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Guerra no Oriente Médio Abala Demanda de Passageiros e Cargas Aéreas em Março, Brasil se Destaca Positivamente

Guerra no Oriente Médio Abala Demanda de Passageiros e Cargas Aéreas em Março, Brasil se Destaca Positivamente

A instabilidade geopolítica no Oriente Médio impactou significativamente a demanda global de passageiros e cargas aéreas em março, segundo dados divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). A interrupção de parte do tráfego aéreo na região afetou as métricas globais, embora mercados fora da zona de conflito apresentem recuperação.

Enquanto a demanda internacional sofreu recuo, o mercado doméstico, impulsionado por países como o Brasil e a China, demonstrou força. No entanto, o aumento expressivo nos custos do querosene de aviação e a incerteza sobre repasses aos consumidores são pontos de atenção para o setor.

O setor de carga aérea também sentiu os efeitos do conflito, com quedas expressivas na demanda e capacidade, especialmente nas rotas ligadas ao Oriente Médio. A resiliência das redes de carga é destacada como fundamental para o suporte às cadeias de suprimentos globais.

Impacto da Guerra nos Dados Globais de Passageiros

Em março, a métrica de quilômetros pagos por passageiro (RPK) registrou uma alta de 2,1% em comparação com o mesmo mês de 2025. Contudo, ao excluir os mercados afetados pelo conflito no Oriente Médio, o crescimento sobe para 8%. A capacidade total, medida em assentos-quilômetro oferecidos (ASK), apresentou uma queda de 1,7% ano a ano, resultando em um fator de ocupação de 83,6%, um aumento de 3,1 pontos percentuais.

A demanda internacional, em particular, sofreu uma retração de 0,6% em março. As companhias aéreas do Oriente Médio lideraram essa queda, com um recuo de 60,8% na demanda. A capacidade internacional diminuiu 6,2%, e o fator de ocupação atingiu 84,1%.

Brasil se Destaca no Crescimento Doméstico

O crescimento global na demanda de passageiros foi impulsionado pelo desempenho dos mercados domésticos, que aumentaram 6,5% em março. O Brasil emergiu como um dos destaques positivos, com um crescimento de 10,8% nos quilômetros pagos por passageiro (RPK), superado apenas pela China (13,7%).

A métrica doméstica de assentos-quilômetro oferecidos (ASK) no Brasil também mostrou elevação de 8,7%, ficando atrás apenas da China (+13,1%). A capacidade doméstica cresceu 5,6% ano a ano, com um fator de ocupação de 83,0%, um aumento de 0,7 ponto percentual.

Preocupações com Combustível e o Futuro das Viagens

Willie Walsh, diretor-geral da IATA, alertou para a preocupação com a oferta e os preços do querosene de aviação. A escassez em regiões dependentes de suprimentos do Golfo e o custo elevado do combustível estão sendo repassados aos preços das passagens. Os preços dos combustíveis para aviação subiram 106,6% em março em relação ao ano anterior.

Embora esses fatores não tenham afetado o tráfego de março ou as reservas futuras, Walsh ressaltou a necessidade de monitorar o ponto em que os preços elevados podem alterar o comportamento dos passageiros. O verão no Hemisfério Norte se projeta movimentado, mas a resiliência das companhias aéreas está sendo testada, e a estabilização do combustível é crucial.

Carga Aérea Sente o Peso do Conflito

O mercado global de carga aérea foi mais sensível ao conflito no Oriente Médio, com uma queda de 4,8% na demanda total (toneladas-quilômetro de carga – CTK) em março. Para operações internacionais, a queda foi de 5,5%. A capacidade de carga aérea (ACTK) diminuiu 4,7% ano a ano.

As companhias aéreas do Oriente Médio registraram a maior queda, com um recuo de 54,3% na demanda por carga aérea em março. Rotas como Europa-Oriente Médio (-57,6%) e Oriente Médio-Ásia (-58,6%) puxaram as perdas gerais. Apesar disso, companhias da América Latina e Caribe registraram aumento de 1,8% na demanda por carga aérea.

A IATA destacou que as redes de carga aérea têm oferecido flexibilidade para apoiar as cadeias de suprimentos globais em meio às pressões geopolíticas e operacionais, demonstrando a importância do setor mesmo em cenários desafiadores.

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