Enzo Belmonte lança “Obrigado, Madrinha!”, tributo póstumo a Beth Carvalho, resgatando pérolas do samba
O cantor e compositor Enzo Belmonte, que se autodeclara o último afilhado artístico de Beth Carvalho, presta uma emocionante homenagem à icônica cantora com o lançamento do álbum audiovisual “Obrigado, Madrinha! – Um tributo a Beth Carvalho”. O trabalho, programado para estrear em 6 de novembro, celebra os 80 anos que a artista completaria em 2020 e mergulha em joias menos exploradas de sua vasta discografia.
O projeto audiovisual é uma gravação ao vivo do show apresentado por Belmonte em 12 de maio no Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Contou com participações especiais de nomes como Dayse do Banjo, Lu Carvalho, Serginho Meriti e a Velha Guarda Musical da Mangueira, além de ritmistas da Mangueira do Amanhã, comunidade onde Enzo Belmonte foi criado.
A declaração de Enzo como último afilhado de Beth Carvalho é corroborada pelo jornalista e roteirista Leonardo Bruno. Em visita a Beth Carvalho no hospital, dias antes de seu falecimento em 30 de abril de 2019, Bruno ouviu da própria cantora o reconhecimento de Enzo como seu derradeiro pupilo no universo do samba. Essa validação confere peso e autenticidade ao tributo.
O álbum “Obrigado, Madrinha!” apresenta 16 sambas que foram gravados por Beth Carvalho ao longo de sua carreira, além de uma música inédita em sua homenagem, “Uma rainha no céu”, composta por André da Mata no dia da morte da artista. O repertório selecionado por Enzo vai além dos grandes sucessos, buscando apresentar ao público pérolas que mostram a versatilidade e o bom gosto de Beth Carvalho.
Joias menos óbvias do repertório de Beth Carvalho reavivadas
Entre as faixas que se destacam no álbum está “O daqui, o dali e o de lá”, uma parceria de Bira da Vila e Serginho Meriti. Embora não tenha integrado a discografia oficial de Beth, a canção foi gravada pela cantora em 2010 no álbum “O canto da Baixada”, e agora ganha uma nova interpretação com a participação de Serginho Meriti, um dos compositores.
Outra joia resgatada é “Meu sangue é Brasil”, composição de Almir Guineto e Luverci Ernesto, gravada por Beth em 1999 no álbum “Pagode de mesa ao vivo”. A escolha demonstra o cuidado de Enzo Belmonte em explorar canções que, embora significativas, talvez não sejam tão conhecidas pelo grande público.
Resgate de composições e parcerias marcantes
O álbum também traz “Tem nada não”, um samba de 1979 que conta com a assinatura de Jorge Aragão e a dupla Almir Guineto e Luverci Ernesto. Outra canção da mesma parceria, “É, pois é”, de 1981, com composição adicional de Luíz Carlos, também foi incluída no repertório, mostrando a riqueza das conexões musicais de Beth Carvalho.
Os arranjos de Luizinho Croset, diretor musical do projeto, dão um novo fôlego a essas canções, enquanto a direção e o roteiro do espetáculo, assinados pelo próprio Enzo Belmonte em parceria com Renata Machado, garantem uma experiência audiovisual envolvente.
Enzo Belmonte: A nova geração honrando a “Madrinha do Samba”
Aos 24 anos e com oito de carreira fonográfica iniciada em 2018, Enzo Belmonte demonstra maturidade artística ao dedicar este trabalho à sua madrinha. A iniciativa não só preserva a memória de Beth Carvalho, mas também introduz sua obra a novas gerações, reforçando o legado da “Madrinha do Samba”.
O álbum “Obrigado, Madrinha!” é, portanto, um **tributo sincero e musicalmente rico**, que celebra a trajetória de Beth Carvalho através de sambas que marcaram época e de descobertas que enriquecem ainda mais seu imenso legado.




