Explosão colossal no Líbano: Terremoto de 4.1 e a destruição de túnel do Hezbollah por Israel
Um evento sísmico de magnitude 4,1 foi registrado no sul do Líbano nesta quarta-feira, gerando tremores sentidos na região. O abalo ocorreu logo após Israel anunciar a destruição de uma extensa rede de túneis subterrâneos pertencentes ao Hezbollah, grupo considerado extremista por Israel. A operação militar israelense, divulgada com imagens impressionantes de explosões, intensifica o conflito já latente na fronteira.
Jornalistas da agência AFP relataram ter presenciado uma explosão de proporções gigantescas, que teria sido a causa direta dos tremores sentidos. O Ministério da Defesa de Israel, por sua vez, divulgou vídeos que mostram bolas de fogo irrompendo do solo, evidenciando a magnitude da operação. As autoridades israelenses afirmam que a ação consolidou uma zona de segurança na área.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos captou o tremor, que ocorreu por volta das 21h no horário local (15h em Brasília), a uma profundidade de 10 km. Segundo o órgão, abalos dessa magnitude geralmente não causam danos estruturais significativos, mas podem ser sentidos claramente pela população próxima ao epicentro. A notícia chega em meio a uma escalada de tensões e ataques na região, com um acordo mediado pelos EUA estagnado.
Israel detalha operação e consolida “zona de segurança”
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, confirmaram que as Forças Armadas israelenses executaram uma operação na colina de Ali al-Taher com o objetivo de desmantelar construções subterrâneas do Hezbollah. Em um comunicado conjunto, as autoridades afirmaram que a ação resultou na consolidação de uma “zona de segurança” na região, com o objetivo de impedir o restabelecimento da presença e das capacidades do grupo alinhado ao Irã.
Rede de túneis desmantelada continha foguetes, mísseis e centro de comando
As forças israelenses declararam ter estabelecido “controle operacional” sobre a crista, tanto na superfície quanto no subsolo, antes de desmantelar a infraestrutura. Segundo o comunicado militar, a rede se estendia por mais de 2 km e abrigava dezenas de foguetes, mísseis e drones, além de mísseis antitanque, minas e dispositivos explosivos. Um complexo de comando central da unidade Badr do Hezbollah, com centros de comando, depósitos de armas e alojamentos, estava localizado dentro dessa infraestrutura subterrânea.
Conflito se intensifica com ataques recentes e disputa por posições estratégicas
A operação de Israel ocorre em um contexto de crescente violência. Nesta semana, ataques israelenses no Líbano mataram pelo menos nove pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. A colina de Ali al-Taher, situada a cerca de 15 km da fronteira com Israel, tornou-se uma das áreas mais disputadas, com o Hezbollah supostamente construindo um centro de comando subterrâneo e depósitos de armas no local. A agência de notícias estatal do Líbano, NNA, reportou a explosão de grande potência na crista, com tremores e sons de detonação sentidos em áreas vizinhas.
Acordo de desarmamento estagnado e futuro incerto na fronteira
A região de Ali al-Taher tem sido um foco operacional crucial para Israel desde o início do conflito em 2 de março. Um acordo mediado pelos EUA previa a retirada gradual das forças israelenses do sul do Líbano em troca do desarmamento do Hezbollah pelas tropas libanesas. No entanto, o processo estagnou, com o Hezbollah recusando-se a entregar suas armas e Israel afirmando que não se retirará até que o desarmamento seja efetivado. O grupo extremista ainda não se pronunciou oficialmente sobre a recente operação israelense.





