
Supremo dos EUA flexibiliza lei e abre caminho para fim de distrito eleitoral negro no Alabama, impactando eleições
Suprema Corte dos EUA permite redesenho eleitoral no Alabama, gerando debate sobre representatividade negra A Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma decisão que pode alterar significativamente o cenário político no Alabama, permitindo que o estado redesenhe seu mapa eleitoral para o Congresso federal. Essa movimentação, impulsionada pela maioria conservadora da corte, suspendeu uma decisão de instância inferior que havia bloqueado o mapa preferido pelos republicanos. O mapa em questão foi considerado discriminatório e prejudicial ao poder de voto da população negra do Alabama. A decisão da Suprema Corte reaviva a discussão sobre a aplicação da Lei de Direitos de Voto, estabelecida na década de 1960 para proteger minorias contra restrições e manipulações eleitorais. A controvérsia se intensifica em um momento crucial para o Partido Republicano, que busca manter sua estreita maioria nas Casas do Congresso. Estados como Tennessee, Virgínia e Louisiana também têm enfrentado disputas similares sobre o redesenho de distritos eleitorais, refletindo a polarização política nos EUA. Acompanhe os desdobramentos desta decisão e suas implicações. O que a Suprema Corte decidiu e por quê A decisão da Suprema Corte dos EUA, divulgada nesta segunda-feira (11), suspendeu a determinação de uma corte inferior que impedia a implementação de um mapa eleitoral no Alabama. Este mapa, elaborado pelos republicanos do estado, visava criar mais distritos favoráveis ao seu partido, mas foi barrado por ser considerado racialmente discriminatório e por diluir o poder de voto da população negra. A maioria conservadora da corte de nove membros foi o motor por trás dessa suspensão. Em contrapartida, os três juízes progressistas divergiram, sugerindo que a instância inferior poderia reafirmar seu bloqueio ao mapa republicano. A decisão, segundo o g1, é um desdobramento da recente limitação imposta pela corte à Lei de Direitos de Voto. Em abril, a Suprema Corte já havia derrubado um mapa eleitoral da Louisiana que garantia um segundo distrito congressional de maioria negra, argumentando que o mapa se baseava excessivamente em raça, violando a proteção constitucional igualitária. Essa decisão, também por 6 a 3, enfraqueceu proteções estabelecidas após o movimento pelos direitos civis. Como funciona o sistema eleitoral nos EUA e a disputa por distritos Diferentemente do Brasil, onde eleitores votam em candidatos a deputado federal por estado, nos Estados Unidos os estados são divididos em distritos eleitorais. O número de deputados por estado é definido pela população, e os mapas desses distritos são criados pelo Legislativo estadual, geralmente revistos a cada dez anos com base em novos dados demográficos do Censo. Um eleitor em um distrito específico vota apenas nos candidatos que concorrem naquela localidade. A elaboração desses mapas, no entanto, é uma prática politicamente carregada há décadas. O partido que controla o Legislativo estadual pode redesenhar os distritos para obter vantagens eleitorais. Essa manipulação, conhecida como gerrymandering, busca concentrar ou dispersar eleitores de um determinado grupo para influenciar o resultado das eleições. A disputa em torno do redesenho de distritos eleitorais tem sido um dos temas mais relevantes no cenário político americano, especialmente com a proximidade das eleições








