
Irã Anuncia Acordo para Controlar Estreito de Hormuz com Omã, EUA Reagem com Sanções e Ameaças
Irã e Omã firmam acordo para controle do Estreito de Hormuz, elevando tensões globais O governo do Irã divulgou nesta quarta-feira (26) um acordo com Omã para o controle do estratégico Estreito de Hormuz. Esta via marítima é crucial, respondendo por um quinto da produção global de petróleo e gás natural liquefeito antes do recente conflito na região. Segundo o vice-chanceler iraniano, Kazem Gharibabadi, o estreito permanecerá obstruído até que os detalhes finais do arranjo sejam concluídos. Ele afirmou à TV estatal que a rota definida é temporária, após discussões com autoridades de Omã em Teerã. No entanto, a Guarda Revolucionária do Irã adicionou incerteza ao anúncio, declarando que a medida só será implementada se os Estados Unidos concordarem com seus termos. O porta-voz Hossein Mohebbi informou à mídia estatal que foram alcançados acordos sobre a divisão de águas e receitas entre Irã e Omã. Acordo em Hormuz: Detalhes Incertos e Reação Americana Os Estados Unidos, que iniciaram a guerra congelada com Israel em 28 de fevereiro, já expressaram sua oposição a qualquer solução para o Estreito de Hormuz que não esteja sob seu controle. O presidente Donald Trump chegou a ameaçar bombardear Omã, um aliado americano, caso a negociação com o Irã prosperasse. Antes da guerra, o sultanato de Omã atuava como mediador entre os rivais. Contudo, durante o conflito, a nação foi alvo de cerca de 70 ataques do Irã. Os detalhes do acordo entre Irã e Omã permanecem obscuros. Antes do conflito, o tráfego marítimo no estreito era livre, com um corredor de três faixas de 3 km de largura cada. Hormuz: Um Ponto Estratégico e de Conflito O Estreito de Hormuz tem uma largura mínima de 39 km, dividida entre a costa de Omã ao sul e a do Irã ao norte. Não existem águas internacionais na área, apenas a junção dos limites territoriais dos dois países. O Irã minou parte da região, embora Trump tenha afirmado que o perigo foi removido. Com o início da guerra, o Irã buscou intensificar seu controle sobre a área, ameaçando e atacando petroleiros e outras embarcações. Isso resultou em uma queda drástica no trânsito, de até 140 embarcações diárias para um volume mínimo, com breves aumentos durante tréguas instáveis. Impacto Econômico e Novas Sanções dos EUA Em fevereiro, a média móvel de sete dias de navios no estreito era de 95 embarcações. Na terça-feira (25), segundo o monitor MarineTraffic, apenas 5 navios passaram pelo corredor autorizado pelas águas iranianas, que implica o pagamento de um pedágio. Há a previsão de uma taxa sobre as cargas, similar à cobrada pelo Egito no Canal de Suez. Essa disrupção afetou cadeias logísticas globais, com cerca de 6.000 marinheiros em navios fundeados no Golfo Pérsico. O preço do petróleo está 20% mais alto do que em fevereiro, impactando diversas economias. O corredor temporário anunciado terá 11,3 km de largura, com entrada e saída por águas territoriais iranianas. O anúncio iraniano ocorreu um dia após os EUA imporem sanções a 60 indivíduos e empresas








