Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Principais Matérias

PCB Define Edmilson Costa como Candidato à Presidência e Cleusa Santos à Vice em Convenção Nacional

PCB lança Edmilson Costa para presidência e Cleusa Santos para vice em evento nacional O Partido Comunista Brasileiro (PCB) confirmou oficialmente nesta manhã a candidatura de Edmilson Costa à presidência da República. A decisão foi tomada durante a convenção nacional do partido, que ocorreu no auditório da Câmara Municipal de São Paulo. A chapa majoritária será composta ainda por Cleusa Santos, que concorrerá ao cargo de vice-presidente. Os nomes foram aprovados em um evento que reuniu militantes e lideranças do partido, marcando o início formal da corrida eleitoral para a sigla. Edmilson Costa possui formação acadêmica sólida, com doutorado em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sua trajetória na militância socialista é de longa data, remontando à juventude, o que lhe confere experiência significativa no cenário político. Trajetória e Formação do Candidato Presidencial A escolha de Edmilson Costa para liderar a chapa presidencial do PCB reflete o foco do partido em temas econômicos e sociais. Seu doutorado em economia pela Unicamp, uma das mais respeitadas universidades do país, indica uma base teórica robusta para as propostas que o partido pretende apresentar. A militância socialista desde a juventude de Costa é um ponto destacado pela legenda, que busca associar a candidatura a uma longa história de luta por direitos e transformações sociais. O partido aposta na experiência e no conhecimento do seu candidato. Convenção Nacional e Próximos Passos Eleitorais A convenção nacional do PCB serviu como palco para a oficialização da candidatura e para a definição de estratégias para a campanha eleitoral. O evento, realizado em São Paulo, contou com a presença de diversos membros do partido. A Agência Brasil informou que irá acompanhar de perto os desdobramentos das convenções nacionais partidárias. Outras legendas também já definiram ou estão definindo suas chapas, como o Partido da Causa Operária (PCO), com convenção marcada para 1º de agosto, e o Partido dos Trabalhadores (PT), em 2 de agosto. Expectativas e Cenário Político A candidatura de Edmilson Costa e Cleusa Santos representa a aposta do PCB em um projeto político que busca dialogar com as bases trabalhadoras e com setores que anseiam por alternativas às políticas econômicas tradicionais. A expectativa é que o partido intensifique sua participação no debate público nas próximas semanas. O partido busca consolidar sua presença no cenário político, apresentando suas propostas e defendendo seus ideais. A campanha eleitoral promete ser um espaço importante para a divulgação das pautas defendidas pelo PCB e seus candidatos.

Leia mais

Desembargador Chama Gilmar Mendes de “Inimigo Número Um” da Justiça do Trabalho e Critica STF por Ataques ao Judiciário

Desembargador Daniel de Paula Guimarães critica Gilmar Mendes e defende Justiça do Trabalho O presidente da 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), desembargador Daniel de Paula Guimarães, fez declarações contundentes contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, classificando-o como “o inimigo número um da Justiça do Trabalho”. A afirmação ocorreu durante uma sessão no dia 16 de julho, em meio a um debate sobre o controle da jornada de trabalho. A discussão colocou em rota de colisão um precedente estabelecido por Gilmar Mendes com uma regra da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Guimarães expressou sua opinião de forma direta, embora tenha optado por não detalhar as razões de sua crítica ao ministro do STF. Essas declarações surgiram após uma sustentação oral que abordou a alegada “demora do Judiciário”. Debate sobre Jornada de Trabalho e o Papel do STF O caso em pauta envolvia a possibilidade de controle da jornada de trabalho de um propagandista vendedor do setor farmacêutico. Caso o controle fosse inviabilizado, a empresa seria obrigada a pagar horas extras. A advogada da empresa citou um tema de repercussão geral relatado por Gilmar Mendes, que validaria o afastamento ou limitação de direitos trabalhistas por meio de convenções coletivas. Essa argumentação visava justificar a dispensa do controle de jornada pela empresa. O desembargador Guimarães, contudo, argumentou em sentido contrário, destacando que a lei é clara ao permitir o controle de jornada apenas para trabalhos que não possibilitam tal registro. Ele ressaltou que, mesmo para trabalhadores fora das dependências da empresa, o uso de meios eletrônicos viabiliza o controle. Volume de Processos e a Defesa dos Juízes do Trabalho O desembargador associou o alto volume de processos judiciais a ataques ao Judiciário, tanto por parte da imprensa quanto do próprio STF. Ele defendeu os juízes do trabalho, descrevendo-os como “verdadeiros heróis” pela quantidade de trabalho e dedicação. “Aquilo que nós condenamos no empregador, nós fazemos com nós mesmos aqui”, disse Guimarães, fazendo um paralelo com a sobrecarga de trabalho enfrentada pelos profissionais da Justiça do Trabalho. O relator do caso, desembargador Samir Soubhia, decidiu reverter parcialmente a sentença de primeira instância, excluindo o pagamento do intervalo para refeição, mas incluindo o pagamento do intervalo interjornada. Posição do Gabinete de Gilmar Mendes A reportagem entrou em contato com o gabinete do ministro Gilmar Mendes para obter um posicionamento sobre as declarações do desembargador. O espaço permanece aberto para manifestação.

Leia mais

Tarcísio de Freitas confirma candidatura à reeleição em SP com apoio de Bolsonaro e forte coligação

Convenção do Republicanos em São Paulo oficializa Tarcísio de Freitas para reeleição e consolida alianças políticas O Partido Republicanos lançou oficialmente a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição para o governo de São Paulo neste sábado, 1º. A confirmação ocorreu durante a convenção partidária na capital paulista, um evento que também selou importantes alianças para a disputa eleitoral. Na ocasião, foi anunciado que Felício Ramuth, do MDB, será o candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio. Essa parceria reforça a estratégia de união de forças políticas visando a vitória nas próximas eleições, reunindo um amplo espectro de legendas. A convenção também aprovou as candidaturas de André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) ao Senado, além de nomes para as vagas de deputados federais e estaduais. A informação foi divulgada pelo próprio partido, marcando o início formal da corrida eleitoral para o governo paulista, conforme apurado. A presença de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, sinalizou o apoio da família Bolsonaro à chapa. Tarcísio destaca legado e compromisso com São Paulo Em seu discurso, Tarcísio de Freitas expressou gratidão à sua esposa, Cristiane Freitas, e relembrou sua jornada pessoal e política. Ele mencionou a luta contra o câncer e ressaltou o início de sua carreira política ao lado de Jair Bolsonaro, destacando a importância dessa parceria para sua trajetória. O governador enfatizou a essência do serviço público em sua atuação. “Aprendi que servir é o único motivo para ocupar o cargo que ocupo. Essa é a essência da política, é isso que faz sentido”, declarou Tarcísio. Ele complementou que foi com essa noção que assumiu o mandato em São Paulo, definindo-o como um marco em sua carreira. Ampla coligação apoia a candidatura de Tarcísio A candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição conta com o apoio de uma robusta coligação de partidos em São Paulo. Integram essa aliança o MDB, PL, PSD, União Brasil, PP, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, Avante e Novo. Essa união de legendas demonstra a força política da chapa e a estratégia de aglutinar diferentes forças em torno de um projeto comum para o estado. A formação da coligação foi um dos pontos centrais da convenção, consolidando o apoio necessário para a campanha. Perfil de Tarcísio de Freitas: do Ministério à gestão estadual Tarcísio de Freitas, de 51 anos, é engenheiro civil e natural do Rio de Janeiro. Antes de se tornar governador de São Paulo, ele ocupou o cargo de ministro da Infraestrutura no governo de Jair Bolsonaro. Sua experiência profissional também inclui a atuação como secretário de Coordenação de Projetos no Programa de Parceria de Investimentos (PPI). Nessa função, Tarcísio foi responsável por um importante programa de privatizações, concessões e desestatizações. Sua carreira também inclui passagens pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), onde foi diretor executivo, e pela Controladoria-Geral da União, como coordenador-geral de auditoria na área de transportes. Ele também atuou como consultor legislativo da Câmara dos Deputados, acumulando vasta experiência em gestão pública e infraestrutura.

Leia mais

Líbano Alerta: Explosões de Israel Perto do Castelo de Beaufort Ameaçam Cessar-Fogo e Escalada Perigosa

Líbano acusa Israel de minar cessar-fogo com explosões perto de sítio histórico O Líbano, por meio de seu presidente Joseph Aoun, manifestou profunda preocupação e acusou Israel de realizar explosões em áreas próximas ao histórico Castelo de Beaufort, no sul do país. Segundo o governo libanês, essas ações representam uma “ameaça direta” ao acordo de cessar-fogo entre as duas nações e configuram uma “escalada extremamente perigosa”. As explosões, descritas como “fortes” pela agência estatal libanesa NNA, ocorreram na madrugada de quinta-feira (30), incluindo a região da fortaleza. O Castelo de Beaufort, também conhecido como Qalaat al Shakif, foi capturado pelas forças israelenses em maio, durante a guerra contra o grupo Hezbollah. A UNESCO incluiu o local em sua lista de Patrimônio Mundial em perigo na semana passada. Aoun classificou a operação como uma “violação clara dos compromissos existentes” e ressaltou que o momento escolhido, às vésperas de novas negociações entre Beirute e Tel Aviv previstas para a próxima semana em Roma, envia “mensagens negativas” e mina os esforços internacionais pela estabilidade. Um jornalista da AFP relatou ter ouvido as explosões e visto uma nuvem de poeira cobrir áreas florestais próximas. Israel justifica ação como resposta a “túneis terroristas” e violação do Hezbollah Em resposta às acusações, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmaram em nota conjunta que o Exército destruiu “túneis terroristas na região de Beaufort” utilizando cerca de 700 toneladas de explosivos. Segundo eles, a operação foi uma retaliação a uma “violação flagrante do cessar-fogo” por parte do Hezbollah na quarta-feira (29). Israel alega que o grupo pró-Irã lançou um drone explosivo contra um veículo militar israelense. No entanto, o Hezbollah não reivindicou a autoria de nenhum ataque contra Israel desde 20 de junho. A situação na fronteira segue tensa, com ambos os lados trocando acusações. Beaufort: Símbolo estratégico e histórico no conflito Líbano-Israel O Castelo de Beaufort possui um valor simbólico e estratégico significativo no conflito entre Líbano e Israel. Sua localização privilegiada, sendo o ponto mais elevado na região, permite uma vasta observação do sul do Líbano e do norte de Israel, áreas que historicamente foram palco de lançamentos de ataques contra residências israelenses. A fortaleza tem um histórico de ocupação israelense. Foi ocupada por Israel por 18 anos, entre 1982 e 2000, tornando-se um marco da invasão israelense no Líbano na época, que visava combater guerrilheiros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Negociações em risco e alertas sobre a instabilidade regional As recentes explosões perto do Castelo de Beaufort levantam sérias dúvidas sobre o andamento das próximas negociações de paz. A “escalada” descrita pelo presidente libanês pode dificultar a construção de confiança e a busca por uma solução duradoura para o conflito. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, temendo um agravamento da situação e um novo ciclo de violência na região. A preservação do cessar-fogo e a retomada do diálogo pacífico são cruciais para evitar novas perdas e garantir a segurança de ambos os países.

Leia mais

Sem María Corina, Venezuela Sob Tutela dos EUA Inicia Negociações Cruciais Entre Regime e Oposição Após Terremoto Devastador

Venezuela: Inicia Negociação Histórica Entre Regime e Oposição Sob Liderança dos EUA, Mas Ausência de Líder Chave Gera Polêmica Dois anos após a controversa reeleição de Nicolás Maduro, o regime venezuelano volta a sentar-se à mesa de negociações com a oposição. Desta vez, o cenário é marcado pela tutela dos Estados Unidos e pela recente tragédia de um terremoto que abalou o país, deixando milhares de mortos. A reunião, que teve início neste sábado (1º), conta com a presença de Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, e Dinorah Figuera, líder da oposição e presidente da Assembleia Nacional de 2015, instituição reconhecida por Washington. Contudo, a ausência de María Corina Machado, a principal figura da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz do ano passado, domina as discussões. A exclusão de Machado, apesar de sua popularidade e do apoio de outros opositores, levanta questionamentos sobre a legitimidade e o potencial de sucesso deste novo ciclo de diálogos. Conforme informações divulgadas, a negociação ocorre em um contexto delicado, onde a reconstrução pós-terremoto se soma à busca por soluções políticas. Acompanhe os desdobramentos deste importante evento para o futuro da Venezuela. Ausência de María Corina Machado Destaca Divisões na Oposição A principal ausência na mesa de negociações é a de María Corina Machado, figura proeminente da oposição venezuelana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Apesar de suas frequentes deferências ao presidente americano Donald Trump, Washington tem, de forma reiterada, desconsiderado a participação da política no processo. Machado, que está fora do país desde dezembro de 2025, é vista por muitos opositores como peça fundamental para um acordo duradouro. Henrique Capriles, ex-candidato presidencial, expressou sua preocupação nas redes sociais, afirmando que “uma negociação que exclua María Corina Machado e tudo o que ela representa está fadada ao fracasso”. Dinorah Figuera, por sua vez, reconheceu a importância de Machado, declarando que “a partir de 1º de agosto, convidaremos todos os setores democráticos a participar e contribuir com propostas para enriquecer o roteiro. María Corina é muito importante neste processo”. A própria María Corina Machado, sem comentar diretamente sua exclusão, afirmou que não será “obstáculo a nenhuma iniciativa que produza avanços reais”. Ela estabeleceu critérios claros para a avaliação de qualquer acordo, incluindo a “recuperação das instituições democráticas, a liberação de todos os presos políticos, garantias reais para todos os atores políticos, sem exclusão, um cronograma eleitoral presidencial oportuno e o pleno respeito à soberania popular”. A engenheira mantém sua popularidade e seu apoio foi crucial para o diplomata Edmundo González, que, segundo atas eleitorais verificadas por organismos internacionais, provavelmente venceu as eleições de 2024, apesar de Machado ter sido impedida de concorrer. Terremoto Como Catalisador e a Tutela Americana na Negociação O terremoto que assolou a Venezuela no final de junho pode ter um impacto significativo nos rumos políticos do país, ecoando casos como o da Nicarágua em 1972, onde um sismo em Manágua acelerou o fim da ditadura da família Somoza. Colette Capriles, cientista política da Universidade Simón Bolívar, sugere que

Leia mais

Brasil Repensa Acordo com China: Tarifas dos EUA Levam Lula a Buscar Seguro Comercial Contra Trump

Brasil reavalia acordo comercial com China após imposição de tarifas pelos EUA Por mais de uma década, o Brasil manteve uma postura de cautela em relação a um acordo comercial entre o Mercosul e a China, argumentando que tal medida poderia prejudicar sua indústria. No entanto, essa posição parece ter sofrido uma guinada significativa após uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping, realizada no último domingo (26). A mudança de rumo coincide com a entrada em vigor de tarifas de 25% impostas por Washington sobre uma parcela considerável das exportações brasileiras. O que antes era visto como um risco industrial, agora é apresentado como uma potencial apólice de seguro contra as políticas comerciais do ex-presidente Donald Trump, sem que novos estudos ou consultas ao setor produtivo tenham sido realizados para embasar essa virada. Um dos estudos mais abrangentes sobre o tema, publicado em 2024 pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) com simulações do Ipea e de universidades federais, sugere um cenário mais favorável ao acordo do que a indústria tem admitido. O levantamento projeta um ganho de 1,43% para o PIB brasileiro até 2035, o que equivaleria a cerca de US$ 30 bilhões, com potencial para aumento de investimentos e salários reais. As informações foram divulgadas com base no estudo do CEBC. Impactos setoriais: agronegócio em alta, indústria em alerta A expansão projetada pelo estudo do CEBC se concentra em setores onde o Brasil já detém força. O agronegócio, por exemplo, poderia ampliar sua produção em US$ 14,6 bilhões. Em contrapartida, a indústria de transformação enfrentaria perdas estimadas em US$ 6,7 bilhões, com setores como têxteis e vestuário previstos para encolherem 15%. A estrutura tarifária atual entre Brasil e China, ponderada pelo volume de comércio efetivo, revela que as tarifas brasileiras sobre bens industriais somam 9,2%, enquanto as chinesas representam apenas 2,2%. Isso sugere que a indústria brasileira estaria abrindo mão de proteção real em troca de um mercado que, em muitos aspectos, já está acessível. As tarifas chinesas mais elevadas se concentram no setor agrícola, com uma média ponderada de 12,9%, área onde o Brasil já tem expandido sua participação sem a necessidade de um tratado formal. Modelagem e desafios da simulação O modelo de simulação utilizado no estudo do CEBC baseia-se em dados de 2014. Os próprios autores do estudo alertam que essa base de dados pode não capturar o avanço recente da China em setores como veículos e máquinas. Mesmo assim, a simulação aponta esses setores como beneficiados, com um ganho projetado de US$ 3,66 bilhões. No entanto, dados recentes indicam uma mudança significativa no mercado automotivo. A participação chinesa nas importações brasileiras de automóveis saltou de 5% em 2021 para 72% neste ano. A balança comercial do setor automotivo registrou o maior déficit semestral desde 1997, o que levanta questionamentos sobre a precisão das projeções do modelo. Obstáculos políticos e a necessidade de negociações estratégicas A viabilidade de um acordo com a China enfrenta desafios políticos consideráveis,

Leia mais

Itamaraty Veta Cônsul Israelense no Brasil Por Dupla Nacionalidade, Aprofundando Crise Diplomática com Netanyahu

Itamaraty barra cônsul de Israel em São Paulo por dupla nacionalidade, intensificando tensões com governo de Netanyahu O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, vetou a nomeação de uma nova cônsul-geral de Israel em São Paulo, alegando que a indicada possui dupla nacionalidade, brasileira e israelense. A decisão agrava a crise diplomática entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Binyamin Netanyahu. A escolha de Tel Aviv recaiu sobre a diplomata Vivian Aisen, que nasceu no Brasil e se mudou para Israel ainda jovem, onde iniciou sua carreira diplomática. No entanto, o governo brasileiro considerou a nacionalidade brasileira de Vivian como um obstáculo intransponível para o cargo. Apesar de Vivian ter sinalizado disposição em renunciar à cidadania brasileira, a medida não foi suficiente para reverter a decisão. Conforme apurado por pessoas com conhecimento do tema, embora a dupla nacionalidade tenha sido a justificativa oficial, o momento delicado das relações bilaterais entre Brasil e Israel certamente influenciou o desfecho, segundo interlocutores. Israel fica sem cônsul em São Paulo e embaixador em Brasília O consulado-geral em São Paulo é um dos postos diplomáticos israelenses mais importantes no Brasil. Com a negativa do Itamaraty, o cargo ficará vago em breve, com o fim da missão de Rafael Erdreich. Esta é a segunda vez que o governo Lula impede a atuação de um diplomata israelense no país. Em março de 2025, o Itamaraty já havia retardado o aval para que Gali Dagan assumisse como embaixador de Israel em Brasília. Dagan, que era embaixador em Bogotá, deixou o posto após o presidente colombiano, Gustavo Petro, romper relações com Israel devido à guerra na Faixa de Gaza. O Brasil, até o momento, também não possui um embaixador israelense. Vivian Aisen assume posto na Colômbia em meio a tensões diplomáticas Sem poder chefiar o consulado em São Paulo, Vivian Aisen foi nomeada, na semana passada, embaixadora de Israel em Bogotá. A Colômbia, que terá como presidente em agosto o ultradireitista Abelardo de la Espriella, já prometeu reabrir sua representação em Israel e suspender a instalação de uma missão similar na Palestina. O veto à indicação de Vivian Aisen ocorre em um contexto de deterioração das relações entre Brasil e Israel, marcadas por trocas de críticas desde o início da ofensiva militar israelense em Gaza. O ponto mais crítico da crise foi em fevereiro de 2024, quando Lula comparou as ações de Israel em Gaza à perseguição aos judeus pelo nazismo. Crise diplomática se intensifica com declarações e retaliações A comparação feita por Lula gerou fortes reações de Israel e da comunidade judaica no Brasil. Em resposta, Binyamin Netanyahu declarou que Lula havia cruzado uma linha vermelha. O embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, foi convocado publicamente no Yad Vashem, memorial do Holocausto, em uma ação que o governo brasileiro considerou uma provocação. Posteriormente, o então chanceler israelense, Israel Katz, declarou Lula “persona non grata” em Israel. Em retaliação, o Brasil retirou seu embaixador de Tel Aviv sem substituí-lo, deixando a missão brasileira sem um chefe.

Leia mais

Golpe do Falso Corretor: São Paulo Registra Dobra em Fraudes Imobiliárias e Aumenta Alerta para Compradores

Falsos corretores de imóveis: como fugir de golpes que dobram em São Paulo e causam prejuízos milionários O mercado imobiliário em São Paulo tem sido palco de um aumento alarmante nos golpes aplicados por falsos corretores. Somente entre janeiro e julho deste ano, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP) registrou quase 2 mil autuações por exercício ilegal da profissão, um número que acende um alerta vermelho para quem busca comprar ou alugar um imóvel. Essas autuações, realizadas durante fiscalizações em plantões de vendas e imobiliárias, revelam uma realidade preocupante: muitos criminosos atuam sem qualquer registro profissional, aproveitando-se da boa-fé dos consumidores. Embora nem toda autuação resulte em crime, uma parcela significativa desses casos envolve fraudes que podem levar a perdas financeiras devastadoras. Para agravar o cenário, as denúncias espontâneas de consumidores e corretores sobre irregularidades cresceram 29% entre 2020 e 2025, indicando que a atuação do conselho identifica um volume de problemas muito maior do que aquele que chega por meio de relatos. Conforme informação divulgada pelo Creci-SP, a fiscalização direta tem sido mais eficaz em identificar a atuação de falsos corretores do que as denúncias isoladas. Golpistas usam anúncios falsos e identidade de profissionais para enganar vítimas Uma das táticas mais comuns dos falsos corretores é a divulgação de anúncios de imóveis com preços muito abaixo do valor de mercado. Essa estratégia visa atrair vítimas desavisadas, que, seduzidas pela aparente oportunidade, acabam caindo em armadilhas. O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, alerta que esses anúncios, frequentemente publicados em redes sociais e plataformas digitais, são a principal porta de entrada para os golpes. Após o primeiro contato, a pressão para fechar o negócio rapidamente é uma tática recorrente. Golpistas solicitam depósitos antecipados para reserva, cobram taxas inexistentes ou garantem negociações que, na realidade, não existem. Em muitos casos, o imóvel anunciado sequer está disponível ou pertence a terceiros que desconhecem a fraude. Para aumentar a credibilidade, criminosos chegam a usar a identidade de corretores legítimos, com números de registro profissional ativos, transmitindo uma falsa sensação de segurança. Casos recentes em São Paulo ilustram a sofisticação dessas fraudes. Um exemplo envolveu a clonagem de um anúncio real de locação, onde criminosos se passavam por uma corretora com registro ativo. Após visitar o imóvel e receber um contrato digital, a vítima realizou uma transferência de R$ 8 mil e só descobriu o golpe ao contatar a imobiliária responsável pelo anúncio original. Em outra situação, um homem é investigado por vender o mesmo imóvel para diferentes compradores, utilizando documentos falsos e desaparecendo após receber o dinheiro, o que resultou na perda de R$ 124 mil para uma das vítimas. Como se proteger: a importância da consulta à matrícula do imóvel e ao Creci Para evitar cair em golpes, a verificação da autenticidade do corretor e do próprio imóvel é fundamental. O Creci-SP oferece em seu site a opção de consulta pública para verificar se o profissional possui registro ativo. Essa é uma medida simples e gratuita que pode prevenir

Leia mais

Surpresa na Eleição: PP decide não ter candidato e surpreende ao declarar neutralidade, Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina afetados

PP anuncia neutralidade e frustra planos do PL para vice de Flávio Bolsonaro O Partido Progressistas (PP) pegou todos de surpresa nesta sexta-feira (31) ao divulgar oficialmente que não realizará sua convenção nacional. Tradicionalmente, é neste evento que os partidos definem seus candidatos ou o apoio a outros nomes para a disputa presidencial. A decisão do PP de manter a neutralidade no processo eleitoral foi comunicada através de seu site oficial e já repercute fortemente nos bastidores da política. A medida impacta diretamente as articulações de outros partidos, especialmente o Partido Liberal (PL). A escolha do Progressistas, após consulta aos diretórios estaduais, foi por uma posição de não se envolver diretamente na corrida presidencial. A direção nacional do partido reiterou que a senadora Tereza Cristina, líder do PP no Senado, acatou a decisão. Impacto na candidatura do PL O Partido Liberal (PL) havia oficializado o senador Flávio Bolsonaro como seu candidato à presidência na semana anterior. Uma das apostas do PL era contar com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice-presidente na chapa. Tereza Cristina chegou a se reunir com Flávio Bolsonaro para discutir a possibilidade de compor a chapa. No entanto, com a decisão de neutralidade do PP, essa articulação foi definitivamente descartada, mudando os planos do Partido Liberal para a formação de sua chapa majoritária. Posição oficial do PP Em nota oficial divulgada em seu site, o Partido Progressistas declarou: “O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional.” A legenda ainda informou que a decisão foi comunicada e acatada pela líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina. A posição do PP sinaliza uma estratégia de evitar alinhamentos diretos neste momento, buscando preservar o partido de possíveis desgastes. O que significa a neutralidade partidária A decisão de um partido em permanecer neutro em eleições presidenciais significa que ele não lançará candidato próprio e também não declarará apoio formal a nenhum dos candidatos que disputam o cargo. Isso permite que os filiados e eleitores do partido tenham liberdade para escolher em quem votar. Para o PP, essa estratégia pode ser vista como uma forma de manter a unidade interna e evitar divisões que poderiam surgir com um apoio declarado. A neutralidade também pode ser uma tática para fortalecer o partido em outras esferas, sem se comprometer com uma polarização específica. Cenário eleitoral sem o PP A ausência de um posicionamento do PP na eleição presidencial altera o tabuleiro político. A expectativa era de que o partido pudesse ser um aliado importante para alguma das candidaturas, dada sua representatividade no Congresso Nacional. Com o PP fora da disputa direta ou de apoio explícito, os demais partidos terão que reavaliar suas estratégias de alianças. A senadora Tereza Cristina, figura importante do partido, agora se dedicará a defender a posição de neutralidade dentro e fora do partido.

Leia mais

Ollanta Humala: Ex-presidente do Peru é solto após Justiça anular condenação por corrupção ligada à Odebrecht e Venezuela

Olavo Humala, ex-presidente do Peru, é solto após anulação de condenação por corrupção ligada à Odebrecht e ao regime venezuelano. O ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, foi libertado nesta sexta-feira (31) de uma prisão em Lima, após a Justiça anular sua condenação a 15 anos de reclusão. A sentença se devia a acusações de lavagem de dinheiro e recebimento de contribuições ilegais da empreiteira brasileira Odebrecht e do governo da Venezuela para suas campanhas eleitorais. Humala, que governou o Peru entre 2011 e 2016, deixou a prisão por volta das 19h40, horário local, em um veículo escoltado por policiais e cercado por apoiadores. Ele afirmou ter sido vítima de perseguição política e judicial. A decisão de anular o processo penal contra Humala foi tomada pelo Tribunal Constitucional, que julgou um habeas corpus apresentado pelos advogados do ex-presidente. A corte considerou que o financiamento de campanha recebido de terceiros, na época em que Humala concorreu à presidência, não configurava crime. Essa decisão se baseou na violação dos princípios da legalidade e da tipicidade, conexos ao direito à liberdade pessoal, conforme informado pela agência AFP. Entenda o caso: Condenação e Acusações A Justiça peruana havia condenado Ollanta Humala em abril de 2025 a 15 anos de prisão. Ele foi considerado culpado por lavagem de dinheiro em um esquema que envolvia contribuições ilegais da Odebrecht e do regime venezuelano para suas campanhas presidenciais de 2006 e 2011. O Ministério Público acusou Humala e sua esposa, Nadine Heredia, de ocultarem o recebimento de US$ 3 milhões da Odebrecht em 2011, segundo declarações do ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, aos procuradores peruanos. De acordo com a denúncia, na campanha de 2006, o casal também teria desviado quase US$ 200 mil enviados pelo então líder da Venezuela, Hugo Chávez, por meio de uma empresa venezuelana. Tanto Humala quanto Heredia sempre negaram as acusações. Nadine Heredia, esposa de Humala, também condenada e em busca de asilo A esposa de Ollanta Humala, Nadine Heredia, também foi condenada a 15 anos de prisão pela mesma acusação de lavagem de dinheiro. Após a sentença, ela buscou asilo no Brasil, onde reside atualmente. O caso de ambos esteve ligado ao vasto escândalo de corrupção da Odebrecht, que afetou diversos países da América Latina. A empreiteira brasileira admitiu em 2016 ter pago dezenas de milhões de dólares em subornos e doações eleitorais ilegais no Peru desde o início dos anos 2000. O Tribunal Constitucional e a Anulação do Processo A decisão do Tribunal Constitucional de anular o processo contra Ollanta Humala baseou-se na alegação de que o financiamento de campanha recebido de terceiros não era considerado crime na época dos fatos. A corte declarou a ação procedente, ao considerar comprovada a violação dos princípios da legalidade e da tipicidade, que estão ligados ao direito à liberdade pessoal. Humala estava preso desde abril de 2025.

Leia mais

PCB Define Edmilson Costa como Candidato à Presidência e Cleusa Santos à Vice em Convenção Nacional

PCB lança Edmilson Costa para presidência e Cleusa Santos para vice em evento nacional O Partido Comunista Brasileiro (PCB) confirmou oficialmente nesta manhã a candidatura de Edmilson Costa à presidência da República. A decisão foi tomada durante a convenção nacional do partido, que ocorreu no auditório da Câmara Municipal de São Paulo. A chapa majoritária será composta ainda por Cleusa Santos, que concorrerá ao cargo de vice-presidente. Os nomes foram aprovados em um evento que reuniu militantes e lideranças do partido, marcando o início formal da corrida eleitoral para a sigla. Edmilson Costa possui formação acadêmica sólida, com doutorado em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sua trajetória na militância socialista é de longa data, remontando à juventude, o que lhe confere experiência significativa no cenário político. Trajetória e Formação do Candidato Presidencial A escolha de Edmilson Costa para liderar a chapa presidencial do PCB reflete o foco do partido em temas econômicos e sociais. Seu doutorado em economia pela Unicamp, uma das mais respeitadas universidades do país, indica uma base teórica robusta para as propostas que o partido pretende apresentar. A militância socialista desde a juventude de Costa é um ponto destacado pela legenda, que busca associar a candidatura a uma longa história de luta por direitos e transformações sociais. O partido aposta na experiência e no conhecimento do seu candidato. Convenção Nacional e Próximos Passos Eleitorais A convenção nacional do PCB serviu como palco para a oficialização da candidatura e para a definição de estratégias para a campanha eleitoral. O evento, realizado em São Paulo, contou com a presença de diversos membros do partido. A Agência Brasil informou que irá acompanhar de perto os desdobramentos das convenções nacionais partidárias. Outras legendas também já definiram ou estão definindo suas chapas, como o Partido da Causa Operária (PCO), com convenção marcada para 1º de agosto, e o Partido dos Trabalhadores (PT), em 2 de agosto. Expectativas e Cenário Político A candidatura de Edmilson Costa e Cleusa Santos representa a aposta do PCB em um projeto político que busca dialogar com as bases trabalhadoras e com setores que anseiam por alternativas às políticas econômicas tradicionais. A expectativa é que o partido intensifique sua participação no debate público nas próximas semanas. O partido busca consolidar sua presença no cenário político, apresentando suas propostas e defendendo seus ideais. A campanha eleitoral promete ser um espaço importante para a divulgação das pautas defendidas pelo PCB e seus candidatos.

Leia mais

Desembargador Chama Gilmar Mendes de “Inimigo Número Um” da Justiça do Trabalho e Critica STF por Ataques ao Judiciário

Desembargador Daniel de Paula Guimarães critica Gilmar Mendes e defende Justiça do Trabalho O presidente da 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), desembargador Daniel de Paula Guimarães, fez declarações contundentes contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, classificando-o como “o inimigo número um da Justiça do Trabalho”. A afirmação ocorreu durante uma sessão no dia 16 de julho, em meio a um debate sobre o controle da jornada de trabalho. A discussão colocou em rota de colisão um precedente estabelecido por Gilmar Mendes com uma regra da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Guimarães expressou sua opinião de forma direta, embora tenha optado por não detalhar as razões de sua crítica ao ministro do STF. Essas declarações surgiram após uma sustentação oral que abordou a alegada “demora do Judiciário”. Debate sobre Jornada de Trabalho e o Papel do STF O caso em pauta envolvia a possibilidade de controle da jornada de trabalho de um propagandista vendedor do setor farmacêutico. Caso o controle fosse inviabilizado, a empresa seria obrigada a pagar horas extras. A advogada da empresa citou um tema de repercussão geral relatado por Gilmar Mendes, que validaria o afastamento ou limitação de direitos trabalhistas por meio de convenções coletivas. Essa argumentação visava justificar a dispensa do controle de jornada pela empresa. O desembargador Guimarães, contudo, argumentou em sentido contrário, destacando que a lei é clara ao permitir o controle de jornada apenas para trabalhos que não possibilitam tal registro. Ele ressaltou que, mesmo para trabalhadores fora das dependências da empresa, o uso de meios eletrônicos viabiliza o controle. Volume de Processos e a Defesa dos Juízes do Trabalho O desembargador associou o alto volume de processos judiciais a ataques ao Judiciário, tanto por parte da imprensa quanto do próprio STF. Ele defendeu os juízes do trabalho, descrevendo-os como “verdadeiros heróis” pela quantidade de trabalho e dedicação. “Aquilo que nós condenamos no empregador, nós fazemos com nós mesmos aqui”, disse Guimarães, fazendo um paralelo com a sobrecarga de trabalho enfrentada pelos profissionais da Justiça do Trabalho. O relator do caso, desembargador Samir Soubhia, decidiu reverter parcialmente a sentença de primeira instância, excluindo o pagamento do intervalo para refeição, mas incluindo o pagamento do intervalo interjornada. Posição do Gabinete de Gilmar Mendes A reportagem entrou em contato com o gabinete do ministro Gilmar Mendes para obter um posicionamento sobre as declarações do desembargador. O espaço permanece aberto para manifestação.

Leia mais

Tarcísio de Freitas confirma candidatura à reeleição em SP com apoio de Bolsonaro e forte coligação

Convenção do Republicanos em São Paulo oficializa Tarcísio de Freitas para reeleição e consolida alianças políticas O Partido Republicanos lançou oficialmente a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição para o governo de São Paulo neste sábado, 1º. A confirmação ocorreu durante a convenção partidária na capital paulista, um evento que também selou importantes alianças para a disputa eleitoral. Na ocasião, foi anunciado que Felício Ramuth, do MDB, será o candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio. Essa parceria reforça a estratégia de união de forças políticas visando a vitória nas próximas eleições, reunindo um amplo espectro de legendas. A convenção também aprovou as candidaturas de André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) ao Senado, além de nomes para as vagas de deputados federais e estaduais. A informação foi divulgada pelo próprio partido, marcando o início formal da corrida eleitoral para o governo paulista, conforme apurado. A presença de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, sinalizou o apoio da família Bolsonaro à chapa. Tarcísio destaca legado e compromisso com São Paulo Em seu discurso, Tarcísio de Freitas expressou gratidão à sua esposa, Cristiane Freitas, e relembrou sua jornada pessoal e política. Ele mencionou a luta contra o câncer e ressaltou o início de sua carreira política ao lado de Jair Bolsonaro, destacando a importância dessa parceria para sua trajetória. O governador enfatizou a essência do serviço público em sua atuação. “Aprendi que servir é o único motivo para ocupar o cargo que ocupo. Essa é a essência da política, é isso que faz sentido”, declarou Tarcísio. Ele complementou que foi com essa noção que assumiu o mandato em São Paulo, definindo-o como um marco em sua carreira. Ampla coligação apoia a candidatura de Tarcísio A candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição conta com o apoio de uma robusta coligação de partidos em São Paulo. Integram essa aliança o MDB, PL, PSD, União Brasil, PP, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, Avante e Novo. Essa união de legendas demonstra a força política da chapa e a estratégia de aglutinar diferentes forças em torno de um projeto comum para o estado. A formação da coligação foi um dos pontos centrais da convenção, consolidando o apoio necessário para a campanha. Perfil de Tarcísio de Freitas: do Ministério à gestão estadual Tarcísio de Freitas, de 51 anos, é engenheiro civil e natural do Rio de Janeiro. Antes de se tornar governador de São Paulo, ele ocupou o cargo de ministro da Infraestrutura no governo de Jair Bolsonaro. Sua experiência profissional também inclui a atuação como secretário de Coordenação de Projetos no Programa de Parceria de Investimentos (PPI). Nessa função, Tarcísio foi responsável por um importante programa de privatizações, concessões e desestatizações. Sua carreira também inclui passagens pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), onde foi diretor executivo, e pela Controladoria-Geral da União, como coordenador-geral de auditoria na área de transportes. Ele também atuou como consultor legislativo da Câmara dos Deputados, acumulando vasta experiência em gestão pública e infraestrutura.

Leia mais

Líbano Alerta: Explosões de Israel Perto do Castelo de Beaufort Ameaçam Cessar-Fogo e Escalada Perigosa

Líbano acusa Israel de minar cessar-fogo com explosões perto de sítio histórico O Líbano, por meio de seu presidente Joseph Aoun, manifestou profunda preocupação e acusou Israel de realizar explosões em áreas próximas ao histórico Castelo de Beaufort, no sul do país. Segundo o governo libanês, essas ações representam uma “ameaça direta” ao acordo de cessar-fogo entre as duas nações e configuram uma “escalada extremamente perigosa”. As explosões, descritas como “fortes” pela agência estatal libanesa NNA, ocorreram na madrugada de quinta-feira (30), incluindo a região da fortaleza. O Castelo de Beaufort, também conhecido como Qalaat al Shakif, foi capturado pelas forças israelenses em maio, durante a guerra contra o grupo Hezbollah. A UNESCO incluiu o local em sua lista de Patrimônio Mundial em perigo na semana passada. Aoun classificou a operação como uma “violação clara dos compromissos existentes” e ressaltou que o momento escolhido, às vésperas de novas negociações entre Beirute e Tel Aviv previstas para a próxima semana em Roma, envia “mensagens negativas” e mina os esforços internacionais pela estabilidade. Um jornalista da AFP relatou ter ouvido as explosões e visto uma nuvem de poeira cobrir áreas florestais próximas. Israel justifica ação como resposta a “túneis terroristas” e violação do Hezbollah Em resposta às acusações, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmaram em nota conjunta que o Exército destruiu “túneis terroristas na região de Beaufort” utilizando cerca de 700 toneladas de explosivos. Segundo eles, a operação foi uma retaliação a uma “violação flagrante do cessar-fogo” por parte do Hezbollah na quarta-feira (29). Israel alega que o grupo pró-Irã lançou um drone explosivo contra um veículo militar israelense. No entanto, o Hezbollah não reivindicou a autoria de nenhum ataque contra Israel desde 20 de junho. A situação na fronteira segue tensa, com ambos os lados trocando acusações. Beaufort: Símbolo estratégico e histórico no conflito Líbano-Israel O Castelo de Beaufort possui um valor simbólico e estratégico significativo no conflito entre Líbano e Israel. Sua localização privilegiada, sendo o ponto mais elevado na região, permite uma vasta observação do sul do Líbano e do norte de Israel, áreas que historicamente foram palco de lançamentos de ataques contra residências israelenses. A fortaleza tem um histórico de ocupação israelense. Foi ocupada por Israel por 18 anos, entre 1982 e 2000, tornando-se um marco da invasão israelense no Líbano na época, que visava combater guerrilheiros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Negociações em risco e alertas sobre a instabilidade regional As recentes explosões perto do Castelo de Beaufort levantam sérias dúvidas sobre o andamento das próximas negociações de paz. A “escalada” descrita pelo presidente libanês pode dificultar a construção de confiança e a busca por uma solução duradoura para o conflito. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, temendo um agravamento da situação e um novo ciclo de violência na região. A preservação do cessar-fogo e a retomada do diálogo pacífico são cruciais para evitar novas perdas e garantir a segurança de ambos os países.

Leia mais

Sem María Corina, Venezuela Sob Tutela dos EUA Inicia Negociações Cruciais Entre Regime e Oposição Após Terremoto Devastador

Venezuela: Inicia Negociação Histórica Entre Regime e Oposição Sob Liderança dos EUA, Mas Ausência de Líder Chave Gera Polêmica Dois anos após a controversa reeleição de Nicolás Maduro, o regime venezuelano volta a sentar-se à mesa de negociações com a oposição. Desta vez, o cenário é marcado pela tutela dos Estados Unidos e pela recente tragédia de um terremoto que abalou o país, deixando milhares de mortos. A reunião, que teve início neste sábado (1º), conta com a presença de Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, e Dinorah Figuera, líder da oposição e presidente da Assembleia Nacional de 2015, instituição reconhecida por Washington. Contudo, a ausência de María Corina Machado, a principal figura da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz do ano passado, domina as discussões. A exclusão de Machado, apesar de sua popularidade e do apoio de outros opositores, levanta questionamentos sobre a legitimidade e o potencial de sucesso deste novo ciclo de diálogos. Conforme informações divulgadas, a negociação ocorre em um contexto delicado, onde a reconstrução pós-terremoto se soma à busca por soluções políticas. Acompanhe os desdobramentos deste importante evento para o futuro da Venezuela. Ausência de María Corina Machado Destaca Divisões na Oposição A principal ausência na mesa de negociações é a de María Corina Machado, figura proeminente da oposição venezuelana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Apesar de suas frequentes deferências ao presidente americano Donald Trump, Washington tem, de forma reiterada, desconsiderado a participação da política no processo. Machado, que está fora do país desde dezembro de 2025, é vista por muitos opositores como peça fundamental para um acordo duradouro. Henrique Capriles, ex-candidato presidencial, expressou sua preocupação nas redes sociais, afirmando que “uma negociação que exclua María Corina Machado e tudo o que ela representa está fadada ao fracasso”. Dinorah Figuera, por sua vez, reconheceu a importância de Machado, declarando que “a partir de 1º de agosto, convidaremos todos os setores democráticos a participar e contribuir com propostas para enriquecer o roteiro. María Corina é muito importante neste processo”. A própria María Corina Machado, sem comentar diretamente sua exclusão, afirmou que não será “obstáculo a nenhuma iniciativa que produza avanços reais”. Ela estabeleceu critérios claros para a avaliação de qualquer acordo, incluindo a “recuperação das instituições democráticas, a liberação de todos os presos políticos, garantias reais para todos os atores políticos, sem exclusão, um cronograma eleitoral presidencial oportuno e o pleno respeito à soberania popular”. A engenheira mantém sua popularidade e seu apoio foi crucial para o diplomata Edmundo González, que, segundo atas eleitorais verificadas por organismos internacionais, provavelmente venceu as eleições de 2024, apesar de Machado ter sido impedida de concorrer. Terremoto Como Catalisador e a Tutela Americana na Negociação O terremoto que assolou a Venezuela no final de junho pode ter um impacto significativo nos rumos políticos do país, ecoando casos como o da Nicarágua em 1972, onde um sismo em Manágua acelerou o fim da ditadura da família Somoza. Colette Capriles, cientista política da Universidade Simón Bolívar, sugere que

Leia mais

Brasil Repensa Acordo com China: Tarifas dos EUA Levam Lula a Buscar Seguro Comercial Contra Trump

Brasil reavalia acordo comercial com China após imposição de tarifas pelos EUA Por mais de uma década, o Brasil manteve uma postura de cautela em relação a um acordo comercial entre o Mercosul e a China, argumentando que tal medida poderia prejudicar sua indústria. No entanto, essa posição parece ter sofrido uma guinada significativa após uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping, realizada no último domingo (26). A mudança de rumo coincide com a entrada em vigor de tarifas de 25% impostas por Washington sobre uma parcela considerável das exportações brasileiras. O que antes era visto como um risco industrial, agora é apresentado como uma potencial apólice de seguro contra as políticas comerciais do ex-presidente Donald Trump, sem que novos estudos ou consultas ao setor produtivo tenham sido realizados para embasar essa virada. Um dos estudos mais abrangentes sobre o tema, publicado em 2024 pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) com simulações do Ipea e de universidades federais, sugere um cenário mais favorável ao acordo do que a indústria tem admitido. O levantamento projeta um ganho de 1,43% para o PIB brasileiro até 2035, o que equivaleria a cerca de US$ 30 bilhões, com potencial para aumento de investimentos e salários reais. As informações foram divulgadas com base no estudo do CEBC. Impactos setoriais: agronegócio em alta, indústria em alerta A expansão projetada pelo estudo do CEBC se concentra em setores onde o Brasil já detém força. O agronegócio, por exemplo, poderia ampliar sua produção em US$ 14,6 bilhões. Em contrapartida, a indústria de transformação enfrentaria perdas estimadas em US$ 6,7 bilhões, com setores como têxteis e vestuário previstos para encolherem 15%. A estrutura tarifária atual entre Brasil e China, ponderada pelo volume de comércio efetivo, revela que as tarifas brasileiras sobre bens industriais somam 9,2%, enquanto as chinesas representam apenas 2,2%. Isso sugere que a indústria brasileira estaria abrindo mão de proteção real em troca de um mercado que, em muitos aspectos, já está acessível. As tarifas chinesas mais elevadas se concentram no setor agrícola, com uma média ponderada de 12,9%, área onde o Brasil já tem expandido sua participação sem a necessidade de um tratado formal. Modelagem e desafios da simulação O modelo de simulação utilizado no estudo do CEBC baseia-se em dados de 2014. Os próprios autores do estudo alertam que essa base de dados pode não capturar o avanço recente da China em setores como veículos e máquinas. Mesmo assim, a simulação aponta esses setores como beneficiados, com um ganho projetado de US$ 3,66 bilhões. No entanto, dados recentes indicam uma mudança significativa no mercado automotivo. A participação chinesa nas importações brasileiras de automóveis saltou de 5% em 2021 para 72% neste ano. A balança comercial do setor automotivo registrou o maior déficit semestral desde 1997, o que levanta questionamentos sobre a precisão das projeções do modelo. Obstáculos políticos e a necessidade de negociações estratégicas A viabilidade de um acordo com a China enfrenta desafios políticos consideráveis,

Leia mais

Itamaraty Veta Cônsul Israelense no Brasil Por Dupla Nacionalidade, Aprofundando Crise Diplomática com Netanyahu

Itamaraty barra cônsul de Israel em São Paulo por dupla nacionalidade, intensificando tensões com governo de Netanyahu O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, vetou a nomeação de uma nova cônsul-geral de Israel em São Paulo, alegando que a indicada possui dupla nacionalidade, brasileira e israelense. A decisão agrava a crise diplomática entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Binyamin Netanyahu. A escolha de Tel Aviv recaiu sobre a diplomata Vivian Aisen, que nasceu no Brasil e se mudou para Israel ainda jovem, onde iniciou sua carreira diplomática. No entanto, o governo brasileiro considerou a nacionalidade brasileira de Vivian como um obstáculo intransponível para o cargo. Apesar de Vivian ter sinalizado disposição em renunciar à cidadania brasileira, a medida não foi suficiente para reverter a decisão. Conforme apurado por pessoas com conhecimento do tema, embora a dupla nacionalidade tenha sido a justificativa oficial, o momento delicado das relações bilaterais entre Brasil e Israel certamente influenciou o desfecho, segundo interlocutores. Israel fica sem cônsul em São Paulo e embaixador em Brasília O consulado-geral em São Paulo é um dos postos diplomáticos israelenses mais importantes no Brasil. Com a negativa do Itamaraty, o cargo ficará vago em breve, com o fim da missão de Rafael Erdreich. Esta é a segunda vez que o governo Lula impede a atuação de um diplomata israelense no país. Em março de 2025, o Itamaraty já havia retardado o aval para que Gali Dagan assumisse como embaixador de Israel em Brasília. Dagan, que era embaixador em Bogotá, deixou o posto após o presidente colombiano, Gustavo Petro, romper relações com Israel devido à guerra na Faixa de Gaza. O Brasil, até o momento, também não possui um embaixador israelense. Vivian Aisen assume posto na Colômbia em meio a tensões diplomáticas Sem poder chefiar o consulado em São Paulo, Vivian Aisen foi nomeada, na semana passada, embaixadora de Israel em Bogotá. A Colômbia, que terá como presidente em agosto o ultradireitista Abelardo de la Espriella, já prometeu reabrir sua representação em Israel e suspender a instalação de uma missão similar na Palestina. O veto à indicação de Vivian Aisen ocorre em um contexto de deterioração das relações entre Brasil e Israel, marcadas por trocas de críticas desde o início da ofensiva militar israelense em Gaza. O ponto mais crítico da crise foi em fevereiro de 2024, quando Lula comparou as ações de Israel em Gaza à perseguição aos judeus pelo nazismo. Crise diplomática se intensifica com declarações e retaliações A comparação feita por Lula gerou fortes reações de Israel e da comunidade judaica no Brasil. Em resposta, Binyamin Netanyahu declarou que Lula havia cruzado uma linha vermelha. O embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, foi convocado publicamente no Yad Vashem, memorial do Holocausto, em uma ação que o governo brasileiro considerou uma provocação. Posteriormente, o então chanceler israelense, Israel Katz, declarou Lula “persona non grata” em Israel. Em retaliação, o Brasil retirou seu embaixador de Tel Aviv sem substituí-lo, deixando a missão brasileira sem um chefe.

Leia mais

Golpe do Falso Corretor: São Paulo Registra Dobra em Fraudes Imobiliárias e Aumenta Alerta para Compradores

Falsos corretores de imóveis: como fugir de golpes que dobram em São Paulo e causam prejuízos milionários O mercado imobiliário em São Paulo tem sido palco de um aumento alarmante nos golpes aplicados por falsos corretores. Somente entre janeiro e julho deste ano, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP) registrou quase 2 mil autuações por exercício ilegal da profissão, um número que acende um alerta vermelho para quem busca comprar ou alugar um imóvel. Essas autuações, realizadas durante fiscalizações em plantões de vendas e imobiliárias, revelam uma realidade preocupante: muitos criminosos atuam sem qualquer registro profissional, aproveitando-se da boa-fé dos consumidores. Embora nem toda autuação resulte em crime, uma parcela significativa desses casos envolve fraudes que podem levar a perdas financeiras devastadoras. Para agravar o cenário, as denúncias espontâneas de consumidores e corretores sobre irregularidades cresceram 29% entre 2020 e 2025, indicando que a atuação do conselho identifica um volume de problemas muito maior do que aquele que chega por meio de relatos. Conforme informação divulgada pelo Creci-SP, a fiscalização direta tem sido mais eficaz em identificar a atuação de falsos corretores do que as denúncias isoladas. Golpistas usam anúncios falsos e identidade de profissionais para enganar vítimas Uma das táticas mais comuns dos falsos corretores é a divulgação de anúncios de imóveis com preços muito abaixo do valor de mercado. Essa estratégia visa atrair vítimas desavisadas, que, seduzidas pela aparente oportunidade, acabam caindo em armadilhas. O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, alerta que esses anúncios, frequentemente publicados em redes sociais e plataformas digitais, são a principal porta de entrada para os golpes. Após o primeiro contato, a pressão para fechar o negócio rapidamente é uma tática recorrente. Golpistas solicitam depósitos antecipados para reserva, cobram taxas inexistentes ou garantem negociações que, na realidade, não existem. Em muitos casos, o imóvel anunciado sequer está disponível ou pertence a terceiros que desconhecem a fraude. Para aumentar a credibilidade, criminosos chegam a usar a identidade de corretores legítimos, com números de registro profissional ativos, transmitindo uma falsa sensação de segurança. Casos recentes em São Paulo ilustram a sofisticação dessas fraudes. Um exemplo envolveu a clonagem de um anúncio real de locação, onde criminosos se passavam por uma corretora com registro ativo. Após visitar o imóvel e receber um contrato digital, a vítima realizou uma transferência de R$ 8 mil e só descobriu o golpe ao contatar a imobiliária responsável pelo anúncio original. Em outra situação, um homem é investigado por vender o mesmo imóvel para diferentes compradores, utilizando documentos falsos e desaparecendo após receber o dinheiro, o que resultou na perda de R$ 124 mil para uma das vítimas. Como se proteger: a importância da consulta à matrícula do imóvel e ao Creci Para evitar cair em golpes, a verificação da autenticidade do corretor e do próprio imóvel é fundamental. O Creci-SP oferece em seu site a opção de consulta pública para verificar se o profissional possui registro ativo. Essa é uma medida simples e gratuita que pode prevenir

Leia mais

Surpresa na Eleição: PP decide não ter candidato e surpreende ao declarar neutralidade, Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina afetados

PP anuncia neutralidade e frustra planos do PL para vice de Flávio Bolsonaro O Partido Progressistas (PP) pegou todos de surpresa nesta sexta-feira (31) ao divulgar oficialmente que não realizará sua convenção nacional. Tradicionalmente, é neste evento que os partidos definem seus candidatos ou o apoio a outros nomes para a disputa presidencial. A decisão do PP de manter a neutralidade no processo eleitoral foi comunicada através de seu site oficial e já repercute fortemente nos bastidores da política. A medida impacta diretamente as articulações de outros partidos, especialmente o Partido Liberal (PL). A escolha do Progressistas, após consulta aos diretórios estaduais, foi por uma posição de não se envolver diretamente na corrida presidencial. A direção nacional do partido reiterou que a senadora Tereza Cristina, líder do PP no Senado, acatou a decisão. Impacto na candidatura do PL O Partido Liberal (PL) havia oficializado o senador Flávio Bolsonaro como seu candidato à presidência na semana anterior. Uma das apostas do PL era contar com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice-presidente na chapa. Tereza Cristina chegou a se reunir com Flávio Bolsonaro para discutir a possibilidade de compor a chapa. No entanto, com a decisão de neutralidade do PP, essa articulação foi definitivamente descartada, mudando os planos do Partido Liberal para a formação de sua chapa majoritária. Posição oficial do PP Em nota oficial divulgada em seu site, o Partido Progressistas declarou: “O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional.” A legenda ainda informou que a decisão foi comunicada e acatada pela líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina. A posição do PP sinaliza uma estratégia de evitar alinhamentos diretos neste momento, buscando preservar o partido de possíveis desgastes. O que significa a neutralidade partidária A decisão de um partido em permanecer neutro em eleições presidenciais significa que ele não lançará candidato próprio e também não declarará apoio formal a nenhum dos candidatos que disputam o cargo. Isso permite que os filiados e eleitores do partido tenham liberdade para escolher em quem votar. Para o PP, essa estratégia pode ser vista como uma forma de manter a unidade interna e evitar divisões que poderiam surgir com um apoio declarado. A neutralidade também pode ser uma tática para fortalecer o partido em outras esferas, sem se comprometer com uma polarização específica. Cenário eleitoral sem o PP A ausência de um posicionamento do PP na eleição presidencial altera o tabuleiro político. A expectativa era de que o partido pudesse ser um aliado importante para alguma das candidaturas, dada sua representatividade no Congresso Nacional. Com o PP fora da disputa direta ou de apoio explícito, os demais partidos terão que reavaliar suas estratégias de alianças. A senadora Tereza Cristina, figura importante do partido, agora se dedicará a defender a posição de neutralidade dentro e fora do partido.

Leia mais

Ollanta Humala: Ex-presidente do Peru é solto após Justiça anular condenação por corrupção ligada à Odebrecht e Venezuela

Olavo Humala, ex-presidente do Peru, é solto após anulação de condenação por corrupção ligada à Odebrecht e ao regime venezuelano. O ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, foi libertado nesta sexta-feira (31) de uma prisão em Lima, após a Justiça anular sua condenação a 15 anos de reclusão. A sentença se devia a acusações de lavagem de dinheiro e recebimento de contribuições ilegais da empreiteira brasileira Odebrecht e do governo da Venezuela para suas campanhas eleitorais. Humala, que governou o Peru entre 2011 e 2016, deixou a prisão por volta das 19h40, horário local, em um veículo escoltado por policiais e cercado por apoiadores. Ele afirmou ter sido vítima de perseguição política e judicial. A decisão de anular o processo penal contra Humala foi tomada pelo Tribunal Constitucional, que julgou um habeas corpus apresentado pelos advogados do ex-presidente. A corte considerou que o financiamento de campanha recebido de terceiros, na época em que Humala concorreu à presidência, não configurava crime. Essa decisão se baseou na violação dos princípios da legalidade e da tipicidade, conexos ao direito à liberdade pessoal, conforme informado pela agência AFP. Entenda o caso: Condenação e Acusações A Justiça peruana havia condenado Ollanta Humala em abril de 2025 a 15 anos de prisão. Ele foi considerado culpado por lavagem de dinheiro em um esquema que envolvia contribuições ilegais da Odebrecht e do regime venezuelano para suas campanhas presidenciais de 2006 e 2011. O Ministério Público acusou Humala e sua esposa, Nadine Heredia, de ocultarem o recebimento de US$ 3 milhões da Odebrecht em 2011, segundo declarações do ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, aos procuradores peruanos. De acordo com a denúncia, na campanha de 2006, o casal também teria desviado quase US$ 200 mil enviados pelo então líder da Venezuela, Hugo Chávez, por meio de uma empresa venezuelana. Tanto Humala quanto Heredia sempre negaram as acusações. Nadine Heredia, esposa de Humala, também condenada e em busca de asilo A esposa de Ollanta Humala, Nadine Heredia, também foi condenada a 15 anos de prisão pela mesma acusação de lavagem de dinheiro. Após a sentença, ela buscou asilo no Brasil, onde reside atualmente. O caso de ambos esteve ligado ao vasto escândalo de corrupção da Odebrecht, que afetou diversos países da América Latina. A empreiteira brasileira admitiu em 2016 ter pago dezenas de milhões de dólares em subornos e doações eleitorais ilegais no Peru desde o início dos anos 2000. O Tribunal Constitucional e a Anulação do Processo A decisão do Tribunal Constitucional de anular o processo contra Ollanta Humala baseou-se na alegação de que o financiamento de campanha recebido de terceiros não era considerado crime na época dos fatos. A corte declarou a ação procedente, ao considerar comprovada a violação dos princípios da legalidade e da tipicidade, que estão ligados ao direito à liberdade pessoal. Humala estava preso desde abril de 2025.

Leia mais

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!