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Alerta de Sarampo em SP: 3 Novos Casos na Capital Elevam Total Anual para 40, Vigilância Acompanha Transmissões

São Paulo registra 3 novos casos de sarampo na capital, totalizando 40 em 2026, com foco na prevenção

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) divulgou um novo boletim epidemiológico, confirmando a ocorrência de mais três casos de sarampo na capital paulista nesta quinta-feira, 1º de agosto. Com essas novas confirmações, o estado acumula um total de 40 casos da doença ao longo de 2026, um número que acende um sinal de alerta nas autoridades sanitárias.

Os novos pacientes diagnosticados residem na capital e são dois homens, um de 18 anos e outro de 21 anos, além de uma bebê de apenas 1 ano. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), os novos registros estão diretamente ligados a cadeias de transmissão que já vinham sendo identificadas e monitoradas desde o mês de junho, o que permite um acompanhamento mais preciso da disseminação do vírus.

Apesar dos novos casos, as equipes de vigilância municipais e estaduais observam uma tendência de redução na transmissão do sarampo no estado. Em municípios como Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância sanitária trabalha ativamente com a possibilidade de encerrar as cadeias de transmissão associadas aos casos registrados anteriormente, buscando controlar a propagação da doença. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Capital concentra a maioria dos casos de sarampo

A cidade de São Paulo se mantém como o epicentro da doença no estado, concentrando aproximadamente 90% de todas as infecções registradas. O balanço atualizado aponta que, dos 40 casos confirmados em 2026, 36 estão na capital. São Bernardo do Campo registra dois casos, enquanto Guarulhos e Santo André contabilizam um caso cada, demonstrando a importância de um monitoramento contínuo em todo o território paulista.

Baixa adesão à vacinação é fator de preocupação

Um dos pontos que mais preocupa as autoridades de saúde é a baixa adesão à vacinação entre os indivíduos infectados. Dos 40 casos identificados neste ano, um número expressivo de 30 envolveu pessoas que não possuíam histórico vacinal contra o sarampo ou que apresentavam o esquema de vacinação incompleto. Essa realidade reforça a necessidade de intensificar as campanhas de conscientização sobre a importância da imunização como principal ferramenta de prevenção.

Vacina tríplice viral é gratuita e essencial para a prevenção

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo. O imunizante utilizado é a vacina tríplice viral, que além de proteger contra o sarampo, também confere proteção contra a caxumba e a rubéola, doenças importantes para a saúde pública. A vacina é disponibilizada gratuitamente para toda a população através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os interessados em se vacinar podem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas pelos 645 municípios do estado de São Paulo. A recomendação é que crianças a partir de 12 meses recebam a primeira dose, e aos 15 meses, a segunda dose. Jovens de 15 meses a 29 anos devem ter as duas doses, com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Adultos entre 30 e 59 anos precisam ter pelo menos uma dose da vacina registrada na caderneta, enquanto trabalhadores da saúde devem ter duas doses, independentemente da idade. Para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias, em municípios com transmissão ativa como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, existe a possibilidade da aplicação da “dose zero”, que não substitui as doses previstas no calendário regular de vacinação.

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