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Proibidão Protegidão: ONU usa hits de funk no Spotify para alertar jovens sobre prevenção do HIV e queda no uso de preservativos

UNAIDS lança “Proibidão Protegidão” usando funk para combater HIV entre jovens no Brasil

Em uma estratégia inovadora para alcançar a geração Z, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil deu início à campanha “Proibidão Protegidão”. A iniciativa utiliza o poder do funk, um dos gêneros musicais mais populares entre os jovens brasileiros, para disseminar informações vitais sobre a prevenção do HIV.

A campanha explora o Spotify Canvas, uma ferramenta que exibe vídeos curtos em loop durante a reprodução das músicas, transformando um espaço de entretenimento em uma plataforma de saúde pública. O objetivo é levar a mensagem de prevenção diretamente aos celulares dos jovens, onde eles passam grande parte do tempo.

Esta ação surge como uma resposta direta ao preocupante aumento das infecções por HIV na população mais jovem e à diminuição no uso de preservativos entre adolescentes. Os dados reforçam a urgência de abordagens criativas e eficazes para a **prevenção do HIV**, conforme divulgado pelo UNAIDS Brasil.

Funk vira aliado na luta contra o HIV

A campanha “Proibidão Protegidão” selecionou hits de artistas renomados do funk, como MC Livinho, MC Mari e MC Pikachu, cujas músicas somam milhões de visualizações no Spotify. Os visuais originais destas faixas foram substituídos por animações criadas para promover o **uso de preservativos** e outros métodos de prevenção. Músicas como ‘Fazer Falta’, ‘Flauta’ e ‘Vínculo Nenhum’ agora carregam uma mensagem de saúde.

Para Thainá Kedzierski, oficial de Comunicação e Advocacy do UNAIDS Brasil, **adaptar a linguagem** é fundamental para que a mensagem de prevenção alcance e ressoe com o público jovem. A escolha do funk, um ritmo com forte conexão cultural com a juventude, visa quebrar barreiras e tornar a informação sobre HIV mais acessível e menos estigmatizante.

SUS oferece prevenção gratuita para todos

A iniciativa do UNAIDS ressalta a importância dos **serviços de saúde pública gratuitos** oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS disponibiliza de forma gratuita a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), métodos eficazes na prevenção da infecção pelo HIV. Além disso, preservativos internos e externos, lubrificantes e autotestes para HIV também estão disponíveis sem custo.

O tratamento antirretroviral para pessoas que vivem com HIV é universal e gratuito. O SUS oferece um comprimido único que minimiza efeitos adversos e melhora a adesão ao tratamento, promovendo uma melhor qualidade de vida para os pacientes. A PrEP e a PEP são intervenções biomédicas que utilizam antirretrovirais para **impedir a infecção pelo HIV** antes ou depois de uma possível exposição.

Dados alarmantes impulsionam a campanha

A campanha “Proibidão Protegidão” é uma resposta direta a estatísticas preocupantes. O “Boletim Epidemiológico – HIV e Aids 2025”, do Ministério da Saúde, aponta que em 2024, **48,7% das novas infecções por HIV** ocorreram em jovens de 15 a 29 anos. Este dado evidencia a necessidade urgente de intensificar as ações de **prevenção do HIV** voltadas para este grupo etário.

Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE), realizada pelo IBGE em 2019, também revelam uma tendência preocupante: o percentual de jovens de 13 a 17 anos que afirmam usar preservativo nas relações sexuais caiu de 72,5% em 2009 para 59% em 2019. Essa **queda no uso de preservativos** sublinha a importância de campanhas como a “Proibidão Protegidão” para reverter esse cenário e reforçar a importância da **proteção contra o HIV**.

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