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Celular em safári? Índia proíbe smartphones em Ranthambore para proteger tigres e turistas de riscos e estresse

Índia impõe proibição de celulares em safáris famosos para garantir segurança e bem-estar animal

O Parque Nacional de Ranthambore, na Índia, um dos destinos mais cobiçados para avistar tigres-de-bengala, implementou uma nova regra desde fevereiro: o uso de celulares está proibido durante os safáris. A medida, baseada em uma decisão da Suprema Corte indiana, visa aumentar a segurança de visitantes e animais.

A proibição abrange turistas, guias, naturalistas e motoristas, com penalidades que incluem multas e processos judiciais para quem desrespeitar a norma. A medida se aplica a todas as rotas de safári nas zonas 1 a 10 da reserva. Câmeras fotográficas ainda são permitidas, mas os celulares devem ser entregues aos condutores ou guias antes do início do passeio e só serão devolvidos ao final da visita.

Conforme informação divulgada pela administração do parque, o problema não se resume ao excesso de fotos, mas também a comportamentos de risco. Turistas tentando tirar selfies de costas para os animais ou gravando vídeos muito próximos dos felinos representam perigo. A concentração de veículos em um só local, ao avistar um tigre, também gera preocupações.

Motivos por trás da proibição: segurança e estresse animal

O uso de celulares em safáris em Ranthambore tem gerado situações perigosas. A busca por selfies e filmagens próximas aos tigres-de-bengala coloca em risco a segurança dos visitantes. Além disso, a prática pode assustar os animais, alterando seu comportamento natural.

A concentração de veículos em locais onde os tigres são avistados, muitas vezes alertados pelo uso de celulares, causa “engarrafamentos” e estresse aos animais. O barulho constante e os flashes das câmeras também contribuem para a agitação dos felinos, prejudicando a experiência de observação e a tranquilidade do parque.

Fiscalização rigorosa e possível expansão da medida

Uma tentativa anterior de restringir o uso de celulares no parque foi revertida após protestos. No entanto, com a decisão emanada da Suprema Corte, a fiscalização promete ser mais rigorosa. A norma, que tem caráter vinculante, pode se estender a outros parques na Índia.

A Reserva de Tigres de Sariska, que também abriga tigres-de-bengala, já adotou o modelo de proibição. A Índia é lar de mais de 3,6 mil tigres-de-bengala selvagens, representando quase 75% da população mundial desta espécie ameaçada de extinção, a maioria localizada em 58 reservas oficiais.

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