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Saúde e bem estar

Anabolizantes e Hipertrofia Cardíaca: Jovem Influenciador Morto aos 22 Anos Acende Alerta; Saiba Como Proteger Seu Coração

Morte de Influenciador Fitness Liga Sinal de Alerta Sobre Riscos Cardíacos do Uso de Anabolizantes A trágica morte do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, de apenas 22 anos, vítima de cardiomiopatia hipertrófica, reacendeu o debate sobre os perigos do uso de anabolizantes na saúde do coração. Ganley, que compartilhava sua rotina de treinos com mais de 1,7 milhão de seguidores e já havia revelado o uso dessas substâncias, foi encontrado sem vida em seu apartamento em São Paulo. Essa fatalidade evidencia a necessidade de um alerta geral sobre os riscos associados ao uso indiscriminado de esteroides anabolizantes, especialmente entre jovens e atletas que buscam performance e estética a qualquer custo. A cardiomiopatia hipertrófica, causa apontada em seu atestado de óbito, é uma condição grave que pode ter suas bases genéticas agravadas pelo uso dessas drogas. Especialistas alertam que o coração, sendo um músculo, também pode sofrer hipertrofia quando exposto a doses elevadas de anabolizantes, crescendo de forma desproporcional e colocando a vida em risco. Conforme informações divulgadas, a morte do influenciador Gabriel Ganley lança luz sobre essa perigosa associação. O Que São Anabolizantes e Seus Riscos Para o Coração Os esteroides anabolizantes (EA) são substâncias sintéticas derivadas da testosterona, o principal hormônio masculino. Embora tenham uso médico legítimo para tratar deficiências hormonais, como o hipogonadismo, seu emprego sem supervisão profissional para fins estéticos ou de performance esportiva é proibido e extremamente prejudicial à saúde. O uso regular e em doses elevadas de anabolizantes pode levar à hipertrofia do coração. O cardiologista Herbert Lima Mendes, professor do Idomed, explica que essa condição faz com que o músculo cardíaco cresça acima do normal, da mesma forma que ocorre com outros músculos do corpo. Esse crescimento descontrolado pode comprometer seriamente a função cardíaca. A cardiomiopatia hipertrófica resulta no espessamento anormal do músculo cardíaco, tornando-o mais rígido. Essa rigidez dificulta o bombeamento de sangue para o corpo e o relaxamento adequado do coração, sendo uma das principais causas de morte súbita em jovens e atletas. A longo prazo, essa condição pode evoluir para uma insuficiência cardíaca grave. A “Síndrome de Super Homem” e o Aumento do Risco Entre atletas que utilizam anabolizantes, é comum a ocorrência do que se chama de “Síndrome de Super Homem”. Essa síndrome se manifesta na crença de que os riscos associados ao uso de anabolizantes não se aplicam a si mesmos, levando a uma falsa sensação de invencibilidade. “Os atletas dizem que isso acontece com os outros, não vai acontecer comigo. Eu não vou ter nada”, afirma Mendes. O médico alerta que a ânsia por resultados rápidos leva muitos a aumentarem a dose e a quantidade de substâncias utilizadas, elevando exponencialmente o risco de complicações graves, incluindo a morte. Infelizmente, muitas pessoas iniciam o uso de anabolizantes sem realizar uma avaliação cardiológica prévia, descobrindo problemas de saúde apenas quando a doença já está em estágio avançado e de difícil tratamento. Predisposição Genética e o Papel dos Anabolizantes A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença com fundo genético, afetando aproximadamente um

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Jornalismo Inclusivo: Beatriz Arcoverde da EBC é Celebrada no Prêmio Mulheres Raras 2026

EBC e Radioagência Nacional brilham no Prêmio Mulheres Raras 2026, com vitória e indicações que reforçam a importância do jornalismo inclusivo e da representatividade. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e seu compromisso com a inclusão e a representatividade foram protagonistas na noite do Prêmio Mulheres Raras 2026. A cerimônia, realizada pelo Instituto Vidas Raras, homenageou a editora Beatriz Arcoverde, da Radioagência Nacional, na categoria Aliada dos Raros, e destacou outras duas profissionais da casa entre as melhores jornalistas do evento. O reconhecimento consolida a Radioagência Nacional como um polo de referência na cobertura de doenças raras no Brasil. A premiação celebra o trabalho dedicado a dar visibilidade às dificuldades e aos direitos de pessoas com deficiência (PcDs) e com doenças raras, mostrando a força dessas narrativas. Conforme informação divulgada pelo Instituto Vidas Raras, Beatriz Arcoverde foi a grande vencedora na categoria Aliada dos Raros. Esta premiação é destinada a indivíduos que, mesmo sem possuir uma doença rara, dedicam suas vidas a apoiar e dar visibilidade à causa. Beatriz Arcoverde: Uma Voz para os Raros Beatriz Arcoverde, editora do podcast Videbula, foi reconhecida por seu trabalho em dar visibilidade às dificuldades e aos direitos das pessoas com deficiência (PcDs) e doenças raras. Ela ressalta a importância de mostrar a humanidade por trás dos diagnósticos. “O Prêmio Mulheres Raras é o reconhecimento de um trabalho que a gente vem desenvolvendo com o podcast Videbula, que vem mostrando as dificuldades, os direitos das pessoas com doenças raras ou PCDs”, afirmou Arcoverde. Ela enfatiza que essas pessoas são muito mais do que suas condições: “Essas pessoas não são a doença. Elas são muito mais: são pessoas que desenvolvem um trabalho, que têm a sua vida e também convivem com a doença rara.” A editora acredita que a conscientização é fundamental para a sociedade. “Isso é importante e todos na nossa sociedade devem saber disso, se conscientizar e contribuir com essa luta que é tão importante e, às vezes, muito solitária”, completou. Radioagência Nacional: Reconhecimento Duplo Além da vitória de Beatriz Arcoverde, a Radioagência Nacional teve outras duas profissionais entre as três melhores jornalistas da premiação. Patrícia Serrão e Raíssa Saraiva, apresentadoras e produtoras do Podcast Videbula, foram finalistas na categoria Jornalistas Raras. Esta categoria celebra profissionais que vivem os desafios do diagnóstico, tratamento e da luta diária por inclusão, transformando suas próprias experiências em ferramentas de jornalismo e mobilização social. O trabalho delas é um exemplo de como o jornalismo pode ser um agente de transformação. O Impacto do Prêmio Mulheres Raras Roseli Cizotti, representante do Instituto Vidas Raras, explicou a relevância da premiação para a comunidade. “A importância do prêmio vai muito além de uma homenagem, porque fortalece a representatividade das doenças raras”, disse. Ela destacou que o prêmio mostra histórias reais de superação e combate à invisibilidade e ao preconceito. “Essas mulheres não tinham como e nem para onde ir. Então elas criaram as próprias estradas, fizeram os próprios sapatos e construíram lugares pelo caminho para que, quando viessem pessoas atrás

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Profissionais de Saúde Superam Barreiras Imensas para Levar Vacinação Essencial a Aldeias Indígenas Isoladas no Brasil

Vacinação em Terras Indígenas: A Jornada Heroica do ‘Zé Gotinha’ em Áreas de Difícil Acesso No coração da Amazônia, equipes de saúde enfrentam desafios monumentais para garantir que a vacinação chegue a todos, especialmente às comunidades indígenas. A logística complexa, as vastas distâncias e as particularidades culturais tornam essa missão uma verdadeira odisseia. Apesar dos obstáculos, o compromisso com a saúde pública prevalece. Profissionais dedicados desbravam rios, florestas e terrenos acidentados, muitas vezes passando semanas longe de casa, para administrar vacinas vitais. Esta é a história de como a perseverança e o conhecimento local se unem para proteger populações vulneráveis, demonstrando a força do Sistema Único de Saúde (SUS) em sua forma mais desafiadora. As informações são do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus. A Realidade do DSEI Alto Rio Purus: Um Mosaico de Culturas e Desafios Geográficos A área atendida pelo DSEI Alto Rio Purus abriga aproximadamente 11 mil pessoas de nove etnias distintas, espalhadas por 155 aldeias nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A comunicação se dá por meio de diferentes idiomas indígenas e o português, e o acesso às comunidades varia drasticamente dependendo do clima e da localização. Para chegar a algumas aldeias, é possível usar caminhonetes ou barcos em condições favoráveis. Contudo, em períodos de chuva intensa ou em locais mais remotos, o transporte se restringe a quadriciclos, botes ou até helicópteros, evidenciando a complexidade logística. Respeito Cultural e Estratégias Adaptadas para a Imunização Efetiva O coordenador do DSEI, Evangelista Apurinã, destaca a importância de respeitar as peculiaridades culturais de cada etnia. Ele explica que impor um ritmo de atendimento não funciona, sendo essencial negociar e adaptar as estratégias. A duração da permanência em uma aldeia, por exemplo, precisa ser considerada, pois os povos Madijá e Kulina não se mantêm em um local por longos períodos. A estrutura política das comunidades também exige atenção. No caso dos Jamamadi, que se organizam em torno de 11 clãs, é fundamental acertar os acordos com o cacique do clã principal. Ignorar essa hierarquia pode invalidar todo o planejamento, como alerta Apurinã: “Se a gente não souber desses detalhes, e de fato entender como é a estrutura de cada povo, a gente vai estar colocando a carroça na frente dos bois”. Logística Refrigerada e Planejamento Minucioso para Manter a Cadeia de Frio Manter a eficácia das vacinas é um desafio constante. Como é inviável ter postos de saúde em todas as aldeias, os profissionais atuam de forma itinerante, partindo de polos base e permanecendo até 40 dias em campo. Para garantir a refrigeração das vacinas, entre 2º e 8º Celsius, são utilizados freezers em barcos, caixas térmicas e bobinas de gelo. O planejamento das atividades, liderado pela enfermeira Kislane de Araújo Dias, responsável técnica pela área de Imunizações do DSEI, baseia-se em um censo vacinal detalhado. Essa planilha com dados de todas as famílias permite monitorar quem precisa de qual vacina e calcular as doses exatas para cada incursão. As equipes chegam a ir de casa em

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Alerta Ebola: São Paulo Intensifica Vigilância e Prepara Rede de Saúde Diante de Casos na África

Secretaria da Saúde de SP reforça vigilância sobre ebola no estado diante de surtos na África A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (21) o reforço das orientações para toda a rede estadual de saúde. O objetivo é aprimorar os fluxos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de possíveis casos suspeitos de ebola dentro do território paulista. A medida preventiva surge em resposta aos recentes surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda, na África. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já foram contabilizados quase 600 casos suspeitos e 139 mortes que também são consideradas suspeitas em decorrência da doença. Apesar da preocupação global, a secretaria paulista enfatiza que o risco de a doença chegar ao Brasil é considerado baixo. Fatores como a ausência de transmissão local do vírus na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre as áreas afetadas na África e a América do Sul, e a forma de contágio, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas doentes, contribuem para essa avaliação. Mesmo assim, a atenção aos viajantes é fundamental. Atenção redobrada a viajantes com sintomas Apesar do baixo risco, a Secretaria da Saúde de SP orientou os serviços de saúde a manterem uma atenção especial a pessoas que apresentem febre e tenham histórico de viagem recente, nos últimos 21 dias, para áreas onde o vírus do ebola está circulando. Esta vigilância é crucial para uma resposta rápida. Regiane de Paula, coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, destacou a proatividade do estado: “São Paulo atua de forma preventiva e mantém sua rede preparada para uma resposta rápida e segura. Por concentrar importante fluxo internacional de viajantes, o estado conta com protocolos definidos, vigilância ativa, equipes capacitadas e unidades de referência para identificação, notificação e atendimento oportuno de casos suspeitos”. Entendendo a doença ebola O ebola é uma doença grave que pode se manifestar de forma súbita. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação, que é o tempo entre a contaminação e o surgimento dos sintomas, varia entre dois e 21 dias. A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas doentes que apresentam sintomas. Protocolos de notificação e atendimento em SP No estado de São Paulo, qualquer caso suspeito de ebola deve ser imediatamente notificado à Vigilância Epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica estadual. A remoção de pacientes, caso necessária, será realizada pelo Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU), garantindo segurança no transporte. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, localizado na capital paulista, foi designado como a unidade de referência estadual para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados de ebola. A escolha visa centralizar o cuidado e garantir o melhor manejo clínico possível. Vacinas e terapias: o

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Imposto de Renda: O Que Pode e o Que Não Pode Ser Deduzido Como Despesa Médica em 2024?

Despesas Médicas no IR: O Guia Completo para Não Cair na Malha Fina da Receita Federal A declaração do Imposto de Renda se aproxima, e com ela surge a dúvida sobre quais gastos com saúde podem ser abatidos do tributo. A Receita Federal permite deduções médicas sem limite de valor, mas a lista do que é aceito é mais restrita do que muitos imaginam. Especialistas apontam uma legislação defasada como principal motivo para essa limitação. Para te ajudar a organizar suas contas e evitar problemas com o fisco, reunimos as principais informações sobre o que pode e o que não pode ser deduzido. É fundamental estar atento às regras para garantir que sua declaração esteja em conformidade. As despesas médicas dedutíveis são um direito de todos os contribuintes, independentemente de terem deficiência ou doenças graves. No entanto, a interpretação do que se qualifica como essencial para a saúde e mobilidade é crucial. Conforme informações divulgadas pela Radioagência Nacional, a legislação tributária brasileira sobre o tema necessita de atualizações para abranger os avanços na área da saúde e as novas necessidades da sociedade. O Que Pode Ser Deduzido Como Despesa Médica De modo geral, consultas, exames e terapias realizadas por profissionais de saúde legalmente habilitados são dedutíveis. O auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fernandes da Fonseca, explica que o critério para equipamentos de acessibilidade é a **essencialidade**. Por exemplo, cadeiras de rodas e próteses são consideradas dedutíveis, pois são indispensáveis para a locomoção e qualidade de vida. A Instrução Normativa da Receita Federal menciona especificamente braços e pernas mecânicos, cadeiras de rodas, andadores ortopédicos, palmilhas e calçados ortopédicos, e outros aparelhos ortopédicos para correção de desvios de coluna ou problemas em membros e articulações. Para garantir a dedução desses itens, a documentação deve ser completa. O advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, Thiago Helton, reforça que **aparelhos ortopédicos, próteses ortopédicas ou dentárias** precisam ser comprovados com receituário médico ou odontológico e nota fiscal em nome do beneficiário. O Que Fica de Fora da Dedução no Imposto de Renda A lógica da Receita Federal é que, se o item se fixa permanentemente ao corpo e é essencial, ele pode ser deduzido. Itens que podem ser retirados ou não são fundamentalmente necessários para a mobilidade, como muletas e bengalas, podem não se enquadrar. Da mesma forma, aparelhos de surdez e CPAP, usados para tratar a apneia do sono, são frequentemente excluídos, apesar de serem discutíveis em alguns casos. Medicamentos comprados em farmácias e vacinas particulares **não são dedutíveis**, a menos que façam parte de uma conta hospitalar. Fátima Macedo, vice-presidente financeira da Aescon-SP, lamenta que, apesar dos altos gastos com remédios, eles são dedutíveis apenas quando incluídos na conta de internação. A Lei 9.250/95, que rege as deduções de saúde, também exclui diversos profissionais que se tornaram essenciais em tratamentos modernos, como nutricionistas e quiropratas. A legislação atual não permite a dedução desses serviços, mesmo que sejam cruciais para o bem-estar de muitos contribuintes. Cuidador de Idoso e Home Care:

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Luta Antimanicomial: UFJF e UFMG Pedem Desculpas por Uso de Cadáveres de Ex-Pacientes em Aulas de Anatomia

UFJF e UFMG pedem desculpas por uso de cadáveres de pacientes psiquiátricos em aulas, em um marco para a luta antimanicomial. Duas importantes universidades públicas brasileiras, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), emitiram notas oficiais pedindo desculpas por terem, no passado, utilizado cadáveres de pessoas internadas em hospitais psiquiátricos para aulas de anatomia. As retratações ocorrem em um momento crucial para a discussão sobre os direitos humanos e a história da saúde mental no Brasil, especialmente no contexto da luta antimanicomial. Essas instituições reconhecem a gravidade de terem, por meio de suas práticas acadêmicas, contribuído para a desumanização e o estigma de indivíduos que já sofriam com a segregação social e a violência em instituições de tratamento psiquiátrico. As notas buscam, assim, um ato de reparação simbólica e um compromisso com a construção de uma memória mais justa e respeitosa. O ato de pedir desculpas por parte da UFJF e UFMG não se limita a um simples reconhecimento do erro, mas se estende a um compromisso com iniciativas que visam educar, conscientizar e promover a dignidade humana. A informação sobre essas retratações foi amplamente divulgada, marcando um passo importante na evolução da sociedade e das instituições acadêmicas em relação ao tratamento de pessoas com transtornos mentais e à sua história no país, conforme informações divulgadas pelas próprias universidades. O Passado Sombrio do Hospital Colônia de Barbacena e o Papel das Universidades A UFJF, em sua nota de retratação, reconheceu sua conivência com um dos períodos mais sensíveis da história da saúde pública brasileira. A universidade destacou como a segregação social, justificada pela busca de uma suposta segurança coletiva, resultou em isolamento e diversas formas de violência contra indivíduos que não se encaixavam em padrões sociais estabelecidos. A chamada “loucura” era frequentemente associada à incapacidade e periculosidade, deteriorando a identidade social e consolidando estigmas e práticas discriminatórias. A instituição ressaltou que o desprezo por essas pessoas é um fato histórico incontornável no Brasil. Em especial, a UFJF mencionou o **Hospital Colônia de Barbacena**, um local que contribuiu significativamente para a marginalização e invisibilização de pacientes. Estima-se que mais de 60 mil pessoas tenham morrido no hospital ao longo do século XX, muitas delas classificadas como indigentes, como relatado no livro “Holocausto Brasileiro” da jornalista Daniela Arbex. A obra também aponta que 1.853 corpos de internos foram comercializados para instituições de ensino da área da saúde. UFJF: Reparação e Compromisso com a Memória e Direitos Humanos O Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, de acordo com os registros, recebeu 169 corpos do Hospital de Barbacena entre os anos de 1962 e 1971 para aulas de anatomia humana. Como forma de reparação simbólica, a UFJF comprometeu-se a implementar e manter **ações educativas sobre direitos humanos e saúde mental**. A universidade também buscará apoio para a criação de um memorial e planeja organizar pesquisas documentais sobre as conexões entre a instituição e o hospital. Desde 2010, o Departamento de Anatomia do ICB da

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Luta Antimanicomial: Tratamento Humanizado Ainda é Desafio no Brasil, Especialistas Alertam sobre Comunidades Terapêuticas

Tratamento Humanizado na Saúde Mental: Um Caminho com Obstáculos na Luta Antimanicomial Brasileira No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, especialistas avaliam que, apesar dos progressos no cuidado de pessoas com transtornos mentais no Brasil, a busca por tratamentos verdadeiramente humanizados ainda enfrenta desafios significativos. A Lei Antimanicomial, que completa 25 anos em abril, visa a substituição de estruturas manicomiais pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Apesar dos avanços, a falta de regulamentação para comunidades terapêuticas e a ausência de diálogo entre o governo federal e movimentos sociais são pontos de atenção. A Agência Brasil destaca que especialistas apontam para a necessidade de mais espaços de acolhimento para pacientes com quadros como ansiedade e depressão, além de uma maior interlocução entre as esferas governamentais e as organizações que atuam na causa. Essas questões foram levantadas por especialistas ouvidos pela Agência Brasil, que ressaltam a importância da continuidade da reforma psiquiátrica e do aprimoramento da Raps. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) é uma das entidades que defende a plena implementação dessas diretrizes, buscando garantir um cuidado mais digno e eficaz. A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e seus Desafios A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) é composta por Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades de Acolhimento (UAs), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e o Programa de Volta para Casa (PVC). Esses espaços oferecem acesso a medicamentos, atividades terapêuticas, artísticas e de socialização, além de suporte para pacientes que encerraram longas internações. No entanto, a eficácia da Raps é comprometida pela existência de comunidades terapêuticas que, segundo a presidenta da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Ana Paula Guljor, reproduzem práticas manicomiais. Essas instituições, voltadas para dependência química, não estão integradas ao Sistema Único de Assistência Social (Suas) nem ao Sistema Único de Saúde (SUS). Comunidades Terapêuticas: Um Ponto Crítico na Saúde Mental As comunidades terapêuticas operam em um limbo legal, sem um propósito claramente definido, e frequentemente recebem verbas públicas difíceis de rastrear. Denúncias de violação de direitos básicos dos pacientes são recorrentes, conforme apontam Ana Paula Guljor e outras autoridades da área. A RDC 29, que trata dos requisitos de segurança sanitária para essas comunidades, é considerada genérica. A Abrasme argumenta que o investimento público nessas entidades, muitas vezes de caráter filantrópico, configura uma privatização de serviços e uma distorção do marco regulatório. A associação defende ações de redução de danos e reinserção social, que não são priorizadas por essas comunidades. Recentemente, cinco conselhos nacionais e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura se posicionaram de forma semelhante. O Legado Histórico dos Manicômios e a Luta por Direitos O Brasil possui um passado sombrio marcado pelo encarceramento de pessoas com transtornos mentais em instituições como o Hospício Pedro II, no Rio de Janeiro, fundado em 1852. A medicalização e o isolamento eram as principais abordagens, refletindo uma concepção de culpa associada ao sofrimento psíquico. A história da saúde mental no país é marcada pela proliferação de hospícios, como o Hospital Provisório de Alienados em

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SESI Revoluciona Saúde do Trabalhador: Vacinação em Massa nas Indústrias Alcança Milhares em Todo o Brasil

SESI Impulsiona Saúde e Prevenção com Vacinação Direta nas Indústrias em Ação Nacional O Serviço Social da Indústria (SESI), em colaboração com o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e o Ministério da Saúde, está promovendo uma iniciativa de grande impacto: a vacinação de funcionários diretamente em seus locais de trabalho. A ação, que ocorreu nesta sexta-feira (15), integra o Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria e abrange todo o território nacional. O principal objetivo é **ampliar significativamente a cobertura vacinal** entre os profissionais da indústria, fortalecendo as medidas de prevenção de doenças nos ambientes laborais. A meta para este ano é superar a marca de 21 mil doses aplicadas, um número expressivo que demonstra o compromisso com o bem-estar dos trabalhadores. Esta mobilização é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o SESI e o Ministério da Saúde, que visa facilitar o acesso à imunização e torná-la mais prática. Conforme divulgado pelo SESI, a iniciativa aproxima o cuidado com a saúde da rotina dos trabalhadores, superando as barreiras de tempo e acesso que muitas vezes dificultam a busca por serviços de saúde. Variedade de Vacinas Disponibilizadas para Proteção Integral Durante o Dia D, diversas vacinas essenciais estão sendo ofertadas para garantir a proteção contra um leque de doenças. Entre as vacinas aplicadas estão a **influenza (gripe)**, a **difteria e tétano (dT adulto)**, a **tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)**, a **hepatite B** e a **febre amarela**. Essa diversidade de vacinas reforça o compromisso com a saúde preventiva. A aplicação das vacinas ocorre em diferentes locais, incluindo unidades industriais, unidades do próprio SESI, unidades móveis e pontos estratégicos definidos pelos Departamentos Regionais participantes da campanha. Essa capilaridade garante que o maior número possível de trabalhadores seja alcançado. Paulo Mol, diretor-superintendente do SESI, destacou a importância da ação, afirmando que “Ao levar a vacinação para o ambiente de trabalho, conseguimos tornar esse cuidado mais prático, acessível e efetivo”. Ele ressaltou que a dinâmica do dia a dia muitas vezes dificulta a busca pelos serviços de saúde, e essa iniciativa supre essa necessidade. Fortalecimento de Políticas Públicas e Prevenção Coletiva Fernanda Magano, presidenta do Conselho Nacional de Saúde, enfatizou que o Dia D de Vacinação da Indústria é um exemplo de como as políticas públicas de saúde podem ser aproximadas do cotidiano dos trabalhadores. “Quando a vacinação chega aos ambientes de trabalho, ela amplia o acesso à saúde e fortalece uma agenda de prevenção, bem-estar e qualidade de vida”, declarou. Éder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, reforçou que a vacinação continua sendo uma das **principais estratégias de proteção da saúde pública**. Ele sublinhou que as vacinas são reconhecidas mundialmente por sua eficácia na prevenção de casos graves, hospitalizações e mortes, além de contribuírem para reduzir a disseminação de agentes infecciosos. Fausto Augusto Junior, presidente do Conselho Nacional do SESI, complementou, dizendo que “a vacinação é uma das estratégias mais importantes de proteção coletiva e de promoção da saúde”. Ele concluiu

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Obesidade Supera Hipertensão e se Torna o Principal Fator de Risco à Saúde no Brasil, Alerta Estudo Global

Obesidade agora é o principal fator de risco à saúde no Brasil, superando a hipertensão. A obesidade assumiu a liderança como o principal fator de risco à saúde no Brasil, ultrapassando a hipertensão, que por décadas deteve essa posição. Essa mudança significativa no cenário da saúde brasileira é um dos destaques da análise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doenças. O estudo, que envolveu milhares de pesquisadores em mais de 200 países, revela que a pressão alta agora ocupa o segundo lugar no ranking, seguida pela glicemia elevada. O diagnóstico brasileiro foi publicado na renomada revista científica The Lancet Regional Health – Americas. Essas alterações refletem profundas transformações no estilo de vida da população nas últimas décadas, incluindo o avanço da urbanização. Conforme divulgado pela The Lancet Regional Health – Americas, esse cenário contribuiu para a diminuição dos níveis de atividade física e a adoção de dietas mais calóricas, ricas em sal e com excesso de alimentos ultraprocessados. O ‘ambiente obesogênico’ e seus riscos O endocrinologista Alexandre Hohl, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, corrobora essa visão. Ele aponta que esses comportamentos criam um “ambiente obesogênico”, tornando a obesidade um dos maiores desafios de saúde pública enfrentados pelo Brasil atualmente. Hohl enfatiza que a obesidade é mais do que apenas excesso de peso. Ele a descreve como uma **doença crônica inflamatória e metabólica**, que eleva simultaneamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão, infarto, AVC e diversos tipos de câncer. Essa complexidade exige uma abordagem multifacetada para o seu controle e tratamento. Evolução dos fatores de risco no Brasil A comparação com dados mais antigos, de 1990, evidencia a magnitude dessas mudanças. Naquele ano, os três maiores fatores de risco eram a hipertensão, seguida pelo tabagismo e a poluição por materiais particulados no ar. O Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, principal indicador da obesidade, figurava apenas em sétimo lugar, e a glicemia elevada em sexto. Em 2023, a obesidade lidera o ranking, com um crescimento constante no risco atribuído, que acumulou **15,3% desde 1990**. O estudo publicado na The Lancet Regional Health – Americas aponta que o risco atribuído ao IMC elevado cresceu significativamente, consolidando sua posição como a principal preocupação de saúde. Boas e más notícias na saúde pública A análise comparativa entre 1990 e 2023 traz um panorama misto. Por um lado, houve uma **queda expressiva de 69,5%** no risco de morte ou perda de qualidade de vida associado à poluição particulada do ar. Similarmente, o risco relacionado ao tabagismo, prematuridade, baixo peso ao nascer e colesterol LDL alto registrou uma redução de aproximadamente 60%. No entanto, nem todas as tendências são positivas. De 2021 a 2023, o risco associado ao tabagismo apresentou um leve aumento de 0,2%, revertendo anos de queda contínua. Outro dado alarmante é o aumento de quase 24% no risco atribuído à violência sexual na infância, que saltou da 25ª para a 10ª posição entre os

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Alerta de Febre Amarela em SP: Mais Duas Mortes Confirmadas, Estado Soma Nove Casos e Cinco Óbitos em 2026

Febre Amarela: Estado de São Paulo Registra Novos Óbitos e Reforça Alerta para Vacinação O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) confirmou nesta quarta-feira (14) a ocorrência de mais duas mortes decorrentes da febre amarela. Com esses novos óbitos, o estado de São Paulo totaliza, em 2026, nove casos da doença, dos quais cinco evoluíram para óbito. As vítimas mais recentes eram dois homens, de 64 e 54 anos, ambos residentes na cidade de Lagoinha, na região do Vale do Paraíba. É crucial destacar que nenhuma das pessoas que faleceram havia se vacinado contra a febre amarela, o que reforça a importância da imunização como principal medida de prevenção. Diante deste cenário preocupante, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo intensificou o alerta para a vacinação contra a doença, considerada uma das formas mais eficazes de combater sua disseminação. A vacina contra a febre amarela é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado, sendo recomendada para toda a população. Conforme informação divulgada pelo CVE-SP, a orientação é que todas as pessoas que ainda não receberam a vacina procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar sua caderneta, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões onde há circulação do vírus. Vacinação Gratuita e Essencial Contra a Febre Amarela A Secretaria de Saúde paulista enfatiza que a vacina é gratuita e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes da exposição a áreas de risco. A vacinação é um ato de proteção individual e coletiva, fundamental para conter a propagação da febre amarela. É importante verificar o esquema vacinal adequado para cada faixa etária, garantindo a proteção completa contra a doença. Quem Deve Tomar a Vacina Contra a Febre Amarela? O esquema vacinal contra a febre amarela é definido para diferentes públicos. Crianças recebem uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem tomar uma dose de reforço. Já indivíduos de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinados devem receber uma dose única. Aqueles que foram vacinados com dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais, precisam verificar a necessidade de atualização da caderneta. Entendendo a Febre Amarela e Seus Riscos A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres, que habitam áreas de mata. A transmissão não ocorre diretamente de pessoa para pessoa. Um indicador da presença do mosquito transmissor é a morte de macacos, que também são vítimas do vírus com altos índices de mortalidade. Por isso, o avistamento de macacos mortos deve ser comunicado imediatamente às equipes de saúde municipais. Sintomas e Prevenção da Doença Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A doença pode ser prevenida de forma eficaz por meio da vacina, que está disponível gratuitamente no

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Anabolizantes e Hipertrofia Cardíaca: Jovem Influenciador Morto aos 22 Anos Acende Alerta; Saiba Como Proteger Seu Coração

Morte de Influenciador Fitness Liga Sinal de Alerta Sobre Riscos Cardíacos do Uso de Anabolizantes A trágica morte do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, de apenas 22 anos, vítima de cardiomiopatia hipertrófica, reacendeu o debate sobre os perigos do uso de anabolizantes na saúde do coração. Ganley, que compartilhava sua rotina de treinos com mais de 1,7 milhão de seguidores e já havia revelado o uso dessas substâncias, foi encontrado sem vida em seu apartamento em São Paulo. Essa fatalidade evidencia a necessidade de um alerta geral sobre os riscos associados ao uso indiscriminado de esteroides anabolizantes, especialmente entre jovens e atletas que buscam performance e estética a qualquer custo. A cardiomiopatia hipertrófica, causa apontada em seu atestado de óbito, é uma condição grave que pode ter suas bases genéticas agravadas pelo uso dessas drogas. Especialistas alertam que o coração, sendo um músculo, também pode sofrer hipertrofia quando exposto a doses elevadas de anabolizantes, crescendo de forma desproporcional e colocando a vida em risco. Conforme informações divulgadas, a morte do influenciador Gabriel Ganley lança luz sobre essa perigosa associação. O Que São Anabolizantes e Seus Riscos Para o Coração Os esteroides anabolizantes (EA) são substâncias sintéticas derivadas da testosterona, o principal hormônio masculino. Embora tenham uso médico legítimo para tratar deficiências hormonais, como o hipogonadismo, seu emprego sem supervisão profissional para fins estéticos ou de performance esportiva é proibido e extremamente prejudicial à saúde. O uso regular e em doses elevadas de anabolizantes pode levar à hipertrofia do coração. O cardiologista Herbert Lima Mendes, professor do Idomed, explica que essa condição faz com que o músculo cardíaco cresça acima do normal, da mesma forma que ocorre com outros músculos do corpo. Esse crescimento descontrolado pode comprometer seriamente a função cardíaca. A cardiomiopatia hipertrófica resulta no espessamento anormal do músculo cardíaco, tornando-o mais rígido. Essa rigidez dificulta o bombeamento de sangue para o corpo e o relaxamento adequado do coração, sendo uma das principais causas de morte súbita em jovens e atletas. A longo prazo, essa condição pode evoluir para uma insuficiência cardíaca grave. A “Síndrome de Super Homem” e o Aumento do Risco Entre atletas que utilizam anabolizantes, é comum a ocorrência do que se chama de “Síndrome de Super Homem”. Essa síndrome se manifesta na crença de que os riscos associados ao uso de anabolizantes não se aplicam a si mesmos, levando a uma falsa sensação de invencibilidade. “Os atletas dizem que isso acontece com os outros, não vai acontecer comigo. Eu não vou ter nada”, afirma Mendes. O médico alerta que a ânsia por resultados rápidos leva muitos a aumentarem a dose e a quantidade de substâncias utilizadas, elevando exponencialmente o risco de complicações graves, incluindo a morte. Infelizmente, muitas pessoas iniciam o uso de anabolizantes sem realizar uma avaliação cardiológica prévia, descobrindo problemas de saúde apenas quando a doença já está em estágio avançado e de difícil tratamento. Predisposição Genética e o Papel dos Anabolizantes A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença com fundo genético, afetando aproximadamente um

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Jornalismo Inclusivo: Beatriz Arcoverde da EBC é Celebrada no Prêmio Mulheres Raras 2026

EBC e Radioagência Nacional brilham no Prêmio Mulheres Raras 2026, com vitória e indicações que reforçam a importância do jornalismo inclusivo e da representatividade. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e seu compromisso com a inclusão e a representatividade foram protagonistas na noite do Prêmio Mulheres Raras 2026. A cerimônia, realizada pelo Instituto Vidas Raras, homenageou a editora Beatriz Arcoverde, da Radioagência Nacional, na categoria Aliada dos Raros, e destacou outras duas profissionais da casa entre as melhores jornalistas do evento. O reconhecimento consolida a Radioagência Nacional como um polo de referência na cobertura de doenças raras no Brasil. A premiação celebra o trabalho dedicado a dar visibilidade às dificuldades e aos direitos de pessoas com deficiência (PcDs) e com doenças raras, mostrando a força dessas narrativas. Conforme informação divulgada pelo Instituto Vidas Raras, Beatriz Arcoverde foi a grande vencedora na categoria Aliada dos Raros. Esta premiação é destinada a indivíduos que, mesmo sem possuir uma doença rara, dedicam suas vidas a apoiar e dar visibilidade à causa. Beatriz Arcoverde: Uma Voz para os Raros Beatriz Arcoverde, editora do podcast Videbula, foi reconhecida por seu trabalho em dar visibilidade às dificuldades e aos direitos das pessoas com deficiência (PcDs) e doenças raras. Ela ressalta a importância de mostrar a humanidade por trás dos diagnósticos. “O Prêmio Mulheres Raras é o reconhecimento de um trabalho que a gente vem desenvolvendo com o podcast Videbula, que vem mostrando as dificuldades, os direitos das pessoas com doenças raras ou PCDs”, afirmou Arcoverde. Ela enfatiza que essas pessoas são muito mais do que suas condições: “Essas pessoas não são a doença. Elas são muito mais: são pessoas que desenvolvem um trabalho, que têm a sua vida e também convivem com a doença rara.” A editora acredita que a conscientização é fundamental para a sociedade. “Isso é importante e todos na nossa sociedade devem saber disso, se conscientizar e contribuir com essa luta que é tão importante e, às vezes, muito solitária”, completou. Radioagência Nacional: Reconhecimento Duplo Além da vitória de Beatriz Arcoverde, a Radioagência Nacional teve outras duas profissionais entre as três melhores jornalistas da premiação. Patrícia Serrão e Raíssa Saraiva, apresentadoras e produtoras do Podcast Videbula, foram finalistas na categoria Jornalistas Raras. Esta categoria celebra profissionais que vivem os desafios do diagnóstico, tratamento e da luta diária por inclusão, transformando suas próprias experiências em ferramentas de jornalismo e mobilização social. O trabalho delas é um exemplo de como o jornalismo pode ser um agente de transformação. O Impacto do Prêmio Mulheres Raras Roseli Cizotti, representante do Instituto Vidas Raras, explicou a relevância da premiação para a comunidade. “A importância do prêmio vai muito além de uma homenagem, porque fortalece a representatividade das doenças raras”, disse. Ela destacou que o prêmio mostra histórias reais de superação e combate à invisibilidade e ao preconceito. “Essas mulheres não tinham como e nem para onde ir. Então elas criaram as próprias estradas, fizeram os próprios sapatos e construíram lugares pelo caminho para que, quando viessem pessoas atrás

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Profissionais de Saúde Superam Barreiras Imensas para Levar Vacinação Essencial a Aldeias Indígenas Isoladas no Brasil

Vacinação em Terras Indígenas: A Jornada Heroica do ‘Zé Gotinha’ em Áreas de Difícil Acesso No coração da Amazônia, equipes de saúde enfrentam desafios monumentais para garantir que a vacinação chegue a todos, especialmente às comunidades indígenas. A logística complexa, as vastas distâncias e as particularidades culturais tornam essa missão uma verdadeira odisseia. Apesar dos obstáculos, o compromisso com a saúde pública prevalece. Profissionais dedicados desbravam rios, florestas e terrenos acidentados, muitas vezes passando semanas longe de casa, para administrar vacinas vitais. Esta é a história de como a perseverança e o conhecimento local se unem para proteger populações vulneráveis, demonstrando a força do Sistema Único de Saúde (SUS) em sua forma mais desafiadora. As informações são do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus. A Realidade do DSEI Alto Rio Purus: Um Mosaico de Culturas e Desafios Geográficos A área atendida pelo DSEI Alto Rio Purus abriga aproximadamente 11 mil pessoas de nove etnias distintas, espalhadas por 155 aldeias nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A comunicação se dá por meio de diferentes idiomas indígenas e o português, e o acesso às comunidades varia drasticamente dependendo do clima e da localização. Para chegar a algumas aldeias, é possível usar caminhonetes ou barcos em condições favoráveis. Contudo, em períodos de chuva intensa ou em locais mais remotos, o transporte se restringe a quadriciclos, botes ou até helicópteros, evidenciando a complexidade logística. Respeito Cultural e Estratégias Adaptadas para a Imunização Efetiva O coordenador do DSEI, Evangelista Apurinã, destaca a importância de respeitar as peculiaridades culturais de cada etnia. Ele explica que impor um ritmo de atendimento não funciona, sendo essencial negociar e adaptar as estratégias. A duração da permanência em uma aldeia, por exemplo, precisa ser considerada, pois os povos Madijá e Kulina não se mantêm em um local por longos períodos. A estrutura política das comunidades também exige atenção. No caso dos Jamamadi, que se organizam em torno de 11 clãs, é fundamental acertar os acordos com o cacique do clã principal. Ignorar essa hierarquia pode invalidar todo o planejamento, como alerta Apurinã: “Se a gente não souber desses detalhes, e de fato entender como é a estrutura de cada povo, a gente vai estar colocando a carroça na frente dos bois”. Logística Refrigerada e Planejamento Minucioso para Manter a Cadeia de Frio Manter a eficácia das vacinas é um desafio constante. Como é inviável ter postos de saúde em todas as aldeias, os profissionais atuam de forma itinerante, partindo de polos base e permanecendo até 40 dias em campo. Para garantir a refrigeração das vacinas, entre 2º e 8º Celsius, são utilizados freezers em barcos, caixas térmicas e bobinas de gelo. O planejamento das atividades, liderado pela enfermeira Kislane de Araújo Dias, responsável técnica pela área de Imunizações do DSEI, baseia-se em um censo vacinal detalhado. Essa planilha com dados de todas as famílias permite monitorar quem precisa de qual vacina e calcular as doses exatas para cada incursão. As equipes chegam a ir de casa em

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Alerta Ebola: São Paulo Intensifica Vigilância e Prepara Rede de Saúde Diante de Casos na África

Secretaria da Saúde de SP reforça vigilância sobre ebola no estado diante de surtos na África A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (21) o reforço das orientações para toda a rede estadual de saúde. O objetivo é aprimorar os fluxos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de possíveis casos suspeitos de ebola dentro do território paulista. A medida preventiva surge em resposta aos recentes surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda, na África. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já foram contabilizados quase 600 casos suspeitos e 139 mortes que também são consideradas suspeitas em decorrência da doença. Apesar da preocupação global, a secretaria paulista enfatiza que o risco de a doença chegar ao Brasil é considerado baixo. Fatores como a ausência de transmissão local do vírus na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre as áreas afetadas na África e a América do Sul, e a forma de contágio, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas doentes, contribuem para essa avaliação. Mesmo assim, a atenção aos viajantes é fundamental. Atenção redobrada a viajantes com sintomas Apesar do baixo risco, a Secretaria da Saúde de SP orientou os serviços de saúde a manterem uma atenção especial a pessoas que apresentem febre e tenham histórico de viagem recente, nos últimos 21 dias, para áreas onde o vírus do ebola está circulando. Esta vigilância é crucial para uma resposta rápida. Regiane de Paula, coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, destacou a proatividade do estado: “São Paulo atua de forma preventiva e mantém sua rede preparada para uma resposta rápida e segura. Por concentrar importante fluxo internacional de viajantes, o estado conta com protocolos definidos, vigilância ativa, equipes capacitadas e unidades de referência para identificação, notificação e atendimento oportuno de casos suspeitos”. Entendendo a doença ebola O ebola é uma doença grave que pode se manifestar de forma súbita. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação, que é o tempo entre a contaminação e o surgimento dos sintomas, varia entre dois e 21 dias. A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas doentes que apresentam sintomas. Protocolos de notificação e atendimento em SP No estado de São Paulo, qualquer caso suspeito de ebola deve ser imediatamente notificado à Vigilância Epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica estadual. A remoção de pacientes, caso necessária, será realizada pelo Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU), garantindo segurança no transporte. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, localizado na capital paulista, foi designado como a unidade de referência estadual para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados de ebola. A escolha visa centralizar o cuidado e garantir o melhor manejo clínico possível. Vacinas e terapias: o

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Imposto de Renda: O Que Pode e o Que Não Pode Ser Deduzido Como Despesa Médica em 2024?

Despesas Médicas no IR: O Guia Completo para Não Cair na Malha Fina da Receita Federal A declaração do Imposto de Renda se aproxima, e com ela surge a dúvida sobre quais gastos com saúde podem ser abatidos do tributo. A Receita Federal permite deduções médicas sem limite de valor, mas a lista do que é aceito é mais restrita do que muitos imaginam. Especialistas apontam uma legislação defasada como principal motivo para essa limitação. Para te ajudar a organizar suas contas e evitar problemas com o fisco, reunimos as principais informações sobre o que pode e o que não pode ser deduzido. É fundamental estar atento às regras para garantir que sua declaração esteja em conformidade. As despesas médicas dedutíveis são um direito de todos os contribuintes, independentemente de terem deficiência ou doenças graves. No entanto, a interpretação do que se qualifica como essencial para a saúde e mobilidade é crucial. Conforme informações divulgadas pela Radioagência Nacional, a legislação tributária brasileira sobre o tema necessita de atualizações para abranger os avanços na área da saúde e as novas necessidades da sociedade. O Que Pode Ser Deduzido Como Despesa Médica De modo geral, consultas, exames e terapias realizadas por profissionais de saúde legalmente habilitados são dedutíveis. O auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fernandes da Fonseca, explica que o critério para equipamentos de acessibilidade é a **essencialidade**. Por exemplo, cadeiras de rodas e próteses são consideradas dedutíveis, pois são indispensáveis para a locomoção e qualidade de vida. A Instrução Normativa da Receita Federal menciona especificamente braços e pernas mecânicos, cadeiras de rodas, andadores ortopédicos, palmilhas e calçados ortopédicos, e outros aparelhos ortopédicos para correção de desvios de coluna ou problemas em membros e articulações. Para garantir a dedução desses itens, a documentação deve ser completa. O advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, Thiago Helton, reforça que **aparelhos ortopédicos, próteses ortopédicas ou dentárias** precisam ser comprovados com receituário médico ou odontológico e nota fiscal em nome do beneficiário. O Que Fica de Fora da Dedução no Imposto de Renda A lógica da Receita Federal é que, se o item se fixa permanentemente ao corpo e é essencial, ele pode ser deduzido. Itens que podem ser retirados ou não são fundamentalmente necessários para a mobilidade, como muletas e bengalas, podem não se enquadrar. Da mesma forma, aparelhos de surdez e CPAP, usados para tratar a apneia do sono, são frequentemente excluídos, apesar de serem discutíveis em alguns casos. Medicamentos comprados em farmácias e vacinas particulares **não são dedutíveis**, a menos que façam parte de uma conta hospitalar. Fátima Macedo, vice-presidente financeira da Aescon-SP, lamenta que, apesar dos altos gastos com remédios, eles são dedutíveis apenas quando incluídos na conta de internação. A Lei 9.250/95, que rege as deduções de saúde, também exclui diversos profissionais que se tornaram essenciais em tratamentos modernos, como nutricionistas e quiropratas. A legislação atual não permite a dedução desses serviços, mesmo que sejam cruciais para o bem-estar de muitos contribuintes. Cuidador de Idoso e Home Care:

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Luta Antimanicomial: UFJF e UFMG Pedem Desculpas por Uso de Cadáveres de Ex-Pacientes em Aulas de Anatomia

UFJF e UFMG pedem desculpas por uso de cadáveres de pacientes psiquiátricos em aulas, em um marco para a luta antimanicomial. Duas importantes universidades públicas brasileiras, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), emitiram notas oficiais pedindo desculpas por terem, no passado, utilizado cadáveres de pessoas internadas em hospitais psiquiátricos para aulas de anatomia. As retratações ocorrem em um momento crucial para a discussão sobre os direitos humanos e a história da saúde mental no Brasil, especialmente no contexto da luta antimanicomial. Essas instituições reconhecem a gravidade de terem, por meio de suas práticas acadêmicas, contribuído para a desumanização e o estigma de indivíduos que já sofriam com a segregação social e a violência em instituições de tratamento psiquiátrico. As notas buscam, assim, um ato de reparação simbólica e um compromisso com a construção de uma memória mais justa e respeitosa. O ato de pedir desculpas por parte da UFJF e UFMG não se limita a um simples reconhecimento do erro, mas se estende a um compromisso com iniciativas que visam educar, conscientizar e promover a dignidade humana. A informação sobre essas retratações foi amplamente divulgada, marcando um passo importante na evolução da sociedade e das instituições acadêmicas em relação ao tratamento de pessoas com transtornos mentais e à sua história no país, conforme informações divulgadas pelas próprias universidades. O Passado Sombrio do Hospital Colônia de Barbacena e o Papel das Universidades A UFJF, em sua nota de retratação, reconheceu sua conivência com um dos períodos mais sensíveis da história da saúde pública brasileira. A universidade destacou como a segregação social, justificada pela busca de uma suposta segurança coletiva, resultou em isolamento e diversas formas de violência contra indivíduos que não se encaixavam em padrões sociais estabelecidos. A chamada “loucura” era frequentemente associada à incapacidade e periculosidade, deteriorando a identidade social e consolidando estigmas e práticas discriminatórias. A instituição ressaltou que o desprezo por essas pessoas é um fato histórico incontornável no Brasil. Em especial, a UFJF mencionou o **Hospital Colônia de Barbacena**, um local que contribuiu significativamente para a marginalização e invisibilização de pacientes. Estima-se que mais de 60 mil pessoas tenham morrido no hospital ao longo do século XX, muitas delas classificadas como indigentes, como relatado no livro “Holocausto Brasileiro” da jornalista Daniela Arbex. A obra também aponta que 1.853 corpos de internos foram comercializados para instituições de ensino da área da saúde. UFJF: Reparação e Compromisso com a Memória e Direitos Humanos O Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, de acordo com os registros, recebeu 169 corpos do Hospital de Barbacena entre os anos de 1962 e 1971 para aulas de anatomia humana. Como forma de reparação simbólica, a UFJF comprometeu-se a implementar e manter **ações educativas sobre direitos humanos e saúde mental**. A universidade também buscará apoio para a criação de um memorial e planeja organizar pesquisas documentais sobre as conexões entre a instituição e o hospital. Desde 2010, o Departamento de Anatomia do ICB da

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Luta Antimanicomial: Tratamento Humanizado Ainda é Desafio no Brasil, Especialistas Alertam sobre Comunidades Terapêuticas

Tratamento Humanizado na Saúde Mental: Um Caminho com Obstáculos na Luta Antimanicomial Brasileira No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, especialistas avaliam que, apesar dos progressos no cuidado de pessoas com transtornos mentais no Brasil, a busca por tratamentos verdadeiramente humanizados ainda enfrenta desafios significativos. A Lei Antimanicomial, que completa 25 anos em abril, visa a substituição de estruturas manicomiais pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Apesar dos avanços, a falta de regulamentação para comunidades terapêuticas e a ausência de diálogo entre o governo federal e movimentos sociais são pontos de atenção. A Agência Brasil destaca que especialistas apontam para a necessidade de mais espaços de acolhimento para pacientes com quadros como ansiedade e depressão, além de uma maior interlocução entre as esferas governamentais e as organizações que atuam na causa. Essas questões foram levantadas por especialistas ouvidos pela Agência Brasil, que ressaltam a importância da continuidade da reforma psiquiátrica e do aprimoramento da Raps. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) é uma das entidades que defende a plena implementação dessas diretrizes, buscando garantir um cuidado mais digno e eficaz. A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e seus Desafios A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) é composta por Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades de Acolhimento (UAs), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e o Programa de Volta para Casa (PVC). Esses espaços oferecem acesso a medicamentos, atividades terapêuticas, artísticas e de socialização, além de suporte para pacientes que encerraram longas internações. No entanto, a eficácia da Raps é comprometida pela existência de comunidades terapêuticas que, segundo a presidenta da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Ana Paula Guljor, reproduzem práticas manicomiais. Essas instituições, voltadas para dependência química, não estão integradas ao Sistema Único de Assistência Social (Suas) nem ao Sistema Único de Saúde (SUS). Comunidades Terapêuticas: Um Ponto Crítico na Saúde Mental As comunidades terapêuticas operam em um limbo legal, sem um propósito claramente definido, e frequentemente recebem verbas públicas difíceis de rastrear. Denúncias de violação de direitos básicos dos pacientes são recorrentes, conforme apontam Ana Paula Guljor e outras autoridades da área. A RDC 29, que trata dos requisitos de segurança sanitária para essas comunidades, é considerada genérica. A Abrasme argumenta que o investimento público nessas entidades, muitas vezes de caráter filantrópico, configura uma privatização de serviços e uma distorção do marco regulatório. A associação defende ações de redução de danos e reinserção social, que não são priorizadas por essas comunidades. Recentemente, cinco conselhos nacionais e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura se posicionaram de forma semelhante. O Legado Histórico dos Manicômios e a Luta por Direitos O Brasil possui um passado sombrio marcado pelo encarceramento de pessoas com transtornos mentais em instituições como o Hospício Pedro II, no Rio de Janeiro, fundado em 1852. A medicalização e o isolamento eram as principais abordagens, refletindo uma concepção de culpa associada ao sofrimento psíquico. A história da saúde mental no país é marcada pela proliferação de hospícios, como o Hospital Provisório de Alienados em

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SESI Revoluciona Saúde do Trabalhador: Vacinação em Massa nas Indústrias Alcança Milhares em Todo o Brasil

SESI Impulsiona Saúde e Prevenção com Vacinação Direta nas Indústrias em Ação Nacional O Serviço Social da Indústria (SESI), em colaboração com o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e o Ministério da Saúde, está promovendo uma iniciativa de grande impacto: a vacinação de funcionários diretamente em seus locais de trabalho. A ação, que ocorreu nesta sexta-feira (15), integra o Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria e abrange todo o território nacional. O principal objetivo é **ampliar significativamente a cobertura vacinal** entre os profissionais da indústria, fortalecendo as medidas de prevenção de doenças nos ambientes laborais. A meta para este ano é superar a marca de 21 mil doses aplicadas, um número expressivo que demonstra o compromisso com o bem-estar dos trabalhadores. Esta mobilização é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o SESI e o Ministério da Saúde, que visa facilitar o acesso à imunização e torná-la mais prática. Conforme divulgado pelo SESI, a iniciativa aproxima o cuidado com a saúde da rotina dos trabalhadores, superando as barreiras de tempo e acesso que muitas vezes dificultam a busca por serviços de saúde. Variedade de Vacinas Disponibilizadas para Proteção Integral Durante o Dia D, diversas vacinas essenciais estão sendo ofertadas para garantir a proteção contra um leque de doenças. Entre as vacinas aplicadas estão a **influenza (gripe)**, a **difteria e tétano (dT adulto)**, a **tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)**, a **hepatite B** e a **febre amarela**. Essa diversidade de vacinas reforça o compromisso com a saúde preventiva. A aplicação das vacinas ocorre em diferentes locais, incluindo unidades industriais, unidades do próprio SESI, unidades móveis e pontos estratégicos definidos pelos Departamentos Regionais participantes da campanha. Essa capilaridade garante que o maior número possível de trabalhadores seja alcançado. Paulo Mol, diretor-superintendente do SESI, destacou a importância da ação, afirmando que “Ao levar a vacinação para o ambiente de trabalho, conseguimos tornar esse cuidado mais prático, acessível e efetivo”. Ele ressaltou que a dinâmica do dia a dia muitas vezes dificulta a busca pelos serviços de saúde, e essa iniciativa supre essa necessidade. Fortalecimento de Políticas Públicas e Prevenção Coletiva Fernanda Magano, presidenta do Conselho Nacional de Saúde, enfatizou que o Dia D de Vacinação da Indústria é um exemplo de como as políticas públicas de saúde podem ser aproximadas do cotidiano dos trabalhadores. “Quando a vacinação chega aos ambientes de trabalho, ela amplia o acesso à saúde e fortalece uma agenda de prevenção, bem-estar e qualidade de vida”, declarou. Éder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, reforçou que a vacinação continua sendo uma das **principais estratégias de proteção da saúde pública**. Ele sublinhou que as vacinas são reconhecidas mundialmente por sua eficácia na prevenção de casos graves, hospitalizações e mortes, além de contribuírem para reduzir a disseminação de agentes infecciosos. Fausto Augusto Junior, presidente do Conselho Nacional do SESI, complementou, dizendo que “a vacinação é uma das estratégias mais importantes de proteção coletiva e de promoção da saúde”. Ele concluiu

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Obesidade Supera Hipertensão e se Torna o Principal Fator de Risco à Saúde no Brasil, Alerta Estudo Global

Obesidade agora é o principal fator de risco à saúde no Brasil, superando a hipertensão. A obesidade assumiu a liderança como o principal fator de risco à saúde no Brasil, ultrapassando a hipertensão, que por décadas deteve essa posição. Essa mudança significativa no cenário da saúde brasileira é um dos destaques da análise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doenças. O estudo, que envolveu milhares de pesquisadores em mais de 200 países, revela que a pressão alta agora ocupa o segundo lugar no ranking, seguida pela glicemia elevada. O diagnóstico brasileiro foi publicado na renomada revista científica The Lancet Regional Health – Americas. Essas alterações refletem profundas transformações no estilo de vida da população nas últimas décadas, incluindo o avanço da urbanização. Conforme divulgado pela The Lancet Regional Health – Americas, esse cenário contribuiu para a diminuição dos níveis de atividade física e a adoção de dietas mais calóricas, ricas em sal e com excesso de alimentos ultraprocessados. O ‘ambiente obesogênico’ e seus riscos O endocrinologista Alexandre Hohl, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, corrobora essa visão. Ele aponta que esses comportamentos criam um “ambiente obesogênico”, tornando a obesidade um dos maiores desafios de saúde pública enfrentados pelo Brasil atualmente. Hohl enfatiza que a obesidade é mais do que apenas excesso de peso. Ele a descreve como uma **doença crônica inflamatória e metabólica**, que eleva simultaneamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão, infarto, AVC e diversos tipos de câncer. Essa complexidade exige uma abordagem multifacetada para o seu controle e tratamento. Evolução dos fatores de risco no Brasil A comparação com dados mais antigos, de 1990, evidencia a magnitude dessas mudanças. Naquele ano, os três maiores fatores de risco eram a hipertensão, seguida pelo tabagismo e a poluição por materiais particulados no ar. O Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, principal indicador da obesidade, figurava apenas em sétimo lugar, e a glicemia elevada em sexto. Em 2023, a obesidade lidera o ranking, com um crescimento constante no risco atribuído, que acumulou **15,3% desde 1990**. O estudo publicado na The Lancet Regional Health – Americas aponta que o risco atribuído ao IMC elevado cresceu significativamente, consolidando sua posição como a principal preocupação de saúde. Boas e más notícias na saúde pública A análise comparativa entre 1990 e 2023 traz um panorama misto. Por um lado, houve uma **queda expressiva de 69,5%** no risco de morte ou perda de qualidade de vida associado à poluição particulada do ar. Similarmente, o risco relacionado ao tabagismo, prematuridade, baixo peso ao nascer e colesterol LDL alto registrou uma redução de aproximadamente 60%. No entanto, nem todas as tendências são positivas. De 2021 a 2023, o risco associado ao tabagismo apresentou um leve aumento de 0,2%, revertendo anos de queda contínua. Outro dado alarmante é o aumento de quase 24% no risco atribuído à violência sexual na infância, que saltou da 25ª para a 10ª posição entre os

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Alerta de Febre Amarela em SP: Mais Duas Mortes Confirmadas, Estado Soma Nove Casos e Cinco Óbitos em 2026

Febre Amarela: Estado de São Paulo Registra Novos Óbitos e Reforça Alerta para Vacinação O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) confirmou nesta quarta-feira (14) a ocorrência de mais duas mortes decorrentes da febre amarela. Com esses novos óbitos, o estado de São Paulo totaliza, em 2026, nove casos da doença, dos quais cinco evoluíram para óbito. As vítimas mais recentes eram dois homens, de 64 e 54 anos, ambos residentes na cidade de Lagoinha, na região do Vale do Paraíba. É crucial destacar que nenhuma das pessoas que faleceram havia se vacinado contra a febre amarela, o que reforça a importância da imunização como principal medida de prevenção. Diante deste cenário preocupante, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo intensificou o alerta para a vacinação contra a doença, considerada uma das formas mais eficazes de combater sua disseminação. A vacina contra a febre amarela é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado, sendo recomendada para toda a população. Conforme informação divulgada pelo CVE-SP, a orientação é que todas as pessoas que ainda não receberam a vacina procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar sua caderneta, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões onde há circulação do vírus. Vacinação Gratuita e Essencial Contra a Febre Amarela A Secretaria de Saúde paulista enfatiza que a vacina é gratuita e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes da exposição a áreas de risco. A vacinação é um ato de proteção individual e coletiva, fundamental para conter a propagação da febre amarela. É importante verificar o esquema vacinal adequado para cada faixa etária, garantindo a proteção completa contra a doença. Quem Deve Tomar a Vacina Contra a Febre Amarela? O esquema vacinal contra a febre amarela é definido para diferentes públicos. Crianças recebem uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem tomar uma dose de reforço. Já indivíduos de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinados devem receber uma dose única. Aqueles que foram vacinados com dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais, precisam verificar a necessidade de atualização da caderneta. Entendendo a Febre Amarela e Seus Riscos A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres, que habitam áreas de mata. A transmissão não ocorre diretamente de pessoa para pessoa. Um indicador da presença do mosquito transmissor é a morte de macacos, que também são vítimas do vírus com altos índices de mortalidade. Por isso, o avistamento de macacos mortos deve ser comunicado imediatamente às equipes de saúde municipais. Sintomas e Prevenção da Doença Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A doença pode ser prevenida de forma eficaz por meio da vacina, que está disponível gratuitamente no

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