Ataque aéreo em Gaza resulta em mortes de civis, incluindo família cristã, e destruição de prédio residencial. Israel confirma ação contra alvo do Hamas.
Um ataque aéreo do Exército de Israel na madrugada deste sábado (3) resultou na morte de cinco palestinos, incluindo quatro mulheres, em um prédio de apartamentos na Cidade de Gaza. Entre as vítimas fatais estão uma mãe cristã, Maisa Abu Dawoud, e sua filha Mary, conforme informado por autoridades de saúde e pela Igreja local.
As forças israelenses confirmaram ter realizado um ataque contra um apartamento em Gaza com o objetivo de eliminar Ali al-Amoudi, líder do escritório político do Hamas. No entanto, ainda não está claro se este foi o mesmo incidente que causou a morte dos cinco palestinos. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que os resultados do ataque estão sendo avaliados.
O prédio residencial foi completamente destruído e um incêndio se iniciou após o bombardeio. Testemunhas relataram momentos de pânico e destruição. “Estávamos dormindo e, de repente, ouvimos ataques contínuos e explosões intensas. As crianças acordaram assustadas e começaram a correr e gritar”, disse Ahmed al-Dahdouh, que presenciou o ocorrido.
Família cristã entre as vítimas em Gaza
Amigos, muçulmanos e parentes se reuniram na Igreja de São Porfírio, na Cidade de Gaza, para se despedir de Maisa e Mary. Os cristãos representam uma pequena minoria em Gaza, com cerca de 1% da população total. O Patriarcado Greco-Ortodoxo de Jerusalém lamentou as mortes e expressou condolências à família, clamando pelo fim da guerra.
Tensões aumentam e cessar-fogo é questionado
Israel tem intensificado seus ataques contra o Hamas nas últimas semanas, alegando que o grupo está se rearmando e realizando ações em violação ao cessar-fogo. O Hamas, por sua vez, nega as acusações e acusa Tel Aviv de minar o acordo de paz mediado pelos Estados Unidos no ano passado, que previa a reconstrução do território e, eventualmente, o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses.
Balanço de vítimas em meio ao conflito
Autoridades de saúde de Gaza afirmam que pelo menos 1.400 palestinos foram mortos em ataques israelenses desde o cessar-fogo de outubro. Do lado israelense, quatro soldados teriam sido mortos por terroristas em Gaza no mesmo período, segundo informações de Israel. A comunidade internacional continua a monitorar a situação com preocupação.





