Robbie Williams retorna ao Brasil com sede de autenticidade e revela segredos de “Britpop”
Robbie Williams, o icônico cantor britânico de 52 anos, está de volta ao Brasil para um show imperdível em São Paulo, no Allianz Parque, no dia 13 de outubro. Desta vez, o artista promete uma experiência completamente diferente, buscando “viver o Brasil de verdade” pela primeira vez em sua carreira.
A última visita do cantor ao país foi há exatos 20 anos, em 2006, para uma apresentação na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Naquela época, Robbie Williams estava em um momento pessoal turbulento, marcado por problemas de saúde mental, dependência química e um intenso escrutínio público. Conforme relatado em entrevista ao g1, ele descreve sua passagem pelo Brasil em 2006 como uma experiência sem grandes marcos, ofuscada por suas lutas internas.
Agora, com uma nova perspectiva de vida, aos 52 anos e desfrutando de uma fase mais madura como “pai de família”, Robbie Williams chega ao Brasil com o desejo genuíno de se conectar com o povo brasileiro e explorar a cultura local de forma autêntica. Em suas próprias palavras, ele vê o Brasil como um “país místico para o resto do planeta” e elogia o “sentimento especial” associado aos brasileiros, considerando que o país “acertou muito no branding”. A informação é do g1.
O retorno de Robbie Williams ao Brasil e a busca por autenticidade
A turnê “Close Encounters” em 2006 apresentava uma mistura de seus grandes sucessos com músicas do álbum “Intensive Care”. No entanto, a vida pessoal do cantor estava longe de ser um conto de fadas. Ele descreve aquele período como “uma época muito estranha”, onde se sentia “o personagem principal de um filme que todo o mundo estava assistindo”. A cinebiografia “Better Man”, que aborda parte dessa fase sombria, conta com um detalhe peculiar: o próprio Robbie Williams é interpretado por um macaco.
Atualmente, o artista busca uma experiência mais profunda e significativa em sua volta ao Brasil. Longe das turbulências do passado, ele almeja conhecer o país e seu povo de maneira mais íntima, fugindo dos clichês habituais como caipirinha, samba e futebol, embora seja fã do esporte.
“Britpop”: O novo álbum e a brincadeira de Robbie Williams
Em janeiro de 2026, Robbie Williams surpreendeu o público com o lançamento de seu novo álbum, “Britpop”. O título gerou especulações devido à forte conexão com o movimento musical britânico dos anos 90, associado a bandas como Oasis e Blur. No entanto, o cantor revelou ao g1 que o nome foi uma “brincadeira” intencional.
“Eu escolhi esse nome porque eu sou britânico e porque faço música pop”, explicou, antes de detalhar a zoeira: “Eu também quis fazer uma zoeira, porque eu não fazia parte do movimento Britpop lá nos anos 1990. E, naquela época, ninguém queria ser envolvido com esse movimento. Então, aproveitei pra zoar uma galera que acredita que eu não posso estar associado a algo como o Britpop hoje”. Vale lembrar que, nos anos 90, Robbie Williams integrava a boyband Take That, com um som mais eletrônico.
Recorde histórico e reflexões sobre a era da dopamina
“Britpop” não só marca uma nova fase musical para Robbie Williams, aproximando-o do rock, mas também lhe rendeu um feito histórico: ele se tornou o primeiro artista a emplacar 16 álbuns no topo das paradas do Reino Unido, superando o recorde anterior dos Beatles. Sobre isso, ele expressa uma mistura de “vergonha” e alívio, “vergonha” por ser comparado aos Beatles, mas alívio por ter alcançado tal marca sem incidentes.
O cantor também reflete sobre a cultura atual, criticando a “era da dopamina” onde a atenção é efêmera. “Nos anos 90, havia tempo para respirar. Algo acontecia, nós aceitávamos e depois vivíamos com aquilo. E hoje em dia, algo acontece e, um segundo depois, outra coisa acontece. Agora tudo é baseado em dopamina de um segundo para o outro”, pontuou ao g1.
Essa visão sobre a superficialidade da atenção moderna se alinha com o ativismo de Robbie e sua esposa, Ayda Field, pela restrição do uso de redes sociais por crianças. O casal lidera a campanha “raise the age”, que busca aumentar a idade mínima para o acesso a plataformas digitais para 16 anos, uma preocupação pessoal, já que possuem quatro filhos entre seis e 12 anos.





