Milei propõe reforma histórica no Banco Central da Argentina para combater “fraude” e inflação
O presidente da Argentina, Javier Milei, apresentou um ambicioso pacote de reformas estruturais, qualificando-o como o mais significativo dos últimos 91 anos. O projeto centraliza-se na alteração da Carta Orgânica do Banco Central argentino, uma instituição que o próprio Milei já sugeriu destruir simbolicamente. A proposta visa, segundo o presidente, erradicar a prática de emitir dinheiro para financiar a classe política, um ato que ele classifica como uma “fraude” e principal motor da alta inflação no país.
Em um pronunciamento gravado, Milei, conhecido por sua retórica inflamatória, destacou a necessidade de reverter o que considera um sistema viciado. Ele afirmou que a reforma busca garantir que a Argentina não possa mais sustentar um orçamento deficitário, um dos pilares de sua agenda libertária. As declarações foram feitas em meio a uma estratégia de divulgação que incluiu reuniões com legisladores e artigos de opinião, culminando na exibição do vídeo com seus principais aliados.
A iniciativa, que deve ser apresentada formalmente nos próximos dias, conta com o apoio de figuras centrais do governo de Milei, como sua irmã Karina Milei, secretária-geral da Presidência, e o ministro da Economia, Luis Caputo. A proposta representa um dos movimentos mais audaciosos de seu mandato, buscando redefinir a relação entre o Estado, a política monetária e a economia argentina, conforme divulgado pelo próprio governo.
Reforma visa reverter medidas de Cristina Kirchner e focar na estabilidade monetária
Uma das principais mudanças propostas por Javier Milei é a reversão da reforma de 2012, implementada durante o governo de Cristina Kirchner. O governo atual argumenta que essa medida anterior enfraqueceu a autonomia do Banco Central e facilitou o financiamento do déficit fiscal através da emissão monetária. Milei criticou a reforma de Kirchner, referindo-se a ela como





