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Irã Resiste: Manifestações Diárias de Apoio ao Governo Completam 71 Dias em Meio à Guerra com EUA e Israel

Irã celebra mais de dois meses de manifestações diárias em apoio ao governo, com forte sentimento nacionalista e rejeição a EUA e Israel.

Por mais de dois meses, o Irã tem sido palco de demonstrações diárias de apoio inabalável ao seu governo. Desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel, milhares de cidadãos iranianos se reúnem todas as noites para expressar solidariedade e patriotismo.

Esses atos de apoio, que já somam 71 dias consecutivos, tornaram-se uma rotina no país. As praças de diversas cidades se enchem de bandeiras iranianas e imagens de líderes importantes, simbolizando a resistência e a unidade nacional diante das adversidades externas.

A população demonstra um forte sentimento de rejeição às potências estrangeiras, que, segundo eles, buscam interferir em seus assuntos internos e explorar seus recursos. A informação foi divulgada com base em reportagem local.

Teerã vira palco de manifestações massivas e celebração da identidade nacional

Na capital, Teerã, a praça Enghelab, que significa “revolução” em farsi, é o epicentro das maiores concentrações. Recentemente, o local foi palco de uma celebração vibrante da seleção iraniana de futebol, que se prepara para a Copa do Mundo.

Milhares de pessoas se reuniram para apoiar os jogadores, celebrar a conquista e, ao mesmo tempo, manifestar seu repúdio aos Estados Unidos e a Israel. Os atletas foram ovacionados como heróis, em um clima de forte emoção e união.

Símbolos de resistência e unidade em meio à guerra

As manifestações são marcadas por diversos símbolos de resistência e lealdade. Ambulantes comercializam bandeiras com imagens de figuras históricas como o aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da revolução islâmica de 1979, ao lado de Ali Khamenei, o falecido líder supremo, e seu filho, Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo.

O apoio ao governo é visível em todos os cantos, com outdoors e painéis satirizando líderes estrangeiros, como o presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu. Uma imagem chamativa em uma praça exibe Trump “amordaçado” pelo estreito de Hormuz, uma passagem marítima estratégica controlada pelo Irã.

Cidadãos expressam otimismo e resiliência frente ao conflito

A população iraniana demonstra uma notável resiliência e otimismo. Maryam, uma comerciante de 34 anos, expressou a convicção de que os ataques estrangeiros visam o petróleo do país, mas que o Irã não cederá sua independência.

“Esses países estão em guerra contra o Irã há décadas, com sanções, e não conseguem vencer”, afirmou Maryam, ressaltando a longa história de resistência do país. Outro cidadão, Ahmed, veterano da guerra Irã-Iraque, minimizou a atual guerra, comparando-a a um “brinquedo” diante do que já enfrentaram.

Memória e educação como ferramentas de resistência

A memória das vítimas dos ataques também é um elemento forte nas manifestações. Locais públicos exibem memoriais em homenagem às 120 crianças mortas em um bombardeio israelense a uma escola em Minab. Em um centro de formação, adolescentes batizaram estrelas recém-identificadas com os nomes das vítimas, mantendo viva a lembrança e o espírito de resistência.

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