Stray Kids agita o Rock in Rio com show eletrizante e fãs no centro do espetáculo
O Stray Kids fez história ao fechar o primeiro dia dedicado ao K-pop no Rock in Rio 2023, entregando uma performance que celebrou tanto a energia do grupo quanto a devoção de seus fãs, os STAYs. Com uma estrutura adaptada e uma plateia em êxtase, o octeto sul-coreano provou porque se tornou um dos nomes mais fortes da cena musical atual.
A banda, conhecida por sua sonoridade potente e coreografias precisas, mostrou um espetáculo à altura das expectativas. A organização do festival atendeu a pedidos especiais, liberando os tradicionais lightsticks e utilizando uma passarela estendida para aproximar os integrantes do público. Essa conexão foi fundamental para o sucesso da noite.
Conforme informação divulgada pela fonte original, o show foi marcado por gritos, cantoria e muita interação, com os fãs reproduzindo as coreografias no palco. O grupo retribuiu com energia contagiante e momentos inesperados, como a inclusão de um trecho do hit brasileiro “Ai se eu te pego”, de Michel Teló, que gerou euforia extra.
A energia contagiante dos STAYs e a força do K-pop no Palco Mundo
Desde o início, o palco foi tomado por uma atmosfera de pura excitação. Os oito integrantes do Stray Kids, que já haviam se apresentado no Brasil em shows de grande porte no ano anterior, demonstraram o porquê de terem conquistado o posto de headliner na estreia do K-pop no Rock in Rio. A plateia, estimada em 100 mil pessoas, esgotou os ingressos, evidenciando a força do fandom.
A performance de músicas como “Domino” foi um dos pontos altos, com coreografias impecáveis que cativaram o público. Embora utilizem vocais de apoio gravados, os membros fizeram questão de entregar partes cantadas ao vivo, reforçando a entrega e a paixão em cada canção. A interação em português, com gritos de “Faz barulho” e “Pula”, aproximou ainda mais o grupo de seus admiradores brasileiros.
Sonoridade única e o conceito de “Noise Music”
Ao vivo, o Stray Kids mescla batidas eletrônicas pesadas com rap e vocais inspirados no R&B. Essa fusão sonora, muitas vezes descrita como “barulhenta” para os padrões do K-pop, é um dos diferenciais do grupo. Eles próprios cunharam o termo “noise music” de forma irônica, transformando críticas iniciais em um conceito artístico.
O álbum “NOEASY” é um exemplo dessa apropriação, brincando com a dualidade de “no easy” (nada fácil) e “noise” (ruído). Faixas como “Thunderous” exploram a ideia de som de forma proposital, incorporando elementos agressivos como batidas industriais e sintetizadores. A presença de uma banda ao vivo, com baixo, guitarra e bateria, adiciona peso e uma energia que pode ser comparada a gêneros como new metal e pop punk.
Stray Kids: Sucesso global e produção autoral
Formado em 2017 pela JYP Entertainment, o Stray Kids se consolidou como um dos grupos mais bem-sucedidos do K-pop, colecionando nove álbuns consecutivos no topo da Billboard 200. Com mais de 30 milhões de álbuns vendidos, o grupo se destaca pela produção musical autoral, liderada pelo trio 3RACHA (Bang Chan, Changbin e Han).
As letras frequentemente abordam temas como autoafirmação e saúde mental, refletindo a jornada de autodescoberta que inspira o nome “crianças perdidas”. Essa autenticidade e a capacidade de se conectar com o público através de mensagens significativas são pilares do sucesso estrondoso do Stray Kids no cenário musical internacional.
O impacto do fandom e a atmosfera do Rock in Rio
Enquanto outros palcos do festival podem ter enfrentado críticas sobre a energia das plateias, o público do K-pop no Rock in Rio se mostrou vibrante e engajado. A paixão dos fãs do Stray Kids foi palpável, transformando o show em uma celebração coletiva. A liberação dos lightsticks e a passarela ampliada foram estratégias que potencializaram essa interação, criando uma experiência memorável para todos.
A banda, composta por membros entre 24 e 29 anos, demonstrou profissionalismo e carisma, interagindo constantemente com a multidão. As mensagens em coreano e inglês, com tradução simultânea, reforçaram o desejo do grupo de se comunicar e se conectar com o público brasileiro, deixando um gostinho de “quero mais” para futuras apresentações.





