O fascínio dos gêiseres: maravilhas naturais que brotam da Terra
O encontro entre águas subterrâneas e calor intenso, geralmente derivado do magma ou de rochas quentes, pode gerar erupções explosivas que lançam jatos de água a grandes alturas. Esse espetáculo natural é chamado de gêiser, termo de origem islandesa que significa “fonte jorrante”.
Raros e exuberantes, os gêiseres são um tipo incomum de fonte termal e despertam fascínio entre os viajantes. Eles se formam apenas em regiões geotérmicas muito específicas e, embora não sejam fáceis de encontrar, estão espalhados por diferentes países. A seguir, conheça cinco formações que podem ser visitadas, conforme informações divulgadas sobre essas maravilhas naturais.
Old Faithful, Estados Unidos: A Previsibilidade da Natureza
No Parque Nacional Yellowstone, nos Estados Unidos, o Old Faithful é um dos mais emblemáticos gêiseres. Batizado em 1870, tornou-se célebre por sua regularidade, sendo um dos fenômenos geográficos mais previsíveis do mundo. Sua fama atrai muitos visitantes, que têm a certeza de assistir ao espetáculo.
Graças a um sistema cuidadoso de observação e previsão, o Old Faithful entra em atividade em intervalos médios de 90 minutos a duas horas. Cada jato lança colunas impressionantes de água quente que podem alcançar cerca de 40 metros de altura, com duração de um a cinco minutos.
Strokkur, Islândia: A “Batedeira” Geotérmica
Na área geotérmica de Haukadalur, na Islândia, o Strokkur é a grande estrela. Integrante da famosa rota turística do Golden Circle, este gêiser é um dos mais ativos do país e um dos mais fáceis de ver em ação. É possível se aproximar bastante, sentindo o calor e ouvindo o som grave que antecede cada erupção.
O Strokkur projeta, a cada cinco a dez minutos, uma coluna de água fervente que pode alcançar até 40 metros. Seu nome, do islandês, significa “batedeira”, em referência ao movimento giratório que o jato costuma fazer.
El Tatio, Chile: Gêiseres no Teto do Mundo
Localizado a mais de 4,3 mil metros de altitude, no Deserto de Atacama, no Chile, o campo geotérmico de El Tatio é frequentemente citado como o conjunto de gêiseres mais alto do planeta. Mesmo sob frio intenso, a vista das paisagens desérticas do altiplano chileno é ampla.
Neste local, inúmeras erupções disparam jatos vigorosos quase em sequência. A recomendação é visitar ao amanhecer, quando a luz do sol atravessa as colunas de vapor, criando reflexos coloridos no ar.
Pohutu, Nova Zelândia: Erupções Duradouras e Cultura Maori
No coração da região geotérmica de Rotorua, na Ilha Norte da Nova Zelândia, fica o gêiser Pohutu. Conhecido por suas erupções particularmente longas, cada uma pode durar cerca de uma hora. Rotorua é também um lar de uma comunidade maori, sendo comum encontrar apresentações e vivências ligadas às tradições locais.
O próprio nome “Pohutu” vem do maori e significa “grande nuvem de água”. O vale reúne outros fenômenos naturais, como fontes termais e lagos de cores, mas apenas parte dos dezenas de gêiseres nomeados estão ativos.
Gêiser de Andernach, Alemanha: A Exceção de Água Fria
Perto da cidade de Andernach, na Alemanha, existe um gêiser singular, composto inteiramente por água fria. Para visitá-lo, o trajeto inclui uma viagem de barco até a vila de Namedy, onde ocorre a visita guiada.
O gêiser entra em erupção aproximadamente a cada duas horas, funcionando apenas entre abril e outubro. A explosão pode durar entre oito a dez minutos e alcançar impressionantes 60 metros de altura, sendo o mais alto do mundo entre os gêiseres de água fria. O mecanismo é impulsionado por bolhas de dióxido de carbono que acumulam pressão, e não por calor.





