** também foi contemplado com um reforço importante. A medida provisória destina **mais R$ 750 milhões ao Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab)**, que assegura as operações de crédito para a aquisição de moradias. Outra novidade importante é a renovação, por 24 meses a partir da publicação da MP, do prazo para a conclusão e entrega de unidades habitacionais. Instituições e

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Diáspora Cubana em Miami: Entre a Esperança em Trump e o Desespero pela Família na Ilha

A complexa realidade da diáspora cubana em Miami: apoio a Trump e o peso da crise na ilha A Ermita de La Caridad, em Miami, um santuário católico que homenageia a padroeira de Cuba, tem sido palco de desabafos cada vez mais angustiados. Fiéis relatam desespero com a situação de seus parentes na ilha e com suas próprias vidas nos Estados Unidos. Miami, lar de quase 800 mil cubanos, tornou-se um centro político expressivo, com o eleitorado cubano migrando do Partido Democrata para o Republicano, um reflexo de um realinhamento latino em todo o país. Neste cenário de pressão econômica recorde em Cuba, com novas sanções e uma crise humanitária sem precedentes, o perfil político da comunidade se torna evidente. Apesar de não serem um grupo monolítico, a maioria dos cubanos em Miami demonstra apoio às ações de Donald Trump. Contudo, surge uma latente contradição ao verem seus compatriotas sofrerem as consequências da asfixia econômica imposta na ilha. Essa calamidade muda a dinâmica da diáspora, especialmente para cidadãos comuns, não para o empresariado ou lideranças políticas já estabelecidas. Imigrantes cubanos de classe baixa e média, muitos aguardando respostas para seus pedidos de asilo, veem-se forçados a trabalhar cada vez mais. Conforme relatos ouvidos pela irmã Elvira García, muitos precisam dobrar ou triplicar seus turnos de trabalho para enviar remessas financeiras a seus familiares que permaneceram em Cuba. Essa informação foi divulgada em reportagem sobre a diáspora cubana. Engenheiro em Miami: duas jornadas para sustentar a família em Havana Um exemplo dessa realidade é Norges, um engenheiro e professor universitário que emigrou para Miami há quatro anos, após ser expulso de sua universidade em Cuba e receber a ordem de deixar o país. Ele relata que “não permitem uma vida livre àqueles que não são partidários do Partido Comunista de Cuba”, criticando a repressão contra estudantes que participaram dos protestos de julho de 2021. Norges, 63 anos, chegou aos EUA após voar para a Nicarágua e atravessar a fronteira por terra. Atualmente, ele trabalha em uma empresa de engenharia pela manhã e como motorista de aplicativo à tarde e à noite. Essa dupla jornada, iniciada no início do ano, tem como objetivo enviar mais recursos para suas filhas e netas em Havana. “Envio principalmente alimentos: muita carne enlatada, queijo e farinha. Há um ano consegui enviar painéis solares para que elas tenham eletricidade, possam dormir com ventiladores. Assim humanizo um pouco suas vidas”, conta. Ele também tenta enviar doces para as crianças, mesmo que sua filha diga que não é necessário. “Minha filha diz que não é preciso, mas não consigo”, confessa. A empresa CubaMax, sediada em Miami, é a principal responsável pela organização e distribuição desses produtos na ilha, com preços como um pacote de 280g de café por US$ 6 e um “combo básico” por US$ 90. Padre em Miami: a esperança de uma mudança drástica, mesmo que venha de Trump O padre Angél Andrés Gonzáles Guillén, que serve na Ermita de la Caridad há quatro anos, compartilha a

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Trump suspende ataques ao Irã por acordo “rápido” para frear programa nuclear e reabrir Hormuz

Trump anuncia trégua nos ataques ao Irã em busca de acordo “rápido” e “sobrevivência” do país O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no último sábado (1º) a suspensão de novos ataques contra o Irã, em uma manobra diplomática que visa acelerar um acordo para conter as ambições nucleares de Teerã e garantir a reabertura do Estreito de Hormuz. A decisão, segundo Trump, atende a um pedido de países do Oriente Médio, que buscam uma pausa nas ofensivas para concluir um pacto que possibilitaria a reabertura “imediata, completa e total” da vital rota marítima. O objetivo seria também “um fim da ameaça nuclear iraniana”, conforme declarado pelo presidente em sua plataforma Truth Social. A publicação de Trump ocorreu após uma conversa com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, um aliado chave dos EUA na região. A aparente mudança de curso de Trump, após dias de escalada retórica e ações militares, marca a mais recente reviravolta em um conflito que já dura cinco meses e se estendeu por diversas áreas marítimas. Israel mantém firmeza contra programa nuclear e de mísseis do Irã Apesar do anúncio de Trump, Israel reforçou sua posição de que não hesitará em agir contra o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irã. Eli Cohen, ministro da Energia israelense e membro do gabinete de segurança, afirmou que existe uma coordenação de inteligência e segurança entre Israel e os EUA sobre a região. “Com ou sem acordo, e independentemente de quaisquer compromissos externos, se o Irã tentar retomar seu programa nuclear ou avançar em sua indústria de mísseis balísticos, estaremos lá. Agiremos e atacaremos”, declarou Cohen, demonstrando a determinação de Israel em neutralizar as ameaças iranianas. Arábia Saudita e Irã trocam farpas sobre a escalada de tensões Durante a ligação com Trump, o príncipe herdeiro saudita enfatizou a “necessidade de priorizar o diálogo para reduzir as tensões” no Oriente Médio, segundo a agência de notícias estatal da Arábia Saudita. Contudo, o Irã reagiu com veemência às declarações de Trump. Autoridades militares iranianas descartaram a alegação de que Teerã teria buscado interromper os ataques, classificando-a como “uma nova mentira” destinada a pressionar os países árabes do Golfo. O Irã já havia alertado anteriormente os EUA contra “ações aventureiras” e prometido retaliação decisiva a quaisquer novos ataques. Estreito de Hormuz crucial para o comércio global e alvo da guerra O Estreito de Hormuz, por onde transitavam cerca de 20% do petróleo e gás natural mundial antes do conflito, foi amplamente fechado pelo Irã. Essa ação elevou os preços da energia globalmente e contribuiu para a inflação. A guerra também se estendeu a outras rotas marítimas vitais, como o Mar Vermelho e o Golfo. A instabilidade recente incluiu relatos de incidentes marítimos na costa de Omã, onde um projétil desconhecido atingiu um navio-tanque, causando danos. Aliados do Irã no Iêmen também ameaçaram o Estreito de Bab el-Mandeb, outra rota importante para a exportação de petróleo saudita, intensificando a preocupação com a segurança energética global. Pressão econômica e

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PSTU oficializa Hertz Dias e Vera Lúcia: conheça a chapa que promete alternativa socialista para 2026

PSTU lança Hertz Dias à Presidência e Vera Lúcia para o governo de SP, apostando em candidatura socialista independente O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) confirmou oficialmente as candidaturas de Hertz Dias para a Presidência da República e de Vera Lúcia para o governo do estado de São Paulo. A decisão foi tomada em convenção realizada nesta sexta-feira (31), reunindo militantes e apoiadores do partido. A chapa presidencial terá Vanessa Portugal como vice-presidente, enquanto Renata França disputará o cargo de vice-governadora em São Paulo. A legenda busca se posicionar como uma voz distinta no cenário político nacional. A confirmação das candidaturas marca o início da corrida eleitoral para o partido, que tem em seu projeto a proposta de apresentar uma alternativa de esquerda para a classe trabalhadora. Conforme informação divulgada pelo PSTU, a convenção ocorreu no Sindicato dos Metroviários, localizado no bairro do Belém, na zona leste da capital paulista. Hertz Dias: do Maranhão para a Presidência com discurso socialista Hertz Dias, professor da rede pública no Maranhão e também conhecido por sua atuação como rapper, aceitou o desafio de concorrer à Presidência da República. Sua plataforma política se concentra em **enfrentar a extrema direita** e oferecer uma opção socialista e independente para os trabalhadores. O candidato busca ressoar com o eleitorado que se sente representado por um discurso de **ruptura com as políticas tradicionais** e que anseia por um projeto que priorize os interesses da classe trabalhadora. Dias aposta em sua trajetória e em sua experiência para defender um Brasil mais justo. Vera Lúcia: operária de calçados na disputa pelo governo de São Paulo No cenário paulista, Vera Lúcia, que é operária na indústria de calçados, foi oficializada como candidata ao governo do estado. Sua candidatura se apresenta como uma **alternativa socialista** aos governos atuais e aos interesses do empresariado. Vera Lúcia pretende levar para o Palácio dos Bandeirantes as demandas e as pautas da classe trabalhadora. A candidata defende um projeto que **transforme a realidade dos trabalhadores** e que rompa com as políticas que considera prejudiciais ao povo. Chapa completa e objetivos do PSTU para as eleições A definição de Hertz Dias e Vera Lúcia como cabeças de chapa reflete a estratégia do PSTU de fortalecer sua presença política em nível nacional e estadual. O partido busca ampliar o debate sobre as questões sociais e econômicas do país. Com candidaturas que emergem diretamente das bases trabalhadoras, o PSTU demonstra seu compromisso em **representar os interesses da classe trabalhadora** e oferecer um projeto político diferenciado, focado em **transformações sociais profundas** e na defesa de um socialismo democrático.

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Ataques em Gaza: 9 Palestinos Mortos em Dia de Tensão Apesar de Anúncio de Avanço no Cessar-Fogo

Tensão no Oriente Médio: Ataques em Gaza Deixam 9 Mortos e Intensificam Crise Humanitária Apesar do anúncio de um avanço nos esforços para implementar um acordo de cessar-fogo, ataques aéreos israelenses continuaram em Gaza pelo segundo dia consecutivo neste domingo (2). Pelo menos nove palestinos foram mortos, elevando a preocupação internacional com a escalada do conflito na região. As autoridades de saúde palestinas relataram ataques aéreos separados em diversas áreas do enclave, incluindo a Cidade de Gaza, Deir al-Balah e Khan Younis. As ações militares de Israel visaram, segundo o próprio exército, comandantes e agentes do Hamas, mas resultaram em mortes de civis, incluindo mulheres e crianças. A situação humanitária em Gaza, já precária, agrava-se com os novos bombardeios. No sábado (1º), ataques deixaram pelo menos dois mortos e danificaram depósitos de suprimentos médicos, incluindo instalações do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, conforme informado por autoridades palestinas. Conforme informação divulgada pela Reuters, o exército israelense justificou os ataques aos depósitos alegando que o Hamas armazenava armas no local e o utilizava como esconderijo. Israel Mantém Posição Firme Sobre Ataques em Gaza O ministro de Energia de Israel, Eli Cohen, membro do gabinete de segurança do primeiro-ministro Netanyahu, declarou que não há acordo para interromper os ataques a Gaza. Ele expressou a necessidade de Israel, que já controla 70% da Faixa, assumir o controle total do território, demonstrando uma postura firme em relação às operações militares. Impacto nos Civis e Infraestrutura Médica Os ataques aéreos resultaram em perdas significativas para a população civil. Em Deir al-Balah, um casal foi morto e quatro pessoas ficaram feridas em um ataque a um apartamento. Na Cidade de Gaza, duas pessoas, incluindo uma criança, morreram em circunstâncias semelhantes. Em Khan Younis, uma família composta por pais e um filho de 9 anos foi morta após um ataque a uma casa. A infraestrutura de saúde também foi afetada. No sábado, bombardeios danificaram depósitos de suprimentos médicos essenciais para o Hospital dos Mártires de Al-Aqsa. O porta-voz da instituição, Khalil Dagran, contestou as alegações israelenses sobre o armazenamento de armas, afirmando que as forças israelenses alertaram os palestinos para deixarem a área antes do ataque. O Caminho Incerto do Cessar-Fogo Apesar do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um avanço no cessar-fogo, a implementação do acordo enfrenta obstáculos significativos. Trump afirmou na quinta-feira (30) que o Hamas concordou em se desarmar sob uma iniciativa apoiada pelos EUA. Um roteiro de 15 pontos foi publicado na sexta-feira (31) pelo Conselho de Paz de Trump, detalhando as etapas finais para a implementação. No entanto, o Hamas declarou que só entregará suas armas para armazenamento após Israel interromper suas operações militares e retirar suas forças, em conformidade com o acordo do ano passado. Um oficial israelense, citado pela Reuters, indicou que não haverá retirada de posições militares a menos que o Hamas passe por um “desarmamento genuíno”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não comentou publicamente a iniciativa. Em contrapartida, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, criticou

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Migrantes Desiludidos Devolvem-se ao Marrocos Após Fome e Hostilidade em Ceuta, Sonho Europeu Frustrado

Migrantes Desiludidos Devolvem-se ao Marrocos Após Fome e Hostilidade em Ceuta, Sonho Europeu Frustrado Após a esperança de uma vida melhor na Europa se esvair, muitos migrantes que arriscaram suas vidas para chegar a Ceuta, enclave espanhol no norte da África, iniciaram neste sábado o caminho de volta para o Marrocos. A fome, o cansaço extremo e a recepção hostil de moradores locais minaram as expectativas de recomeço. A atração por vídeos virais nas redes sociais e mensagens de amigos, que indicavam uma brecha na segurança da fronteira, levou milhares a tentarem a travessia. Contudo, ao chegarem a Ceuta, a dura realidade se apresentou: a ausência de meios para prosseguir viagem para a Espanha continental. “Viemos em busca de progresso, não para sermos enganados”, desabafou Brahim, um padeiro de Fez que abandonou seu emprego. Ele se sentiu enganado ao chegar em Ceuta, onde a sobrevivência se tornou um desafio diário. Conforme relatado pela agência Reuters, a falta de recursos financeiros tornou o acesso à comida em Ceuta proibitivo, com preços inflacionados, como um sanduíche de atum custando cerca de R$ 51 (100 dirhams). A Realidade Crua em Ceuta e o Retorno a Fnideq As ruas de Fnideq, cidade marroquina vizinha a Ceuta, que antes fervilhavam com a chegada de migrantes, agora mostram um cenário de esvaziamento. Jovens retornam pela rodovia ou buscam táxis para deixar a localidade, onde o comércio permaneceu fechado por dias, contrastando com a agitação registrada anteriormente. Relatos dos migrantes descrevem supermercados e lojas fechadas em Ceuta, forçando-os a buscar água e comida em condições precárias, enquanto aguardavam suas roupas molhadas secarem ao sol. A experiência em Ceuta foi descrita como uma “prisão”, com a falta de atividades e o fechamento de estabelecimentos gerando desespero. A hostilidade não se limitou à falta de recursos. Alguns migrantes acusaram moradores de El Príncipe, um bairro em Ceuta de maioria marroquina, de os atacarem e expulsarem. Yassine Ichou, garçom marroquino, relatou ter sido agredido e perseguido, afirmando que a intenção era forçá-los a sair da cidade por conta própria. Violência e Tensão na Fronteira O Ministério do Interior da Espanha confirmou que dois migrantes sofreram ferimentos leves em ataques com faca em incidentes separados, com um agressor detido pela polícia. Apesar da tensão, não foram registradas mortes por armas brancas na cidade desde a quinta-feira, segundo a pasta. O êxodo em busca de uma vida melhor afetou até mesmo a economia local. Seis empregados de cozinha de um hotel em Fnideq abandonaram seus postos rumo a Ceuta, forçando a gerência a procurar substitutos. Em contrapartida, em Ceuta, alguns cafés começaram a reabrir, sinalizando um retorno gradual à normalidade, embora a presença policial reforçada e o fechamento da maioria das lojas ainda indiquem uma situação tensa. O Futuro Incerto e a Exploração dos Mais Vulneráveis A capacidade dos centros de acolhimento de migrantes em Ceuta atingiu o limite, com milhares de pessoas ainda no enclave. Moradores locais expressam sentimentos de sobrecarga e impotência diante da situação. Tito, proprietário de uma loja

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Atentado em Moscou: Mulher-Bomba Mata 3 em Restaurante de Luxo Frequentado por Autoridades Russas

Explosão em restaurante de luxo em Moscou classificada como atentado, com 3 mortos e 21 feridos. Uma violenta explosão abalou um restaurante de luxo na região central de Moscou no sábado (1º), resultando na morte de pelo menos três pessoas e deixando outras vinte e uma hospitalizadas. Inicialmente especulada como um acidente com gás, a **explosão foi rapidamente classificada como um atentado** pelo Comitê Investigativo da Rússia. As autoridades russas ainda não confirmaram o alvo específico do ataque, mas o incidente ocorre em um contexto de crescentes ações contra oficiais e figuras ligadas ao governo de Vladimir Putin desde o início da invasão da Ucrânia em 2022. A vítima fatal identificada é uma **mulher-bomba**, que, segundo relatos de testemunhas e a polícia, foi impedida por um segurança antes de conseguir prosseguir. O segurança e um cliente não identificado também morreram na explosão. A mídia moscovita divulgou que o restaurante Balzi-Rossi, palco do atentado, estaria fechado para um banquete comemorativo na noite do ocorrido, o que intensificou as especulações sobre a possibilidade de o alvo serem altas patentes militares russas, com alguns generais do alto escalão tendo celebrado aniversários recentemente no local. O chef italiano do restaurante, Carmine Alfieri, informou em redes sociais que as áreas de salão e cozinha não foram atingidas, sugerindo que o incidente teria ocorrido do lado de fora. O Balzi-Rossi, conhecido por seu alto padrão e frequentado por diplomatas e políticos, está localizado no térreo de um dos icônicos arranha-céus stalinistas na praça Kudrinskaia, uma área próxima a diversas embaixadas, incluindo a do Brasil. Conforme informação divulgada pelas autoridades russas, a investigação sobre o atentado segue em andamento. Restaurante Balzi-Rossi: Um Ponto de Encontro da Elite Russa Sob Suspeita O Balzi-Rossi, inaugurado em 2015, é um estabelecimento de alto padrão que oferece culinária italiana e se tornou um reduto para diplomatas e políticos russos. Sua localização privilegiada, no térreo de um dos famosos arranha-céus stalinistas na praça Kudrinskaia, o coloca em uma área frequentada por autoridades e próxima a representações diplomáticas. O nome do restaurante, que significa “penhascos vermelhos” em um dialeto da Ligúria, reflete suas origens inspiracionais. Após as sanções ocidentais impostas em 2022, o cardápio do Balzi-Rossi passou por adaptações, incorporando frutos do mar russos e chineses, além de pratos com influências asiáticas. A decoração do local, descrita como um exemplo do gosto dos “novos-ricos” moscovitas, combina colunas e estátuas de mármore com elementos vegetais. Os preços, embora elevados, situam-se na média alta de grandes metrópoles como Moscou e São Paulo, com pratos principais podendo custar em torno de R$ 300. Contexto de Violência Crescente Contra Figuras do Governo Russo Este **atentado em Moscou** se insere em um cenário de crescente violência direcionada a figuras ligadas ao governo russo desde o início da guerra na Ucrânia. Um dos casos mais notórios foi o assassinato do general Igor Kirillov, chefe das tropas de Defesa Radiolígica, em 2024, vítima de um “patinete-bomba” em frente ao seu apartamento. Relatos indicam que outros dois generais foram mortos na

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George Santos, filho de brasileiros, é multado em R$ 177 mil por fraude em apostas na plataforma Kalshi

George Santos multado em R$ 177 mil por manipulação em apostas O ex-deputado americano George Santos, filho de brasileiros, foi penalizado com uma multa de US$ 35 mil, o equivalente a cerca de R$ 177 mil. A punição decorre de uma investigação sobre o uso ilegal de informações privilegiadas, conhecido como “insider trading”. Reguladores federais dos Estados Unidos apontam que Santos teria manipulado apostas em um mercado de previsões. As apostas em questão envolviam a presença de George Santos no discurso do Estado da União do então presidente Donald Trump. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) dos EUA detalhou que Santos enganou outros apostadores na plataforma Kalshi. Ele o fez através de publicações nas redes sociais, levando-os a acreditar em sua participação. Contudo, as ações de Santos revelaram uma estratégia dupla. Enquanto publicamente indicava sua presença, ele secretamente apostou contra sua própria participação no evento. Essa manipulação resultou em um lucro de aproximadamente US$ 18 mil, cerca de R$ 91 mil, obtido ao longo de duas semanas em fevereiro, segundo a CFTC. George Santos concordou em pagar a multa e devolver os lucros obtidos de forma ilícita. Um porta-voz da Kalshi confirmou que a empresa investigou as negociações de Santos e colaborou com a CFTC, fornecendo provas essenciais para a ação regulatória. Santos lucrou explorando expectativa de seguidores A estratégia de George Santos para lucrar com as apostas envolveu uma série de postagens nas redes sociais, especialmente na plataforma X. Duas semanas antes do discurso do Estado da União em fevereiro, ele começou a sugerir sua presença, criando burburinho entre seus seguidores. Em 11 de fevereiro, ele abriu uma conta na Kalshi e, entre os dias 12 e 22 de fevereiro, apostou cerca de US$ 6.700 (R$ 34 mil) em sua própria presença. Em 22 de fevereiro, Santos publicou no X, questionando seus seguidores sobre qual traje usar no SOTU (Discurso do Estado da União), se um “terno discreto e sério” ou “um todo brilhante”. Essa postagem específica causou um aumento significativo no valor das apostas sobre sua presença. No dia seguinte, Santos encerrou sua posição, lucrando aproximadamente US$ 3.400 (R$ 17,2 mil) com essa manobra. Apostas em ambos os lados para garantir lucro Na véspera do discurso, a tática de George Santos se tornou ainda mais clara. Ele apostou milhares de dólares na plataforma Kalshi de que não compareceria ao evento. Simultaneamente, continuou a alimentar a expectativa de seus seguidores, afirmando em um vídeo postado no X: “Vou estar na galeria”. Essa dualidade de ações permitiu que ele maximizasse seus ganhos. Na manhã seguinte ao discurso, o resultado da manipulação se concretizou. Santos obteve um lucro superior a US$ 14 mil (R$ 60 mil) com suas apostas contra sua própria presença. A CFTC destacou que essa conduta representa um abuso em mercados de previsão, que estão sob crescente escrutínio quanto à eficácia na coibição de comportamentos inadequados. Contexto de acusações e histórico de Santos George Santos, 38 anos, já enfrentava acusações federais de fraude desde 2023.

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Eleições 2026: Rio de Janeiro tem quase 13 milhões de eleitores aptos para o 1º turno, com aumento de 0,23% no eleitorado

RJ: Quase 13 milhões de eleitores fluminenses estão aptos a votar no 1º turno das eleições de 2026. No próximo pleito, mais de 12,8 milhões de eleitores no estado do Rio de Janeiro poderão comparecer às urnas. Este número representa um ligeiro aumento de 0,23% em comparação com as eleições gerais de 2022. A disputa em 2026 abrangerá cargos importantes como presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O eleitorado fluminense, que representa 8,10% do total nacional, consolida o Rio de Janeiro como o terceiro maior colégio eleitoral do país. Conforme informação divulgada pela Justiça Eleitoral, o estado de São Paulo lidera com o maior número de eleitores, seguido por Minas Gerais. Acompanhe os detalhes sobre a distribuição geográfica e o perfil do eleitorado fluminense. Biometria em Alta: Mais de 10 milhões de eleitores fluminenses com dados biométricos registrados. Um dado significativo é o avanço da biometria no estado. Atualmente, 81,06% dos eleitores fluminenses, o que totaliza 10.421.768 pessoas, possuem seus dados biométricos cadastrados na Justiça Eleitoral. Isso permitirá que votem utilizando a tecnologia, proporcionando mais segurança e agilidade ao processo eleitoral. Em 2022, o percentual de eleitores com biometria era de 56,64%, com 7.265.152 votantes cadastrados. O aumento expressivo demonstra a adesão e a importância crescente da biometria para as eleições futuras. Distribuição Geográfica: Capital concentra a maior parte do eleitorado, mas interior também se destaca. A capital do Rio de Janeiro lidera a distribuição geográfica do eleitorado, com 4.950.429 pessoas aptas a votar. Na Região Metropolitana, São Gonçalo aparece em segundo lugar com 653.494 eleitores, seguida por Duque de Caxias (635.079) e Nova Iguaçu (615.377), na Baixada Fluminense. O estado possui 92 municípios, e 25 deles contam com mais de 100 mil eleitores. Em contrapartida, as cidades com o menor número de eleitores são Laje do Muriaé (6.970), Macuco (7.145) e São José de Ubá (7.651), demonstrando a diversidade de tamanhos dos colégios eleitorais dentro do território fluminense. Perfil do Eleitorado Fluminense: Mulheres lideram, e participação de jovens e idosos é relevante. O Cadastro Eleitoral de 2026 revela que o público feminino compõe a maioria do eleitorado no Rio de Janeiro, com 6.946.339 eleitoras, representando 54% do total. Os homens somam 5.902.909 votantes. Há também 7.752 eleitores sem informação de sexo e 3.388 eleitores com nome social. Um aspecto importante é a inclusão e o acesso para pessoas com deficiência. Neste ano, 141.418 eleitores fluminenses declararam ter algum tipo de deficiência, sendo que 57.600 relataram dificuldades de locomoção. A Justiça Eleitoral tem trabalhado para garantir a acessibilidade em todas as seções eleitorais. A participação dos jovens de 16 e 17 anos é de 67.628 eleitores, para os quais o voto é facultativo. Da mesma forma, o voto é facultativo para os 1.839.654 eleitores com 70 anos ou mais. O engajamento cívico de todas as faixas etárias é fundamental para a democracia.

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