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Papa Francisco critica desigualdade na África e visita prisão de segurança máxima em último dia de viagem

Papa Leão 14 encerra visita à África com forte apelo contra a desigualdade e visita a centro de detenção

O Papa Leão 14, em seu último dia de uma extensa viagem por quatro países africanos, fez um discurso contundente contra a desigualdade de renda, instando os fiéis a trabalharem para diminuir o abismo entre ricos e pobres.

A mensagem foi proferida durante sua passagem pela Guiné Equatorial, um país conhecido por suas vastas reservas de petróleo. A visita, que também incluiu um centro de detenção, ressaltou a preocupação do pontífice com os direitos humanos e a justiça social na região.

A fala do Papa Leão 14, primeiro americano a liderar a Igreja Católica, ocorre em um contexto de tensões internacionais, inclusive com críticas direcionadas a Donald Trump. A visita à prisão, em particular, chamou a atenção devido a relatos de condições precárias e presos políticos, conforme divulgado por grupos de direitos humanos.

Visita a centro de detenção e apelo por dignidade

No pátio de uma prisão de segurança máxima, o pontífice testemunhou um momento emocionante onde detentos cantaram e dançaram sob chuva torrencial. Diante de cerca de 600 presos, incluindo 30 mulheres, o Papa Leão 14 enfatizou que a administração da justiça deve focar na proteção da sociedade, mas, para ser eficaz, precisa valorizar a dignidade e o potencial de cada indivíduo.

A Anistia Internacional aponta que a unidade prisional visitada é um local onde presos podem permanecer por anos sem acesso a advogados, uma situação que o governo local nega, afirmando que o país vive sob uma democracia. O Vaticano informou que aproximadamente 100 mil pessoas se reuniram para ver o pontífice, celebrando sua chegada com gritos e danças.

O apelo por um serviço ao bem comum

Durante uma missa na Basílica da Imaculada Conceição, a maior estrutura religiosa da África Central, o Papa Leão 14 pediu à população da Guiné Equatorial que sirva ao bem comum em detrimento de interesses privados. O objetivo, segundo ele, é reduzir as disparidades entre os privilegiados e os desfavorecidos.

O líder religioso também criticou o tratamento dado a prisioneiros, que frequentemente são forçados a viver em condições sanitárias e higiênicas preocupantes. A Guiné Equatorial, governada desde 1979 pelo ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, é frequentemente apontada como um dos regimes mais repressivos da região.

Uma viagem complexa e histórica

A visita do Papa Leão 14 à Guiné Equatorial é a primeira de um pontífice ao país desde 1982. A viagem internacional, que abrangeu cerca de 18 mil km, 18 voos e 11 cidades em quatro países, é considerada uma das mais complexas já realizadas por um líder da Igreja Católica.

Mais de 70% dos 1,8 milhão de habitantes da Guiné Equatorial se identificam como católicos. O presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo e seu filho, o vice-presidente Teodoro Nguema Obiang Mangue, participaram dos eventos ao lado do Papa, apesar das acusações de abusos de direitos humanos e corrupção que pesam contra o governo.

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