
Lula enfrenta resistência de entidades à aprovação do fim da escala 6×1; veja os impactos econômicos
Fim da escala 6×1: Governo Lula aposta em pauta trabalhista e enfrenta forte resistência de entidades empresariais O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca avançar com a proposta de reduzir a jornada semanal de trabalho para 40 horas, instituindo cinco dias de trabalho e dois de descanso, conhecida como o fim da escala 6×1. A medida, abraçada pelo Planalto como principal programa para a campanha eleitoral deste ano, enfrenta, no entanto, uma forte resistência no Congresso Nacional e no setor produtivo. A missão de viabilizar a proposta recai sobre o deputado José Guimarães (PT-BA), recém-empossado na Secretaria de Relações Institucionais. Ele defende a iniciativa como uma modernização da legislação trabalhista com grande impacto na economia, buscando unificar a Casa em torno do tema. A expectativa é de votação ainda em maio, com a pauta já agendada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Apesar do discurso de modernização, entidades empresariais alertam para potenciais impactos econômicos negativos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima uma queda de 0,7% no PIB, o equivalente a R$ 76,4 bilhões anuais, caso a jornada seja reduzida sem ajuste proporcional de custos. O setor produtivo, em manifesto assinado por 463 entidades, considera a proposta inadequada e um erro político, especialmente em ano eleitoral, temendo perda de empregos e aumento da inflação. Conforme informação divulgada pela CNI, o impacto seria ainda mais acentuado na indústria, com retração de 1,2%, além de perdas no comércio e nos serviços. Setor produtivo critica o momento da discussão e alerta para impactos econômicos O presidente da CNI, Ricardo Alban, criticou veementemente o momento da discussão, classificando a proposta como inadequada e eleitoreira. Ele argumenta que a redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, em um período de pressão eleitoral, não permitirá uma discussão responsável e pode ser utilizada como estratégia política populista. Um manifesto conjunto, assinado por 463 entidades empresariais, reforça as preocupações. O documento aponta que a redução da jornada de trabalho “significa perda de empregos e inflação”. As entidades defendem que qualquer alteração na legislação trabalhista ocorra de forma gradual, mediante negociação coletiva e após estudos técnicos aprofundados, para mitigar os efeitos adversos sobre a economia. Entidades de comércio e serviços também demonstram preocupação A Confederação Nacional do Comércio (CNC) também se manifestou, reforçando a necessidade de diálogo antes de qualquer avanço na proposta. O setor teme que a medida resulte em aumento de preços e redução de vagas, especialmente em áreas com alta rotatividade de funcionários e jornadas de trabalho extensas, impactando diretamente consumidores e pequenos negócios. A preocupação abrange setores como comércio, serviços e segurança, onde mudanças abruptas no modelo de jornada podem gerar custos maiores para as empresas. A reação esperada por parte de pequenos e médios empresários pode ser o corte de pessoal ou o repasse dos custos adicionais para o consumidor final, o que pode gerar um efeito cascata na economia. Articulação política de Lula busca avançar, mas encontra barreiras significativas A nomeação








