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Paulo Guedes sob Investigação da PF por Suspeita de Crimes Financeiros em Empresa de Criptomoedas

PF investiga Paulo Guedes por suposta fraude em empresa de criptomoedas

O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, está sendo alvo de uma investigação pela Polícia Federal. A apuração, confirmada por fontes ligadas ao caso, foca em suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A investigação gira em torno da participação de Guedes em uma empresa de criptomoedas, a OnilX, que estaria dificultando o resgate de valores por parte de seus investidores. A situação levanta preocupações sobre a conduta e o impacto financeiro para centenas de pessoas.

De acordo com a apuração, Guedes teria atuado em conjunto com o empresário Fábio Lino de Almeida, proprietário da OnilX. A empresa prometia altos rendimentos mensais, atraindo investimentos milionários, mas agora enfrenta acusações de não honrar seus compromissos. A notícia sobre a investigação foi divulgada inicialmente pelo site Metrópoles e confirmada por outras publicações.

Atuação de Guedes na OnilX

Paulo Guedes teria se envolvido com a OnilX prestando consultoria ao empresário Fábio Lino de Almeida. Sua participação incluía reuniões estratégicas e o recebimento de potenciais investidores, buscando atrair capital para a empresa. A imagem do ex-ministro também foi utilizada em materiais de divulgação da companhia, apresentando-o como um dos apoiadores do negócio.

Em uma das situações, Guedes foi fotografado ao lado de Fábio Lino e executivos da Visa em uma reunião descrita pela OnilX como de “alta relevância estratégica”. Além disso, o ex-ministro participou de palestras para investidores e assessores da empresa, chegando a elogiar o empreendimento para cerca de 500 pessoas e destacando sua importância para o mercado digital.

Restrições da CVM e Prejuízos de Investidores

A OnilX já vinha enfrentando problemas com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em janeiro, a CVM determinou a suspensão de ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários pelo grupo. Embora a decisão tenha sido mantida em abril, a CVM esclareceu que a restrição não se aplicava à intermediação de criptomoedas como Bitcoin e Ethereum, desde que não houvesse promessa de rendimento.

A investigação da Polícia Federal aponta que centenas de investidores podem ter sido lesados pela OnilX, com prejuízos milionários, especialmente na região Sul do país. O site Metrópoles identificou 108 ações judiciais contra o grupo entre junho e setembro.

Casos de Prejuízo e Utilização do Nome de Guedes

Um casal que cobra R$ 876,5 mil da empresa relatou ter ampliado seus investimentos após uma reunião com Paulo Guedes em abril, mas não conseguiu resgatar os valores quatro meses depois. Em outro caso, uma assessora da OnilX teria usado o nome de Guedes para atrair um investidor, afirmando que o ex-ministro “tá dentro da empresa” e oferecendo uma reunião com ele para negociações de valores entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões.

A defesa de Paulo Guedes e Fábio Lino de Almeida, que compartilham os mesmos advogados, foi procurada pela reportagem e aguarda retorno. A OnilX, em sua defesa nos autos, nega as acusações e afirma operar regularmente no mercado de ativos virtuais. O inquérito tramita na 9ª Vara Federal de Curitiba.

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