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Macklemore doa US$ 1 milhão para Palestina após ser expulso da turnê de Ed Sheeran; outros artistas apoiam

Macklemore anuncia doação milionária para causas palestinas após polêmica em show de Ed Sheeran

O rapper Macklemore chocou o público e a indústria musical ao anunciar uma doação de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,1 milhões) para organizações que auxiliam o povo palestino. A decisão surge após sua expulsão da turnê “Loop” de Ed Sheeran nos Estados Unidos, motivada por sua declaração em apoio à Palestina durante um show.

O artista, que era um dos convidados de abertura da turnê, expressou seu posicionamento em favor da liberdade e dignidade dos palestinos. A declaração gerou forte repercussão e levou à sua exclusão das apresentações seguintes, conforme informou a produtora do evento.

Em um comunicado divulgado em suas redes sociais, Macklemore reforçou seu compromisso com a causa palestina e criticou a postura de quem, segundo ele, desvaloriza vidas em conflito. A notícia da doação e da saída da turnê repercutiu rapidamente, levando outros artistas a se manifestarem e até a deixarem a turnê em solidariedade.

Expulsão da turnê e declaração em Nova Jersey

O incidente ocorreu no início de setembro, durante uma apresentação no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Macklemore, em um momento de seu show, gritou “Free Palestine” (Palestina Livre, em tradução literal), pedindo que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia soubessem que não haviam sido esquecidas. Essa manifestação, segundo o jornal “The Guardian”, motivou uma petição do Conselho Israelense-Americano solicitando sua exclusão da turnê.

A Messina Touring Group, promotora da etapa americana da turnê, confirmou a saída do rapper. Em nota à revista “Rolling Stone”, a empresa explicou que os locais dos shows não permitiriam mais a apresentação de Macklemore, o que poderia levar ao cancelamento de toda a turnê. Diante disso, foi acordado que o rapper não participaria das datas restantes como atração de apoio.

Macklemore: “Uma vida palestina não tem menos valor”

Em sua declaração no Instagram, Macklemore enfatizou que seu ato não era sobre ele, a turnê ou controvérsias, mas sim sobre o direito fundamental dos palestinos à liberdade, dignidade e segurança em sua terra natal. Ele afirmou que “uma vida palestina não tem menos valor do que qualquer vida desta Terra”.

O rapper também direcionou um convite ao empresário Robert Kraft, responsável pelo Gillette Stadium em Boston, local de uma das apresentações. Kraft teria pressionado Ed Sheeran para retirar Macklemore da abertura do show na cidade. Macklemore anunciou que os US$ 1 milhão serão distribuídos entre seis organizações pró-Palestina.

Debandada de artistas em apoio à Palestina

A saída de Macklemore da turnê desencadeou uma onda de solidariedade entre outros artistas. Os cantores Finneas, Aaron Rowe e Lukas Graham, além da banda Beoga, anunciaram que também não mais abririam os shows de Ed Sheeran. Essa decisão fez com que Sheeran perdesse todos os seus artistas de abertura programados até dezembro.

Em suas manifestações, os artistas expressaram apoio à causa palestina. Finneas declarou que “artistas não devem ser silenciados por se manifestar contra a opressão”. Lukas Graham ressaltou que “deveríamos poder falar sobre guerra, sobre civis sendo mortos, sobre crianças que merecem crescer”.

Aaron Rowe e a banda Beoga, ambos de origem irlandesa, fizeram paralelos com a história de seu país. “Como irlandeses, conhecemos bem demais genocídio, fome forçada e ocupação violenta”, disse Rowe. Beoga afirmou ser “membros fundadores do movimento Artistas Irlandeses pela Palestina” e compromissados com a justiça. Ed Sheeran, por sua vez, declarou que a decisão de afastar Macklemore partiu da promotora e que ele possui suas próprias visões sobre o conflito, mas opta por não se manifestar publicamente.

Contexto do conflito e relatório da ONU

A polêmica ocorre em um contexto de intensas discussões sobre o conflito israelo-palestino. Um comitê de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou em junho que Israel teria alvejado crianças deliberadamente na Faixa de Gaza, classificando tais práticas como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. O relatório indicou que cerca de 30% dos mortos na guerra em Gaza eram crianças.

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