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Xi Jinping alerta contra “lei da selva” e critica Trump na crise Irã-EUA, enquanto bloqueio naval gera tensão

Xi Jinping, líder da China, se posiciona contra a “lei da selva” em meio à escalada de tensões entre EUA e Irã, criticando duramente as ações de Donald Trump e propondo um plano genérico para a paz na região, que vive um cessar-fogo frágil.

Em declarações contundentes sobre a crise no Oriente Médio, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou nesta terça-feira (14) que o mundo não pode retroceder à “lei da selva”. A declaração foi feita em Pequim, durante um encontro com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed al-Nahyan. Os Emirados Árabes Unidos foram um dos alvos da retaliação iraniana durante o recente conflito iniciado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Xi Jinping, que comanda a China, principal rival estratégica dos Estados Unidos, apresentou um plano genérico que visa a paz na região. A proposta se baseia em quatro pilares: coexistência pacífica, respeito à soberania, proteção ao Estado de Direito e desenvolvimento conjunto. No entanto, o plano não detalha soluções práticas para os pontos mais sensíveis da disputa atual, como o destino do programa nuclear iraniano.

A crítica à “lei da selva” foi explicitamente direcionada ao presidente Donald Trump. Xi Jinping enfatizou que “o Estado de Direito não pode ser usado quando é conveniente e descartado quando não é”. A China, antes da guerra, dependia do Irã como seu terceiro maior fornecedor de petróleo, atrás apenas da Rússia e da Arábia Saudita. Conforme informação divulgada pelo g1, essa dependência torna a instabilidade na região uma preocupação para Pequim.

Bloqueio Naval Americano Gera Preocupação e Tensão na Navegação

Apesar de possuir confortáveis reservas de petróleo e gás para atravessar a instabilidade, Xi Jinping expressou preocupação com o bloqueio naval imposto por Trump ao trânsito de navios para e de portos iranianos, que entrou em vigor na segunda-feira (13). A chancelaria chinesa classificou a restrição como “irresponsável e perigosa” e solicitou a reabertura das vias normais de navegação na região.

A negociação direta entre Estados Unidos e Irã, que ocorria no Paquistão, não apresentou avanços significativos, mas há a possibilidade de ser retomada em breve, coincidindo com o fim do cessar-fogo. A medida de bloqueio surtiu efeito, limitando drasticamente o tráfego marítimo na área. Antes do conflito, cerca de 140 embarcações passavam pelo estreito de Hormuz, número que caiu para apenas 10% após as hostilidades.

Navios Chineses e o Dilema do Embargo na Rota Marítima

Segundo dados do serviço MarineTraffic, da consultoria britânica Kpler, apenas seis navios transitaram pelo estreito de Hormuz após o bloqueio. Este estreito, controlado pelo Irã, tornou-se palco de uma rota alternativa de pagamento de pedágio ilegal. Desses seis navios, alguns não estavam sob as restrições do embargo, enquanto outros, como o navio chinês Rich Star, que transportava metanol, estavam sob sanções ocidentais por negócios anteriores com petróleo iraniano.

A situação do Rich Star permanece incerta, apesar de tudo indicar que ele conseguirá seguir para a China sem maiores problemas. Donald Trump havia declarado que abordaria quaisquer navios que aceitassem pagar o pedágio iraniano na rota que passa pelas águas territoriais de Teerã, caminho este que se tornou perigoso devido à presença de minas. O Irã, por sua vez, afirmou que não cobraria pedágio de países aliados.

EUA Deslocam Caça-Minas e Ameaças Mútuas Elevam o Risco de Conflito

Em um movimento que pode aumentar ainda mais as tensões, os Estados Unidos estão deslocando pelo menos dois navios caça-minas do Pacífico para o Oriente Médio. A justificativa oficial é trabalhar na área onde o Irã alega ter instalado explosivos. Teerã já advertiu que qualquer navio de guerra em sua vizinhança será considerado hostil e uma violação da trégua, ameaçando usar seu arsenal de mísseis de cruzeiro e drones.

Donald Trump respondeu às ameaças iranianas afirmando que qualquer ameaça naval à Marinha dos EUA será “eliminada”. Em um jogo de “quem pisca primeiro”, os EUA anunciaram um mal explicado trânsito de dois destróieres por Hormuz no fim de semana, supostamente para lidar com as minas. Apesar de possuírem sensores eficazes, esses navios não são projetados para desabilitar esse tipo de armamento, e a real extensão de sua atuação na área permanece obscura.

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