Trump nega escassez de munições nos EUA e ameaça com prisão quem divulgar o contrário
O presidente Donald Trump utilizou sua plataforma Truth Social para afirmar categoricamente que os Estados Unidos possuem um **amplo estoque de munições**, especialmente de certos tipos. Ele ameaçou com penas de prisão aqueles que sugerirem o contrário, em resposta a notícias veiculadas pela imprensa.
Trump criticou veementemente as reportagens que apontam para uma queda nos estoques de armas. Segundo ele, os EUA contam com **”quantidades maciças de munições”**, e a fabricação e o envio de novos armamentos estão ocorrendo em ritmo acelerado, com empresas de defesa expandindo suas instalações a níveis históricos.
As declarações do presidente surgem em meio a reportagens de veículos como The Washington Post e CNN, que indicavam uma possível escassez de armamentos, como mísseis guiados de longo alcance e interceptadores de defesa aérea. Conforme apurado pelo The Washington Post, Trump teria questionado o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, sobre o assunto, acreditando que o problema já estaria solucionado. A Casa Branca, por meio de sua porta-voz Karoline Leavitt, classificou essa cobertura como “fake news”, afirmando que a conversa nunca ocorreu. O Pentágono também negou as informações.
Relatos de escassez e impacto em estratégias militares
Apesar das negativas oficiais, fontes ouvidas pela agência Reuters, e que preferiram não se identificar, corroboraram em parte as reportagens. Três pessoas com conhecimento dos dados informaram que o Exército dos EUA utilizou uma parcela significativa de seu estoque global de mísseis de longo alcance e alta precisão durante o conflito com o Irã. Estão em foco armas como os Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS) e Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM).
Esses armamentos, que custam mais de um milhão de dólares cada, são cruciais para ataques precisos a longa distância, oferecendo segurança às tropas. Os ATACMS, por exemplo, tiveram um papel importante no conflito da Ucrânia, permitindo que forças ucranianas atingissem alvos em território russo. A redução desses estoques, segundo o The Washington Post, teria levado Trump a cancelar ataques contra o Irã.
Investigação sobre “vazadores” e reabastecimento de estoques
Em sua postagem, Donald Trump também declarou que os **”vazadores” de informações consideradas “traiçoeiras” estão sendo caçados** e que serão solicitadas “penas de prisão de longa duração”. Ele enfatizou que os Estados Unidos possuem mais munições do que qualquer outro país e mais do que o necessário, com a indústria de defesa operando em sua capacidade máxima.
Uma quarta fonte, familiarizada com a situação, apontou que, mesmo com o uso intensivo de armamentos de precisão, os EUA têm capacidade de reabastecer seus estoques. Segundo essa pessoa, o Comando Central americano conseguiu realizar a reposição a partir de arsenais localizados em outras partes do mundo, indicando uma gestão logística para manter a prontidão.
Contradições e declarações oficiais
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, refutou as informações sobre a conversa entre Trump e Hegseth em Camp David, classificando-as como “fake news”. De forma similar, o principal porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, declarou que as reportagens sobre a discussão e a escassez de armas eram “fictícias”.
No entanto, a Reuters citou três pessoas que afirmaram que o Exército dos EUA consumiu grande parte de seu estoque global de mísseis de longo alcance e alta precisão durante a guerra contra o Irã. Essa informação contrasta com as declarações oficiais, mas ressalta a complexidade da gestão de recursos militares em cenários de conflito e a importância estratégica de manter um **amplo estoque de munições**.





