Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

ONU Corrige Mapas Globais: África Ganha Tamanho Real e EUA Lamentam “Agenda Ideológica”

ONU Adota Mapas Mais Precisos, África é Representada em Tamanho Real e EUA Criticam “Agenda Ideológica”

A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução significativa no último dia 9, que visa corrigir a distorção histórica na representação dos mapas globais. Por muitos anos, continentes como a Europa e a América do Norte foram apresentados com dimensões exageradas, enquanto a África aparecia menor do que sua real proporção.

A iniciativa, liderada pelo Togo e pela União Africana, recebeu um apoio esmagador de 164 votos favoráveis, com apenas um voto contrário, o dos Estados Unidos, que justificou sua posição alegando que a resolução promovia uma “agenda ideológica”. A resolução recomenda a adoção de mapas que reflitam com maior precisão o tamanho real dos continentes.

É intrigante que a busca por uma representação matemática mais exata do tamanho dos países seja classificada como ideologia, ao passo que manter uma distorção cartográfica com quase cinco séculos de existência não seja questionada. A decisão da ONU, conforme noticiado, representa um avanço importante na busca por uma representação mais justa e precisa do mundo.

A Questão do Saara Ocidental Permanece em Aberto

Apesar da correção na representação dos mapas, a resolução da ONU não aborda diretamente as disputas territoriais e fronteiriças. Um exemplo proeminente é a situação do Saara Ocidental, que continua sob ocupação marroquina. Desde 1991, uma missão da ONU está presente no território com o objetivo de organizar um referendo de autodeterminação, consulta que, até hoje, nunca foi realizada.

A Frente Polisário insiste na realização do plebiscito para buscar a independência do Saara Ocidental. Em contrapartida, Marrocos, com o apoio de Estados Unidos e Israel, defende a autonomia da região sob sua soberania. A República Árabe Saaraui Democrática é membro da União Africana, enquanto a ONU mantém o Saara Ocidental em sua lista de territórios não autônomos.

Força do Multilateralismo e Assimetrias na ONU

A aprovação da resolução sobre os mapas demonstra a força do multilateralismo quando os países se organizam e agem em conjunto. Na Assembleia-Geral da ONU, cada um dos 193 Estados-membros possui formalmente o mesmo peso de voto. Essa igualdade, contudo, não se reflete no Conselho de Segurança, o órgão mais poderoso da organização.

No Conselho de Segurança, a estrutura de poder é desigual. Dos 15 membros, dez são eleitos para mandatos temporários, enquanto cinco nações – China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia – detêm assento permanente e o crucial poder de veto. Esse desequilíbrio pode influenciar decisões importantes, como a indicação para o cargo de Secretário-Geral.

Pressão Internacional e a Soberania Nacional

A assimetria de poder é ainda mais evidente nas relações bilaterais. Um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) revelou que os Estados Unidos exerceram forte pressão sobre o Brasil durante o período eleitoral deste ano. Entre os episódios citados, está uma proposta comercial do governo Trump que visava influenciar decisões internas brasileiras.

Os americanos buscavam incluir no acordo comercial garantias para a participação de “dissidentes políticos” nas eleições brasileiras. Essa proposta contraria a legislação brasileira, que torna inelegíveis indivíduos condenados por tentativa de golpe de Estado, uma medida considerada necessária para a manutenção de eleições “livres e justas”.

Debate na ONU: Soberania Versus Concentração de Poder

O debate geral da Assembleia da ONU, que se inicia em Nova York nesta terça-feira, promete trazer à tona discussões sobre soberania, direito internacional e multilateralismo. Os chefes de Estado reafirmarão os princípios fundadores da organização, que se baseia na igualdade entre seus membros. Ao mesmo tempo, a estrutura da ONU concentra poder em um grupo seleto de nações, evidenciando uma contradição inerente à sua arquitetura.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos