Trem de alta velocidade conectará Porto Alegre a Gramado em apenas uma hora, revolucionando o turismo no Rio Grande do Sul.
Uma nova era para o turismo e a mobilidade no Rio Grande do Sul está prestes a começar. A promessa é de uma viagem de apenas uma hora entre Porto Alegre e Gramado, na Serra Gaúcha, com a implementação de uma moderna ferrovia de passageiros.
O projeto ambicioso prevê trens híbridos, que combinam energia elétrica e diesel, operando em vias duplas para garantir agilidade e segurança. A iniciativa visa transformar a experiência de turistas e moradores, encurtando distâncias e oferecendo um novo modal de transporte.
A previsão é que o serviço, operado pela empresa SulTrens, inicie suas operações entre 2030 e 2033, com um investimento totalmente privado de R$ 4,5 bilhões. Conforme informação divulgada pelo governo do estado, a concessão terá validade de 99 anos e o projeto tem potencial para gerar mais de 22 mil empregos diretos e indiretos.
Conexão estratégica e acessibilidade para turistas
A nova linha ferroviária contará com estações pensadas para maximizar a conveniência. Uma delas ficará a apenas 700 metros do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, facilitando o desembarque de visitantes que desejam seguir direto para a região serrana. A outra estação será localizada na Avenida das Hortênsias, conectando Gramado e Canela.
Essa conexão direta significa que turistas poderão evitar o trânsito e a dependência de outros modais, desfrutando de mais conforto e previsibilidade de horários. A expectativa é de um impulso significativo para o turismo na Serra Gaúcha, atraindo mais visitantes e movimentando a economia local.
Infraestrutura moderna e abrangência regional
O trajeto da ferrovia abrangerá 19 cidades gaúchas, com área de influência em outras 22. A rota inclui passagens por municípios como Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, Sapiranga, Taquara, Três Coroas, além de Gramado e Canela. A infraestrutura contará com 27 cruzamentos, 15 pontes e viadutos, incluindo uma travessia sobre a FreeWay (BR-290), e nove túneis.
O governador Eduardo Leite destacou que, além de facilitar o acesso a destinos turísticos, a ferrovia é vista como um fator de desenvolvimento regional, promovendo a integração e a mobilidade dentro do estado. A tecnologia dos trens híbridos também aponta para um futuro mais sustentável no transporte de passageiros.
Impacto econômico e geração de empregos
O ambicioso projeto de R$ 4,5 bilhões, inteiramente financiado pela iniciativa privada, não apenas visa otimizar o transporte de passageiros, mas também gerar um impacto econômico considerável. A criação de mais de 22 mil empregos, entre diretos e indiretos, durante as fases de implantação e operação, é um dos pontos altos destacados pela gestão estadual.
A expectativa é que a nova ferrovia se torne um marco na infraestrutura do Rio Grande do Sul, atraindo investimentos e fomentando o crescimento econômico em diversas regiões. O planejamento detalhado e a longa concessão de 99 anos demonstram a seriedade e o potencial de longo prazo do empreendimento.
Um futuro de mobilidade e turismo integrado
A visão é clara: tornar a viagem entre a capital e a Serra Gaúcha uma experiência rápida, agradável e eficiente. O trem de passageiros é visto como um catalisador para o desenvolvimento turístico e econômico, conectando pessoas a um dos destinos mais charmosos do Brasil com um novo nível de praticidade.
Com o início das operações previsto para os próximos anos, o Rio Grande do Sul se prepara para receber turistas e moradores com uma opção de transporte que combina tecnologia, conforto e sustentabilidade, prometendo transformar a paisagem e a economia da região serrana e da área metropolitana de Porto Alegre.





