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Marcos Sacramento e Zé Paulo Becker Revivem Afro-Sambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes 60 Anos Depois com Vozes de Ney Matogrosso e Roberta Sá

Marcos Sacramento e Zé Paulo Becker Lançam “Afro Sambas – 60 Anos”, Celebrando o Legado de Baden Powell e Vinicius de Moraes

A força atemporal do álbum “Os afro-sambas de Baden e Vinicius”, lançado em 1966, ganha novo fôlego com o álbum “Afro sambas – 60 anos”. O cantor Marcos Sacramento e o violonista Zé Paulo Becker unem seus talentos para revisitar o repertório icônico, adicionando quatro canções inéditas da dupla.

O disco, lançado pela gravadora Biscoito Fino, é uma celebração dos 60 anos do marco fonográfico que imortalizou a parceria entre Baden Powell e Vinicius de Moraes. A obra é um convite para redescobrir a riqueza rítmica, poética e espiritual dos afro-sambas, sob uma nova perspectiva.

Participações especiais de artistas como Ney Matogrosso, Yamandu Costa, Fabiana Cozza, Trio Madeira Brasil, Roberta Sá e Ilessi enriquecem o projeto, conferindo ainda mais peso e emoção a cada faixa. Conforme informação divulgada pela Biscoito Fino, o álbum é um tributo à genialidade de Baden e Vinicius, reinterpretado por uma nova geração de talentos.

O Violão de Zé Paulo Becker e a Voz de Marcos Sacramento em Destaque

Zé Paulo Becker assume a direção musical e os arranjos, demonstrando maestria ao conduzir o violão com reverência ao toque de Baden Powell, mas buscando também sua própria identidade. O violonista carioca consegue capturar a essência dos afro-sambas, inspirados nas religiões de matriz africana.

Marcos Sacramento, por sua vez, entrega interpretações rítmicas e ágeis, como em “Berimbau”. Sua voz, protagonista no álbum, divide os holofotes com convidados de peso, mostrando a versatilidade e a profundidade de sua arte.

Grandes Nomes da Música Brasileira em Participações Especiais

Ney Matogrosso, uma das vozes mais marcantes do Brasil, divide os vocais com Sacramento em “Canto de Ossanha”, a música mais emblemática do álbum original. A participação de Yamandu Costa no violão de sete cordas em “Tempo de amor” adiciona um virtuosismo impressionante.

Roberta Sá encanta na introdução de “Canto de Iemanjá” com seu vocal cristalino, evocando a divindade das águas. Fabiana Cozza brilha em “Tristeza e solidão”, enquanto Ilessi empresta sua voz a “Canto de Xangô”.

Releituras que Honram o Legado

O Trio Madeira Brasil contribui com o refinamento instrumental em “Consolação”, e o trompetista Silvério Pontes reacende “Labareda” com uma energia festiva. Faixas como “Tem dó” e “Lamento de Exu” são apresentadas em sua forma mais pura, com apenas a voz de Sacramento e o violão de Becker.

O álbum “Afro sambas – 60 anos” não reinventa o gênero, mas enriquece o legado dos afro-sambas com interpretações cheias de respeito e sensibilidade, provando que a música de Baden Powell e Vinicius de Moraes continua pulsante e relevante.

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