Mulher procurada por ataque a oligarca ucraniano em Mônaco é achada morta na Ucrânia; dois homens são detidos
A ucraniana Anastasiia Berezovska, de 39 anos, que era procurada pela Interpol sob suspeita de tentar assassinar um empresário de seu país em um atentado a bomba em Mônaco, foi encontrada morta nos arredores de Kiev, capital da Ucrânia. Ela apresentava ferimentos de bala na cabeça.
O corpo de Berezovska foi localizado na noite de segunda-feira (6). A polícia ucraniana divulgou a informação nesta terça-feira (7), anunciando também a prisão de dois homens suspeitos de serem os responsáveis pela morte da mulher.
O caso ganha contornos ainda mais complexos com a prisão de um ex-integrante das forças de segurança da Ucrânia e de um funcionário do serviço secreto militar do país, o GUR. A descoberta do corpo e as prisões ocorrem após Berezovska ser alvo de um alerta vermelho da Interpol, emitido a pedido das autoridades de Mônaco.
O atentado em Mônaco e a fuga da suspeita
O atentado em questão aconteceu na semana passada no principado de Mônaco e tinha como alvo o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev. Segundo relatos, Irmolaiev, sua companheira e o filho ficaram feridos após a explosão.
Conforme informações do vice-promotor de Mônaco, Morgan Raymond, Berezovska teria deixado um pacote em frente a um prédio e detonado a bomba remotamente quando as vítimas se aproximaram. Ela teria fugido a pé em direção à França e, posteriormente, se deslocado de carro para a Alemanha, passando por diversos países europeus, como a Itália.
Despistando as autoridades com disfarces
As investigações em Mônaco indicam que a suspeita esteve na área do ataque dias antes, utilizando roupas semelhantes às do dia do atentado. Em uma dessas ocasiões, seu cabelo longo e escuro ficou visível, permitindo aos investigadores deduzir que a pessoa se tratava de uma mulher disfarçada de homem. A complexidade do ataque levou as autoridades a considerar a possibilidade de que Berezovska não tenha agido sozinha.
Quem é Vadim Irmolaiev, o alvo do atentado
Vadim Irmolaiev, o oligarca ucraniano alvo do atentado, obteve cidadania cipriota em 2019. Ele foi incluído na lista de sanções da Ucrânia em 2023. A imprensa ucraniana aponta que essa medida se deu devido a supostos negócios mantidos por ele na Crimeia, península anexada pela Rússia e considerada território ucraniano por Kiev.





