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Saúde e bem estar

Chikungunya: Ministro Eloy Terena declara situação crítica em Dourados e anuncia medidas emergenciais para conter surto

Chikungunya em Dourados: Ministro Eloy Terena classifica cenário como crítico e anuncia medidas urgentes O novo Ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, expressou profunda preocupação com a situação da chikungunya em Dourados, Mato Grosso do Sul. Durante visita ao município, que enfrenta um estado de emergência devido ao surto da doença, Terena classificou o cenário como crítico e enfatizou a necessidade de uma resposta conjunta e imediata. A declaração reforça o compromisso do governo federal em não adotar uma postura negacionista diante da crise sanitária. O ministro destacou que a responsabilidade pela saúde é global, envolvendo todos os níveis de governo e a sociedade. A visita teve como objetivo avaliar de perto a gravidade da situação e planejar ações eficazes. Conforme informações do governo de Mato Grosso do Sul, até o início de abril, o estado registrava 1.764 casos confirmados de chikungunya, com 37 gestantes entre os infectados. Outros 1.893 casos estavam em análise. Dourados se destaca com 759 casos prováveis, concentrando a maior parte das infecções. A doença tem impactado de forma desproporcional as comunidades indígenas. Dos sete óbitos registrados em todo o estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo dois bebês com menos de quatro meses. Os demais óbitos foram em Bonito e Jardim. Pacote de R$ 3,1 milhões e reforço de pessoal para combater o mosquito Em resposta à emergência, o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões para Dourados. Os recursos serão aplicados em ações de socorro, assistência humanitária, limpeza urbana, remoção de resíduos e vigilância e controle da chikungunya. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional já havia reconhecido a situação de emergência na cidade em 30 de março. Para reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, o Ministério da Saúde anunciou a contratação emergencial de 50 agentes de combate a endemias, sendo que 20 já iniciaram os trabalhos. Eles se somarão a 40 militares do Ministério da Defesa, formando uma força-tarefa para atender a população e eliminar focos do mosquito. O Ministro Eloy Terena ressaltou que os recursos já estão disponíveis para os governos estaduais e municipais, que são responsáveis pela sua aplicação. A prioridade é contratar bens e serviços necessários para a contenção do surto e o aperfeiçoamento do atendimento aos pacientes. Desafios na Reserva Indígena e cobrança por coleta de lixo O Ministro Eloy Terena destacou a situação “sui generis” da Reserva Indígena de Dourados, que está cercada pela expansão urbana. Ele cobrou da prefeitura uma atenção especial à coleta de lixo nas aldeias, como medida fundamental para eliminar criadouros do mosquito transmissor da chikungunya. “É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, afirmou Terena, que pretende articular reuniões com representantes dos governos municipal e estadual para discutir projetos estruturais de melhoria na coleta de lixo nas áreas indígenas. Monitoramento contínuo e cenário dinâmico da doença Representantes da Força Nacional do SUS relataram que o cenário da chikungunya nas aldeias Bororó e Jaguapiru é muito dinâmico. Apesar das equipes de saúde

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Alerta Fiocruz: Casos de Influenza A Disparam no Brasil, Risco de SRAG Cresce em 27,4% dos Casos Respiratórios

Fiocruz emite alerta sobre crescimento da Influenza A e outras doenças respiratórias no Brasil O Brasil enfrenta um cenário de preocupação crescente com a disseminação da Influenza A. Dados recentes divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Boletim InfoGripe, indicam que o número de casos continua em ascensão em diversas regiões do país. A situação é especialmente alarmante nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, onde a maioria dos estados está sob alerta devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Este quadro representa um risco ou alto risco com sinal de crescimento, exigindo atenção redobrada das autoridades de saúde e da população. O Boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (1º), detalha que a Influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus são os principais responsáveis pelas ocorrências de SRAG. Esses vírus, em casos mais graves, podem levar ao óbito, reforçando a importância de medidas preventivas e de diagnóstico rápido. Influenza A lidera casos positivos de SRAG nas últimas semanas Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a Influenza A se destacou como o agente etiológico mais frequente entre os casos positivos de SRAG, representando 27,4% do total. Outros vírus também contribuíram para o aumento das infecções respiratórias graves. O levantamento da Fiocruz aponta que o vírus sincicial respiratório foi responsável por 17,7% dos casos, seguido pelo rinovírus com 45,3% e o Sars-CoV-2 (covid-19) com 7,3%. A Influenza B, embora menos prevalente, ainda foi detectada em 1,5% das ocorrências. Padrão semelhante é observado nos registros de óbitos A análise dos óbitos registrados no mesmo período epidemiológico, que abrange de 22 a 28 de março (Semana Epidemiológica 12), revela um padrão similar de circulação viral. A Influenza A foi identificada em 36,9% dos óbitos positivos, seguida pelo Sars-CoV-2 (25,6%) e pelo rinovírus (30%). O vírus sincicial respiratório esteve presente em 5,9% dos óbitos, e a Influenza B em 2,5%. Esses dados sublinham a gravidade da atual temporada de doenças respiratórias e a necessidade de reforçar as estratégias de controle e prevenção. Campanha de Vacinação é essencial para conter o avanço da Influenza A Diante do cenário epidemiológico, os pesquisadores da Fiocruz enfatizam a urgência da vacinação contra a influenza. A Campanha Nacional de Vacinação, iniciada no último sábado (28), em regiões com alta incidência de casos, é vista como uma ferramenta fundamental para frear o avanço da Influenza A. A campanha, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, segue até 30 de maio. A população pode buscar a imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. É crucial que os grupos prioritários, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e educação, mantenham o esquema vacinal em dia. Medidas adicionais de proteção recomendadas pela Fiocruz Além da vacinação, a pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, ressalta a importância de outras medidas preventivas. Para gestantes, a vacinação contra o VSR a partir da 28ª semana de gestação é recomendada para proteger os bebês desde o nascimento. Portella também aconselha o uso de máscaras

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Alerta de Saúde: Ministério da Saúde confirma caso de sarampo no Rio de Janeiro, segundo no Brasil em 2026

Ministério da Saúde confirma novo caso de sarampo no Rio de Janeiro Um novo caso de sarampo foi confirmado pelo Ministério da Saúde na cidade do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (1º). A paciente é uma mulher de 22 anos que trabalha em um hotel e não possui registro de vacinação contra a doença. A confirmação eleva para dois o número de casos de sarampo registrados no Brasil em 2026. A pasta informou que, após a notificação, foram imediatamente adotadas medidas de investigação e contenção. Isso inclui a vacinação de bloqueio na residência da paciente, em seu local de trabalho e no serviço de saúde onde foi atendida. Uma varredura na região também está em andamento para identificar possíveis outros casos. O Ministério da Saúde reafirmou que o país mantém seu status de livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo com esses registros. A nota oficial destaca que o Brasil tem histórico de resposta rápida a casos importados, uma estratégia reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Primeiro caso do ano e medidas de contenção O primeiro caso de sarampo em 2026 foi identificado no início de março em São Paulo. Tratou-se de uma criança de 6 meses, que havia viajado recentemente para La Paz, na Bolívia, país que enfrenta um surto ativo da doença. Na ocasião, foi realizado um bloqueio vacinal na região onde a criança reside, com mais de 600 doses aplicadas em janeiro e fevereiro. O que é o sarampo e como se prevenir O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente. Apesar dos avanços com a vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em áreas com baixas taxas de imunização. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é a forma mais eficaz de prevenção. Os sintomas do sarampo podem ser confundidos com outras doenças virais, exigindo atenção para diagnóstico e tratamento adequados. O paciente infectado pode apresentar erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por via aérea, através de tosse, espirro, fala ou respiração. Alta contagiosidade do vírus O vírus do sarampo é extremamente contagioso. Segundo o Ministério da Saúde, uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. A transmissão pode ocorrer desde seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas características da doença pelo corpo. A pasta reforça que o país mantém o status de livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo após ter perdido a certificação regional das Américas devido a surtos em países como Estados Unidos, Canadá e México. Em 2025, o Ministério da Saúde interrompeu a transmissão de 38 casos importados com uma resposta rápida e eficaz.

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Tratamento para Obesidade: Nova Diretriz da Abeso Desaconselha Remédios Isolados e Foca em Estilo de Vida

Nova diretriz da Abeso revoluciona o tratamento da obesidade, priorizando mudanças de estilo de vida sobre o uso isolado de medicamentos. A obesidade é uma doença complexa que exige uma abordagem multifacetada para seu tratamento. Pensando nisso, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) divulgou uma nova diretriz com 32 recomendações que visam guiar médicos e pacientes em um cuidado mais seguro e eficaz. Uma das principais mudanças é o **alerta contra o uso de medicamentos para obesidade sem o acompanhamento de outras medidas**. A diretriz reforça que a farmacoterapia deve ser sempre combinada com alterações significativas no estilo de vida, como acompanhamento nutricional e incentivo à prática regular de atividades físicas. Essas orientações, elaboradas por um grupo multidisciplinar de especialistas, buscam oferecer um subsídio prático para a conduta clínica, levando em conta o avanço científico e a necessidade de uma avaliação cada vez mais individualizada para cada paciente. A íntegra das novas diretrizes está disponível para consulta. Critérios para Indicação de Medicamentos na Obesidade A nova diretriz estabelece critérios claros para a indicação de tratamentos farmacológicos. De acordo com o documento, o uso de medicamentos é recomendado principalmente para indivíduos com **Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m²**. Outro critério importante é para pessoas com IMC acima de 27 kg/m², desde que apresentem **complicações relacionadas à adiposidade**, como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono. É importante ressaltar que o IMC é apenas um dos indicadores. Em situações específicas, a diretriz admite considerar o tratamento farmacológico mesmo com IMC abaixo desses valores, caso haja **aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura**, associado a outras complicações de saúde. O cálculo do IMC pode ser feito no site da própria Abeso. Abordagens Ampliadas e Alertas Importantes O presidente da Abeso, Fá bio Trujilho, destacou que a nova diretriz reflete um cenário terapêutico mais amplo e uma **decisão clínica cada vez mais individualizada**. A orientação abrange diversos cenários, como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite, câncer, deficiência de testosterona masculina, apneia do sono, perda de massa magra e muscular, conectando a ciência às necessidades reais dos pacientes no consultório. A diretriz também dedica atenção especial aos **alertas sobre o uso de substâncias sem comprovação científica**. São desaconselhados medicamentos sem evidências robustas de eficácia e segurança, assim como fórmulas magistrais e produtos manipulados que prometem emagrecimento rápido. A Abeso chama a atenção para o uso de diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes, implantes hormonais ou gonadotrofina coriônica humana (hCG) no tratamento da obesidade, pois podem trazer riscos à saúde. A Importância da Multidisciplinaridade no Combate à Obesidade A elaboração da nova diretriz pela Abeso contou com a participação de um **grupo multidisciplinar**, incluindo endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas. Essa colaboração garante que as recomendações sejam abrangentes e considerem diferentes aspectos da saúde e do bem-estar do paciente. A abordagem combinada, que une **medicamentos, nutrição e atividade física**, é vista como a chave para um tratamento mais eficaz e sustentável da obesidade.

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INSS Acelera Benefícios: Mutirão Antecipa Quase 30 Mil Perícias Médicas e Avaliações Essenciais para BPC e Auxílio por Incapacidade

INSS realiza mutirão e antecipa quase 30 mil agendamentos de perícias médicas e avaliações O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promoveu um mutirão no último fim de semana, dias 28 e 29 de março, com o objetivo de acelerar o atendimento aos segurados. A iniciativa resultou na antecipação de **quase 30 mil agendamentos**, um esforço concentrado para diminuir o tempo de espera. A ação abrangeu todas as regiões do Brasil, demonstrando um compromisso nacional em agilizar a liberação de benefícios. O foco principal foi reduzir a **fila de espera por perícias médicas e avaliações**, etapas fundamentais para a concessão de auxílios essenciais. Entre os benefícios que dependem desses procedimentos estão o Auxílio por Incapacidade Temporária, anteriormente conhecido como auxílio-doença, e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS). Conforme informado pelo INSS, o mutirão buscou dar celeridade a estes processos cruciais. Perícias por Teleatendimento: Uma Solução para Áreas com Poucos Peritos Em locais onde há escassez de peritos médicos, o INSS implementou o atendimento por teleatendimento. Nesse modelo, o segurado se dirige a uma agência do INSS e realiza a **perícia médica por videoconferência**, conectando-se a um profissional de outra localidade. Essa modalidade tem se mostrado eficaz para garantir o acesso ao serviço, mesmo em regiões com menor disponibilidade de especialistas. O objetivo é assegurar que todos os segurados tenham suas necessidades avaliadas sem demora excessiva. Região Nordeste Lidera Atendimentos no Mutirão do INSS Durante o mutirão realizado nos dias 28 e 29 de março, a **Região Nordeste se destacou com o maior volume de atendimentos**, totalizando 13.652 procedimentos. Em seguida, a Região Sudeste registrou 7.687 atendimentos, seguida pela Região Norte com 3.928. As regiões Centro-Oeste e Sul também participaram ativamente, com 2.649 e 1.076 atendimentos, respectivamente. Esses dados evidenciam a ampla cobertura da ação do INSS. Impacto na Redução das Filas de Benefícios Previdenciários e Assistenciais A antecipação de quase 30 mil agendamentos representa um avanço significativo na **redução das filas de espera** por perícias e avaliações. Isso impacta diretamente a vida de milhares de brasileiros que aguardam a liberação de benefícios cruciais. O INSS reafirma seu compromisso em aprimorar os serviços e garantir que o acesso aos direitos previdenciários e assistenciais seja o mais ágil possível, especialmente em casos de necessidade de auxílio por incapacidade ou para grupos vulneráveis com o BPC/LOAS.

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Chikungunya Atinge Dourados: União Declara Emergência em Saúde Pública para Combate Intensificado à Doença Viral

Chikungunya em Dourados: Emergência em Saúde Pública Reconhecida pela União para Intensificar Combate A União reconheceu oficialmente a situação de emergência em saúde pública no município de Dourados, Mato Grosso do Sul, devido ao surto de doenças infecciosas virais, com destaque para os numerosos casos de chikungunya. A portaria publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (30) visa fortalecer as estratégias de combate à doença. Com esse reconhecimento, a prefeitura de Dourados ganha maior autonomia e recursos para expandir as ações de controle da chikungunya. As medidas emergenciais permitirão um enfrentamento mais contundente do avanço da doença, tanto na área urbana quanto na reserva indígena, em colaboração com os governos federal e estadual. O decreto municipal, publicado na última sexta-feira (27), visa dar mais agilidade à Defesa Civil local. A medida autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais e a convocação de voluntários, além de campanhas de arrecadação de recursos. Conforme informações da prefeitura, o objetivo é dar suporte às ações de resposta e reconstrução das áreas afetadas, assegurando que a chikungunya seja combatida com a máxima urgência. Dados Alarmantes da Chikungunya em Dourados Os números divulgados pelo boletim epidemiológico no dia 26 de outubro revelam a gravidade da situação. Na área urbana de Dourados, foram registrados 1.455 casos prováveis, 785 casos confirmados e 900 casos ainda em investigação. Além disso, houve 39 internações devido à doença. Esses dados evidenciam a rápida disseminação da chikungunya na população urbana. A situação na Reserva Indígena de Dourados também é preocupante, com 1.168 casos prováveis e 629 casos confirmados de chikungunya. O boletim aponta ainda 539 investigações em andamento, 7 internações e um número significativo de 428 atendimentos hospitalares. Tragicamente, a reserva registrou 5 óbitos causados pela chikungunya, sublinhando a necessidade urgente de intervenções eficazes. Chikungunya: Uma Doença Viral Transmitida pelo Aedes A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada de mosquitos fêmeas infectadas do gênero Aedes. No Brasil, o principal vetor é o Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue. A doença se manifesta clinicamente por meio de dor e edema articular incapacitante, podendo apresentar também outras manifestações extraarticulares. Em casos graves, a chikungunya pode evoluir para quadros que demandam internação hospitalar e, infelizmente, levar ao óbito. Medidas de Emergência para Combater a Doença O decreto de emergência em Dourados autoriza medidas excepcionais para o enfrentamento da chikungunya. As autoridades administrativas e agentes da Defesa Civil têm permissão para adentrar residências em caso de risco iminente, a fim de prestar socorro ou determinar a evacuação imediata. Em situações de perigo público iminente, também é possível utilizar propriedades particulares, mediante indenização posterior, caso haja dano. Essas ações emergenciais buscam garantir uma resposta rápida e eficaz no controle da chikungunya, protegendo a população e minimizando os impactos da epidemia. A colaboração entre os diferentes níveis de governo e a participação da comunidade são essenciais para superar este desafio de saúde pública.

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Chikungunya em MS: Dourados em Emergência de Saúde Pública com Surto da Doença Viral

Chikungunya assusta Mato Grosso do Sul: Dourados decreta emergência de saúde pública com alta de casos e óbitos confirmados O cenário epidemiológico de Mato Grosso do Sul acendeu um alerta máximo com a declaração de situação de emergência em saúde pública no município de Dourados. A medida, oficializada pelo governo federal, visa combater o surto de doenças infecciosas virais, com destaque para a **chikungunya**, que tem apresentado um número preocupante de casos. A prefeitura de Dourados já havia antecipado a necessidade de medidas urgentes, editando um decreto de emergência em áreas específicas do município mais afetadas. A rápida disseminação do vírus exigiu ações conjuntas para conter a proliferação da doença e garantir o atendimento à população. Os dados epidemiológicos divulgados revelam a gravidade da situação, com milhares de casos prováveis, confirmados e em investigação, além de um número significativo de internações e óbitos. A Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul anunciou que o estado receberá doses da vacina contra a chikungunya em uma estratégia piloto do Ministério da Saúde, visando fortalecer o combate à doença, especialmente em territórios indígenas, que têm sido duramente atingidos. O que é a Chikungunya e como é transmitida? A **chikungunya** é uma arbovirose, uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos fêmeas infectadas, principalmente do gênero Aedes. No Brasil, o vetor predominante tem sido o Aedes aegypti. A doença chegou ao continente americano em 2013 e rapidamente se espalhou, causando epidemias em diversos países da América Central e Caribe. No Brasil, a confirmação dos primeiros casos ocorreu em 2014, e desde então, todos os estados registram a transmissão do vírus. O Ministério da Saúde aponta para uma **importante dispersão territorial da chikungunya** em 2023, afetando regiões que anteriormente não eram as mais atingidas, como a Região Sudeste, que se somam às já tradicionais incidências no Nordeste. Sintomas da Chikungunya: Fique atento aos sinais As principais características clínicas da infecção por **chikungunya** incluem **dor e edema articular incapacitante**, que podem se tornar crônicos. No entanto, outras manifestações extra-articulares também podem surgir, e em casos graves, a doença pode evoluir para internação hospitalar e até óbito. O vírus também pode afetar o sistema nervoso, causando quadros como encefalite e paralisias. De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas mais comuns da **chikungunya** são: **febre alta de início súbito**, **dores musculares**, **dor de cabeça intensa**, **dores fortes nas articulações**, **manchas vermelhas pelo corpo**, **dor atrás dos olhos**, **dor nas costas**, **conjuntivite não purulenta**, **náuseas e vômitos**, **edema nas articulações**, **coceira na pele**, **diarreia e/ou dor abdominal** (mais comum em crianças), **dor de garganta** e **calafrios**. As três fases da Chikungunya e o diagnóstico A doença da **chikungunya** evolui em três fases distintas. A **fase aguda ou febril** dura de cinco a 14 dias. Em seguida, vem a **fase pós-aguda**, que se estende por 15 a 90 dias. Caso os sintomas persistam por mais de 90 dias, a doença entra na **fase crônica**, onde a dor articular pode se tornar persistente por anos. O diagnóstico da

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Fatores Sociais Secretos: Por Que Famílias Brasileiras Trocam Comida Saudável por Ultraprocessados?

Fatores Sociais Empurram Famílias para Ultraprocessados, Revela Pesquisa do Unicef A busca por uma alimentação saudável para as crianças muitas vezes esbarra em barreiras sociais e econômicas. Uma pesquisa recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que a sobrecarga materna, o preço atrativo e até mesmo componentes afetivos estão impulsionando o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas brasileiras. Apesar de a maioria dos pais se preocupar com a saúde alimentar, metade dos lares pesquisados incluiu ultraprocessados no lanche infantil, e um a cada quatro lares os ofereceu no café da manhã. O estudo, que entrevistou cerca de 600 famílias em Belém, Recife e Rio de Janeiro, detalha os desafios enfrentados pelas famílias. Esses alimentos, caracterizados pela adição de corantes, aromatizantes e emulsificantes, oferecem baixo custo e sabor intenso, mas trazem riscos à saúde. Conforme informação divulgada pelo Unicef, o consumo está associado a doenças como obesidade, diabetes e depressão. A Pesada Carga da Sobrecarga Materna A pesquisa do Unicef destacou que a responsabilidade pela alimentação infantil recai predominantemente sobre as mulheres. Cerca de 87% das mães foram as responsáveis por comprar e servir os alimentos às crianças, e 82% delas também cuidaram da preparação. Em contraste, apenas 40% dos pais compraram alimentos, 27% cozinharam e 31% ofereceram a comida. Stephanie Amaral, oficial de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, ressalta a exaustão que essa divisão desigual gera. “Muitas mães fazem isso sozinhas, além de trabalhar fora. É uma sobrecarga que acaba fazendo com que a praticidade dos alimentos ultraprocessados pese muito mais”, explica. Desconhecimento e Confiança na Rotulagem Insuficiente Um ponto crucial revelado pelo estudo é o desconhecimento sobre o que realmente são os alimentos ultraprocessados. Muitos itens, como iogurtes com sabor e nuggets de frango fritos na airfryer, foram erroneamente considerados saudáveis por grande parte dos entrevistados. A nova rotulagem frontal, com avisos sobre alto teor de sódio, açúcar e gorduras saturadas, ainda não cumpre seu papel integral. Um quarto dos entrevistados (26%) não sabia o significado desses avisos. Além disso, a maioria (55%) não observa os alertas nutricionais e 62% admitem que isso não os impede de comprar o produto. O Preço Que Seduz e o Afeto Que Vicia O preço baixo dos alimentos ultraprocessados é um fator decisivo para muitas famílias. A maioria (67%) considera sucos de caixinha, salgadinhos e refrigerantes acessíveis, enquanto legumes, verduras e frutas são percebidos como caros, assim como as carnes. Entrevistas aprofundadas revelaram ainda um componente afetivo. “Essas pessoas não tinham dinheiro para comprar os alimentos que elas queriam quando eram crianças, então agora elas se sentem felizes por poder comprar o que a criança quer comer. E aí esses alimentos ultraprocessados, ainda mais aqueles com desenhos e personagens, são associados a uma infância feliz”, detalha Stephanie Amaral. Escolas Como Aliadas na Luta Contra Ultraprocessados Apesar dos desafios, o Unicef aponta caminhos para reverter esse quadro. O fortalecimento da regulação de publicidade infantil e a tributação de ultraprocessados são medidas importantes. A expansão de

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Bahia Recebe Mega Investimento em Saúde: Ambulâncias, Unidades Móveis e Obras para Milhões de Baianos

Saúde da Bahia é impulsionada com R$ 146,8 milhões em novos equipamentos e obras Municípios baianos foram contemplados nesta segunda-feira (30) com um pacote robusto de investimentos em saúde. Foram entregues 70 novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e 26 unidades odontológicas móveis. A iniciativa fortalece o atendimento de urgência e a saúde bucal em diversas regiões do estado. Além disso, foram distribuídos 36 combos de equipamentos para unidades básicas de saúde (UBS) e outros 111 para saúde bucal. O Ministério da Saúde anunciou também ordens de serviço para o início das obras de 55 novas UBSs e de centros de atenção psicossocial (Caps). No total, o investimento chega a R$ 146,8 milhões direcionados ao Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia. Conforme comunicado oficial, essas ações têm como objetivo reforçar a capacidade de atendimento em mais de 70 municípios, com expectativa de beneficiar cerca de 11 milhões de pessoas. Ampliação do Acesso e Qualidade no Atendimento A proposta central dessas entregas e obras é ampliar a capacidade de atendimento do SUS na Bahia. Busca-se também a redução de filas de espera e a expansão do acesso a consultas, exames e procedimentos cirúrgicos, garantindo um serviço mais eficiente e humanizado para a população. Foco em Saúde da Mulher em Salvador Na capital, Salvador, houve a inauguração da primeira etapa do ambulatório do Hospital da Mulher Maria Luzia Costa dos Santos. A cerimônia contou com a presença dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Casa Civil, Rui Costa. A unidade recebeu obras, equipamentos e mobiliários novos. Esta nova instalação promete expandir a oferta de especialidades essenciais para a saúde feminina, como ginecologia, cirurgia oncológica e mastologia. Serão disponibilizados 35 novos consultórios, com 12 já em funcionamento nesta fase inicial. Estrutura Completa para o Hospital da Mulher O Hospital da Mulher foi equipado com uma estrutura completa para oferecer um atendimento integral. A unidade conta agora com brinquedoteca, serviço social, espaço para acolhimento familiar, além de salas dedicadas à triagem, recepção e espera, visando o conforto e bem-estar das pacientes. Impacto nas Unidades Básicas e Saúde Bucal As unidades odontológicas móveis e os combos de equipamentos para UBSs e saúde bucal representam um avanço significativo para a atenção primária. A distribuição estratégica desses recursos visa aproximar os serviços de saúde da população, especialmente em áreas com maior carência de infraestrutura e profissionais. O fortalecimento das unidades básicas é fundamental para a prevenção de doenças e o acompanhamento contínuo dos pacientes. A saúde bucal, muitas vezes negligenciada, ganha um reforço importante com as unidades móveis, permitindo mais acesso a tratamentos preventivos e curativos.

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Você vive cansado? Especialistas revelam 7 razões comuns para a exaustão persistente

Se você acorda cansado, sente sono durante o dia e vive em estado de fadiga, saiba que não está sozinho. A exaustão crônica é uma queixa frequente e pode ter causas variadas — muitas vezes negligenciadas no dia a dia. Médicos e especialistas em saúde apontam sete fatores recorrentes que podem estar por trás da sua falta de energia. 1. Sono de má qualidadeDormir não é o mesmo que descansar. Apneia do sono, insônia e interrupções frequentes durante a noite afetam diretamente a qualidade do repouso. O resultado é um corpo que não se recupera adequadamente. 2. Estresse constanteA tensão prolongada libera hormônios como o cortisol, que desgastam o organismo e interferem em funções básicas, como o sono e o metabolismo. 3. Alimentação desequilibradaDietas pobres em nutrientes e ricas em ultraprocessados contribuem para a queda de energia. A deficiência de ferro, vitamina B12 e magnésio, por exemplo, pode desencadear fadiga. 4. SedentarismoA ausência de atividade física regular desacelera o metabolismo e prejudica a produção de endorfinas, importantes para manter o corpo ativo e o humor em alta. 5. DesidrataçãoMesmo pequenas quedas no nível de hidratação impactam o funcionamento celular e diminuem a disposição. Beber água regularmente é fundamental para manter o corpo alerta. 6. Problemas hormonais ou de saúdeDistúrbios como hipotireoidismo, diabetes e síndrome da fadiga crônica podem ser causas médicas da exaustão. O acompanhamento com um profissional de saúde é essencial para o diagnóstico preciso. 7. Carga mental excessivaA sobrecarga de informações, tarefas e decisões, especialmente no ambiente de trabalho, gera fadiga cognitiva — um tipo de cansaço menos visível, mas altamente debilitante. Como combater a fadiga persistente?Além de investigar as causas com ajuda profissional, adotar uma rotina com mais pausas, sono regular, alimentação saudável e exercícios físicos moderados pode transformar sua energia ao longo do dia. Cuidar do corpo e da mente de forma integral é o primeiro passo para retomar a vitalidade e viver com mais leveza.

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Chikungunya: Ministro Eloy Terena declara situação crítica em Dourados e anuncia medidas emergenciais para conter surto

Chikungunya em Dourados: Ministro Eloy Terena classifica cenário como crítico e anuncia medidas urgentes O novo Ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, expressou profunda preocupação com a situação da chikungunya em Dourados, Mato Grosso do Sul. Durante visita ao município, que enfrenta um estado de emergência devido ao surto da doença, Terena classificou o cenário como crítico e enfatizou a necessidade de uma resposta conjunta e imediata. A declaração reforça o compromisso do governo federal em não adotar uma postura negacionista diante da crise sanitária. O ministro destacou que a responsabilidade pela saúde é global, envolvendo todos os níveis de governo e a sociedade. A visita teve como objetivo avaliar de perto a gravidade da situação e planejar ações eficazes. Conforme informações do governo de Mato Grosso do Sul, até o início de abril, o estado registrava 1.764 casos confirmados de chikungunya, com 37 gestantes entre os infectados. Outros 1.893 casos estavam em análise. Dourados se destaca com 759 casos prováveis, concentrando a maior parte das infecções. A doença tem impactado de forma desproporcional as comunidades indígenas. Dos sete óbitos registrados em todo o estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo dois bebês com menos de quatro meses. Os demais óbitos foram em Bonito e Jardim. Pacote de R$ 3,1 milhões e reforço de pessoal para combater o mosquito Em resposta à emergência, o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões para Dourados. Os recursos serão aplicados em ações de socorro, assistência humanitária, limpeza urbana, remoção de resíduos e vigilância e controle da chikungunya. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional já havia reconhecido a situação de emergência na cidade em 30 de março. Para reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, o Ministério da Saúde anunciou a contratação emergencial de 50 agentes de combate a endemias, sendo que 20 já iniciaram os trabalhos. Eles se somarão a 40 militares do Ministério da Defesa, formando uma força-tarefa para atender a população e eliminar focos do mosquito. O Ministro Eloy Terena ressaltou que os recursos já estão disponíveis para os governos estaduais e municipais, que são responsáveis pela sua aplicação. A prioridade é contratar bens e serviços necessários para a contenção do surto e o aperfeiçoamento do atendimento aos pacientes. Desafios na Reserva Indígena e cobrança por coleta de lixo O Ministro Eloy Terena destacou a situação “sui generis” da Reserva Indígena de Dourados, que está cercada pela expansão urbana. Ele cobrou da prefeitura uma atenção especial à coleta de lixo nas aldeias, como medida fundamental para eliminar criadouros do mosquito transmissor da chikungunya. “É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, afirmou Terena, que pretende articular reuniões com representantes dos governos municipal e estadual para discutir projetos estruturais de melhoria na coleta de lixo nas áreas indígenas. Monitoramento contínuo e cenário dinâmico da doença Representantes da Força Nacional do SUS relataram que o cenário da chikungunya nas aldeias Bororó e Jaguapiru é muito dinâmico. Apesar das equipes de saúde

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Alerta Fiocruz: Casos de Influenza A Disparam no Brasil, Risco de SRAG Cresce em 27,4% dos Casos Respiratórios

Fiocruz emite alerta sobre crescimento da Influenza A e outras doenças respiratórias no Brasil O Brasil enfrenta um cenário de preocupação crescente com a disseminação da Influenza A. Dados recentes divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Boletim InfoGripe, indicam que o número de casos continua em ascensão em diversas regiões do país. A situação é especialmente alarmante nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, onde a maioria dos estados está sob alerta devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Este quadro representa um risco ou alto risco com sinal de crescimento, exigindo atenção redobrada das autoridades de saúde e da população. O Boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (1º), detalha que a Influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus são os principais responsáveis pelas ocorrências de SRAG. Esses vírus, em casos mais graves, podem levar ao óbito, reforçando a importância de medidas preventivas e de diagnóstico rápido. Influenza A lidera casos positivos de SRAG nas últimas semanas Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a Influenza A se destacou como o agente etiológico mais frequente entre os casos positivos de SRAG, representando 27,4% do total. Outros vírus também contribuíram para o aumento das infecções respiratórias graves. O levantamento da Fiocruz aponta que o vírus sincicial respiratório foi responsável por 17,7% dos casos, seguido pelo rinovírus com 45,3% e o Sars-CoV-2 (covid-19) com 7,3%. A Influenza B, embora menos prevalente, ainda foi detectada em 1,5% das ocorrências. Padrão semelhante é observado nos registros de óbitos A análise dos óbitos registrados no mesmo período epidemiológico, que abrange de 22 a 28 de março (Semana Epidemiológica 12), revela um padrão similar de circulação viral. A Influenza A foi identificada em 36,9% dos óbitos positivos, seguida pelo Sars-CoV-2 (25,6%) e pelo rinovírus (30%). O vírus sincicial respiratório esteve presente em 5,9% dos óbitos, e a Influenza B em 2,5%. Esses dados sublinham a gravidade da atual temporada de doenças respiratórias e a necessidade de reforçar as estratégias de controle e prevenção. Campanha de Vacinação é essencial para conter o avanço da Influenza A Diante do cenário epidemiológico, os pesquisadores da Fiocruz enfatizam a urgência da vacinação contra a influenza. A Campanha Nacional de Vacinação, iniciada no último sábado (28), em regiões com alta incidência de casos, é vista como uma ferramenta fundamental para frear o avanço da Influenza A. A campanha, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, segue até 30 de maio. A população pode buscar a imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. É crucial que os grupos prioritários, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e educação, mantenham o esquema vacinal em dia. Medidas adicionais de proteção recomendadas pela Fiocruz Além da vacinação, a pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, ressalta a importância de outras medidas preventivas. Para gestantes, a vacinação contra o VSR a partir da 28ª semana de gestação é recomendada para proteger os bebês desde o nascimento. Portella também aconselha o uso de máscaras

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Alerta de Saúde: Ministério da Saúde confirma caso de sarampo no Rio de Janeiro, segundo no Brasil em 2026

Ministério da Saúde confirma novo caso de sarampo no Rio de Janeiro Um novo caso de sarampo foi confirmado pelo Ministério da Saúde na cidade do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (1º). A paciente é uma mulher de 22 anos que trabalha em um hotel e não possui registro de vacinação contra a doença. A confirmação eleva para dois o número de casos de sarampo registrados no Brasil em 2026. A pasta informou que, após a notificação, foram imediatamente adotadas medidas de investigação e contenção. Isso inclui a vacinação de bloqueio na residência da paciente, em seu local de trabalho e no serviço de saúde onde foi atendida. Uma varredura na região também está em andamento para identificar possíveis outros casos. O Ministério da Saúde reafirmou que o país mantém seu status de livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo com esses registros. A nota oficial destaca que o Brasil tem histórico de resposta rápida a casos importados, uma estratégia reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Primeiro caso do ano e medidas de contenção O primeiro caso de sarampo em 2026 foi identificado no início de março em São Paulo. Tratou-se de uma criança de 6 meses, que havia viajado recentemente para La Paz, na Bolívia, país que enfrenta um surto ativo da doença. Na ocasião, foi realizado um bloqueio vacinal na região onde a criança reside, com mais de 600 doses aplicadas em janeiro e fevereiro. O que é o sarampo e como se prevenir O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente. Apesar dos avanços com a vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em áreas com baixas taxas de imunização. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é a forma mais eficaz de prevenção. Os sintomas do sarampo podem ser confundidos com outras doenças virais, exigindo atenção para diagnóstico e tratamento adequados. O paciente infectado pode apresentar erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por via aérea, através de tosse, espirro, fala ou respiração. Alta contagiosidade do vírus O vírus do sarampo é extremamente contagioso. Segundo o Ministério da Saúde, uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. A transmissão pode ocorrer desde seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas características da doença pelo corpo. A pasta reforça que o país mantém o status de livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo após ter perdido a certificação regional das Américas devido a surtos em países como Estados Unidos, Canadá e México. Em 2025, o Ministério da Saúde interrompeu a transmissão de 38 casos importados com uma resposta rápida e eficaz.

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Tratamento para Obesidade: Nova Diretriz da Abeso Desaconselha Remédios Isolados e Foca em Estilo de Vida

Nova diretriz da Abeso revoluciona o tratamento da obesidade, priorizando mudanças de estilo de vida sobre o uso isolado de medicamentos. A obesidade é uma doença complexa que exige uma abordagem multifacetada para seu tratamento. Pensando nisso, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) divulgou uma nova diretriz com 32 recomendações que visam guiar médicos e pacientes em um cuidado mais seguro e eficaz. Uma das principais mudanças é o **alerta contra o uso de medicamentos para obesidade sem o acompanhamento de outras medidas**. A diretriz reforça que a farmacoterapia deve ser sempre combinada com alterações significativas no estilo de vida, como acompanhamento nutricional e incentivo à prática regular de atividades físicas. Essas orientações, elaboradas por um grupo multidisciplinar de especialistas, buscam oferecer um subsídio prático para a conduta clínica, levando em conta o avanço científico e a necessidade de uma avaliação cada vez mais individualizada para cada paciente. A íntegra das novas diretrizes está disponível para consulta. Critérios para Indicação de Medicamentos na Obesidade A nova diretriz estabelece critérios claros para a indicação de tratamentos farmacológicos. De acordo com o documento, o uso de medicamentos é recomendado principalmente para indivíduos com **Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m²**. Outro critério importante é para pessoas com IMC acima de 27 kg/m², desde que apresentem **complicações relacionadas à adiposidade**, como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono. É importante ressaltar que o IMC é apenas um dos indicadores. Em situações específicas, a diretriz admite considerar o tratamento farmacológico mesmo com IMC abaixo desses valores, caso haja **aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura**, associado a outras complicações de saúde. O cálculo do IMC pode ser feito no site da própria Abeso. Abordagens Ampliadas e Alertas Importantes O presidente da Abeso, Fá bio Trujilho, destacou que a nova diretriz reflete um cenário terapêutico mais amplo e uma **decisão clínica cada vez mais individualizada**. A orientação abrange diversos cenários, como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite, câncer, deficiência de testosterona masculina, apneia do sono, perda de massa magra e muscular, conectando a ciência às necessidades reais dos pacientes no consultório. A diretriz também dedica atenção especial aos **alertas sobre o uso de substâncias sem comprovação científica**. São desaconselhados medicamentos sem evidências robustas de eficácia e segurança, assim como fórmulas magistrais e produtos manipulados que prometem emagrecimento rápido. A Abeso chama a atenção para o uso de diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes, implantes hormonais ou gonadotrofina coriônica humana (hCG) no tratamento da obesidade, pois podem trazer riscos à saúde. A Importância da Multidisciplinaridade no Combate à Obesidade A elaboração da nova diretriz pela Abeso contou com a participação de um **grupo multidisciplinar**, incluindo endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas. Essa colaboração garante que as recomendações sejam abrangentes e considerem diferentes aspectos da saúde e do bem-estar do paciente. A abordagem combinada, que une **medicamentos, nutrição e atividade física**, é vista como a chave para um tratamento mais eficaz e sustentável da obesidade.

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INSS Acelera Benefícios: Mutirão Antecipa Quase 30 Mil Perícias Médicas e Avaliações Essenciais para BPC e Auxílio por Incapacidade

INSS realiza mutirão e antecipa quase 30 mil agendamentos de perícias médicas e avaliações O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promoveu um mutirão no último fim de semana, dias 28 e 29 de março, com o objetivo de acelerar o atendimento aos segurados. A iniciativa resultou na antecipação de **quase 30 mil agendamentos**, um esforço concentrado para diminuir o tempo de espera. A ação abrangeu todas as regiões do Brasil, demonstrando um compromisso nacional em agilizar a liberação de benefícios. O foco principal foi reduzir a **fila de espera por perícias médicas e avaliações**, etapas fundamentais para a concessão de auxílios essenciais. Entre os benefícios que dependem desses procedimentos estão o Auxílio por Incapacidade Temporária, anteriormente conhecido como auxílio-doença, e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS). Conforme informado pelo INSS, o mutirão buscou dar celeridade a estes processos cruciais. Perícias por Teleatendimento: Uma Solução para Áreas com Poucos Peritos Em locais onde há escassez de peritos médicos, o INSS implementou o atendimento por teleatendimento. Nesse modelo, o segurado se dirige a uma agência do INSS e realiza a **perícia médica por videoconferência**, conectando-se a um profissional de outra localidade. Essa modalidade tem se mostrado eficaz para garantir o acesso ao serviço, mesmo em regiões com menor disponibilidade de especialistas. O objetivo é assegurar que todos os segurados tenham suas necessidades avaliadas sem demora excessiva. Região Nordeste Lidera Atendimentos no Mutirão do INSS Durante o mutirão realizado nos dias 28 e 29 de março, a **Região Nordeste se destacou com o maior volume de atendimentos**, totalizando 13.652 procedimentos. Em seguida, a Região Sudeste registrou 7.687 atendimentos, seguida pela Região Norte com 3.928. As regiões Centro-Oeste e Sul também participaram ativamente, com 2.649 e 1.076 atendimentos, respectivamente. Esses dados evidenciam a ampla cobertura da ação do INSS. Impacto na Redução das Filas de Benefícios Previdenciários e Assistenciais A antecipação de quase 30 mil agendamentos representa um avanço significativo na **redução das filas de espera** por perícias e avaliações. Isso impacta diretamente a vida de milhares de brasileiros que aguardam a liberação de benefícios cruciais. O INSS reafirma seu compromisso em aprimorar os serviços e garantir que o acesso aos direitos previdenciários e assistenciais seja o mais ágil possível, especialmente em casos de necessidade de auxílio por incapacidade ou para grupos vulneráveis com o BPC/LOAS.

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Chikungunya Atinge Dourados: União Declara Emergência em Saúde Pública para Combate Intensificado à Doença Viral

Chikungunya em Dourados: Emergência em Saúde Pública Reconhecida pela União para Intensificar Combate A União reconheceu oficialmente a situação de emergência em saúde pública no município de Dourados, Mato Grosso do Sul, devido ao surto de doenças infecciosas virais, com destaque para os numerosos casos de chikungunya. A portaria publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (30) visa fortalecer as estratégias de combate à doença. Com esse reconhecimento, a prefeitura de Dourados ganha maior autonomia e recursos para expandir as ações de controle da chikungunya. As medidas emergenciais permitirão um enfrentamento mais contundente do avanço da doença, tanto na área urbana quanto na reserva indígena, em colaboração com os governos federal e estadual. O decreto municipal, publicado na última sexta-feira (27), visa dar mais agilidade à Defesa Civil local. A medida autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais e a convocação de voluntários, além de campanhas de arrecadação de recursos. Conforme informações da prefeitura, o objetivo é dar suporte às ações de resposta e reconstrução das áreas afetadas, assegurando que a chikungunya seja combatida com a máxima urgência. Dados Alarmantes da Chikungunya em Dourados Os números divulgados pelo boletim epidemiológico no dia 26 de outubro revelam a gravidade da situação. Na área urbana de Dourados, foram registrados 1.455 casos prováveis, 785 casos confirmados e 900 casos ainda em investigação. Além disso, houve 39 internações devido à doença. Esses dados evidenciam a rápida disseminação da chikungunya na população urbana. A situação na Reserva Indígena de Dourados também é preocupante, com 1.168 casos prováveis e 629 casos confirmados de chikungunya. O boletim aponta ainda 539 investigações em andamento, 7 internações e um número significativo de 428 atendimentos hospitalares. Tragicamente, a reserva registrou 5 óbitos causados pela chikungunya, sublinhando a necessidade urgente de intervenções eficazes. Chikungunya: Uma Doença Viral Transmitida pelo Aedes A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada de mosquitos fêmeas infectadas do gênero Aedes. No Brasil, o principal vetor é o Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue. A doença se manifesta clinicamente por meio de dor e edema articular incapacitante, podendo apresentar também outras manifestações extraarticulares. Em casos graves, a chikungunya pode evoluir para quadros que demandam internação hospitalar e, infelizmente, levar ao óbito. Medidas de Emergência para Combater a Doença O decreto de emergência em Dourados autoriza medidas excepcionais para o enfrentamento da chikungunya. As autoridades administrativas e agentes da Defesa Civil têm permissão para adentrar residências em caso de risco iminente, a fim de prestar socorro ou determinar a evacuação imediata. Em situações de perigo público iminente, também é possível utilizar propriedades particulares, mediante indenização posterior, caso haja dano. Essas ações emergenciais buscam garantir uma resposta rápida e eficaz no controle da chikungunya, protegendo a população e minimizando os impactos da epidemia. A colaboração entre os diferentes níveis de governo e a participação da comunidade são essenciais para superar este desafio de saúde pública.

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Chikungunya em MS: Dourados em Emergência de Saúde Pública com Surto da Doença Viral

Chikungunya assusta Mato Grosso do Sul: Dourados decreta emergência de saúde pública com alta de casos e óbitos confirmados O cenário epidemiológico de Mato Grosso do Sul acendeu um alerta máximo com a declaração de situação de emergência em saúde pública no município de Dourados. A medida, oficializada pelo governo federal, visa combater o surto de doenças infecciosas virais, com destaque para a **chikungunya**, que tem apresentado um número preocupante de casos. A prefeitura de Dourados já havia antecipado a necessidade de medidas urgentes, editando um decreto de emergência em áreas específicas do município mais afetadas. A rápida disseminação do vírus exigiu ações conjuntas para conter a proliferação da doença e garantir o atendimento à população. Os dados epidemiológicos divulgados revelam a gravidade da situação, com milhares de casos prováveis, confirmados e em investigação, além de um número significativo de internações e óbitos. A Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul anunciou que o estado receberá doses da vacina contra a chikungunya em uma estratégia piloto do Ministério da Saúde, visando fortalecer o combate à doença, especialmente em territórios indígenas, que têm sido duramente atingidos. O que é a Chikungunya e como é transmitida? A **chikungunya** é uma arbovirose, uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos fêmeas infectadas, principalmente do gênero Aedes. No Brasil, o vetor predominante tem sido o Aedes aegypti. A doença chegou ao continente americano em 2013 e rapidamente se espalhou, causando epidemias em diversos países da América Central e Caribe. No Brasil, a confirmação dos primeiros casos ocorreu em 2014, e desde então, todos os estados registram a transmissão do vírus. O Ministério da Saúde aponta para uma **importante dispersão territorial da chikungunya** em 2023, afetando regiões que anteriormente não eram as mais atingidas, como a Região Sudeste, que se somam às já tradicionais incidências no Nordeste. Sintomas da Chikungunya: Fique atento aos sinais As principais características clínicas da infecção por **chikungunya** incluem **dor e edema articular incapacitante**, que podem se tornar crônicos. No entanto, outras manifestações extra-articulares também podem surgir, e em casos graves, a doença pode evoluir para internação hospitalar e até óbito. O vírus também pode afetar o sistema nervoso, causando quadros como encefalite e paralisias. De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas mais comuns da **chikungunya** são: **febre alta de início súbito**, **dores musculares**, **dor de cabeça intensa**, **dores fortes nas articulações**, **manchas vermelhas pelo corpo**, **dor atrás dos olhos**, **dor nas costas**, **conjuntivite não purulenta**, **náuseas e vômitos**, **edema nas articulações**, **coceira na pele**, **diarreia e/ou dor abdominal** (mais comum em crianças), **dor de garganta** e **calafrios**. As três fases da Chikungunya e o diagnóstico A doença da **chikungunya** evolui em três fases distintas. A **fase aguda ou febril** dura de cinco a 14 dias. Em seguida, vem a **fase pós-aguda**, que se estende por 15 a 90 dias. Caso os sintomas persistam por mais de 90 dias, a doença entra na **fase crônica**, onde a dor articular pode se tornar persistente por anos. O diagnóstico da

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Fatores Sociais Secretos: Por Que Famílias Brasileiras Trocam Comida Saudável por Ultraprocessados?

Fatores Sociais Empurram Famílias para Ultraprocessados, Revela Pesquisa do Unicef A busca por uma alimentação saudável para as crianças muitas vezes esbarra em barreiras sociais e econômicas. Uma pesquisa recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que a sobrecarga materna, o preço atrativo e até mesmo componentes afetivos estão impulsionando o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas brasileiras. Apesar de a maioria dos pais se preocupar com a saúde alimentar, metade dos lares pesquisados incluiu ultraprocessados no lanche infantil, e um a cada quatro lares os ofereceu no café da manhã. O estudo, que entrevistou cerca de 600 famílias em Belém, Recife e Rio de Janeiro, detalha os desafios enfrentados pelas famílias. Esses alimentos, caracterizados pela adição de corantes, aromatizantes e emulsificantes, oferecem baixo custo e sabor intenso, mas trazem riscos à saúde. Conforme informação divulgada pelo Unicef, o consumo está associado a doenças como obesidade, diabetes e depressão. A Pesada Carga da Sobrecarga Materna A pesquisa do Unicef destacou que a responsabilidade pela alimentação infantil recai predominantemente sobre as mulheres. Cerca de 87% das mães foram as responsáveis por comprar e servir os alimentos às crianças, e 82% delas também cuidaram da preparação. Em contraste, apenas 40% dos pais compraram alimentos, 27% cozinharam e 31% ofereceram a comida. Stephanie Amaral, oficial de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, ressalta a exaustão que essa divisão desigual gera. “Muitas mães fazem isso sozinhas, além de trabalhar fora. É uma sobrecarga que acaba fazendo com que a praticidade dos alimentos ultraprocessados pese muito mais”, explica. Desconhecimento e Confiança na Rotulagem Insuficiente Um ponto crucial revelado pelo estudo é o desconhecimento sobre o que realmente são os alimentos ultraprocessados. Muitos itens, como iogurtes com sabor e nuggets de frango fritos na airfryer, foram erroneamente considerados saudáveis por grande parte dos entrevistados. A nova rotulagem frontal, com avisos sobre alto teor de sódio, açúcar e gorduras saturadas, ainda não cumpre seu papel integral. Um quarto dos entrevistados (26%) não sabia o significado desses avisos. Além disso, a maioria (55%) não observa os alertas nutricionais e 62% admitem que isso não os impede de comprar o produto. O Preço Que Seduz e o Afeto Que Vicia O preço baixo dos alimentos ultraprocessados é um fator decisivo para muitas famílias. A maioria (67%) considera sucos de caixinha, salgadinhos e refrigerantes acessíveis, enquanto legumes, verduras e frutas são percebidos como caros, assim como as carnes. Entrevistas aprofundadas revelaram ainda um componente afetivo. “Essas pessoas não tinham dinheiro para comprar os alimentos que elas queriam quando eram crianças, então agora elas se sentem felizes por poder comprar o que a criança quer comer. E aí esses alimentos ultraprocessados, ainda mais aqueles com desenhos e personagens, são associados a uma infância feliz”, detalha Stephanie Amaral. Escolas Como Aliadas na Luta Contra Ultraprocessados Apesar dos desafios, o Unicef aponta caminhos para reverter esse quadro. O fortalecimento da regulação de publicidade infantil e a tributação de ultraprocessados são medidas importantes. A expansão de

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Bahia Recebe Mega Investimento em Saúde: Ambulâncias, Unidades Móveis e Obras para Milhões de Baianos

Saúde da Bahia é impulsionada com R$ 146,8 milhões em novos equipamentos e obras Municípios baianos foram contemplados nesta segunda-feira (30) com um pacote robusto de investimentos em saúde. Foram entregues 70 novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e 26 unidades odontológicas móveis. A iniciativa fortalece o atendimento de urgência e a saúde bucal em diversas regiões do estado. Além disso, foram distribuídos 36 combos de equipamentos para unidades básicas de saúde (UBS) e outros 111 para saúde bucal. O Ministério da Saúde anunciou também ordens de serviço para o início das obras de 55 novas UBSs e de centros de atenção psicossocial (Caps). No total, o investimento chega a R$ 146,8 milhões direcionados ao Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia. Conforme comunicado oficial, essas ações têm como objetivo reforçar a capacidade de atendimento em mais de 70 municípios, com expectativa de beneficiar cerca de 11 milhões de pessoas. Ampliação do Acesso e Qualidade no Atendimento A proposta central dessas entregas e obras é ampliar a capacidade de atendimento do SUS na Bahia. Busca-se também a redução de filas de espera e a expansão do acesso a consultas, exames e procedimentos cirúrgicos, garantindo um serviço mais eficiente e humanizado para a população. Foco em Saúde da Mulher em Salvador Na capital, Salvador, houve a inauguração da primeira etapa do ambulatório do Hospital da Mulher Maria Luzia Costa dos Santos. A cerimônia contou com a presença dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Casa Civil, Rui Costa. A unidade recebeu obras, equipamentos e mobiliários novos. Esta nova instalação promete expandir a oferta de especialidades essenciais para a saúde feminina, como ginecologia, cirurgia oncológica e mastologia. Serão disponibilizados 35 novos consultórios, com 12 já em funcionamento nesta fase inicial. Estrutura Completa para o Hospital da Mulher O Hospital da Mulher foi equipado com uma estrutura completa para oferecer um atendimento integral. A unidade conta agora com brinquedoteca, serviço social, espaço para acolhimento familiar, além de salas dedicadas à triagem, recepção e espera, visando o conforto e bem-estar das pacientes. Impacto nas Unidades Básicas e Saúde Bucal As unidades odontológicas móveis e os combos de equipamentos para UBSs e saúde bucal representam um avanço significativo para a atenção primária. A distribuição estratégica desses recursos visa aproximar os serviços de saúde da população, especialmente em áreas com maior carência de infraestrutura e profissionais. O fortalecimento das unidades básicas é fundamental para a prevenção de doenças e o acompanhamento contínuo dos pacientes. A saúde bucal, muitas vezes negligenciada, ganha um reforço importante com as unidades móveis, permitindo mais acesso a tratamentos preventivos e curativos.

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Você vive cansado? Especialistas revelam 7 razões comuns para a exaustão persistente

Se você acorda cansado, sente sono durante o dia e vive em estado de fadiga, saiba que não está sozinho. A exaustão crônica é uma queixa frequente e pode ter causas variadas — muitas vezes negligenciadas no dia a dia. Médicos e especialistas em saúde apontam sete fatores recorrentes que podem estar por trás da sua falta de energia. 1. Sono de má qualidadeDormir não é o mesmo que descansar. Apneia do sono, insônia e interrupções frequentes durante a noite afetam diretamente a qualidade do repouso. O resultado é um corpo que não se recupera adequadamente. 2. Estresse constanteA tensão prolongada libera hormônios como o cortisol, que desgastam o organismo e interferem em funções básicas, como o sono e o metabolismo. 3. Alimentação desequilibradaDietas pobres em nutrientes e ricas em ultraprocessados contribuem para a queda de energia. A deficiência de ferro, vitamina B12 e magnésio, por exemplo, pode desencadear fadiga. 4. SedentarismoA ausência de atividade física regular desacelera o metabolismo e prejudica a produção de endorfinas, importantes para manter o corpo ativo e o humor em alta. 5. DesidrataçãoMesmo pequenas quedas no nível de hidratação impactam o funcionamento celular e diminuem a disposição. Beber água regularmente é fundamental para manter o corpo alerta. 6. Problemas hormonais ou de saúdeDistúrbios como hipotireoidismo, diabetes e síndrome da fadiga crônica podem ser causas médicas da exaustão. O acompanhamento com um profissional de saúde é essencial para o diagnóstico preciso. 7. Carga mental excessivaA sobrecarga de informações, tarefas e decisões, especialmente no ambiente de trabalho, gera fadiga cognitiva — um tipo de cansaço menos visível, mas altamente debilitante. Como combater a fadiga persistente?Além de investigar as causas com ajuda profissional, adotar uma rotina com mais pausas, sono regular, alimentação saudável e exercícios físicos moderados pode transformar sua energia ao longo do dia. Cuidar do corpo e da mente de forma integral é o primeiro passo para retomar a vitalidade e viver com mais leveza.

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