Irã e EUA trocam acusações e promovem escalada militar no Estreito de Hormuz, gerando preocupação internacional
O Estreito de Hormuz, rota vital para o comércio global de petróleo, tornou-se palco de uma nova e tensa disputa entre o Irã e os Estados Unidos. A Marinha iraniana afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra americanos na via marítima, enquanto Washington declarou ter escoltado com sucesso embarcações comerciais dos EUA pela região. A situação se agrava com acusações mútuas e incidentes envolvendo navios de outras nacionalidades.
O Irã alega ter emitido um “aviso rápido e decisivo” contra navios de guerra americanos, e a agência semioficial Fars chegou a noticiar que dois mísseis atingiram uma embarcação dos EUA, informação negada veementemente por Washington. Em contrapartida, o Comando Central dos EUA declarou que suas forças estão auxiliando na segurança da passagem de navios comerciais, com duas embarcações dos EUA já tendo atravessado o estreito em segurança.
A escalada de tensões foi ainda mais evidenciada pelo ataque a um petroleiro ligado aos Emirados Árabes Unidos, que Teerã negou ter realizado. A União Europeia classificou os ataques iranianos como “inaceitáveis” e uma “clara violação da soberania e do direito internacional”, comprometendo-se a trabalhar pela desescalada e resolução diplomática. Essas informações foram divulgadas pela TV estatal iraniana e pelo Comando Central dos EUA.
Irã afirma ter impedido entrada de navios de guerra dos EUA em Hormuz
A Marinha do Irã declarou, nesta segunda-feira (4), ter evitado a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Hormuz. Segundo a TV estatal iraniana, um “aviso rápido e decisivo” foi emitido pelas forças navais do país. A ação ocorreu em meio a tensões crescentes na região, com o Irã alertando as forças americanas para não entrarem na via marítima, especialmente após o presidente Donald Trump anunciar que os EUA escoltariam navios retidos em Hormuz.
Emirados Árabes Unidos acusam Irã de atacar petroleiro e interceptar drones
Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar com drones um petroleiro ligado à ADNOC, a petrolífera estatal do país, que tentava cruzar o Estreito de Hormuz. O governo emiratense informou que a embarcação estava vazia, o que evitou feridos. Além disso, o país relatou ter interceptado três drones lançados pelo Irã, com um quarto caindo no mar. O ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos pediu ao Irã a interrupção imediata dos ataques e o pleno compromisso com a cessação de hostilidades.
Coreia do Sul relata ataque a navio em Hormuz, EUA confirmam incidentes com lanchas iranianas
A Coreia do Sul informou que uma embarcação com bandeira do país foi atacada no Estreito de Hormuz, segundo a agência de notícias estatal Yonhap. Um porta-voz da empresa de navegação HMM disse que um incêndio começou na casa de máquinas de um de seus navios graneleiros, com a causa ainda sob investigação. Não há relatos de mortos ou feridos. O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que o navio sul-coreano não fazia parte da operação americana e estimou que as forças americanas afundaram sete lanchas rápidas iranianas, embora os militares dos EUA tenham confirmado a destruição de seis pequenas embarcações.
Comando Central dos EUA detalha operação de escolta e Irã adverte contra aproximação estrangeira
O Comando Central dos EUA afirmou que escoltou com sucesso dois destróieres da Marinha americana pelo Estreito de Hormuz e que dará suporte à operação de resgate com 15 mil militares, mais de 100 aeronaves e navios de guerra. Em resposta, o Irã instruiu navios comerciais e petroleiros a evitarem movimentos não coordenados com as forças militares iranianas. Ali Abdollahi, chefe do comando militar conjunto do Irã, advertiu que “quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas caso tentem se aproximar e entrar no estreito de Hormuz”.





