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Principais Matérias

Crédito Consignado: Desvendando o Desconto em Folha e Quem Tem Acesso para Juros Baixos

Crédito Consignado: O Que É, Quem Tem Direito e Como Evitar Dívidas Excessivas O crédito consignado se consolidou como uma opção atraente para quem busca recursos financeiros, principalmente devido às suas taxas de juros geralmente mais baixas. Esse modelo de empréstimo se diferencia por ter as parcelas descontadas diretamente da fonte de renda do contratante, seja o salário, aposentadoria ou pensão. Essa modalidade oferece maior segurança às instituições financeiras, o que se reflete em condições mais favoráveis para o consumidor, como prazos de pagamento estendidos. No entanto, o acesso ao crédito consignado não é universal, sendo restrito a categorias específicas de trabalhadores e beneficiários com renda considerada estável. A gestão responsável da margem consignável é crucial para evitar o superendividamento. Conforme informações divulgadas em fontes especializadas, a legislação estabelece limites claros para o percentual da renda que pode ser comprometido com o pagamento das parcelas, garantindo que o tomador mantenha recursos para suas despesas essenciais. Quem Pode Solicitar o Crédito Consignado? O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo destinada a um público específico, devido à necessidade de uma fonte de renda que permita o desconto direto das parcelas. Servidores públicos, tanto federais quanto estaduais e municipais, incluindo ativos, aposentados e pensionistas, são elegíveis. Assim como aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que têm o desconto realizado diretamente em seus benefícios previdenciários. Trabalhadores com carteira assinada (CLT) em empresas privadas também podem ter acesso, desde que a companhia possua um convênio com instituições financeiras para oferecer essa linha de crédito. Militares das Forças Armadas, sejam ativos, inativos ou pensionistas, também se enquadram nos perfis que podem solicitar o empréstimo consignado. Para funcionários de empresas privadas, é fundamental verificar se o empregador mantém um acordo com bancos ou financeiras. Essa parceria é o que viabiliza a oferta do crédito consignado, tornando o processo mais acessível para esses trabalhadores. Margem Consignável: O Limite Para Não Comprometer Sua Renda Ao falar de crédito consignado, o conceito de margem consignável é fundamental. Ela representa o percentual máximo da renda líquida que pode ser comprometido com o pagamento das parcelas de empréstimos consignados. Esse limite é uma proteção legal para evitar que o tomador de crédito se endivide excessivamente, assegurando que uma parte significativa de sua renda permaneça disponível para despesas básicas. A legislação brasileira define limites gerais para a margem consignável. Geralmente, é permitido comprometer até 35% da renda líquida com empréstimos consignados, sendo que 5% desse total são reservados exclusivamente para despesas com cartão de crédito consignado. Para servidores públicos federais, esse limite pode ser estendido para 40%, com os mesmos 5% destinados ao cartão. Aposentados e pensionistas do INSS contam com uma margem de 40% sobre sua renda líquida, dividida em 35% para empréstimos pessoais consignados e 5% para o cartão de crédito consignado. É importante notar que a base de cálculo para essa margem é a renda líquida, ou seja, o valor bruto após a dedução de impostos e contribuições obrigatórias. Como Calcular Sua Margem Consignável? Para

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Flávio Augusto: De dívidas no cheque especial a bilionário, a jornada do fundador da Wise Up no Brasil

Flávio Augusto: a saga de um empreendedor que transformou desafios em império bilionário no Brasil A história de Flávio Augusto, aos 54 anos, é um verdadeiro estudo de caso sobre resiliência e visão de negócios no Brasil. Hoje, com o grupo educacional Wiser e a escola de inglês Wise Up consolidados, o caminho para o sucesso foi pavimentado com apostas arriscadas, recomeços e uma notável capacidade de adaptação. O jovem Flávio Augusto, que um dia viajava de ônibus pelo Rio de Janeiro para vender cursos de inglês e usava telefones públicos para prospectar clientes, personifica a superação. Sua trajetória desmistifica a ideia de um caminho linear para o topo, mostrando que os desvios e as dificuldades podem ser os maiores catalisadores do sucesso. A busca por estabilidade, que o levou a tentar a carreira militar no Colégio Naval, foi frustrada por sua própria natureza inquieta e insubordinada. Essa experiência, no entanto, se tornou um ensinamento fundamental: a estabilidade, para ele, é uma ilusão. A faculdade de Ciência da Computação também ficou pelo caminho, mas as vendas, inicialmente um meio, tornaram-se o fim. Uma aposta audaciosa no cheque especial para fundar a Wise Up Em 1995, Flávio Augusto e sua esposa deram um passo ousado: recorreram a R$ 20 mil do cheque especial, com juros exorbitantes de 12% ao mês, para abrir a primeira unidade da Wise Up. O valor mal cobria os custos iniciais de reforma, aluguel e contratação de equipe. Um detalhe curioso é que o próprio Flávio Augusto não falava inglês fluentemente na época, delegando a parte acadêmica a profissionais contratados, enquanto focava em vendas e análise de mercado. A tese por trás do negócio era clara: com a economia brasileira se abrindo e a chegada de multinacionais, havia uma demanda crescente por comunicação em inglês para ascensão profissional, e o público não queria esperar anos para aprender. A Wise Up propôs um programa de 18 meses, rompendo com o padrão do mercado. A história do cheque especial é uma das mais emblemáticas de sua carreira, mas Flávio Augusto ressalva a estratégia. Conforme relatado à Folha de S. Paulo em 2014, ele não aconselharia ninguém a repetir o feito, considerando-o “tecnicamente desaconselhável”. O sucesso inicial foi estrondoso. Em um ano, a primeira unidade já contava com mil alunos, e em oito meses uma filial foi aberta na Avenida Paulista. Em apenas três anos, a rede somava 24 escolas próprias e mais de mil funcionários. O modelo de franquias, implementado em 2000, expandiu a operação para 396 unidades antes de sua venda. Da aquisição de um time de futebol à recompra do próprio negócio A expansão, contudo, não foi isenta de percalços. Em 2008, já com patrimônio considerável, Flávio Augusto sofreu uma perda de cerca de R$ 12 milhões na Bolsa de Valores devido à crise financeira, de um patrimônio estimado em R$ 15 milhões na época. Em 2013, a Wise Up foi vendida para a Abril Educação por R$ 877 milhões. A redução drástica na carga de trabalho

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Equador em Crise Eleitoral: Noboa Suspende Partidos e Antecipa Votações sob Alerta da CIDH

Equador vive turbulência eleitoral com suspensões e antecipação de votações regionais. O Equador atravessa um momento delicado em sua política, marcado por sucessões de impedimentos a candidaturas de oposição e a antecipação das eleições regionais. A situação gerou um alerta da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre a necessidade de garantir a participação política plural e igualitária no país. A ex-candidata à Presidência, Luisa González, tem enfrentado dificuldades para concorrer ao governo de Manabí, tendo sua candidatura barrada em três diferentes legendas. A Revolución Ciudadana (RC), partido do ex-presidente Rafael Correa, foi suspensa pela Justiça Eleitoral, e tentativas de alianças com outros movimentos também foram frustradas. Embora não haja provas diretas de envolvimento do presidente Daniel Noboa, as ações têm levantado questionamentos sobre o uso das instituições para afastar adversários. Noboa, por sua vez, nega as acusações e atribui a decisão de antecipar as eleições ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), citando o risco de fenômenos climáticos como o El Niño. Barreiras judiciais e oposição sob pressão Luisa González, uma das principais vozes da oposição a Daniel Noboa, buscou concorrer pela Revolución Ciudadana (RC), partido do ex-presidente Rafael Correa. No entanto, a legenda foi suspensa pela Justiça Eleitoral por um período de nove meses, a partir de março, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e financiamento irregular na campanha de 2023. Após a suspensão da RC, González tentou se filiar ao movimento Amigo, que também acabou sendo suspenso. Em seguida, aceitou um convite do Pachakutik, braço político do movimento indígena, mas sua candidatura foi novamente impedida. Essa sucessão de obstáculos tem sido vista pela oposição como uma estratégia para enfraquecer a concorrência. Alerta da CIDH e impacto no pluralismo político A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) emitiu um comunicado no fim de agosto, expressando preocupação com o cenário eleitoral equatoriano. A entidade pediu ao Equador que assegure a “participação política plural e igualitária”, destacando que a antecipação das eleições reduziu o tempo para processos cruciais como primárias, inscrição de candidatos e campanhas. A CIDH manifestou apreensão quanto à possibilidade de os partidos competirem em condições equitativas. A organização ressaltou que restrições à participação política devem ser necessárias e proporcionais, e não podem resultar em exclusão arbitrária ou prejudicar o pluralismo, afetando assim o direito do eleitor de escolher entre diversas opções. Antecipação das eleições e fragilidade institucional As eleições regionais, originalmente previstas para fevereiro de 2027, foram antecipadas para 29 de novembro deste ano pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A justificativa oficial mencionou o risco de fortes chuvas causadas pelo El Niño no início de 2025, que poderiam afetar a votação em áreas rurais da Costa, onde a oposição tem forte presença. César Ricaurte, diretor da Fundamedios, organização equatoriana de defesa da liberdade de expressão, considera a argumentação para a antecipação das eleições “muito fraca”. Ele aponta que, embora não seja possível afirmar com certeza o envolvimento direto de Daniel Noboa, os impedimentos a partidos de oposição tornam a eleição menos competitiva, beneficiando o

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Agenda Presidenciáveis Fim de Semana: De Carreatas a Congressos Médicos, Confira os Movimentos dos Candidatos à Presidência em 12 e 13 de Agosto

Agenda Presidenciáveis: Movimentações e Eventos Neste Fim de Semana (12 e 13 de Agosto) Os candidatos à presidência da República seguem com agendas repletas de compromissos neste fim de semana, nos dias 12 e 13 de agosto. Os eventos incluem desde atos políticos e mobilizações em praças públicas até congressos com segmentos específicos da sociedade, além de caravanas e encontros com eleitores em diversas regiões do Brasil. A programação diversificada busca alcançar diferentes públicos e reforçar o contato direto com os cidadãos. As atividades planejadas abrangem desde panfletagens e rodas de conversa até visitas a hospitais e eventos de conscientização, mostrando a amplitude das estratégias de campanha. Conforme informações divulgadas, os presidenciáveis estarão presentes em estados como São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais, com o objetivo de consolidar suas bases eleitorais e apresentar suas propostas para o país. Augusto Cury e Clariana Barão em Encontros Estratégicos O candidato Augusto Cury (Avante) participará de um congresso voltado para a classe médica em Barueri, São Paulo, e de um evento do Grupo Nòs no sábado. Já Clariana Barão (DC) estará presente na Arena Enersim, em Várzea Grande, Mato Grosso, no sábado à noite. Edmilson Costa e Flávio Bolsonaro em Mobilizações Regionais Edmilson Costa (PCB) tem agenda em Guarulhos (SP) no sábado, participando do Grito dos Excluídos, e no domingo estará em Caraguatatuba e São Sebastião com caravanas partidárias. Flávio Bolsonaro (PL) terá um sábado movimentado com encontros, carreatas e comícios em cidades do Rio de Janeiro, como Cabo Frio, Macaé, Campos dos Goytacazes e Itaperuna. No domingo, ele participa de um Grande Encontro da Direita e do Encontro das Mulheres em Presidente Prudente (SP). Hertz Dias e Lula em Atos Públicos Hertz Dias (PSTU) realizará panfletagem em uma feira e reunirá agricultores familiares em Ipojuca (PE) no sábado. À noite, participará de uma roda de conversa em Recife. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará em Curitiba (PR) no sábado para um ato na Boca Maldita e, no domingo, participará de uma mobilização nacional em defesa de seu projeto político, com atividades previstas em todo o país. Renan Santos, Romeu Zema e Rui Costa Pimenta em Eventos Diversificados Renan Santos (Missão) participa do 1º Congresso da Missão em Santa Catarina, em Joinville. Romeu Zema (Novo) estará em Sete Lagoas (MG) para um encontro com mulheres amazonas em uma cavalgada de prevenção ao câncer de mama e visitará o Hospital Regional da cidade. Rui Costa Pimenta (PCO) realizará uma análise política da semana em São Paulo no sábado e participará de uma sessão de autógrafos na Bienal Internacional do Livro de São Paulo no domingo. Samara Martins em Ação Comunitária e Situação de Outros Candidatos Samara Martins (UP) estará em Belo Horizonte (MG) para uma panfletagem na região do Aglomerado da Serra no sábado. O candidato Ronaldo Caiado (PSD) está internado tratando pneumonia no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, e o candidato Wilson Grassi (Democrata) não possui agenda pública de campanha divulgada.

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Suécia em Encruzilhada: Extrema Direita Pode Entrar no Governo Após Eleições Históricas

Suécia em Encruzilhada: O Futuro do Governo Sueco em Jogo A Suécia se encontra em um momento decisivo neste domingo (13), com eleições parlamentares que podem definir a entrada da extrema direita no governo. O partido Democratas Suecos, com origens em movimentos neonazistas, pode ter representantes no gabinete do atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson, caso ele seja reconduzido ao cargo. Essa possibilidade, vista como necessária por Kristersson para garantir a estabilidade de sua administração, marca uma guinada significativa na política sueca. Os Democratas Suecos, que já detêm a maior bancada do bloco conservador há quatro anos, agora se aproximam do poder executivo. A decisão eleitoral ocorre em um contexto de endurecimento das políticas migratórias no país, com casos de deportação de longa data residentes e até bebês. O primeiro-ministro Kristersson tem ecoado um discurso de “fazer a Suécia grande novamente”, emulando o slogan de Donald Trump, distanciando-se do tradicional Estado liberal e de amplo amparo social pelo qual o país ficou conhecido. A informação é de reportagem divulgada pela AFP. A Ascensão dos Democratas Suecos Os Democratas Suecos, fundados em 1988 e com raízes em movimentos de extrema-direita, têm ganhado força eleitoral nas últimas décadas. Originado de grupos com ideologias neonazistas e nacionalistas, o partido passou por um processo de “limpeza” de imagem, buscando se apresentar como uma alternativa conservadora e patriótica. Apesar das tentativas de moderação, o passado do partido é constantemente lembrado. O líder Jimmie Akesson apresentou um dossiê detalhando a história da sigla, suas ligações com grupos fascistas e posições xenófobas e antissemitas de alguns de seus membros. Essa estratégia de “expiação pública” se assemelha a táticas de outras forças de ultradireita europeias, como a Marine Le Pen na França. Um recente escândalo abalou a reta final da campanha, com uma investigação da revista sueca Expo apontando supostas ligações de um dos principais ideólogos dos Democratas Suecos, Gustav Gellerbrant, com os serviços de inteligência russos. Essa notícia é particularmente constrangedora para Kristersson, que liderou a adesão da Suécia à OTAN, aliança que vê a Rússia como uma ameaça existencial. Um Debate Nacional sobre Identidade e Bem-Estar A ex-primeira-ministra Magdalena Andersson, líder do bloco de centro-esquerda social-democrata, tem alertado para as consequências de uma vitória da extrema direita. Ela afirma que as eleições decidirão “qual Suécia deve prevalecer”, contrastando um país que busca reforçar o Estado de bem-estar social com uma alternativa “dominada por um partido de extrema direita fundado por neonazistas”. As pesquisas de opinião indicam uma disputa acirrada, com os dois principais blocos em empate técnico. O bloco de centro-esquerda teria entre 49,3% e 50,8% dos votos, garantindo uma maioria justa no Riksdag. Já o bloco conservador liderado por Kristersson ficaria entre 47,6% e 49% das preferências. Analistas preveem um pleito ainda mais apertado que o de 2022. Apesar da possibilidade de formar maioria, Andersson enfrenta o desafio da fragmentação da esquerda, com divergências sobre temas como taxação de bilionários e novas usinas nucleares, que complicam a formação de uma coalizão. O combate à criminalidade, instrumentalizado pelos

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Agroecologia em Foco: Entidades pedem compromisso de candidatos em SP para combater fome e agrotóxicos

A Articulação Paulista de Agroecologia e outros movimentos sociais lançaram uma iniciativa crucial visando influenciar as eleições em São Paulo. A meta é obter o compromisso de candidatos, tanto do executivo quanto do legislativo, em prol da agroecologia e da democracia. A campanha “Agroecologia nas Eleições em SP” visa unir forças para combater a fome, a sede e a destruição ambiental, propondo um modelo de produção de alimentos mais justo e sustentável. Mais de 20 organizações da sociedade civil, incluindo a Associação Brasileira de Reforma Agrária e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra SP, endossam a carta, demonstrando a força e a abrangência da mobilização. Incentivo à agricultura familiar e democratização do acesso à terra são pontos centrais da proposta. Uma das principais demandas apresentadas na carta é a garantia de incentivo técnico, econômico e administrativo para agricultores familiares, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária. O objetivo é democratizar o acesso à terra e aos recursos necessários para o cultivo de alimentos saudáveis. A iniciativa busca assegurar que esses grupos tenham as condições ideais para produzir alimentos de qualidade, fortalecendo a segurança alimentar e nutricional em todo o estado de São Paulo. A articulação entende que o fortalecimento desses produtores é fundamental para a construção de um sistema alimentar mais resiliente e justo. Hortas urbanas e agricultura periurbana ganham destaque na pauta pela sustentabilidade. Outra solicitação importante é a capilarização da execução da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP) em todo o estado. A carta enfatiza a criação e o apoio a hortas urbanas comunitárias. Essas iniciativas promovem o cultivo agroecológico e a compostagem de resíduos, inclusive em escolas e outros serviços públicos, integrando a produção de alimentos à vida urbana de forma sustentável. A expansão dessas práticas contribui para a educação ambiental, a geração de renda e o acesso a alimentos frescos e saudáveis para a população das cidades. Combate rigoroso aos agrotóxicos e monitoramento de resíduos são prioridades. Em relação aos agrotóxicos, o documento defende o combate à pulverização aérea no estado, com sua proibição imediata no entorno de escolas, mananciais e comunidades. Essa medida visa proteger a saúde pública e o meio ambiente. A estruturação de laboratórios públicos estaduais para monitorar resíduos de agrotóxicos na água e nos alimentos é outra medida considerada crucial pelas entidades. A promoção de debates no legislativo e executivo, assim como campanhas informativas, também são propostas. A conscientização sobre os impactos nocivos dos agrotóxicos é vista como essencial para impulsionar a mudança de paradigma na produção de alimentos. Universidades e centros de pesquisa se unem em defesa da agroecologia. Núcleos de estudos de universidades ligadas à agroecologia também subscreveram o documento, reforçando a base científica e acadêmica da iniciativa. Instituições como a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal do ABC (UFABC) e o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em São Roque demonstram o engajamento do meio acadêmico. Essa colaboração entre entidades sociais e a academia fortalece a proposta e

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Flávio Augusto: Do Cheque Especial a Gigante da Educação, A Jornada Bilionária que Inspira Empreendedores no Brasil

A impressionante ascensão de Flávio Augusto no mundo da educação, de um início modesto a um faturamento milionário. Flávio Augusto, um nome que se tornou sinônimo de sucesso no empreendedorismo brasileiro, construiu sua fortuna a partir de uma ideia audaciosa e um empréstimo considerável. Fundada em 1995, a escola de idiomas Wise Up é o embrião de um império que hoje engloba a holding Wiser, com um faturamento expressivo e milhões de alunos atendidos. A trajetória de Flávio Augusto é marcada por resiliência e visão estratégica, elementos essenciais para quem navega no complexo cenário empresarial brasileiro. Ele não apenas superou dificuldades financeiras, mas também soube se adaptar às mudanças do mercado, incluindo os desafios impostos pela pandemia de Covid-19. A história de Flávio Augusto é um testemunho do poder da inovação e da persistência. A jornada de transformar uma dívida bancária em um negócio bilionário serve de inspiração para muitos que sonham em empreender no Brasil. Conforme informação divulgada em reportagem da Gazeta do Povo, a história completa de Flávio Augusto e sua empresa. O Início Arriscado com R$ 20 Mil do Cheque Especial Em 1995, Flávio Augusto deu o pontapé inicial na Wise Up com um capital inicial de R$ 20 mil, provenientes diretamente do cheque especial. Uma linha de crédito conhecida pelos juros elevados, que na época atingiam 12% ao mês. O valor era apertado para cobrir os custos de estrutura e contratação, mas Flávio apostou em um método de ensino acelerado, com duração de 18 meses. O foco eram profissionais que precisavam aprender inglês rapidamente para impulsionar suas carreiras. Curiosamente, o próprio Flávio Augusto não dominava o idioma na época. Sua estratégia se concentrou na força das vendas e na leitura atenta do mercado, delegando a expertise acadêmica a profissionais contratados. Da Venda Milionária à Surpreendente Recompra da Wise Up Após um crescimento expressivo, que resultou em centenas de unidades da Wise Up espalhadas pelo país, Flávio Augusto tomou a decisão de vender a empresa em 2013 para a Abril Educação, por R$ 877 milhões. No entanto, a história reservava uma reviravolta inesperada. Apenas dois anos depois, em 2015, Flávio Augusto recomprou o negócio por aproximadamente R$ 390 milhões, um valor significativamente inferior ao da venda original. Ao reassumir a gestão, ele encontrou a empresa em um cenário delicado, com queda nos lucros e alta inadimplência, problemas atribuídos a mudanças nas políticas de cobrança. Com um investimento pessoal de US$ 16 milhões, Flávio Augusto dedicou três anos intensos à reestruturação da operação. Seu objetivo era restaurar a saúde financeira e a lucratividade da companhia, recolocando-a no caminho do sucesso sob sua liderança. Adaptação Digital Durante a Pandemia: Um Salto de Alunos A chegada da pandemia de Covid-19 impôs um novo e grande desafio: a interrupção das aulas presenciais. A Wise Up, que já ensaiava uma transição para o ambiente digital desde 2019, acelerou drasticamente essa mudança. Flávio Augusto orientou os franqueados a fecharem os imóveis físicos e a migrarem completamente para o modelo online. Essa virada estratégica

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J. D. Vance mira 2028: Senador usa palco de Trump em Dallas para se projetar como herdeiro do MAGA

J. D. Vance, o vice-senador em ascensão, capitaliza evento de Trump em Dallas para fortalecer sua imagem e projetar futuras ambições presidenciais, visando 2028. Em Dallas, a convenção republicana, idealizada para impulsionar candidatos nas eleições de meio de mandato, serviu como um palco estratégico para J. D. Vance. O vice-senador, conhecido por sua lealdade a Donald Trump, aproveitou os holofotes para demonstrar seu apreço pela base do partido e, sutilmente, para pavimentar seu caminho rumo a uma potencial candidatura presidencial em 2028. Enquanto o evento, organizado sob o comando de Trump, visava reforçar a imagem do ex-presidente e sua influência sobre o partido, Vance demonstrou que também possui ambições próprias. A atmosfera de exaltação a Trump, com gritos de incentivo e juramentos de lealdade, foi o pano de fundo para que o vice-senador se apresentasse como um possível sucessor, um herdeiro natural do movimento MAGA. A postura de Vance em Dallas, conforme apurado pelo The New York Times, revela uma cuidadosa estratégia de posicionamento político. Ele buscou evitar temas controversos que pudessem alienar parte da base e, em vez disso, focou em sua história pessoal e em ataques aos democratas, buscando um equilíbrio entre a lealdade a Trump e a construção de uma marca própria. As informações são do The New York Times. Vance adota discurso cauteloso e apelo pessoal Em seu discurso, J. D. Vance optou por uma abordagem mais conservadora, evitando polêmicas como a guerra com o Irã, tarifas comerciais ou a promessa de campanha de Trump de US$ 5.000 aos eleitores. Em vez disso, o vice-senador deu ênfase à sua trajetória pessoal, mencionando sua família e o recente nascimento de seu quarto filho. A estratégia pareceu surtir efeito, especialmente em sua resposta a um manifestante, que gerou entusiasmo na multidão. A resposta improvisada de Vance ao manifestante, que exibiu bandeiras do México e da Palestina, foi um dos momentos de maior destaque de sua participação. Ao dizer, “Meu amigo, se você ama tanto o México, leve essa sua bunda para lá. Eu compro sua passagem de avião”, o vice-senador provocou uma ovação, demonstrando habilidade em lidar com situações inesperadas e em se conectar com a energia do público. Posicionamento como herdeiro de Trump e o desafio de 2028 Apesar de ter sido um crítico de Trump no passado, Vance se tornou um dos mais firmes apoiadores do ex-presidente. Republicanos veem em Vance um forte candidato para a indicação presidencial, com a multidão em Dallas chegando a gritar “48”, em referência ao 48º presidente dos Estados Unidos. Contudo, o desafio de Vance reside em consolidar o apoio da base trumpista, especialmente entre eleitores menos engajados politicamente. Jack Posobiec, comentarista de extrema direita e apoiador de Vance, destaca a importância de alcançar públicos específicos, como os ouvintes de podcasts populares. “Ele tem essas relações com os apresentadores de podcasts – Theo Von, Joe Rogan – que esse pessoal ouve”, disse Posobiec ao The New York Times. “O trabalho que ele terá de fazer é convencê-los a voltar em 2028.”

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Cúpula do BRICS na Índia: Interesses Divergentes e Tensão Geopolítica Marcam Reunião

BRICS: União de Interesses ou Fórum de Divergências? A Índia sedia a 18ª reunião de cúpula do BRICS neste fim de semana, um evento que, mais uma vez, expõe a **vocação do bloco como um palco para interesses díspares** de seus membros. As agendas individuais de países como China, Rússia, Índia, Brasil e África do Sul frequentemente se sobrepõem ao discurso oficial de união contra a hegemonia ocidental. Essa falta de coesão não é novidade e já foi evidenciada na cúpula do ano passado, realizada no Brasil, quando nem o líder chinês Xi Jinping compareceu. Agora, a presença de líderes é mais robusta, mas as tensões internas persistem, dificultando a formação de um consenso forte. A reunião na Índia promete ser um teste para a capacidade do BRICS de apresentar uma frente unida, especialmente diante das complexas relações geopolíticas atuais. Conforme informações divulgadas, a expectativa é que a cúpula reforce a ideia de que o BRICS é, na prática, um **fórum para interesses de nações com diferentes visões de mundo**. Líderes Presentes e Ausentes Destacam Divisões Internas Dos quatro países fundadores do BRICS em 2009 (Brasil, Rússia, Índia e China), o único líder ausente será Luiz Inácio Lula da Silva, devido à sua campanha à reeleição, sendo representado pelo chanceler Mauro Vieira. Estarão presentes o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, e convidados da expansão de 2023. Um dos nomes de maior relevância política é o iraniano Masoud Pezeshkian, buscando apoio internacional em um momento de tensão militar com os Estados Unidos. A presença do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, Khaled bin Mohamed bin Zayed, também é notável, visto que os EAU romperam relações comerciais com o Irã, um dos novos membros do bloco. Tensões Geopolíticas e o Papel da China e Rússia A relação entre Irã e Emirados Árabes Unidos já **bloqueou um comunicado oficial do BRICS neste ano**, e há receio de que o mesmo possa ocorrer na cúpula atual. Xi Jinping e Vladimir Putin apoiam o Irã, mas não necessariamente a Índia, evidenciando a complexidade das alianças dentro do grupo. A importância do encontro se concentra na presença de Xi Jinping em solo indiano pela primeira vez em sete anos. Este movimento ocorre em um contexto de **escaramuças fronteiriças entre China e Índia**, potências nucleares asiáticas. Narendra Modi, anfitrião, busca articular alianças militares que desconfiam das intenções de Pequim no Indo-Pacífico. Interesses Econômicos e Retórica Anti-Ocidental Vladimir Putin, já em Nova Délhi, prioriza a manutenção do canal de exportação de petróleo russo para a Índia, crucial para a economia de Moscou sob sanções. Durante o fórum empresarial da cúpula, Putin acusou o Ocidente de orquestrar ataques a infraestruturas energéticas de países do BRICS para **retomar a hegemonia econômica**. Para o Brasil, a cúpula representa mais uma oportunidade para debater a integração de meios de pagamento digitais entre os países do BRICS. Embora de difícil execução, a discussão gera irritação em Washington, que vê o bloco como uma frente hostil, apesar das linhas de diálogo e interesses próprios que

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Xi Jinping: A Vantagem Comercial Chinesa que Pode Virar Veneno na Negociação com Trump

Xi Jinping viaja para fortalecer coalizão e negociar com Trump, mas desafios econômicos internos e externos pairam sobre a China. A recente agenda internacional do presidente chinês, Xi Jinping, marcada pela participação na cúpula do BRICS em Nova Deli e uma iminente visita de Estado a Washington, tem sido apresentada pela imprensa oficial como uma estratégia para formar uma coalizão contra as tarifas americanas. No entanto, a narrativa oficial esconde complexidades e desafios que podem minar a posição de barganha de Pequim. A sequência de compromissos, que incluiu Bishkek e o Cairo, foi divulgada como um movimento para consolidar o Sul Global. Contudo, os acordos financeiros firmados, como o empréstimo para a ferrovia China-Quirguistão-Uzbequistão e a renovação do swap cambial com o Egito, já estavam em andamento antes da viagem, segundo informações divulgadas. A verdadeira força que Xi Jinping pretende demonstrar a Donald Trump reside nos robustos números de exportação chineses, que registraram um crescimento de 25% em agosto, com um superávit recorde de US$ 119,1 bilhões. Essa performance, impulsionada por setores como semicondutores e automóveis, confere a Pequim uma posição de negociação aparentemente confortável, especialmente diante de um Trump pressionado pela eleição presidencial americana. Conforme informações divulgadas, essa vantagem, porém, vem sendo corroída por um mecanismo autoimposto: a estratégia de exportação massiva, embora barata, tem gerado desequilíbrios e desindustrialização em outros países. O Dilema do Superávit Comercial Chinês A estratégia chinesa de inundar o mercado global com produtos a preços competitivos, embora benéfica para o consumo em países em desenvolvimento, tem criado um efeito colateral perigoso. A falta de um desenvolvimento industrial proporcional em contrapartida, que gere empregos locais, tem levado à criação de barreiras comerciais. Este é um ponto crucial que a China precisa gerenciar em suas negociações internacionais. O caso da Índia é emblemático. No ano fiscal encerrado em março, a China se tornou a maior parceira comercial indiana, com um fluxo comercial recorde de US$ 151,1 bilhões. Contudo, o déficit comercial indiano também atingiu um pico histórico de US$ 112,2 bilhões. Em resposta, o governo indiano tem intensificado investigações antidumping contra produtos chineses, demonstrando o crescente descontentamento. Europa e a Reação à Supercapacidade Chinesa A Europa também tem demonstrado preocupação com a política comercial chinesa. Após um pedido de cinco países do bloco por medidas mais restritivas contra produtos chineses em maio, o Ministério do Comércio da China publicou em julho sua primeira posição formal sobre a supercapacidade industrial. O documento, no entanto, nega a relação direta entre subsídios industriais e o excesso de produção, classificando o consumo interno fraco como uma fase transitória. Os dados de agosto, porém, não sustentam essa tese. As importações chinesas ficaram abaixo das projeções pelo segundo mês consecutivo, e o consumo interno ainda não compensa a demanda externa. Essa fragilidade interna pode ser um ponto de vulnerabilidade na estratégia de negociação de Xi Jinping. O Futuro das Negociações: Barreiras ou Tréguas? A equipe de Donald Trump, ciente dos números de alfândega que fortalecem a posição de Xi, também sabe que

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Crédito Consignado: Desvendando o Desconto em Folha e Quem Tem Acesso para Juros Baixos

Crédito Consignado: O Que É, Quem Tem Direito e Como Evitar Dívidas Excessivas O crédito consignado se consolidou como uma opção atraente para quem busca recursos financeiros, principalmente devido às suas taxas de juros geralmente mais baixas. Esse modelo de empréstimo se diferencia por ter as parcelas descontadas diretamente da fonte de renda do contratante, seja o salário, aposentadoria ou pensão. Essa modalidade oferece maior segurança às instituições financeiras, o que se reflete em condições mais favoráveis para o consumidor, como prazos de pagamento estendidos. No entanto, o acesso ao crédito consignado não é universal, sendo restrito a categorias específicas de trabalhadores e beneficiários com renda considerada estável. A gestão responsável da margem consignável é crucial para evitar o superendividamento. Conforme informações divulgadas em fontes especializadas, a legislação estabelece limites claros para o percentual da renda que pode ser comprometido com o pagamento das parcelas, garantindo que o tomador mantenha recursos para suas despesas essenciais. Quem Pode Solicitar o Crédito Consignado? O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo destinada a um público específico, devido à necessidade de uma fonte de renda que permita o desconto direto das parcelas. Servidores públicos, tanto federais quanto estaduais e municipais, incluindo ativos, aposentados e pensionistas, são elegíveis. Assim como aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que têm o desconto realizado diretamente em seus benefícios previdenciários. Trabalhadores com carteira assinada (CLT) em empresas privadas também podem ter acesso, desde que a companhia possua um convênio com instituições financeiras para oferecer essa linha de crédito. Militares das Forças Armadas, sejam ativos, inativos ou pensionistas, também se enquadram nos perfis que podem solicitar o empréstimo consignado. Para funcionários de empresas privadas, é fundamental verificar se o empregador mantém um acordo com bancos ou financeiras. Essa parceria é o que viabiliza a oferta do crédito consignado, tornando o processo mais acessível para esses trabalhadores. Margem Consignável: O Limite Para Não Comprometer Sua Renda Ao falar de crédito consignado, o conceito de margem consignável é fundamental. Ela representa o percentual máximo da renda líquida que pode ser comprometido com o pagamento das parcelas de empréstimos consignados. Esse limite é uma proteção legal para evitar que o tomador de crédito se endivide excessivamente, assegurando que uma parte significativa de sua renda permaneça disponível para despesas básicas. A legislação brasileira define limites gerais para a margem consignável. Geralmente, é permitido comprometer até 35% da renda líquida com empréstimos consignados, sendo que 5% desse total são reservados exclusivamente para despesas com cartão de crédito consignado. Para servidores públicos federais, esse limite pode ser estendido para 40%, com os mesmos 5% destinados ao cartão. Aposentados e pensionistas do INSS contam com uma margem de 40% sobre sua renda líquida, dividida em 35% para empréstimos pessoais consignados e 5% para o cartão de crédito consignado. É importante notar que a base de cálculo para essa margem é a renda líquida, ou seja, o valor bruto após a dedução de impostos e contribuições obrigatórias. Como Calcular Sua Margem Consignável? Para

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Flávio Augusto: De dívidas no cheque especial a bilionário, a jornada do fundador da Wise Up no Brasil

Flávio Augusto: a saga de um empreendedor que transformou desafios em império bilionário no Brasil A história de Flávio Augusto, aos 54 anos, é um verdadeiro estudo de caso sobre resiliência e visão de negócios no Brasil. Hoje, com o grupo educacional Wiser e a escola de inglês Wise Up consolidados, o caminho para o sucesso foi pavimentado com apostas arriscadas, recomeços e uma notável capacidade de adaptação. O jovem Flávio Augusto, que um dia viajava de ônibus pelo Rio de Janeiro para vender cursos de inglês e usava telefones públicos para prospectar clientes, personifica a superação. Sua trajetória desmistifica a ideia de um caminho linear para o topo, mostrando que os desvios e as dificuldades podem ser os maiores catalisadores do sucesso. A busca por estabilidade, que o levou a tentar a carreira militar no Colégio Naval, foi frustrada por sua própria natureza inquieta e insubordinada. Essa experiência, no entanto, se tornou um ensinamento fundamental: a estabilidade, para ele, é uma ilusão. A faculdade de Ciência da Computação também ficou pelo caminho, mas as vendas, inicialmente um meio, tornaram-se o fim. Uma aposta audaciosa no cheque especial para fundar a Wise Up Em 1995, Flávio Augusto e sua esposa deram um passo ousado: recorreram a R$ 20 mil do cheque especial, com juros exorbitantes de 12% ao mês, para abrir a primeira unidade da Wise Up. O valor mal cobria os custos iniciais de reforma, aluguel e contratação de equipe. Um detalhe curioso é que o próprio Flávio Augusto não falava inglês fluentemente na época, delegando a parte acadêmica a profissionais contratados, enquanto focava em vendas e análise de mercado. A tese por trás do negócio era clara: com a economia brasileira se abrindo e a chegada de multinacionais, havia uma demanda crescente por comunicação em inglês para ascensão profissional, e o público não queria esperar anos para aprender. A Wise Up propôs um programa de 18 meses, rompendo com o padrão do mercado. A história do cheque especial é uma das mais emblemáticas de sua carreira, mas Flávio Augusto ressalva a estratégia. Conforme relatado à Folha de S. Paulo em 2014, ele não aconselharia ninguém a repetir o feito, considerando-o “tecnicamente desaconselhável”. O sucesso inicial foi estrondoso. Em um ano, a primeira unidade já contava com mil alunos, e em oito meses uma filial foi aberta na Avenida Paulista. Em apenas três anos, a rede somava 24 escolas próprias e mais de mil funcionários. O modelo de franquias, implementado em 2000, expandiu a operação para 396 unidades antes de sua venda. Da aquisição de um time de futebol à recompra do próprio negócio A expansão, contudo, não foi isenta de percalços. Em 2008, já com patrimônio considerável, Flávio Augusto sofreu uma perda de cerca de R$ 12 milhões na Bolsa de Valores devido à crise financeira, de um patrimônio estimado em R$ 15 milhões na época. Em 2013, a Wise Up foi vendida para a Abril Educação por R$ 877 milhões. A redução drástica na carga de trabalho

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Equador em Crise Eleitoral: Noboa Suspende Partidos e Antecipa Votações sob Alerta da CIDH

Equador vive turbulência eleitoral com suspensões e antecipação de votações regionais. O Equador atravessa um momento delicado em sua política, marcado por sucessões de impedimentos a candidaturas de oposição e a antecipação das eleições regionais. A situação gerou um alerta da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre a necessidade de garantir a participação política plural e igualitária no país. A ex-candidata à Presidência, Luisa González, tem enfrentado dificuldades para concorrer ao governo de Manabí, tendo sua candidatura barrada em três diferentes legendas. A Revolución Ciudadana (RC), partido do ex-presidente Rafael Correa, foi suspensa pela Justiça Eleitoral, e tentativas de alianças com outros movimentos também foram frustradas. Embora não haja provas diretas de envolvimento do presidente Daniel Noboa, as ações têm levantado questionamentos sobre o uso das instituições para afastar adversários. Noboa, por sua vez, nega as acusações e atribui a decisão de antecipar as eleições ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), citando o risco de fenômenos climáticos como o El Niño. Barreiras judiciais e oposição sob pressão Luisa González, uma das principais vozes da oposição a Daniel Noboa, buscou concorrer pela Revolución Ciudadana (RC), partido do ex-presidente Rafael Correa. No entanto, a legenda foi suspensa pela Justiça Eleitoral por um período de nove meses, a partir de março, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e financiamento irregular na campanha de 2023. Após a suspensão da RC, González tentou se filiar ao movimento Amigo, que também acabou sendo suspenso. Em seguida, aceitou um convite do Pachakutik, braço político do movimento indígena, mas sua candidatura foi novamente impedida. Essa sucessão de obstáculos tem sido vista pela oposição como uma estratégia para enfraquecer a concorrência. Alerta da CIDH e impacto no pluralismo político A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) emitiu um comunicado no fim de agosto, expressando preocupação com o cenário eleitoral equatoriano. A entidade pediu ao Equador que assegure a “participação política plural e igualitária”, destacando que a antecipação das eleições reduziu o tempo para processos cruciais como primárias, inscrição de candidatos e campanhas. A CIDH manifestou apreensão quanto à possibilidade de os partidos competirem em condições equitativas. A organização ressaltou que restrições à participação política devem ser necessárias e proporcionais, e não podem resultar em exclusão arbitrária ou prejudicar o pluralismo, afetando assim o direito do eleitor de escolher entre diversas opções. Antecipação das eleições e fragilidade institucional As eleições regionais, originalmente previstas para fevereiro de 2027, foram antecipadas para 29 de novembro deste ano pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A justificativa oficial mencionou o risco de fortes chuvas causadas pelo El Niño no início de 2025, que poderiam afetar a votação em áreas rurais da Costa, onde a oposição tem forte presença. César Ricaurte, diretor da Fundamedios, organização equatoriana de defesa da liberdade de expressão, considera a argumentação para a antecipação das eleições “muito fraca”. Ele aponta que, embora não seja possível afirmar com certeza o envolvimento direto de Daniel Noboa, os impedimentos a partidos de oposição tornam a eleição menos competitiva, beneficiando o

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Agenda Presidenciáveis Fim de Semana: De Carreatas a Congressos Médicos, Confira os Movimentos dos Candidatos à Presidência em 12 e 13 de Agosto

Agenda Presidenciáveis: Movimentações e Eventos Neste Fim de Semana (12 e 13 de Agosto) Os candidatos à presidência da República seguem com agendas repletas de compromissos neste fim de semana, nos dias 12 e 13 de agosto. Os eventos incluem desde atos políticos e mobilizações em praças públicas até congressos com segmentos específicos da sociedade, além de caravanas e encontros com eleitores em diversas regiões do Brasil. A programação diversificada busca alcançar diferentes públicos e reforçar o contato direto com os cidadãos. As atividades planejadas abrangem desde panfletagens e rodas de conversa até visitas a hospitais e eventos de conscientização, mostrando a amplitude das estratégias de campanha. Conforme informações divulgadas, os presidenciáveis estarão presentes em estados como São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais, com o objetivo de consolidar suas bases eleitorais e apresentar suas propostas para o país. Augusto Cury e Clariana Barão em Encontros Estratégicos O candidato Augusto Cury (Avante) participará de um congresso voltado para a classe médica em Barueri, São Paulo, e de um evento do Grupo Nòs no sábado. Já Clariana Barão (DC) estará presente na Arena Enersim, em Várzea Grande, Mato Grosso, no sábado à noite. Edmilson Costa e Flávio Bolsonaro em Mobilizações Regionais Edmilson Costa (PCB) tem agenda em Guarulhos (SP) no sábado, participando do Grito dos Excluídos, e no domingo estará em Caraguatatuba e São Sebastião com caravanas partidárias. Flávio Bolsonaro (PL) terá um sábado movimentado com encontros, carreatas e comícios em cidades do Rio de Janeiro, como Cabo Frio, Macaé, Campos dos Goytacazes e Itaperuna. No domingo, ele participa de um Grande Encontro da Direita e do Encontro das Mulheres em Presidente Prudente (SP). Hertz Dias e Lula em Atos Públicos Hertz Dias (PSTU) realizará panfletagem em uma feira e reunirá agricultores familiares em Ipojuca (PE) no sábado. À noite, participará de uma roda de conversa em Recife. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará em Curitiba (PR) no sábado para um ato na Boca Maldita e, no domingo, participará de uma mobilização nacional em defesa de seu projeto político, com atividades previstas em todo o país. Renan Santos, Romeu Zema e Rui Costa Pimenta em Eventos Diversificados Renan Santos (Missão) participa do 1º Congresso da Missão em Santa Catarina, em Joinville. Romeu Zema (Novo) estará em Sete Lagoas (MG) para um encontro com mulheres amazonas em uma cavalgada de prevenção ao câncer de mama e visitará o Hospital Regional da cidade. Rui Costa Pimenta (PCO) realizará uma análise política da semana em São Paulo no sábado e participará de uma sessão de autógrafos na Bienal Internacional do Livro de São Paulo no domingo. Samara Martins em Ação Comunitária e Situação de Outros Candidatos Samara Martins (UP) estará em Belo Horizonte (MG) para uma panfletagem na região do Aglomerado da Serra no sábado. O candidato Ronaldo Caiado (PSD) está internado tratando pneumonia no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, e o candidato Wilson Grassi (Democrata) não possui agenda pública de campanha divulgada.

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Suécia em Encruzilhada: Extrema Direita Pode Entrar no Governo Após Eleições Históricas

Suécia em Encruzilhada: O Futuro do Governo Sueco em Jogo A Suécia se encontra em um momento decisivo neste domingo (13), com eleições parlamentares que podem definir a entrada da extrema direita no governo. O partido Democratas Suecos, com origens em movimentos neonazistas, pode ter representantes no gabinete do atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson, caso ele seja reconduzido ao cargo. Essa possibilidade, vista como necessária por Kristersson para garantir a estabilidade de sua administração, marca uma guinada significativa na política sueca. Os Democratas Suecos, que já detêm a maior bancada do bloco conservador há quatro anos, agora se aproximam do poder executivo. A decisão eleitoral ocorre em um contexto de endurecimento das políticas migratórias no país, com casos de deportação de longa data residentes e até bebês. O primeiro-ministro Kristersson tem ecoado um discurso de “fazer a Suécia grande novamente”, emulando o slogan de Donald Trump, distanciando-se do tradicional Estado liberal e de amplo amparo social pelo qual o país ficou conhecido. A informação é de reportagem divulgada pela AFP. A Ascensão dos Democratas Suecos Os Democratas Suecos, fundados em 1988 e com raízes em movimentos de extrema-direita, têm ganhado força eleitoral nas últimas décadas. Originado de grupos com ideologias neonazistas e nacionalistas, o partido passou por um processo de “limpeza” de imagem, buscando se apresentar como uma alternativa conservadora e patriótica. Apesar das tentativas de moderação, o passado do partido é constantemente lembrado. O líder Jimmie Akesson apresentou um dossiê detalhando a história da sigla, suas ligações com grupos fascistas e posições xenófobas e antissemitas de alguns de seus membros. Essa estratégia de “expiação pública” se assemelha a táticas de outras forças de ultradireita europeias, como a Marine Le Pen na França. Um recente escândalo abalou a reta final da campanha, com uma investigação da revista sueca Expo apontando supostas ligações de um dos principais ideólogos dos Democratas Suecos, Gustav Gellerbrant, com os serviços de inteligência russos. Essa notícia é particularmente constrangedora para Kristersson, que liderou a adesão da Suécia à OTAN, aliança que vê a Rússia como uma ameaça existencial. Um Debate Nacional sobre Identidade e Bem-Estar A ex-primeira-ministra Magdalena Andersson, líder do bloco de centro-esquerda social-democrata, tem alertado para as consequências de uma vitória da extrema direita. Ela afirma que as eleições decidirão “qual Suécia deve prevalecer”, contrastando um país que busca reforçar o Estado de bem-estar social com uma alternativa “dominada por um partido de extrema direita fundado por neonazistas”. As pesquisas de opinião indicam uma disputa acirrada, com os dois principais blocos em empate técnico. O bloco de centro-esquerda teria entre 49,3% e 50,8% dos votos, garantindo uma maioria justa no Riksdag. Já o bloco conservador liderado por Kristersson ficaria entre 47,6% e 49% das preferências. Analistas preveem um pleito ainda mais apertado que o de 2022. Apesar da possibilidade de formar maioria, Andersson enfrenta o desafio da fragmentação da esquerda, com divergências sobre temas como taxação de bilionários e novas usinas nucleares, que complicam a formação de uma coalizão. O combate à criminalidade, instrumentalizado pelos

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Agroecologia em Foco: Entidades pedem compromisso de candidatos em SP para combater fome e agrotóxicos

A Articulação Paulista de Agroecologia e outros movimentos sociais lançaram uma iniciativa crucial visando influenciar as eleições em São Paulo. A meta é obter o compromisso de candidatos, tanto do executivo quanto do legislativo, em prol da agroecologia e da democracia. A campanha “Agroecologia nas Eleições em SP” visa unir forças para combater a fome, a sede e a destruição ambiental, propondo um modelo de produção de alimentos mais justo e sustentável. Mais de 20 organizações da sociedade civil, incluindo a Associação Brasileira de Reforma Agrária e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra SP, endossam a carta, demonstrando a força e a abrangência da mobilização. Incentivo à agricultura familiar e democratização do acesso à terra são pontos centrais da proposta. Uma das principais demandas apresentadas na carta é a garantia de incentivo técnico, econômico e administrativo para agricultores familiares, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária. O objetivo é democratizar o acesso à terra e aos recursos necessários para o cultivo de alimentos saudáveis. A iniciativa busca assegurar que esses grupos tenham as condições ideais para produzir alimentos de qualidade, fortalecendo a segurança alimentar e nutricional em todo o estado de São Paulo. A articulação entende que o fortalecimento desses produtores é fundamental para a construção de um sistema alimentar mais resiliente e justo. Hortas urbanas e agricultura periurbana ganham destaque na pauta pela sustentabilidade. Outra solicitação importante é a capilarização da execução da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP) em todo o estado. A carta enfatiza a criação e o apoio a hortas urbanas comunitárias. Essas iniciativas promovem o cultivo agroecológico e a compostagem de resíduos, inclusive em escolas e outros serviços públicos, integrando a produção de alimentos à vida urbana de forma sustentável. A expansão dessas práticas contribui para a educação ambiental, a geração de renda e o acesso a alimentos frescos e saudáveis para a população das cidades. Combate rigoroso aos agrotóxicos e monitoramento de resíduos são prioridades. Em relação aos agrotóxicos, o documento defende o combate à pulverização aérea no estado, com sua proibição imediata no entorno de escolas, mananciais e comunidades. Essa medida visa proteger a saúde pública e o meio ambiente. A estruturação de laboratórios públicos estaduais para monitorar resíduos de agrotóxicos na água e nos alimentos é outra medida considerada crucial pelas entidades. A promoção de debates no legislativo e executivo, assim como campanhas informativas, também são propostas. A conscientização sobre os impactos nocivos dos agrotóxicos é vista como essencial para impulsionar a mudança de paradigma na produção de alimentos. Universidades e centros de pesquisa se unem em defesa da agroecologia. Núcleos de estudos de universidades ligadas à agroecologia também subscreveram o documento, reforçando a base científica e acadêmica da iniciativa. Instituições como a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal do ABC (UFABC) e o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em São Roque demonstram o engajamento do meio acadêmico. Essa colaboração entre entidades sociais e a academia fortalece a proposta e

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Flávio Augusto: Do Cheque Especial a Gigante da Educação, A Jornada Bilionária que Inspira Empreendedores no Brasil

A impressionante ascensão de Flávio Augusto no mundo da educação, de um início modesto a um faturamento milionário. Flávio Augusto, um nome que se tornou sinônimo de sucesso no empreendedorismo brasileiro, construiu sua fortuna a partir de uma ideia audaciosa e um empréstimo considerável. Fundada em 1995, a escola de idiomas Wise Up é o embrião de um império que hoje engloba a holding Wiser, com um faturamento expressivo e milhões de alunos atendidos. A trajetória de Flávio Augusto é marcada por resiliência e visão estratégica, elementos essenciais para quem navega no complexo cenário empresarial brasileiro. Ele não apenas superou dificuldades financeiras, mas também soube se adaptar às mudanças do mercado, incluindo os desafios impostos pela pandemia de Covid-19. A história de Flávio Augusto é um testemunho do poder da inovação e da persistência. A jornada de transformar uma dívida bancária em um negócio bilionário serve de inspiração para muitos que sonham em empreender no Brasil. Conforme informação divulgada em reportagem da Gazeta do Povo, a história completa de Flávio Augusto e sua empresa. O Início Arriscado com R$ 20 Mil do Cheque Especial Em 1995, Flávio Augusto deu o pontapé inicial na Wise Up com um capital inicial de R$ 20 mil, provenientes diretamente do cheque especial. Uma linha de crédito conhecida pelos juros elevados, que na época atingiam 12% ao mês. O valor era apertado para cobrir os custos de estrutura e contratação, mas Flávio apostou em um método de ensino acelerado, com duração de 18 meses. O foco eram profissionais que precisavam aprender inglês rapidamente para impulsionar suas carreiras. Curiosamente, o próprio Flávio Augusto não dominava o idioma na época. Sua estratégia se concentrou na força das vendas e na leitura atenta do mercado, delegando a expertise acadêmica a profissionais contratados. Da Venda Milionária à Surpreendente Recompra da Wise Up Após um crescimento expressivo, que resultou em centenas de unidades da Wise Up espalhadas pelo país, Flávio Augusto tomou a decisão de vender a empresa em 2013 para a Abril Educação, por R$ 877 milhões. No entanto, a história reservava uma reviravolta inesperada. Apenas dois anos depois, em 2015, Flávio Augusto recomprou o negócio por aproximadamente R$ 390 milhões, um valor significativamente inferior ao da venda original. Ao reassumir a gestão, ele encontrou a empresa em um cenário delicado, com queda nos lucros e alta inadimplência, problemas atribuídos a mudanças nas políticas de cobrança. Com um investimento pessoal de US$ 16 milhões, Flávio Augusto dedicou três anos intensos à reestruturação da operação. Seu objetivo era restaurar a saúde financeira e a lucratividade da companhia, recolocando-a no caminho do sucesso sob sua liderança. Adaptação Digital Durante a Pandemia: Um Salto de Alunos A chegada da pandemia de Covid-19 impôs um novo e grande desafio: a interrupção das aulas presenciais. A Wise Up, que já ensaiava uma transição para o ambiente digital desde 2019, acelerou drasticamente essa mudança. Flávio Augusto orientou os franqueados a fecharem os imóveis físicos e a migrarem completamente para o modelo online. Essa virada estratégica

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J. D. Vance mira 2028: Senador usa palco de Trump em Dallas para se projetar como herdeiro do MAGA

J. D. Vance, o vice-senador em ascensão, capitaliza evento de Trump em Dallas para fortalecer sua imagem e projetar futuras ambições presidenciais, visando 2028. Em Dallas, a convenção republicana, idealizada para impulsionar candidatos nas eleições de meio de mandato, serviu como um palco estratégico para J. D. Vance. O vice-senador, conhecido por sua lealdade a Donald Trump, aproveitou os holofotes para demonstrar seu apreço pela base do partido e, sutilmente, para pavimentar seu caminho rumo a uma potencial candidatura presidencial em 2028. Enquanto o evento, organizado sob o comando de Trump, visava reforçar a imagem do ex-presidente e sua influência sobre o partido, Vance demonstrou que também possui ambições próprias. A atmosfera de exaltação a Trump, com gritos de incentivo e juramentos de lealdade, foi o pano de fundo para que o vice-senador se apresentasse como um possível sucessor, um herdeiro natural do movimento MAGA. A postura de Vance em Dallas, conforme apurado pelo The New York Times, revela uma cuidadosa estratégia de posicionamento político. Ele buscou evitar temas controversos que pudessem alienar parte da base e, em vez disso, focou em sua história pessoal e em ataques aos democratas, buscando um equilíbrio entre a lealdade a Trump e a construção de uma marca própria. As informações são do The New York Times. Vance adota discurso cauteloso e apelo pessoal Em seu discurso, J. D. Vance optou por uma abordagem mais conservadora, evitando polêmicas como a guerra com o Irã, tarifas comerciais ou a promessa de campanha de Trump de US$ 5.000 aos eleitores. Em vez disso, o vice-senador deu ênfase à sua trajetória pessoal, mencionando sua família e o recente nascimento de seu quarto filho. A estratégia pareceu surtir efeito, especialmente em sua resposta a um manifestante, que gerou entusiasmo na multidão. A resposta improvisada de Vance ao manifestante, que exibiu bandeiras do México e da Palestina, foi um dos momentos de maior destaque de sua participação. Ao dizer, “Meu amigo, se você ama tanto o México, leve essa sua bunda para lá. Eu compro sua passagem de avião”, o vice-senador provocou uma ovação, demonstrando habilidade em lidar com situações inesperadas e em se conectar com a energia do público. Posicionamento como herdeiro de Trump e o desafio de 2028 Apesar de ter sido um crítico de Trump no passado, Vance se tornou um dos mais firmes apoiadores do ex-presidente. Republicanos veem em Vance um forte candidato para a indicação presidencial, com a multidão em Dallas chegando a gritar “48”, em referência ao 48º presidente dos Estados Unidos. Contudo, o desafio de Vance reside em consolidar o apoio da base trumpista, especialmente entre eleitores menos engajados politicamente. Jack Posobiec, comentarista de extrema direita e apoiador de Vance, destaca a importância de alcançar públicos específicos, como os ouvintes de podcasts populares. “Ele tem essas relações com os apresentadores de podcasts – Theo Von, Joe Rogan – que esse pessoal ouve”, disse Posobiec ao The New York Times. “O trabalho que ele terá de fazer é convencê-los a voltar em 2028.”

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Cúpula do BRICS na Índia: Interesses Divergentes e Tensão Geopolítica Marcam Reunião

BRICS: União de Interesses ou Fórum de Divergências? A Índia sedia a 18ª reunião de cúpula do BRICS neste fim de semana, um evento que, mais uma vez, expõe a **vocação do bloco como um palco para interesses díspares** de seus membros. As agendas individuais de países como China, Rússia, Índia, Brasil e África do Sul frequentemente se sobrepõem ao discurso oficial de união contra a hegemonia ocidental. Essa falta de coesão não é novidade e já foi evidenciada na cúpula do ano passado, realizada no Brasil, quando nem o líder chinês Xi Jinping compareceu. Agora, a presença de líderes é mais robusta, mas as tensões internas persistem, dificultando a formação de um consenso forte. A reunião na Índia promete ser um teste para a capacidade do BRICS de apresentar uma frente unida, especialmente diante das complexas relações geopolíticas atuais. Conforme informações divulgadas, a expectativa é que a cúpula reforce a ideia de que o BRICS é, na prática, um **fórum para interesses de nações com diferentes visões de mundo**. Líderes Presentes e Ausentes Destacam Divisões Internas Dos quatro países fundadores do BRICS em 2009 (Brasil, Rússia, Índia e China), o único líder ausente será Luiz Inácio Lula da Silva, devido à sua campanha à reeleição, sendo representado pelo chanceler Mauro Vieira. Estarão presentes o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, e convidados da expansão de 2023. Um dos nomes de maior relevância política é o iraniano Masoud Pezeshkian, buscando apoio internacional em um momento de tensão militar com os Estados Unidos. A presença do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, Khaled bin Mohamed bin Zayed, também é notável, visto que os EAU romperam relações comerciais com o Irã, um dos novos membros do bloco. Tensões Geopolíticas e o Papel da China e Rússia A relação entre Irã e Emirados Árabes Unidos já **bloqueou um comunicado oficial do BRICS neste ano**, e há receio de que o mesmo possa ocorrer na cúpula atual. Xi Jinping e Vladimir Putin apoiam o Irã, mas não necessariamente a Índia, evidenciando a complexidade das alianças dentro do grupo. A importância do encontro se concentra na presença de Xi Jinping em solo indiano pela primeira vez em sete anos. Este movimento ocorre em um contexto de **escaramuças fronteiriças entre China e Índia**, potências nucleares asiáticas. Narendra Modi, anfitrião, busca articular alianças militares que desconfiam das intenções de Pequim no Indo-Pacífico. Interesses Econômicos e Retórica Anti-Ocidental Vladimir Putin, já em Nova Délhi, prioriza a manutenção do canal de exportação de petróleo russo para a Índia, crucial para a economia de Moscou sob sanções. Durante o fórum empresarial da cúpula, Putin acusou o Ocidente de orquestrar ataques a infraestruturas energéticas de países do BRICS para **retomar a hegemonia econômica**. Para o Brasil, a cúpula representa mais uma oportunidade para debater a integração de meios de pagamento digitais entre os países do BRICS. Embora de difícil execução, a discussão gera irritação em Washington, que vê o bloco como uma frente hostil, apesar das linhas de diálogo e interesses próprios que

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Xi Jinping: A Vantagem Comercial Chinesa que Pode Virar Veneno na Negociação com Trump

Xi Jinping viaja para fortalecer coalizão e negociar com Trump, mas desafios econômicos internos e externos pairam sobre a China. A recente agenda internacional do presidente chinês, Xi Jinping, marcada pela participação na cúpula do BRICS em Nova Deli e uma iminente visita de Estado a Washington, tem sido apresentada pela imprensa oficial como uma estratégia para formar uma coalizão contra as tarifas americanas. No entanto, a narrativa oficial esconde complexidades e desafios que podem minar a posição de barganha de Pequim. A sequência de compromissos, que incluiu Bishkek e o Cairo, foi divulgada como um movimento para consolidar o Sul Global. Contudo, os acordos financeiros firmados, como o empréstimo para a ferrovia China-Quirguistão-Uzbequistão e a renovação do swap cambial com o Egito, já estavam em andamento antes da viagem, segundo informações divulgadas. A verdadeira força que Xi Jinping pretende demonstrar a Donald Trump reside nos robustos números de exportação chineses, que registraram um crescimento de 25% em agosto, com um superávit recorde de US$ 119,1 bilhões. Essa performance, impulsionada por setores como semicondutores e automóveis, confere a Pequim uma posição de negociação aparentemente confortável, especialmente diante de um Trump pressionado pela eleição presidencial americana. Conforme informações divulgadas, essa vantagem, porém, vem sendo corroída por um mecanismo autoimposto: a estratégia de exportação massiva, embora barata, tem gerado desequilíbrios e desindustrialização em outros países. O Dilema do Superávit Comercial Chinês A estratégia chinesa de inundar o mercado global com produtos a preços competitivos, embora benéfica para o consumo em países em desenvolvimento, tem criado um efeito colateral perigoso. A falta de um desenvolvimento industrial proporcional em contrapartida, que gere empregos locais, tem levado à criação de barreiras comerciais. Este é um ponto crucial que a China precisa gerenciar em suas negociações internacionais. O caso da Índia é emblemático. No ano fiscal encerrado em março, a China se tornou a maior parceira comercial indiana, com um fluxo comercial recorde de US$ 151,1 bilhões. Contudo, o déficit comercial indiano também atingiu um pico histórico de US$ 112,2 bilhões. Em resposta, o governo indiano tem intensificado investigações antidumping contra produtos chineses, demonstrando o crescente descontentamento. Europa e a Reação à Supercapacidade Chinesa A Europa também tem demonstrado preocupação com a política comercial chinesa. Após um pedido de cinco países do bloco por medidas mais restritivas contra produtos chineses em maio, o Ministério do Comércio da China publicou em julho sua primeira posição formal sobre a supercapacidade industrial. O documento, no entanto, nega a relação direta entre subsídios industriais e o excesso de produção, classificando o consumo interno fraco como uma fase transitória. Os dados de agosto, porém, não sustentam essa tese. As importações chinesas ficaram abaixo das projeções pelo segundo mês consecutivo, e o consumo interno ainda não compensa a demanda externa. Essa fragilidade interna pode ser um ponto de vulnerabilidade na estratégia de negociação de Xi Jinping. O Futuro das Negociações: Barreiras ou Tréguas? A equipe de Donald Trump, ciente dos números de alfândega que fortalecem a posição de Xi, também sabe que

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