
Trump quer sair do Oriente Médio, mas Irã e Israel dão “tapa na cara” com conflitos e planos rejeitados
Trump se vê encurralado no Oriente Médio: desejo de “agir discretamente” esbarra em conflitos e planos rejeitados por aliados e rivais. O presidente Donald Trump expressou o desejo de reduzir a presença dos Estados Unidos no Oriente Médio, buscando uma estratégia de “agir discretamente” em relação ao Irã. A ideia seria pressionar o país persa a um acordo sem a necessidade de uma ação militar em larga escala. No entanto, essa intenção encontra obstáculos significativos, com Israel já descartando um plano de paz para a Faixa de Gaza, evidenciando os limites do poder americano na região. A abordagem de Trump, segundo especialistas, visa uma saída estratégica diante das eleições de meio de mandato em novembro. Contudo, a realidade regional apresenta desafios complexos. A redução de estoques de armamentos, a determinação iraniana em retaliar e a necessidade de um primeiro-ministro israelense em busca de reeleição criam um cenário volátil. A alta dos preços da gasolina, influenciada pela tensão com o Irã, também pesa sobre os eleitores americanos, aumentando o custo político para Trump e os republicanos. A situação demonstra a dificuldade em impor a vontade americana, apesar da mobilização militar, e a complexidade das relações diplomáticas na região. As informações são do artigo divulgado sobre a estratégia de Trump no Oriente Médio. Trump aposta na pressão econômica sobre o Irã, mas a realidade se mostra complexa Em entrevista ao site Axios, Trump declarou que os EUA estão “apenas observando o Irã, com sua inflação enorme e o fato de que eles não têm dinheiro”. Ele comparou a situação a um “jogo de xadrez”, confiante de que “vai dar certo”. Reconhecendo a capacidade iraniana de causar problemas, como no Estreito de Hormuz, Trump ressaltou a fragilidade financeira do país. A estratégia de Trump em focar na pressão econômica sobre o Irã, contudo, ecoa sua própria situação. O preço médio do galão de gasolina nos EUA permaneceu acima de US$ 4, um aumento significativo desde o início dos bombardeios em fevereiro. Pesquisas indicam crescente insatisfação, inclusive entre republicanos, com a escalada militar. Suzanne Maloney, especialista em Irã do Instituto Brookings, avalia que “o presidente não tem opções muito boas”. Ela aponta que os pontos de pressão sobre os iranianos, embora reais, são mais toleráveis do que os impactos na economia americana e no cálculo estratégico do governo. Plano de paz para Gaza rejeitado por Israel: um golpe para a diplomacia de Trump Em 30 de julho, Trump anunciou um “avanço histórico” em Gaza, prevendo o desarmamento do Hamas e a retirada israelense. Ele celebrou nas redes sociais um “desdobramento incrível” que “todos diziam que jamais poderia ser alcançado”. Contudo, os dias seguintes viram um aumento nos bombardeios israelenses. No domingo, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, descartou o plano de 15 pontos de Trump. Essa rejeição, segundo analistas, reforça a percepção de redução da influência americana no Oriente Médio, especialmente após seis meses de conflito com o Irã sem que as metas de Trump fossem alcançadas. Para muitos israelenses, a busca de Trump por








