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Juros em Queda: Bancos Veem Caminho Para Desbloquear Crédito Imobiliário e Impulsionar Mercado

Bancos veem juros menores como chave para ampliar financiamento imobiliário e destravam novas estratégias. A perspectiva de juros mais baixos é vista pelos bancos como um fator crucial para expandir o financiamento no setor imobiliário nos próximos anos. Em um cenário ainda desafiador com taxas elevadas, representantes de instituições financeiras reunidos em fórum da Abrainc destacaram o desenvolvimento de estruturas alternativas para apoiar incorporadoras. O avanço significativo no financiamento imobiliário, no entanto, está intrinsecamente ligado a uma trajetória mais previsível dos juros no médio e longo prazo. Essa previsibilidade é fundamental tanto para as incorporadoras quanto para os compradores de imóveis. Segundo Bruno Gargioli, diretor de Real Estate da XP, o mercado de capitais possui grande potencial para reunir recursos de diversos investidores e instituições, permitindo o compartilhamento de riscos em projetos imobiliários. A mudança passa pela ampliação do uso de estruturas pós-fixadas e de instrumentos do mercado de capitais. Novas Estruturas de Financiamento Ganham Espaço A busca por novas fontes de financiamento para o setor imobiliário já é uma necessidade, conforme aponta Raul de Oliveira Gomes, superintendente nacional de Habitação PJ da Caixa. Ele ressalta que, embora o FGTS e a poupança continuem relevantes, especialmente para o comprador final, essas fontes tradicionais não possuem mais a capacidade de acompanhar o potencial de crescimento do mercado imobiliário sozinhas. Gargioli explica que operações atreladas a um percentual do CDI permitem que a redução das taxas de juros seja incorporada ao custo do financiamento ao longo do projeto, beneficiando as incorporadoras em cenários de queda de juros. Para os compradores, contudo, a volatilidade das taxas representa um risco maior. Previsibilidade de Juros é Essencial para Compradores Bruno Bianchi, diretor de Real Estate do Itaú BBA, diferencia o financiamento da produção, voltado para incorporadoras, do crédito para aquisição por pessoas físicas. Enquanto empresas já se beneficiam de modalidades com taxas variáveis em um ambiente de juros altos, a volatilidade pode elevar rapidamente o custo do financiamento para o comprador final, aumentando o risco de inadimplência e, em casos extremos, a perda do imóvel. Por isso, uma utilização mais ampla das estruturas de financiamento imobiliário depende de um ambiente macroeconômico que produza juros mais previsíveis. Para as incorporadoras, a existência de alternativas de financiamento permite capturar uma eventual redução das taxas, mas o planejamento de empreendimentos de longo prazo exige maior previsibilidade sobre o custo do dinheiro. Mercado de Capitais e Alternativas para Superar Desafios O mercado de capitais ganha espaço no financiamento imobiliário, principalmente em empreendimentos de médio e alto padrão, através de instrumentos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e debêntures. Arlen Marques, head nacional de carteira de crédito imobiliário PJ do Bradesco, destaca que os bancos também estão estruturando operações próprias para oferecer funding pós-fixado às incorporadoras, ampliando as alternativas além das fontes tradicionais. Os juros elevados também limitam o acesso de pequenas e médias incorporadoras ao crédito, tornando inviável projetos cujas taxas equivalem a CDI mais 6% ou 7% ao ano, especialmente quando o comprador final não tem capacidade de

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Terremoto de 7,7 no Panamá deixa 27 feridos e causa destruição; veja áreas mais afetadas e ajuda internacional

Terremoto de magnitude 7,7 atinge Panamá, deixando rastro de destruição e feridos Um forte terremoto de magnitude 7,7 abalou o Panamá na sexta-feira (9), deixando um saldo de pelo menos 27 pessoas feridas e causando significativos danos em diversas províncias do país. O tremor, sentido por quase um minuto, teve seu epicentro a dez quilômetros de Pitaloza Arriba, na província de Herrera, no centro-sul panamenho. As autoridades revisaram a magnitude inicial após diferentes estimativas, confirmando a força devastadora do sismo. O desabamento de edifícios e a destruição de infraestruturas foram os principais impactos reportados, gerando pânico entre a população. Cidades como Penonomé, a 150 quilômetros da Cidade do Panamá, e Tonosí, com cerca de 9.000 habitantes, figuram entre as áreas mais severamente atingidas, com estradas e serviços básicos comprometidos. Conforme informação divulgada pelas autoridades panamenhas, mais de cem tremores secundários foram registrados após o sismo principal, aumentando a apreensão e dificultando os trabalhos de resgate e avaliação de danos. A situação mobilizou esforços de ajuda humanitária e solidariedade internacional. Danos generalizados e áreas mais afetadas pelo terremoto As províncias de Los Santos, Herrera, Veraguas e Coclé foram as mais atingidas pelos efeitos do terremoto. Em Penonomé, Juana Alveo, 38 anos, relatou o terror vivido: “Foi horrível, algo que nunca tínhamos vivido. Minha filha ficou presa na escola. Graças a Deus estamos bem”. Os danos se estenderam a residências, centros educacionais, hospitais, igrejas, prédios governamentais, pontes e rodovias, com algumas estradas descritas como “totalmente destruídas” ou “completamente colapsadas” pelo presidente panamenho, José Raúl Mulino. Resposta emergencial e ajuda internacional O Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc) confirmou que 27 pessoas sofreram ferimentos leves em todo o país. Felizmente, não há registros de mortos. Em resposta à catástrofe, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) anunciou a doação de US$ 250 mil para atenção humanitária imediata, além de disponibilizar outros US$ 50 milhões em linhas de financiamento para emergências. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também informou que o departamento está mobilizando recursos e funcionários para prestar assistência. Impacto nas operações do Canal e aeroportos Apesar da magnitude do evento, as autoridades do Canal do Panamá asseguraram que a operação da via marítima, crucial para o comércio internacional, segue normal. Contudo, o aeroporto de Tocumen, um importante hub aéreo na América Latina, teve suas operações temporariamente suspensas, com alguns voos sendo desviados. A cidade de Tonosí, em particular, ficou incomunicável por via terrestre, segundo o ministro da Saúde, Fernando Boyd. Solidariedade internacional se manifesta Diversos líderes latino-americanos expressaram solidariedade ao Panamá e ofereceram ajuda. Os presidentes da Colômbia, Abelardo de la Espriella, do Equador, Daniel Noboa, e da Guatemala, Bernardo Arévalo, juntamente com outros governos, manifestaram disposição para enviar apoio em caso de necessidade, demonstrando a união regional diante de desastres naturais.

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Copiloto da Flydubai se inspirou no 11 de Setembro para planejar ataque suicida contra Israel, revela procurador dos Emirados Árabes Unidos

Piloto da Flydubai teria planejado ataque suicida contra Israel inspirado no 11 de Setembro O copiloto da Flydubai que tentou assumir o controle de um voo entre Dubai e Tel Aviv teria planejado um ataque suicida contra Israel, inspirando-se nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif al-Shamsi, por meio da agência estatal de notícias WAM. Segundo a investigação, o plano do suspeito, que é cidadão de Omã, era lançar a aeronave contra um terminal do Aeroporto Internacional Ben Gurion. A Flydubai não comentou a declaração e a agência estatal de notícias ressaltou que o comunicado não atribui qualquer irregularidade à companhia aérea. Esta é a primeira confirmação oficial de que o copiloto teria se inspirado nos ataques que abalaram os Estados Unidos em 2001. A investigação indicou que o suspeito utilizou dois voos anteriores para Tel Aviv para se familiarizar com a rota e o aeroporto, conforme relatado pela WAM. Suspeito usou machado de emergência e aeronave despencou O incidente ocorreu quando a aeronave estava no espaço aéreo saudita. O copiloto atacou o comandante utilizando um machado de emergência, normalmente guardado na cabine para situações críticas. A ação inesperada fez com que o avião despencasse quase 5.000 metros em apenas 30 segundos. Felizmente, o agressor foi dominado por outros tripulantes. Dois pilotos que estavam a bordo conseguiram realizar um pouso seguro na Arábia Saudita. O suspeito foi posteriormente transferido para os Emirados Árabes Unidos, país de origem da companhia aérea. Recrutamento da Flydubai sem indícios de radicalização A investigação sobre os procedimentos de recrutamento da Flydubai concluiu que o suspeito cumpria todos os requisitos profissionais e de segurança exigidos, incluindo possuir licença de piloto e apresentar um atestado de bons antecedentes. No entanto, nenhum dos processos revelou sinais de suas opiniões extremistas ou de sua intenção de cometer um ato terrorista. O homem, de 29 anos, já havia trabalhado para companhias aéreas de outros países, como a Oman Air, antes de ingressar na Flydubai em janeiro de 2026. Contudo, a investigação aponta que indícios de inclinação ao “extremismo e ao terrorismo” já existiam desde 2017, quando ele estudava na Austrália. Radicalização e preparação para o ataque O procurador relatou que o suspeito confessou aos investigadores ter se preparado psicológica e fisicamente para o ataque. Ele teria assistido a conteúdos de propaganda terrorista e frequentado aulas de boxe como parte de sua preparação. O caso gerou críticas ao governo de Binyamin Netanyahu, que questiona como um piloto de um país sem relações diplomáticas com Israel obteve autorização para operar o voo. O primeiro-ministro ordenou revisões de segurança em todos os voos internacionais para o país. Arábia Saudita também investiga o incidente As autoridades dos Emirados Árabes Unidos não divulgaram a identidade do suspeito, mas fontes informaram à Reuters que ele foi identificado como Hammam al-Hammami. A Arábia Saudita também iniciou sua própria investigação de segurança sobre o voo FZ1073. O ministro da Segurança Nacional de

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Faria Lima, Paulista, Rebouças e Berrini: entenda as diferenças entre os eixos corporativos de SP e o que muda para empresas

Faria Lima, Paulista, Rebouças e Berrini: entenda as diferenças entre os eixos corporativos de SP e o que muda para empresas Os principais eixos corporativos de São Paulo, como Faria Lima, Avenida Paulista, Rebouças e Berrini, enfrentam um cenário comum de escassez de escritórios premium. No entanto, cada região trilhou um caminho distinto para chegar a este ponto, influenciando diretamente as decisões de empresas que buscam novos espaços. Essa dinâmica afeta o cálculo de quem procura uma laje corporativa, especialmente em um mercado com alta demanda e oferta limitada. A Faria Lima, por exemplo, sempre manteve um alto custo, enquanto a Rebouças passou de um polo de lojas de noivas para um centro corporativo em tempo recorde. A Avenida Paulista se recuperou de uma vacância significativa para atingir valores de aluguel inéditos em poucos anos. Já a Berrini, mais impactada pela pandemia, começa a apresentar sinais de recuperação, mas ainda corre atrás dos demais eixos. Essas informações, compiladas a partir de relatórios de consultorias como JLL, CBRE, Cushman & Wakefield, Newmark e SiiLA, e complementadas pela cobertura do Portas, revelam as nuances de cada polo. Compreender essas diferenças é crucial para empresas que buscam otimizar custos, localização e acesso, conforme divulgado pelas consultorias de mercado imobiliário corporativo. Faria Lima: Referência de Preço e Baixa Vacância Histórica A Faria Lima consolida-se como a referência de preço no mercado corporativo paulistano. Segundo a SiiLA, foi a única região a superar a inflação em aluguéis de escritórios nos últimos dez anos, com uma alta de 75,4%, contra cerca de 63% do IPCA no mesmo período. A taxa de vacância na região, em conjunto com a JK, gira em torno de 7,9%, um dos menores patamares da cidade, conforme a CBRE, indicando um mercado aquecido e com pouca oferta disponível para novas locações. O aluguel pedido em diversos edifícios já ultrapassa R$ 300 por metro quadrado, com negociações pontuais acima de R$ 400/m² em ativos classe A+. A demanda é forte, vinda principalmente de bancos, gestoras de investimento e empresas de tecnologia, que buscam lajes de alto padrão e estão dispostas a pagar um prêmio pela localização privilegiada, mesmo com a oferta cada vez mais escassa. O ritmo de entrega de novos empreendimentos, muitas vezes dependente de leilões de Cepacs, não acompanha a velocidade da demanda. Rebouças: A Transformação Mais Rápida do Mercado Corporativo A transformação da Rebouças é notável, saindo de um polo de lojas de noivas para um eixo corporativo dinâmico. Uma mudança no plano diretor em 2022 permitiu o desenvolvimento de empreendimentos corporativos de uso misto, absorvendo a demanda reprimida da Faria Lima e da Paulista. A taxa de vacância despencou de 29,9% no primeiro trimestre de 2025 para 12% no terceiro trimestre do mesmo ano, chegando a vacância zero no primeiro trimestre de 2026, segundo a JLL. O aluguel acompanhou essa ascensão, saltando de R$ 146/m² para R$ 180/m² em um ano, um aumento de 23%. O estoque da região, atualmente de 51,8 mil m², deve crescer significativamente com a

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Estudantes em Massa: UNE Lidera Atos Nacionais em Apoio a Lula, Defendendo Educação e Democracia

Estudantes se mobilizam em todo o Brasil em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, em atos organizados pela União Nacional dos Estudantes (UNE). As manifestações destacam a defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, além da preservação da democracia e de direitos fundamentais. Uma onda de manifestações estudantis tomou conta do país durante a semana, com estudantes de diversos estados expressando apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. A União Nacional dos Estudantes (UNE) foi a principal convocadora dos atos, após declarar oficialmente seu apoio a Lula no segundo turno das eleições presidenciais. As mobilizações não se limitaram a um único dia ou local, abrangendo uma vasta área geográfica e reunindo milhares de jovens e trabalhadores. Os temas centrais das discussões e reivindicações incluíam a importância de uma educação pública de excelência, o fim de modelos de trabalho precarizados, como a escala 6×1, e a **manutenção inabalável da democracia** em solo brasileiro. A força e a abrangência desses atos foram evidenciadas na quinta-feira (8), quando manifestações ocorreram em, pelo menos, 13 estados e no Distrito Federal. Essa ampla adesão demonstra a relevância do movimento estudantil e sua preocupação com os rumos do país, conforme divulgado pela UNE. Rio de Janeiro: Candelária é palco de grande manifestação estudantil Na quarta-feira (7), a região central do Rio de Janeiro, especificamente a Candelária, foi o ponto de encontro de milhares de estudantes e trabalhadores. Os participantes realizaram uma caminhada vibrante pela Avenida Rio Branco, culminando na Cinelândia. O evento serviu como plataforma para reivindicações importantes para o futuro da juventude e do país. São Paulo e Tocantins: Diversidade de locais e discursos reforçam o apoio a Lula Em São Paulo, os estudantes concentraram-se em universidades particulares de destaque, como a Cásper Líbero e o Mackenzie. Além disso, a Praça Roosevelt, no centro da capital paulista, também foi palco de uma significativa reunião de apoiadores. No Tocantins, a Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas, foi o local escolhido para o ato estudantil. Kaio Costa, jornalista e ex-aluno da UFT, ressaltou a amplitude do protesto em Palmas. Ele explicou que a manifestação não se resumiu apenas ao apoio a Lula, mas se estendeu à **defesa da democracia e dos direitos básicos** de toda a população. Costa enfatizou a necessidade de engajamento diante de um cenário global de avanço conservador. “Se a gente for fazer uma análise sobre o que está acontecendo no mundo inteiro, a gente tem visto uma grande onda de conservadorismo e retrocesso em direitos básicos tanto das mulheres quanto de comunidades minoritárias das quais eu faço parte, porque eu sou um homem negro e LGBT, nascido no interior do Tocantins. Eu não posso me dar o luxo de só assistir a coisa acontecer”, declarou Kaio Costa, evidenciando a preocupação com a garantia de direitos para grupos minoritários. UnB e outros estados: Mobilização nacional pela educação e direitos humanos A mobilização estudantil também se fez presente em estados como Minas Gerais,

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Eleições Palestinas Adiada: Por que Mahmoud Abbas Suspende Votação e Frustra Aliados Internacionais?

Autoridade Palestina Suspende Eleições Legislativas Marcadas para Novembro, Gerando Decepção Internacional A Autoridade Palestina, que governa partes da Cisjordânia ocupada por Israel, anunciou a suspensão das eleições legislativas previstas para 28 de novembro. A decisão foi comunicada à França em uma carta enviada por Hussein al-Sheikh, vice-presidente da Autoridade Palestina, ao ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot. A notícia gerou frustração em Paris e levanta questionamentos sobre o futuro político da região. A medida surge em um contexto de crescentes divisões internas no Fatah, partido que comanda a Autoridade Palestina, e de um cenário político marcado pelo autoritarismo do presidente Mahmoud Abbas. A falta de colaboração de Israel, que controla o acesso à Faixa de Gaza para urnas e observadores, também é apontada como um obstáculo significativo para a realização do pleito, segundo diplomatas ocidentais ouvidos pela reportagem. A suspensão das eleições representa um revés para os esforços de Abbas em demonstrar capacidade de promover mudanças no sistema político palestino, um ponto crucial para obter apoio de países europeus e dos Estados Unidos. A União Europeia, em particular, tem sido uma forte defensora de reformas democráticas e da realização de eleições na região. As informações foram divulgadas pelo The New York Times, com fontes falando sob condição de anonimato. Decepção Francesa e Compromissos de Macron A França manifestou profunda decepção e frustração com a decisão de adiar as eleições palestinas. Pierre-Arnaud Blanchard, diplomata francês residente no Washington Institute for Near East Policy, destacou a perda de uma oportunidade para renovar a legitimidade da Autoridade Palestina. O presidente francês, Emmanuel Macron, havia reconhecido o Estado palestino em setembro de 2025, após Abbas se comprometer com reformas profundas na governança palestina, incluindo a realização de eleições sob supervisão internacional. Pressão por Reformas e Legitimidade em Declínio A Autoridade Palestina, que administra partes da Cisjordânia, enfrenta há anos acusações de corrupção. O governo americano tem sido enfático ao afirmar que a Autoridade Palestina só poderá ter um papel relevante na Faixa de Gaza pós-conflito se passar por uma reforma significativa. Mahmoud Abbas, com 90 anos, está no poder desde 2005, e sua gestão tem sido marcada pelo distanciamento de rivais e pela cooperação em segurança com Israel. Temores Internos e o Fantasma de 2006 Analistas apontam que o temor de funcionários de alto escalão da Autoridade Palestina em relação ao possível enfraquecimento de sua já abalada legitimidade, caso as eleições ocorressem, foi um fator determinante para o adiamento. Jehad Harb, especialista em política palestina, afirmou que as eleições representam uma ameaça para o presidente e seus aliados. A última eleição nacional palestina, em 2006, resultou em um governo frágil, isolamento internacional e conflitos, culminando na vitória do Hamas sobre o Fatah e, posteriormente, em uma guerra civil em Gaza em 2007. O Legado da Divisão entre Fatah e Hamas A polarização entre Fatah e Hamas remonta às eleições de 2006, quando o Hamas, classificado como organização terrorista por muitos países, obteve uma vitória expressiva. A recusa dos Estados Unidos e de grande

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Fim da escala 6×1: Alcolumbre marca votação da PEC que promete 2 dias de descanso e jornada de 40 horas para quarta-feira

Senado Federal definirá futuro da jornada 6×1 na próxima quarta-feira, com votação da PEC que propõe 2 dias de descanso semanal e redução da carga horária para 40 horas. O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu para a próxima quarta-feira, 14 de dezembro, a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a jornada de trabalho de seis dias seguidos por um de descanso, conhecida como escala 6×1. A decisão de Alcolumbre atende a um compromisso de colocar a proposta em pauta com responsabilidade e respeito ao rito regimental. A PEC 221, de 2019, que já foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados em maio deste ano, propõe a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, sem qualquer redução salarial. Além disso, a proposta prevê a diminuição da jornada de trabalho semanal das atuais 44 horas para 40 horas, com um período de transição de 14 meses para sua implementação total. A expectativa é que a votação no Senado seja um passo crucial para a mudança nas relações de trabalho no país. A proposta, ao ser aprovada pelos deputados, seguiu para a Casa revisora, onde seu trâmite enfrentou alguns adiamentos. Conforme informação divulgada pelo Senado, a proposta chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em agosto e foi aprovada no início de setembro, mas Alcolumbre aguardou o período pós-eleições para levá-la ao plenário. Detalhes da Proposta de Emenda Constitucional A PEC em questão estabelece, de forma clara, a obrigatoriedade de dois dias de descanso semanal para todos os trabalhadores, um avanço significativo em relação à escala 6×1. A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem impacto na remuneração, é outro ponto de destaque, visando melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos empregados. A proposta também prevê jornadas diferenciadas para trabalhadores com ensino superior, que atualmente recebem salários mais altos, permitindo negociações diretas entre empregador e empregado, desde que mantida a escala 5×2. Regras de Transição e Implementação da Nova Jornada Para garantir uma adaptação suave às novas regras, a PEC prevê um período de transição de até 14 meses para a implementação completa da nova escala de trabalho. Uma exceção se aplica aos trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição específica. Nos primeiros 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão assegurar a escala 5×2 e a redução da jornada para 42 horas semanais, com uma nova redução para 40 horas após 12 meses desse ajuste inicial. Caminho da Proposta no Congresso Nacional Após sua aprovação na Câmara dos Deputados, a PEC 221/2019 precisou passar pelo Senado Federal. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, a matéria necessita de aprovação em dois turnos em ambas as Casas legislativas. Caso os senadores promovam alterações no texto, a proposta terá que retornar à Câmara para nova apreciação. A articulação política em torno da aprovação da PEC pelo fim da escala 6×1 tem sido

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Democracia em Jogo: Ativistas Globais Alertam Sobre Ameaças e a Urgência da Ação Cidadã

Ativistas globais reforçam a importância da luta pela democracia em tempos de crise, alertando sobre riscos e conclamando à ação. A defesa da democracia exige mais do que palavras e manifestações virtuais. A constatação parte de ativistas que vivenciam a fragilidade democrática em seus países e observam com apreensão os rumos em nações consolidadas. O privilégio de viver em uma democracia, ressaltam, vem acompanhado de uma responsabilidade intrínseca: a de protegê-la ativamente. A reflexão ganha força após a participação no Fórum da Democracia de Atenas, um encontro que reuniu especialistas e ativistas de todo o mundo. A visão do Partenon, símbolo da democracia ateniense, serviu como pano de fundo para discussões sobre o ativismo performático nas redes sociais e a perigosa inércia diante de ameaças reais ao sistema democrático, como a erosão de princípios e a violação de regras por líderes políticos. Essa perspectiva é compartilhada por figuras proeminentes no cenário internacional. Tawakkul Karman, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, e Samer Sinijlawi, líder democrático palestino, convergem em seus alertas sobre a necessidade de vigilância constante e engajamento cívico. Conforme divulgado em relatos recentes, ambos enfatizam que cruzar os braços diante de ameaças autoritarias não é uma opção para a saúde e a sobrevivência da democracia. A Voz de Quem Luta Pela Liberdade Tawakkul Karman, a primeira iemenita e mulher árabe a receber o Prêmio Nobel da Paz, expressou seu choque ao presenciar a complacência de instituições americanas diante das pressões políticas. Ela, que liderou protestos pacíficos no Iêmen pela democracia e direitos das mulheres, compara as táticas autoritárias com as que observou em seu país. “O mais perigoso em uma democracia”, explica Karman, é quando as pessoas começam a temer as consequências de suas ações e palavras. Esse medo, semeado pelo ditador, leva à autocensura e ao controle da narrativa, minando a liberdade de expressão e o debate público. A luta de Karman no Iêmen, que buscou estabelecer um diálogo nacional e redigir uma nova Constituição, foi interrompida pela guerra civil. Agora, ela dedica-se a promover a democracia globalmente e a combater a influência de potências estrangeiras que buscam controlar rotas estratégicas, como o estreito de Bab el-Mandeb. A Urgência das Eleições Livres na Palestina Samer Sinijlawi, líder do partido palestino Masar Jadid (Novo Caminho), compartilha um alerta semelhante vindo de Jerusalém Oriental. Ele ressalta a importância crucial das eleições para o Conselho Legislativo Palestino, que não ocorrem desde 2006, e a necessidade de evitar novos adiamentos. Sinijlawi argumenta que a ausência de um governo e legislativo palestinos legítimos e democraticamente eleitos fortalece argumentos de grupos extremistas, como o Hamas, que defendem a mudança por meios não democráticos. Ele enfatiza que a única via para a paz e a liberdade é através de instituições representativas e de uma solução de dois Estados. O líder palestino também aborda a complexa relação entre israelenses e palestinos, propondo uma mudança de paradigma. Em vez de focar em quem “pertence” à terra, Sinijlawi sugere que a questão central seja “como nós dois pertencemos

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Nobel da Paz 2026: Navi Pillay, Jurista que Aponta Genocídio em Gaza, é Premiada e Gera Polêmica Mundial

Nobel da Paz 2026 premia Navi Pillay, jurista que aponta genocídio em Gaza, em decisão que divide opiniões e gera forte reação de Israel. O Comitê Norueguês do Nobel anunciou nesta sexta-feira (9) que Navanethem ‘Navi’ Pillay é a vencedora do Nobel da Paz de 2026. A jurista sul-africana foi escolhida por “seus esforços para promover a paz e o direito internacional”, conforme comunicado oficial. Pillay, que já foi juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) e Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, liderou uma comissão da ONU que, em 2025, investigou a guerra na Faixa de Gaza. O relatório resultante concluiu que Israel havia cometido genocídio contra os palestinos, uma alegação que Tel Aviv condenou veementemente. A decisão do comitê, conforme informações divulgadas, busca reconhecer os esforços de Pillay em responsabilizar Estados e líderes por suas ações, levando esperança às vítimas de violência e demonstrando uma “sólida bússola moral”. Contudo, a escolha gerou reações imediatas, com Israel classificando a premiação como uma legitimação do “ódio anti-Israel”. Organizações internacionais, por outro lado, celebraram a decisão como uma vitória da justiça internacional. Carreira Marcada pela Luta por Direitos e Justiça Internacional Navi Pillay dedicou seu prêmio aos “sobreviventes de crimes internacionais” e fez um apelo aos líderes mundiais para que respeitem as instituições jurídicas internacionais. Sua carreira é marcada por atuações em importantes processos judiciais internacionais, incluindo seu tempo como juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, onde presidiu julgamentos que estabeleceram que o estupro e a violência sexual podem configurar atos de genocídio. Durante o apartheid na África do Sul, Pillay defendeu ativistas e contribuiu para a inclusão da cláusula de igualdade na Constituição sul-africana, proibindo discriminação por raça, gênero, religião e orientação sexual. Ela também cofundou a Equality Now, organização internacional dedicada aos direitos das mulheres. TPI Sob Pressão e Sanções Americanas O Comitê do Nobel destacou que o sistema de direito internacional está sob “enorme pressão” e que suas instituições estão sendo atacadas, com uma “mudança em direção à política de poder, em detrimento dos marcos jurídicos e do respeito global pelo direito e pela justiça”. Essa declaração surge em um contexto de intensas pressões e sanções impostas pelos Estados Unidos contra o TPI, especialmente após a emissão de mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Horas após o anúncio do Nobel, o presidente dos EUA anunciou novas sanções contra o tribunal, uma ação que a vice-promotora do TPI, Nazhat Shameem Khan, condenou, afirmando que não interromperá o trabalho da corte. Relatório da ONU Aponta Genocídio em Gaza A comissão especial da ONU liderada por Pillay investigou a fundo tanto o ataque de 7 de Outubro quanto a retaliação israelense na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O relatório resultante acusa Israel e o Hamas de crimes de guerra e conclui que Israel cometeu genocídio em Gaza com o objetivo de “destruir os palestinos” no território, culpando autoridades israelenses de alto escalão, incluindo Netanyahu, por incitar tais atos. Israel, que se recusou a cooperar

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Agenda Presidenciáveis 2º Turno: Lula em Brasília e Bolsonaro no Rio nesta Sexta-feira (9)

Candidatos à Presidência cumprem agenda em Brasília e no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 9 de setembro, em reta final de campanha para o segundo turno. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, terá compromissos na capital federal, enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, foca suas atividades na cidade do Rio de Janeiro. A movimentação dos presidenciáveis visa mobilizar eleitores e reforçar a mensagem de campanha em locais estratégicos, buscando a vitória no pleito que definirá o futuro do país. A ordem de divulgação das agendas dos candidatos à presidência segue um sistema de alternância diária, garantindo que ambos tenham igualdade de espaço na cobertura midiática. Lula da Silva em Brasília Na manhã desta sexta-feira, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará de uma caminhada em Ceilândia, região administrativa de Brasília. O evento contará com a presença de Leandro Grass, candidato ao governo do Distrito Federal, fortalecendo a coligação local. A atividade de Lula tem início previsto para as 8h, com o objetivo de dialogar com a população local e apresentar suas propostas para um eventual novo governo, focando em temas como desenvolvimento social e economia. Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro Já Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à presidência, estará no Rio de Janeiro. Ele participará de um encontro com lideranças políticas e empresariais na Barra da Tijuca. O encontro está marcado para o meio-dia e contará com a presença de Douglas Ruas, além de outras lideranças. O objetivo é reunir apoio e discutir estratégias para a reta final da campanha eleitoral no estado. A agenda dos candidatos reflete a importância de cada região e a necessidade de contato direto com o eleitorado em diferentes partes do Brasil, especialmente neste momento crucial do segundo turno.

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Juros em Queda: Bancos Veem Caminho Para Desbloquear Crédito Imobiliário e Impulsionar Mercado

Bancos veem juros menores como chave para ampliar financiamento imobiliário e destravam novas estratégias. A perspectiva de juros mais baixos é vista pelos bancos como um fator crucial para expandir o financiamento no setor imobiliário nos próximos anos. Em um cenário ainda desafiador com taxas elevadas, representantes de instituições financeiras reunidos em fórum da Abrainc destacaram o desenvolvimento de estruturas alternativas para apoiar incorporadoras. O avanço significativo no financiamento imobiliário, no entanto, está intrinsecamente ligado a uma trajetória mais previsível dos juros no médio e longo prazo. Essa previsibilidade é fundamental tanto para as incorporadoras quanto para os compradores de imóveis. Segundo Bruno Gargioli, diretor de Real Estate da XP, o mercado de capitais possui grande potencial para reunir recursos de diversos investidores e instituições, permitindo o compartilhamento de riscos em projetos imobiliários. A mudança passa pela ampliação do uso de estruturas pós-fixadas e de instrumentos do mercado de capitais. Novas Estruturas de Financiamento Ganham Espaço A busca por novas fontes de financiamento para o setor imobiliário já é uma necessidade, conforme aponta Raul de Oliveira Gomes, superintendente nacional de Habitação PJ da Caixa. Ele ressalta que, embora o FGTS e a poupança continuem relevantes, especialmente para o comprador final, essas fontes tradicionais não possuem mais a capacidade de acompanhar o potencial de crescimento do mercado imobiliário sozinhas. Gargioli explica que operações atreladas a um percentual do CDI permitem que a redução das taxas de juros seja incorporada ao custo do financiamento ao longo do projeto, beneficiando as incorporadoras em cenários de queda de juros. Para os compradores, contudo, a volatilidade das taxas representa um risco maior. Previsibilidade de Juros é Essencial para Compradores Bruno Bianchi, diretor de Real Estate do Itaú BBA, diferencia o financiamento da produção, voltado para incorporadoras, do crédito para aquisição por pessoas físicas. Enquanto empresas já se beneficiam de modalidades com taxas variáveis em um ambiente de juros altos, a volatilidade pode elevar rapidamente o custo do financiamento para o comprador final, aumentando o risco de inadimplência e, em casos extremos, a perda do imóvel. Por isso, uma utilização mais ampla das estruturas de financiamento imobiliário depende de um ambiente macroeconômico que produza juros mais previsíveis. Para as incorporadoras, a existência de alternativas de financiamento permite capturar uma eventual redução das taxas, mas o planejamento de empreendimentos de longo prazo exige maior previsibilidade sobre o custo do dinheiro. Mercado de Capitais e Alternativas para Superar Desafios O mercado de capitais ganha espaço no financiamento imobiliário, principalmente em empreendimentos de médio e alto padrão, através de instrumentos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e debêntures. Arlen Marques, head nacional de carteira de crédito imobiliário PJ do Bradesco, destaca que os bancos também estão estruturando operações próprias para oferecer funding pós-fixado às incorporadoras, ampliando as alternativas além das fontes tradicionais. Os juros elevados também limitam o acesso de pequenas e médias incorporadoras ao crédito, tornando inviável projetos cujas taxas equivalem a CDI mais 6% ou 7% ao ano, especialmente quando o comprador final não tem capacidade de

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Terremoto de 7,7 no Panamá deixa 27 feridos e causa destruição; veja áreas mais afetadas e ajuda internacional

Terremoto de magnitude 7,7 atinge Panamá, deixando rastro de destruição e feridos Um forte terremoto de magnitude 7,7 abalou o Panamá na sexta-feira (9), deixando um saldo de pelo menos 27 pessoas feridas e causando significativos danos em diversas províncias do país. O tremor, sentido por quase um minuto, teve seu epicentro a dez quilômetros de Pitaloza Arriba, na província de Herrera, no centro-sul panamenho. As autoridades revisaram a magnitude inicial após diferentes estimativas, confirmando a força devastadora do sismo. O desabamento de edifícios e a destruição de infraestruturas foram os principais impactos reportados, gerando pânico entre a população. Cidades como Penonomé, a 150 quilômetros da Cidade do Panamá, e Tonosí, com cerca de 9.000 habitantes, figuram entre as áreas mais severamente atingidas, com estradas e serviços básicos comprometidos. Conforme informação divulgada pelas autoridades panamenhas, mais de cem tremores secundários foram registrados após o sismo principal, aumentando a apreensão e dificultando os trabalhos de resgate e avaliação de danos. A situação mobilizou esforços de ajuda humanitária e solidariedade internacional. Danos generalizados e áreas mais afetadas pelo terremoto As províncias de Los Santos, Herrera, Veraguas e Coclé foram as mais atingidas pelos efeitos do terremoto. Em Penonomé, Juana Alveo, 38 anos, relatou o terror vivido: “Foi horrível, algo que nunca tínhamos vivido. Minha filha ficou presa na escola. Graças a Deus estamos bem”. Os danos se estenderam a residências, centros educacionais, hospitais, igrejas, prédios governamentais, pontes e rodovias, com algumas estradas descritas como “totalmente destruídas” ou “completamente colapsadas” pelo presidente panamenho, José Raúl Mulino. Resposta emergencial e ajuda internacional O Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc) confirmou que 27 pessoas sofreram ferimentos leves em todo o país. Felizmente, não há registros de mortos. Em resposta à catástrofe, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) anunciou a doação de US$ 250 mil para atenção humanitária imediata, além de disponibilizar outros US$ 50 milhões em linhas de financiamento para emergências. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também informou que o departamento está mobilizando recursos e funcionários para prestar assistência. Impacto nas operações do Canal e aeroportos Apesar da magnitude do evento, as autoridades do Canal do Panamá asseguraram que a operação da via marítima, crucial para o comércio internacional, segue normal. Contudo, o aeroporto de Tocumen, um importante hub aéreo na América Latina, teve suas operações temporariamente suspensas, com alguns voos sendo desviados. A cidade de Tonosí, em particular, ficou incomunicável por via terrestre, segundo o ministro da Saúde, Fernando Boyd. Solidariedade internacional se manifesta Diversos líderes latino-americanos expressaram solidariedade ao Panamá e ofereceram ajuda. Os presidentes da Colômbia, Abelardo de la Espriella, do Equador, Daniel Noboa, e da Guatemala, Bernardo Arévalo, juntamente com outros governos, manifestaram disposição para enviar apoio em caso de necessidade, demonstrando a união regional diante de desastres naturais.

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Copiloto da Flydubai se inspirou no 11 de Setembro para planejar ataque suicida contra Israel, revela procurador dos Emirados Árabes Unidos

Piloto da Flydubai teria planejado ataque suicida contra Israel inspirado no 11 de Setembro O copiloto da Flydubai que tentou assumir o controle de um voo entre Dubai e Tel Aviv teria planejado um ataque suicida contra Israel, inspirando-se nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif al-Shamsi, por meio da agência estatal de notícias WAM. Segundo a investigação, o plano do suspeito, que é cidadão de Omã, era lançar a aeronave contra um terminal do Aeroporto Internacional Ben Gurion. A Flydubai não comentou a declaração e a agência estatal de notícias ressaltou que o comunicado não atribui qualquer irregularidade à companhia aérea. Esta é a primeira confirmação oficial de que o copiloto teria se inspirado nos ataques que abalaram os Estados Unidos em 2001. A investigação indicou que o suspeito utilizou dois voos anteriores para Tel Aviv para se familiarizar com a rota e o aeroporto, conforme relatado pela WAM. Suspeito usou machado de emergência e aeronave despencou O incidente ocorreu quando a aeronave estava no espaço aéreo saudita. O copiloto atacou o comandante utilizando um machado de emergência, normalmente guardado na cabine para situações críticas. A ação inesperada fez com que o avião despencasse quase 5.000 metros em apenas 30 segundos. Felizmente, o agressor foi dominado por outros tripulantes. Dois pilotos que estavam a bordo conseguiram realizar um pouso seguro na Arábia Saudita. O suspeito foi posteriormente transferido para os Emirados Árabes Unidos, país de origem da companhia aérea. Recrutamento da Flydubai sem indícios de radicalização A investigação sobre os procedimentos de recrutamento da Flydubai concluiu que o suspeito cumpria todos os requisitos profissionais e de segurança exigidos, incluindo possuir licença de piloto e apresentar um atestado de bons antecedentes. No entanto, nenhum dos processos revelou sinais de suas opiniões extremistas ou de sua intenção de cometer um ato terrorista. O homem, de 29 anos, já havia trabalhado para companhias aéreas de outros países, como a Oman Air, antes de ingressar na Flydubai em janeiro de 2026. Contudo, a investigação aponta que indícios de inclinação ao “extremismo e ao terrorismo” já existiam desde 2017, quando ele estudava na Austrália. Radicalização e preparação para o ataque O procurador relatou que o suspeito confessou aos investigadores ter se preparado psicológica e fisicamente para o ataque. Ele teria assistido a conteúdos de propaganda terrorista e frequentado aulas de boxe como parte de sua preparação. O caso gerou críticas ao governo de Binyamin Netanyahu, que questiona como um piloto de um país sem relações diplomáticas com Israel obteve autorização para operar o voo. O primeiro-ministro ordenou revisões de segurança em todos os voos internacionais para o país. Arábia Saudita também investiga o incidente As autoridades dos Emirados Árabes Unidos não divulgaram a identidade do suspeito, mas fontes informaram à Reuters que ele foi identificado como Hammam al-Hammami. A Arábia Saudita também iniciou sua própria investigação de segurança sobre o voo FZ1073. O ministro da Segurança Nacional de

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Faria Lima, Paulista, Rebouças e Berrini: entenda as diferenças entre os eixos corporativos de SP e o que muda para empresas

Faria Lima, Paulista, Rebouças e Berrini: entenda as diferenças entre os eixos corporativos de SP e o que muda para empresas Os principais eixos corporativos de São Paulo, como Faria Lima, Avenida Paulista, Rebouças e Berrini, enfrentam um cenário comum de escassez de escritórios premium. No entanto, cada região trilhou um caminho distinto para chegar a este ponto, influenciando diretamente as decisões de empresas que buscam novos espaços. Essa dinâmica afeta o cálculo de quem procura uma laje corporativa, especialmente em um mercado com alta demanda e oferta limitada. A Faria Lima, por exemplo, sempre manteve um alto custo, enquanto a Rebouças passou de um polo de lojas de noivas para um centro corporativo em tempo recorde. A Avenida Paulista se recuperou de uma vacância significativa para atingir valores de aluguel inéditos em poucos anos. Já a Berrini, mais impactada pela pandemia, começa a apresentar sinais de recuperação, mas ainda corre atrás dos demais eixos. Essas informações, compiladas a partir de relatórios de consultorias como JLL, CBRE, Cushman & Wakefield, Newmark e SiiLA, e complementadas pela cobertura do Portas, revelam as nuances de cada polo. Compreender essas diferenças é crucial para empresas que buscam otimizar custos, localização e acesso, conforme divulgado pelas consultorias de mercado imobiliário corporativo. Faria Lima: Referência de Preço e Baixa Vacância Histórica A Faria Lima consolida-se como a referência de preço no mercado corporativo paulistano. Segundo a SiiLA, foi a única região a superar a inflação em aluguéis de escritórios nos últimos dez anos, com uma alta de 75,4%, contra cerca de 63% do IPCA no mesmo período. A taxa de vacância na região, em conjunto com a JK, gira em torno de 7,9%, um dos menores patamares da cidade, conforme a CBRE, indicando um mercado aquecido e com pouca oferta disponível para novas locações. O aluguel pedido em diversos edifícios já ultrapassa R$ 300 por metro quadrado, com negociações pontuais acima de R$ 400/m² em ativos classe A+. A demanda é forte, vinda principalmente de bancos, gestoras de investimento e empresas de tecnologia, que buscam lajes de alto padrão e estão dispostas a pagar um prêmio pela localização privilegiada, mesmo com a oferta cada vez mais escassa. O ritmo de entrega de novos empreendimentos, muitas vezes dependente de leilões de Cepacs, não acompanha a velocidade da demanda. Rebouças: A Transformação Mais Rápida do Mercado Corporativo A transformação da Rebouças é notável, saindo de um polo de lojas de noivas para um eixo corporativo dinâmico. Uma mudança no plano diretor em 2022 permitiu o desenvolvimento de empreendimentos corporativos de uso misto, absorvendo a demanda reprimida da Faria Lima e da Paulista. A taxa de vacância despencou de 29,9% no primeiro trimestre de 2025 para 12% no terceiro trimestre do mesmo ano, chegando a vacância zero no primeiro trimestre de 2026, segundo a JLL. O aluguel acompanhou essa ascensão, saltando de R$ 146/m² para R$ 180/m² em um ano, um aumento de 23%. O estoque da região, atualmente de 51,8 mil m², deve crescer significativamente com a

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Estudantes em Massa: UNE Lidera Atos Nacionais em Apoio a Lula, Defendendo Educação e Democracia

Estudantes se mobilizam em todo o Brasil em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, em atos organizados pela União Nacional dos Estudantes (UNE). As manifestações destacam a defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, além da preservação da democracia e de direitos fundamentais. Uma onda de manifestações estudantis tomou conta do país durante a semana, com estudantes de diversos estados expressando apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. A União Nacional dos Estudantes (UNE) foi a principal convocadora dos atos, após declarar oficialmente seu apoio a Lula no segundo turno das eleições presidenciais. As mobilizações não se limitaram a um único dia ou local, abrangendo uma vasta área geográfica e reunindo milhares de jovens e trabalhadores. Os temas centrais das discussões e reivindicações incluíam a importância de uma educação pública de excelência, o fim de modelos de trabalho precarizados, como a escala 6×1, e a **manutenção inabalável da democracia** em solo brasileiro. A força e a abrangência desses atos foram evidenciadas na quinta-feira (8), quando manifestações ocorreram em, pelo menos, 13 estados e no Distrito Federal. Essa ampla adesão demonstra a relevância do movimento estudantil e sua preocupação com os rumos do país, conforme divulgado pela UNE. Rio de Janeiro: Candelária é palco de grande manifestação estudantil Na quarta-feira (7), a região central do Rio de Janeiro, especificamente a Candelária, foi o ponto de encontro de milhares de estudantes e trabalhadores. Os participantes realizaram uma caminhada vibrante pela Avenida Rio Branco, culminando na Cinelândia. O evento serviu como plataforma para reivindicações importantes para o futuro da juventude e do país. São Paulo e Tocantins: Diversidade de locais e discursos reforçam o apoio a Lula Em São Paulo, os estudantes concentraram-se em universidades particulares de destaque, como a Cásper Líbero e o Mackenzie. Além disso, a Praça Roosevelt, no centro da capital paulista, também foi palco de uma significativa reunião de apoiadores. No Tocantins, a Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas, foi o local escolhido para o ato estudantil. Kaio Costa, jornalista e ex-aluno da UFT, ressaltou a amplitude do protesto em Palmas. Ele explicou que a manifestação não se resumiu apenas ao apoio a Lula, mas se estendeu à **defesa da democracia e dos direitos básicos** de toda a população. Costa enfatizou a necessidade de engajamento diante de um cenário global de avanço conservador. “Se a gente for fazer uma análise sobre o que está acontecendo no mundo inteiro, a gente tem visto uma grande onda de conservadorismo e retrocesso em direitos básicos tanto das mulheres quanto de comunidades minoritárias das quais eu faço parte, porque eu sou um homem negro e LGBT, nascido no interior do Tocantins. Eu não posso me dar o luxo de só assistir a coisa acontecer”, declarou Kaio Costa, evidenciando a preocupação com a garantia de direitos para grupos minoritários. UnB e outros estados: Mobilização nacional pela educação e direitos humanos A mobilização estudantil também se fez presente em estados como Minas Gerais,

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Eleições Palestinas Adiada: Por que Mahmoud Abbas Suspende Votação e Frustra Aliados Internacionais?

Autoridade Palestina Suspende Eleições Legislativas Marcadas para Novembro, Gerando Decepção Internacional A Autoridade Palestina, que governa partes da Cisjordânia ocupada por Israel, anunciou a suspensão das eleições legislativas previstas para 28 de novembro. A decisão foi comunicada à França em uma carta enviada por Hussein al-Sheikh, vice-presidente da Autoridade Palestina, ao ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot. A notícia gerou frustração em Paris e levanta questionamentos sobre o futuro político da região. A medida surge em um contexto de crescentes divisões internas no Fatah, partido que comanda a Autoridade Palestina, e de um cenário político marcado pelo autoritarismo do presidente Mahmoud Abbas. A falta de colaboração de Israel, que controla o acesso à Faixa de Gaza para urnas e observadores, também é apontada como um obstáculo significativo para a realização do pleito, segundo diplomatas ocidentais ouvidos pela reportagem. A suspensão das eleições representa um revés para os esforços de Abbas em demonstrar capacidade de promover mudanças no sistema político palestino, um ponto crucial para obter apoio de países europeus e dos Estados Unidos. A União Europeia, em particular, tem sido uma forte defensora de reformas democráticas e da realização de eleições na região. As informações foram divulgadas pelo The New York Times, com fontes falando sob condição de anonimato. Decepção Francesa e Compromissos de Macron A França manifestou profunda decepção e frustração com a decisão de adiar as eleições palestinas. Pierre-Arnaud Blanchard, diplomata francês residente no Washington Institute for Near East Policy, destacou a perda de uma oportunidade para renovar a legitimidade da Autoridade Palestina. O presidente francês, Emmanuel Macron, havia reconhecido o Estado palestino em setembro de 2025, após Abbas se comprometer com reformas profundas na governança palestina, incluindo a realização de eleições sob supervisão internacional. Pressão por Reformas e Legitimidade em Declínio A Autoridade Palestina, que administra partes da Cisjordânia, enfrenta há anos acusações de corrupção. O governo americano tem sido enfático ao afirmar que a Autoridade Palestina só poderá ter um papel relevante na Faixa de Gaza pós-conflito se passar por uma reforma significativa. Mahmoud Abbas, com 90 anos, está no poder desde 2005, e sua gestão tem sido marcada pelo distanciamento de rivais e pela cooperação em segurança com Israel. Temores Internos e o Fantasma de 2006 Analistas apontam que o temor de funcionários de alto escalão da Autoridade Palestina em relação ao possível enfraquecimento de sua já abalada legitimidade, caso as eleições ocorressem, foi um fator determinante para o adiamento. Jehad Harb, especialista em política palestina, afirmou que as eleições representam uma ameaça para o presidente e seus aliados. A última eleição nacional palestina, em 2006, resultou em um governo frágil, isolamento internacional e conflitos, culminando na vitória do Hamas sobre o Fatah e, posteriormente, em uma guerra civil em Gaza em 2007. O Legado da Divisão entre Fatah e Hamas A polarização entre Fatah e Hamas remonta às eleições de 2006, quando o Hamas, classificado como organização terrorista por muitos países, obteve uma vitória expressiva. A recusa dos Estados Unidos e de grande

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Fim da escala 6×1: Alcolumbre marca votação da PEC que promete 2 dias de descanso e jornada de 40 horas para quarta-feira

Senado Federal definirá futuro da jornada 6×1 na próxima quarta-feira, com votação da PEC que propõe 2 dias de descanso semanal e redução da carga horária para 40 horas. O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu para a próxima quarta-feira, 14 de dezembro, a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a jornada de trabalho de seis dias seguidos por um de descanso, conhecida como escala 6×1. A decisão de Alcolumbre atende a um compromisso de colocar a proposta em pauta com responsabilidade e respeito ao rito regimental. A PEC 221, de 2019, que já foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados em maio deste ano, propõe a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, sem qualquer redução salarial. Além disso, a proposta prevê a diminuição da jornada de trabalho semanal das atuais 44 horas para 40 horas, com um período de transição de 14 meses para sua implementação total. A expectativa é que a votação no Senado seja um passo crucial para a mudança nas relações de trabalho no país. A proposta, ao ser aprovada pelos deputados, seguiu para a Casa revisora, onde seu trâmite enfrentou alguns adiamentos. Conforme informação divulgada pelo Senado, a proposta chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em agosto e foi aprovada no início de setembro, mas Alcolumbre aguardou o período pós-eleições para levá-la ao plenário. Detalhes da Proposta de Emenda Constitucional A PEC em questão estabelece, de forma clara, a obrigatoriedade de dois dias de descanso semanal para todos os trabalhadores, um avanço significativo em relação à escala 6×1. A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem impacto na remuneração, é outro ponto de destaque, visando melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos empregados. A proposta também prevê jornadas diferenciadas para trabalhadores com ensino superior, que atualmente recebem salários mais altos, permitindo negociações diretas entre empregador e empregado, desde que mantida a escala 5×2. Regras de Transição e Implementação da Nova Jornada Para garantir uma adaptação suave às novas regras, a PEC prevê um período de transição de até 14 meses para a implementação completa da nova escala de trabalho. Uma exceção se aplica aos trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição específica. Nos primeiros 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão assegurar a escala 5×2 e a redução da jornada para 42 horas semanais, com uma nova redução para 40 horas após 12 meses desse ajuste inicial. Caminho da Proposta no Congresso Nacional Após sua aprovação na Câmara dos Deputados, a PEC 221/2019 precisou passar pelo Senado Federal. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, a matéria necessita de aprovação em dois turnos em ambas as Casas legislativas. Caso os senadores promovam alterações no texto, a proposta terá que retornar à Câmara para nova apreciação. A articulação política em torno da aprovação da PEC pelo fim da escala 6×1 tem sido

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Democracia em Jogo: Ativistas Globais Alertam Sobre Ameaças e a Urgência da Ação Cidadã

Ativistas globais reforçam a importância da luta pela democracia em tempos de crise, alertando sobre riscos e conclamando à ação. A defesa da democracia exige mais do que palavras e manifestações virtuais. A constatação parte de ativistas que vivenciam a fragilidade democrática em seus países e observam com apreensão os rumos em nações consolidadas. O privilégio de viver em uma democracia, ressaltam, vem acompanhado de uma responsabilidade intrínseca: a de protegê-la ativamente. A reflexão ganha força após a participação no Fórum da Democracia de Atenas, um encontro que reuniu especialistas e ativistas de todo o mundo. A visão do Partenon, símbolo da democracia ateniense, serviu como pano de fundo para discussões sobre o ativismo performático nas redes sociais e a perigosa inércia diante de ameaças reais ao sistema democrático, como a erosão de princípios e a violação de regras por líderes políticos. Essa perspectiva é compartilhada por figuras proeminentes no cenário internacional. Tawakkul Karman, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, e Samer Sinijlawi, líder democrático palestino, convergem em seus alertas sobre a necessidade de vigilância constante e engajamento cívico. Conforme divulgado em relatos recentes, ambos enfatizam que cruzar os braços diante de ameaças autoritarias não é uma opção para a saúde e a sobrevivência da democracia. A Voz de Quem Luta Pela Liberdade Tawakkul Karman, a primeira iemenita e mulher árabe a receber o Prêmio Nobel da Paz, expressou seu choque ao presenciar a complacência de instituições americanas diante das pressões políticas. Ela, que liderou protestos pacíficos no Iêmen pela democracia e direitos das mulheres, compara as táticas autoritárias com as que observou em seu país. “O mais perigoso em uma democracia”, explica Karman, é quando as pessoas começam a temer as consequências de suas ações e palavras. Esse medo, semeado pelo ditador, leva à autocensura e ao controle da narrativa, minando a liberdade de expressão e o debate público. A luta de Karman no Iêmen, que buscou estabelecer um diálogo nacional e redigir uma nova Constituição, foi interrompida pela guerra civil. Agora, ela dedica-se a promover a democracia globalmente e a combater a influência de potências estrangeiras que buscam controlar rotas estratégicas, como o estreito de Bab el-Mandeb. A Urgência das Eleições Livres na Palestina Samer Sinijlawi, líder do partido palestino Masar Jadid (Novo Caminho), compartilha um alerta semelhante vindo de Jerusalém Oriental. Ele ressalta a importância crucial das eleições para o Conselho Legislativo Palestino, que não ocorrem desde 2006, e a necessidade de evitar novos adiamentos. Sinijlawi argumenta que a ausência de um governo e legislativo palestinos legítimos e democraticamente eleitos fortalece argumentos de grupos extremistas, como o Hamas, que defendem a mudança por meios não democráticos. Ele enfatiza que a única via para a paz e a liberdade é através de instituições representativas e de uma solução de dois Estados. O líder palestino também aborda a complexa relação entre israelenses e palestinos, propondo uma mudança de paradigma. Em vez de focar em quem “pertence” à terra, Sinijlawi sugere que a questão central seja “como nós dois pertencemos

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Nobel da Paz 2026: Navi Pillay, Jurista que Aponta Genocídio em Gaza, é Premiada e Gera Polêmica Mundial

Nobel da Paz 2026 premia Navi Pillay, jurista que aponta genocídio em Gaza, em decisão que divide opiniões e gera forte reação de Israel. O Comitê Norueguês do Nobel anunciou nesta sexta-feira (9) que Navanethem ‘Navi’ Pillay é a vencedora do Nobel da Paz de 2026. A jurista sul-africana foi escolhida por “seus esforços para promover a paz e o direito internacional”, conforme comunicado oficial. Pillay, que já foi juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) e Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, liderou uma comissão da ONU que, em 2025, investigou a guerra na Faixa de Gaza. O relatório resultante concluiu que Israel havia cometido genocídio contra os palestinos, uma alegação que Tel Aviv condenou veementemente. A decisão do comitê, conforme informações divulgadas, busca reconhecer os esforços de Pillay em responsabilizar Estados e líderes por suas ações, levando esperança às vítimas de violência e demonstrando uma “sólida bússola moral”. Contudo, a escolha gerou reações imediatas, com Israel classificando a premiação como uma legitimação do “ódio anti-Israel”. Organizações internacionais, por outro lado, celebraram a decisão como uma vitória da justiça internacional. Carreira Marcada pela Luta por Direitos e Justiça Internacional Navi Pillay dedicou seu prêmio aos “sobreviventes de crimes internacionais” e fez um apelo aos líderes mundiais para que respeitem as instituições jurídicas internacionais. Sua carreira é marcada por atuações em importantes processos judiciais internacionais, incluindo seu tempo como juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, onde presidiu julgamentos que estabeleceram que o estupro e a violência sexual podem configurar atos de genocídio. Durante o apartheid na África do Sul, Pillay defendeu ativistas e contribuiu para a inclusão da cláusula de igualdade na Constituição sul-africana, proibindo discriminação por raça, gênero, religião e orientação sexual. Ela também cofundou a Equality Now, organização internacional dedicada aos direitos das mulheres. TPI Sob Pressão e Sanções Americanas O Comitê do Nobel destacou que o sistema de direito internacional está sob “enorme pressão” e que suas instituições estão sendo atacadas, com uma “mudança em direção à política de poder, em detrimento dos marcos jurídicos e do respeito global pelo direito e pela justiça”. Essa declaração surge em um contexto de intensas pressões e sanções impostas pelos Estados Unidos contra o TPI, especialmente após a emissão de mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Horas após o anúncio do Nobel, o presidente dos EUA anunciou novas sanções contra o tribunal, uma ação que a vice-promotora do TPI, Nazhat Shameem Khan, condenou, afirmando que não interromperá o trabalho da corte. Relatório da ONU Aponta Genocídio em Gaza A comissão especial da ONU liderada por Pillay investigou a fundo tanto o ataque de 7 de Outubro quanto a retaliação israelense na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O relatório resultante acusa Israel e o Hamas de crimes de guerra e conclui que Israel cometeu genocídio em Gaza com o objetivo de “destruir os palestinos” no território, culpando autoridades israelenses de alto escalão, incluindo Netanyahu, por incitar tais atos. Israel, que se recusou a cooperar

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Agenda Presidenciáveis 2º Turno: Lula em Brasília e Bolsonaro no Rio nesta Sexta-feira (9)

Candidatos à Presidência cumprem agenda em Brasília e no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 9 de setembro, em reta final de campanha para o segundo turno. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, terá compromissos na capital federal, enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, foca suas atividades na cidade do Rio de Janeiro. A movimentação dos presidenciáveis visa mobilizar eleitores e reforçar a mensagem de campanha em locais estratégicos, buscando a vitória no pleito que definirá o futuro do país. A ordem de divulgação das agendas dos candidatos à presidência segue um sistema de alternância diária, garantindo que ambos tenham igualdade de espaço na cobertura midiática. Lula da Silva em Brasília Na manhã desta sexta-feira, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará de uma caminhada em Ceilândia, região administrativa de Brasília. O evento contará com a presença de Leandro Grass, candidato ao governo do Distrito Federal, fortalecendo a coligação local. A atividade de Lula tem início previsto para as 8h, com o objetivo de dialogar com a população local e apresentar suas propostas para um eventual novo governo, focando em temas como desenvolvimento social e economia. Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro Já Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à presidência, estará no Rio de Janeiro. Ele participará de um encontro com lideranças políticas e empresariais na Barra da Tijuca. O encontro está marcado para o meio-dia e contará com a presença de Douglas Ruas, além de outras lideranças. O objetivo é reunir apoio e discutir estratégias para a reta final da campanha eleitoral no estado. A agenda dos candidatos reflete a importância de cada região e a necessidade de contato direto com o eleitorado em diferentes partes do Brasil, especialmente neste momento crucial do segundo turno.

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