Flávio Bolsonaro e família embarcam em voo para Miami, nos Estados Unidos, após determinação do STF para entrega de passaportes
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família embarcaram em um avião privado com destino a Miami, nos Estados Unidos. A aeronave, que partiu do Equador, tem previsão de pouso no aeroporto americano por volta das 10h20, horário de Brasília, segundo o site de monitoramento de voos Flight Aware.
A viagem ocorre em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes à Polícia Federal. O senador é investigado em um inquérito por suspeita de lavagem de dinheiro.
As informações sobre a saída do país foram confirmadas por um aliado próximo do senador e por uma fonte do governo norte-americano à agência Reuters. Flávio Bolsonaro havia negado em vídeo recente a intenção de deixar o Brasil, afirmando que permaneceria para organizar a oposição ao governo federal.
Trajetória da viagem e descumprimento da ordem judicial
A jornada de Flávio Bolsonaro e sua família começou na Argentina. Na terça-feira (27), por volta das 22h50, eles cruzaram a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Pouco tempo depois, às 23h30, a família embarcou em um avião particular rumo a Guayaquil, no Equador. A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou os dados da travessia.
O senador está sendo investigado em um inquérito que apura crimes de lavagem de dinheiro. Além de Flávio Bolsonaro, o advogado Willer Tomaz, amigo do senador, também é alvo da investigação. Ambos negam as irregularidades apontadas.
Contexto político e declarações anteriores
A decisão de Alexandre de Moraes de exigir a entrega dos passaportes foi tomada após declarações de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. Em uma transmissão nas redes sociais, Eduardo havia sugerido que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial e que lideraria a oposição brasileira.
Contudo, Flávio Bolsonaro, em vídeo divulgado na véspera de sua saída, negou planos de deixar o Brasil. Ele declarou que sua intenção era permanecer no país para organizar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito no segundo turno das eleições presidenciais.




