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Chileno preso por racismo em voo da Latam alega ‘apagão’ e pede desculpas por insultos contra comissário

Chileno preso por racismo em voo da Latam alega ‘apagão’ e pede desculpas por insultos contra comissário

O empresário chileno Germán Naranjo Maldini foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na última sexta-feira (15), sob acusação de cometer crimes de racismo, xenofobia e homofobia contra um comissário de bordo da Latam. O episódio ocorreu no dia 10 de maio, durante o voo LA8070, que viajava de São Paulo para Frankfurt, na Alemanha.

Segundo as investigações, o passageiro teria se exaltado após ser impedido pela tripulação de abrir uma das portas da aeronave em pleno voo. Imagens gravadas por outros passageiros mostram o homem proferindo ofensas homofóbicas e racistas ao comissário, utilizando termos como “macaco”, imitando o animal e alegando que o tripulante teria “cheiro de negro e de brasileiro”.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça Federal. Após audiência de custódia, Germán Naranjo foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, onde permanece detido. Conforme relatado pelo advogado de defesa, Pedro Mollo, o acusado afirmou que não se recorda dos insultos proferidos, alegando ter tido um “surto” e manifestando o desejo de pedir desculpas ao comissário ofendido. O advogado também mencionou que o passageiro teria feito uso de medicamentos para dormir, mas não soube confirmar se houve mistura com álcool.

Repercussão e demissão no Chile

O caso gerou forte repercussão e teve consequências imediatas no Chile. No sábado (16), a empresa Landes, atuante no setor pesqueiro, anunciou a demissão de Germán Naranjo Maldini, que ocupava o cargo de gerente comercial na companhia há mais de uma década. Em nota oficial, a Landes declarou que a conduta do funcionário é “absolutamente incompatível” com os valores e políticas internas da empresa.

Posicionamento da Latam e do governo chileno

A Latam informou que está colaborando ativamente com as autoridades brasileiras e oferecendo suporte jurídico e psicológico ao funcionário que foi vítima das agressões. O governo chileno também se manifestou publicamente sobre o episódio, condenando o ocorrido nesta segunda-feira (18).

A investigação sobre o caso segue em andamento, com a Polícia Federal apurando os detalhes das ofensas e o contexto em que ocorreram. A prisão do empresário chileno reforça a importância do combate ao racismo, xenofobia e homofobia em todas as esferas da sociedade, inclusive em ambientes de transporte aéreo.

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