Oposição a Trump exige fim do poder de guerra do presidente após ameaças genocidas e trégua frágil com o Irã
A oposição a Donald Trump voltou a defender o fim do poder de guerra do presidente dos Estados Unidos, após o anúncio de um cessar-fogo com o Irã. Democratas consideram a trégua de duas semanas insuficiente e criticam as ameaças de Trump de “dizimar uma nação em poucas horas”.
Eles pedem o fim do recesso parlamentar para votar pelo fim definitivo da guerra, com o objetivo de limitar a capacidade do presidente de iniciar conflitos sem aprovação do Congresso. A situação se intensificou com relatos de baixas americanas e civis.
Enquanto isso, muitos republicanos mantiveram o silêncio, mas alguns celebraram o cessar-fogo como um feito, ignorando as consequências e mortes registradas durante o conflito. As informações são de acordo com reportagem divulgada recentemente.
Democratas pedem fim do recesso para votar contra a guerra
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, retomou a discussão sobre a resolução para interromper a guerra no Irã. Ele publicou nas redes sociais que esta será a quarta tentativa de aprovar o projeto e apelou para que os republicanos se juntem aos democratas. “Após ameaças do presidente de extinguir uma civilização inteira, os republicanos devem se juntar a nós para votar pelo fim desta guerra de uma vez por todas”, escreveu Schumer.
Schumer expressou alívio com o recuo de Trump, mas criticou o presidente por buscar “desesperadamente uma saída para suas bravatas ridículas”. Ele avalia que Trump deixou os EUA em uma “situação pior que quando o conflito começou”, reforçando o pedido para que a resolução seja aprovada para “acabar com esta guerra de vez”.
Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara, concorda que o cessar-fogo não é suficiente. Em entrevista à emissora CNN, ele pediu o encerramento do recesso parlamentar, que está previsto para terminar no dia 13, para que os parlamentares possam votar o fim do conflito.
Alexandria Ocasio-Cortez e Raphael Warnock criticam Trump
A deputada federal Alexandria Ocasio-Cortez, conhecida como AOC, compartilha da mesma linha de Schumer. Para ela, a decisão pelo cessar-fogo “não muda nada”. “O presidente ameaçou cometer genocídio contra o povo iraniano e continua a usar essa ameaça como instrumento de persuasão”, afirmou AOC.
Assim como outros opositores, AOC sustenta que congressistas poderiam iniciar um processo de impeachment ou invocar a 25ª emenda, que trata da incapacidade do presidente de exercer suas funções. “Não podemos mais arriscar o mundo nem o bem-estar da nossa nação. Seja por iniciativa de seu gabinete ou do Congresso, o presidente deve ser destituído do cargo. Estamos brincando com fogo”, disse a parlamentar.
O senador Raphael Warnock declarou que os Estados Unidos nunca deveriam ter entrado na guerra. “Donald Trump nos levou ao precipício de um desastre global ao escolher a guerra em vez da diplomacia. Perdemos vidas americanas. Matamos civis inocentes, incluindo mais de cem menininhas preciosas, com nossas bombas.”, lamentou Warnock.
Aliados de Trump divididos, enquanto republicanos celebram trégua
Críticas às ações de Trump foram ecoadas por antigos aliados, como a ex-deputada Marjorie Taylor Greene e a influenciadora Candace Owens. Elas classificaram as ameaças como “maldosas”. Antes do cessar-fogo, Owens chegou a pedir a invocação da 25ª emenda, chamando Trump de “genocida lunático” e pedindo intervenção do Congresso e do Exército.
Em geral, aliados republicanos de Trump se mantiveram em silêncio. O presidente da Câmara, Mike Johnson, limitou-se a repostar o anúncio de Trump sobre a trégua. Alguns republicanos, contudo, elogiaram o recuo. O senador Rick Scott publicou que o cessar-fogo era uma “ótima notícia” e um “forte passo para responsabilizar o Irã”.
Scott defendeu que “um líder que coloca a paz por meio da força acima do caos e políticas fracas de apaziguamento” é o correto. Ele reiterou a importância de que “o Irã NUNCA deve ter uma arma nuclear, o Estreito de Hormuz DEVE estar completamente aberto, e nosso país e nosso grande aliado Israel nunca mais devem ser ameaçados pelo Irã ou seus aliados”. A deputada Anna Paulina Luna também elogiou Trump, vendo o Irã como uma “ameaça existencial aos EUA”.
Investigações e perdas em conflito que a oposição quer deter
Apesar das celebrações de alguns republicanos, a oposição democrata insiste que a situação exige uma ação imediata para limitar o poder de guerra do presidente. A tentativa de aprovar uma resolução para interromper a guerra no Irã já havia sido ventilada no início dos ataques, mas não obteve os votos necessários.
A reportagem original menciona que houve 13 mortes de militares americanos, dois caças abatidos pelo Irã e 175 mortos em um ataque a uma escola para meninas no sul do país, onde uma investigação preliminar aponta responsabilidade dos EUA. Esses dados reforçam o argumento dos democratas para a necessidade de controle sobre as decisões de guerra.
A busca por limitar o poder de guerra do presidente Trump é vista pela oposição como fundamental para a segurança nacional e para evitar conflitos desnecessários e com graves consequências humanitárias. O debate sobre a necessidade de aprovação do Congresso para ações militares se intensifica diante das recentes tensões.





