Roberta Sá brilha em noite histórica no Theatro Municipal com “Tudo que cantei sou” em formato orquestral
A cantora Roberta Sá protagonizou um momento inesquecível na noite de segunda-feira, 27 de julho, ao se apresentar no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A performance, parte da série “Encontros”, marcou a estreia do show “Tudo que cantei sou” em moldura sinfônica, acompanhada pela Nova Orquestra, regida pela maestrina Ludhymila Bruzzi e formada integralmente por mulheres.
A emoção tomou conta de Roberta Sá ao ver sua filha, Lina, na plateia. A cantora, que celebra a vida e a carreira com este espetáculo, aproveitou o momento para expressar seu desejo por “um futuro para nossas meninas com mais escolhas e liberdade”. A apresentação, que revisita canções marcantes de seus 20 anos de carreira, iniciados com o álbum “Braseiro” em 2005, emocionou o público presente.
O show “Tudo que cantei sou”, que já havia sido apresentado na cidade em junho de 2025, ganhou uma nova dimensão com a sonoridade rica e elegante da Nova Orquestra. A performance, que foi filmada, promete eternizar essa noite de gala para a artista e seus admiradores. A informação foi divulgada por um jornalista carioca que escreve sobre música desde 1987.
O palco, um território feminino de grande talento
O palco do Theatro Municipal se transformou em um verdadeiro reduto feminino. Além de Roberta Sá, a Nova Orquestra, com sua formação inteiramente composta por mulheres sob a batuta da maestrina Ludhymila Bruzzi, trouxe uma força singular à apresentação. Apenas Alaan Monteiro (bandolim) e Gabriel de Aquino (violão) completavam o time de músicos, todos vestidos de preto, em harmonia com a cantora.
Um repertório que emociona e celebra
Roberta Sá revisitou sucessos como “Pavilhão de espelhos”, de Lula Queiroga, que se harmonizou perfeitamente com seu canto límpido. A cantora fez questão de destacar as joias musicais que recebeu de grandes nomes, como o samba “Me erra”, de Adriana Calcanhotto, e “Amanhã é sábado”, de Martinho da Vila, ambos presentes no álbum “Delírio” (2015).
O samba “Sem avisar”, de Wanderley Cardoso, contagiou a plateia com seu refrão inebriante. Já o ijexá “Água doce”, uma obra-prima de Roque Ferreira, presente com outras duas canções no roteiro, foi descrito como uma “iguaria” que convida à contemplação, “de cantar rezando”.
Uma noite de gala para a história da música
A própria Roberta Sá celebrou o momento como uma “noite de gala”, ressaltando a singularidade de apresentar seu repertório no palco histórico do Municipal pela primeira vez. O show “Tudo que cantei sou”, em sua versão orquestral, fluiu com perfeição, culminando em um registro audiovisual que, sem dúvida, imortalizará a performance.





