Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Generais Assumem o Poder no Irã: O Que Acontece com Mojtaba Khamenei Após Ataques Severos?

A nova estrutura de poder no Irã: generais assumem as rédeas enquanto Mojtaba Khamenei se recupera de ferimentos graves.

A política iraniana vive um momento de profunda reconfiguração. Com o aiatolá Ali Khamenei gravemente ferido após ataques militares, seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, assume a liderança suprema em circunstâncias delicadas. No entanto, o poder de decisão parece ter sido transferido, ao menos temporariamente, para um conselho de generais experientes da Guarda Revolucionária.

Essa nova configuração de poder é descrita por fontes internas como uma gestão coletiva, onde Mojtaba Khamenei, apesar de sua posição, depende fortemente das orientações dos comandantes militares. A situação é complexa, envolvendo questões de segurança nacional, diplomacia e a própria recuperação do líder supremo.

A ascensão da Guarda Revolucionária, fortalecida ao longo dos anos, ganha novo impulso neste cenário. A dificuldade de acesso a Mojtaba Khamenei, devido a questões de segurança e tratamento médico, intensifica o papel dos generais nas decisões cruciais do país. As informações são baseadas em entrevistas com múltiplos funcionários e especialistas no Irã.

O Estado de Saúde de Mojtaba Khamenei e a Segurança do Líder Supremo

Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, está em processo de recuperação de ferimentos graves sofridos em ataques aéreos que atingiram o complexo de seu pai. Ele passou por múltiplas cirurgias, incluindo em uma perna e em uma mão, e aguarda uma prótese. Seu rosto e lábios foram severamente queimados, o que dificulta a fala e exigirá cirurgia plástica futura. Apesar das lesões, ele permanece mentalmente lúcido.

A segurança de Mojtaba Khamenei é uma preocupação primordial. Ele está isolado em um local secreto, cercado apenas por uma equipe médica. Comandantes e autoridades evitam visitá-lo para não serem rastreados por possíveis ataques. A comunicação com ele é restrita, com mensagens sendo transmitidas através de uma cadeia de mensageiros confiáveis.

A ausência de gravações em vídeo ou áudio de Mojtaba Khamenei se deve ao desejo de não demonstrar vulnerabilidade. Ele tem emitido declarações escritas, publicadas online e lidas na televisão estatal. A dificuldade de acesso e as preocupações com sua segurança justificam a delegação de poder aos generais.

A Ascensão da Guarda Revolucionária e a Nova Dinâmica de Poder

A Guarda Revolucionária, criada para proteger a Revolução Islâmica, acumulou poder ao longo das décadas através de cargos políticos, controle econômico e operações de inteligência. Sob Ali Khamenei, a Guarda era uma ferramenta e um pilar do regime, mas ainda subserviente à sua vontade.

A morte de Ali Khamenei criou um vácuo e uma oportunidade para a Guarda. Eles foram fundamentais na escolha de Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo, unindo-se em torno dele durante a disputa pela sucessão. A Guarda Revolucionária agora detém múltiplas alavancas de poder no país.

Generais como Ahmad Vahidi, comandante-chefe, e Mohammad Bagher Zolghadr, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, desempenham papéis centrais. Yahya Rahim Safavi atua como conselheiro militar para ambos, pai e filho. A influência dos clérigos no sistema está diminuindo, enquanto o poder militar se consolida.

Generais no Comando: Decisões Estratégicas e Diplomacia sob Nova Liderança

Os generais da Guarda Revolucionária são agora os principais tomadores de decisão em questões de segurança, guerra e diplomacia. Eles veem a guerra com os Estados Unidos e Israel como uma ameaça à sobrevivência do regime e agiram com confiança para conter essa ameaça após semanas de combate intenso.

Eles definiram a estratégia para os ataques do Irã contra Israel e países do Golfo, além do fechamento do Estreito de Hormuz, impactando a economia global. O presidente eleito e seu gabinete foram instruídos a focar em assuntos domésticos, como o fornecimento de alimentos e combustível.

O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, foi marginalizado nas negociações com os Estados Unidos, com Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento e ex-general da Guarda, assumindo a liderança. A Guarda elaborou a estratégia para os ataques e o fechamento do estreito, e foram seus membros que concordaram com um cessar-fogo temporário e aprovaram a diplomacia indireta e negociações diretas com os EUA.

Divergências e o Fracasso das Negociações com os EUA

Apesar da ascensão dos generais, outras facções políticas, incluindo reformistas e ultraconservadoras, ainda participam das discussões. No entanto, são os generais que prevalecem nas decisões. Divergências surgiram, por exemplo, sobre a continuação das negociações com os EUA enquanto Trump mantinha um bloqueio marítimo e apreendia navios iranianos.

Generais como Vahidi argumentaram que as negociações eram inúteis, pois o bloqueio demonstrava a falta de interesse dos EUA em diálogo. O presidente Pezeshkian e o ministro Araghchi discordaram, alertando para as perdas econômicas e a necessidade de alívio de sanções. Houve também divergências sobre a extensão do fechamento do estreito.

Os generais venceram a disputa interna, levando ao fracasso das negociações. Trump estendeu o cessar-fogo, mas mantém o bloqueio. A possibilidade de concessões suficientes para um acordo de paz, especialmente sobre o programa nuclear iraniano, permanece incerta. Uma facção linha-dura no Irã se opõe a qualquer concessão, acreditando na vitória militar.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos