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Morte de Congolês em Dublin: Protestos em Massa Ecoam George Floyd e Pedem Justiça Urgente

Protestos em Dublin: Morte de Congolês Após Imobilização por Seguranças Gera Revolta e Comparações com George Floyd

Centenas de manifestantes se reuniram em frente ao Parlamento da Irlanda, em Dublin, nesta quinta-feira (21), expressando indignação pela morte de Yves Sakila, um homem congolês que faleceu após ser imobilizado por seguranças do lado de fora de uma loja. O incidente, registrado na última sexta-feira (15), está sendo comparado por muitos ao caso de George Floyd, o americano negro que morreu em 2020 após ser subjugado por um policial.

Yves Sakila foi detido por suposto furto em uma movimentada rua comercial da capital irlandesa. Durante a abordagem, ele perdeu a consciência e, posteriormente, foi declarado morto. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Sakila sendo contido no chão por pelo menos cinco homens, por quase cinco minutos, enquanto transeuntes observavam a cena.

As imagens são chocantes, com dois dos homens mantendo o rosto de Sakila pressionado contra o solo. Em um momento específico, um deles parece se ajoelhar sobre a cabeça ou pescoço do congolês por alguns segundos. Este cenário levou David Kaliba, amigo de infância de Sakila, a declarar: “Chamamos isso de um momento George Floyd”. A declaração ressalta a gravidade e a semelhança percebida com o caso que desencadeou protestos globais contra o racismo e a brutalidade policial.

“Um Momento George Floyd” na Irlanda

A comparação com George Floyd, que morreu em Minneapolis em maio de 2020, quando um policial se ajoelhou em seu pescoço por vários minutos, não é acidental. A morte de Floyd impulsionou o movimento Black Lives Matter e gerou manifestações em todo o mundo. Em Dublin, os protestos refletem essa mesma onda de indignação, com os manifestantes gritando “sem acobertamento, sem demora” e empunhando cartazes pedindo justiça e inclusão, com a mensagem “cead míle fáilte [expressão irlandesa para boas-vindas] é para todos”.

A polícia informou que o exame post-mortem de Yves Sakila foi concluído, mas os resultados ainda não foram divulgados por “razões operacionais”. David Kaliba, que se mudou para a Irlanda vindo da República Democrática do Congo, assim como Sakila, expressou sua incredulidade: “Não consigo acreditar que isso aconteceu na América em 2020 e aconteceu na Irlanda em 2026”. Ele descreveu Sakila como uma pessoa quieta e tímida, que trabalhava com tecnologia da informação antes de enfrentar dificuldades e ficar em situação de rua.

Críticas à Integração e Aumento da Tensão Social

Yemi Adenuga, porta-voz da Coalizão Negra da Irlanda e vereadora, reforçou a semelhança com o caso Floyd, afirmando que o vídeo da morte de Sakila é “como uma reconstituição do que aconteceu com George Floyd”. Adenuga criticou o governo por falhar na implementação de medidas eficazes para integrar adequadamente a crescente população imigrante no país, considerando essa falha “uma receita para o caos, a anarquia e a apatia”.

A Irlanda tem testemunhado um aumento significativo nos protestos anti-imigração nos últimos anos. Em 2023, ativistas anti-imigração estiveram envolvidos em tumultos em larga escala no centro de Dublin, próximo ao local onde Sakila faleceu. O vídeo de sua morte causou comoção nacional, sendo descrito por parlamentares como “angustiante” e “perturbador”. O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, reiterou a necessidade de uma investigação completa, afirmando que a forma como Sakila morreu gera “enorme preocupação em toda a sociedade”.

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