Gilson, mestre por trás de ‘Casinha Branca’, nos deixa um legado musical rico e diversificado
A notícia da partida do cantor e compositor Gilson Vieira da Silva, aos 73 anos, no último sábado, 30 de maio, naturalmente trouxe à tona sua canção mais icônica, ‘Casinha Branca‘. Lançada em 1979 e imortalizada na trilha sonora da novela ‘Marrom Glacê’, a música se tornou um hino atemporal, tocando corações de diferentes gerações.
No entanto, conforme informações divulgadas, o talento de Gilson como compositor se estende muito além deste único e marcante sucesso. Sua carreira foi pontuada por parcerias frutíferas e composições que também alcançaram grande popularidade, demonstrando sua habilidade em transitar por diferentes estilos musicais.
O artista potiguar, que faleceu em Muriaé, Minas Gerais, deixa uma contribuição valiosa para a música brasileira, provando que sua obra é um tesouro que merece ser redescoberto e celebrado em sua totalidade. Gilson nos presenteou com mais do que uma melodia nostálgica, mas sim com um repertório que ecoa a sensibilidade de um verdadeiro artista.
‘Casinha Branca’, um fenômeno que atravessa décadas
A canção ‘Casinha Branca’, escrita por Gilson em parceria com Joran Ferreira da Silva, é um marco na carreira do artista. Lançada em single no ano de 1979, a música ganhou ainda mais projeção ao integrar a trilha sonora da novela ‘Marrom Glacê’, da TV Globo, no mesmo ano. Sua melodia singela e letra confessional conquistaram o público e renderam regravações por diversos artistas renomados.
Nomes como Fábio Jr., Maria Bethânia, Roberta Campos, Neguinho da Beija-Flor, Michael Sullivan, José Augusto e Altemar Dutra se renderam à beleza de ‘Casinha Branca’, cada um imprimindo sua marca pessoal à canção. A obra de Gilson, portanto, demonstrou desde cedo seu potencial de encantar e inspirar outros músicos.
Outros sucessos que solidificaram a carreira de Gilson
A parceria de Gilson com Joran Ferreira da Silva rendeu outros frutos importantes para o cenário musical. Juntos, compuseram ‘I love you baby’, um dos maiores hits radiofônicos de 1987, e ‘Combinado assim’, lançado em 1988, ambos sucessos na voz da cantora Adriana.
Em 1988, a dupla Gilson e Joran presenteou Peninha com a música ‘Seu jeito de amar’, que posteriormente ganhou uma interpretação emocionante de Maria Bethânia em um álbum ao vivo de 2002. Gilson mostrava sua versatilidade ao compor para diferentes artistas e gêneros.
Parcerias de sucesso com grandes nomes da MPB
Gilson também colaborou com outros compositores de renome, ampliando ainda mais seu portfólio. Ao lado de Carlos Colla, ele assinou o samba ‘Verdade chinesa’, que se tornou um grande sucesso em 1990 na voz de Emílio Santiago.
Outra parceria notável foi com Ed Wilson, Prêntice e Ronaldo Bastos, com quem Gilson compôs ‘Não diga nada’, um hit radiofônico de 1985. Essa colaboração evidencia a capacidade do artista em se conectar com diferentes talentos e criar obras de grande impacto.
O legado de um artista completo
Apesar de ‘Casinha Branca’ ser, inegavelmente, a canção que mais marcou a memória coletiva associada ao nome de Gilson, é fundamental reconhecer a amplitude de seu trabalho como compositor. Ele soube imprimir em suas obras uma melancolia e uma sensibilidade que ressoam profundamente com o público.
A música brasileira perde um de seus talentosos compositores, mas o legado de Gilson permanece vivo em suas canções, que continuam a emocionar e a marcar presença nas rádios e nos corações dos brasileiros. Sua obra é um convite à celebração da boa música e da criatividade.





