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Guerra no Irã: Datafolha revela que 70% dos brasileiros são contra conflito, com disparidades entre gêneros e eleitores de Bolsonaro

Maioria esmagadora dos brasileiros repudia guerra no Irã; veja quem apoia e quem se opõe

A opinião pública brasileira se mostra amplamente contrária à guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Uma pesquisa recente do Instituto Datafolha revelou que a vasta maioria da população se posiciona contra o conflito, demonstrando preocupação com suas potenciais consequências.

O levantamento, realizado entre os dias 7 e 9 de maio, ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades, com margem de erro de dois pontos percentuais. Os resultados indicam um alto nível de conhecimento sobre a crise no Oriente Médio, com 94% dos entrevistados afirmando ter ouvido falar sobre o assunto.

As percepções sobre o impacto do embate no cotidiano brasileiro são igualmente fortes, com destaque para a influência nos preços dos alimentos e na economia em geral, além de efeitos esperados na política nacional, incluindo as eleições gerais de outubro. Os dados foram registrados na Justiça Eleitoral sob o código BR-03770/2026.

Rejeição homogênea, mas com nuances de gênero e classe

De acordo com o Datafolha, 70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, enquanto apenas 20% aprovam a ação militar. Os 7% restantes demonstraram não saber ou serem indiferentes ao tema. Contudo, a análise por segmentos revela disparidades significativas.

Os homens se mostram mais favoráveis ao conflito, com 29% de aprovação, em contraste com 63% que desaprovam. Já entre as mulheres, a rejeição é ainda maior, atingindo 78%, com apenas 12% de apoio. Grupos com menor escolaridade (13%) e menor renda (16%) também apresentaram menor índice de aprovação à guerra.

Por outro lado, o apoio ao conflito é mais expressivo entre pessoas com curso superior (26%), evangélicos (29%) e indivíduos com rendas mais elevadas. Esses dados sugerem que a polarização social e religiosa pode influenciar a percepção sobre a guerra.

Impactos econômicos e políticos sentidos no Brasil

A percepção de que a guerra no Irã afeta o Brasil é generalizada. 92% dos entrevistados acreditam que a crise influencia os preços dos alimentos, e 87% apontam efeitos na economia como um todo. Para 84%, o país sofrerá diretamente os desdobramentos do conflito.

O cenário eleitoral brasileiro também é visto como impactado pela guerra. 75% dos ouvidos acreditam que a eleição geral de outubro será afetada. A instabilidade no mercado de energia, com a disparada dos preços do petróleo e gás devido ao fechamento do Estreito de Hormuz, é uma das principais preocupações, levando o governo a anunciar medidas para conter o aumento nos combustíveis.

Polarização política e a guerra no Irã

A guerra no Irã também reflete a polarização política brasileira. O apoio à guerra entre eleitores de Jair Bolsonaro é o dobro da média geral. Entre os declarados apoiadores do senador Flávio Bolsonaro, 40% são a favor do conflito, e entre os que votaram em Jair Bolsonaro em 2022, o apoio é de 37%. Isso contrasta com os eleitores de Lula, onde a rejeição ao conflito atinge 85%.

A influência da crise no Brasil também é percebida de forma diferente pelos eleitores. Enquanto 59% dos que dizem votar no senador acreditam que a guerra tem muita influência sobre o país, 46% dos apoiadores da reeleição do presidente expressam a mesma opinião. A proximidade de figuras políticas brasileiras com líderes como Donald Trump e Benjamin Netanyahu também pode ter influenciado essas percepções.

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