O Continente Africano Brilha na Copa do Mundo 2026 com Número Recorde de Seleções
A Copa do Mundo de 2026 promete ser um marco para o futebol africano, com um número inédito de 10 seleções representando o continente. Esta expansão, impulsionada pelo formato ampliado do torneio com 48 equipes, reflete o crescimento e a crescente competitividade do futebol na África.
De Marrocos, que encantou o mundo em 2022, a seleções tradicionais como Egito, Senegal e Gana, e até mesmo estreantes cheios de potencial, a África chega com a ambição de fazer história e mostrar a força do seu futebol.
A presença recorde de seleções africanas é um reflexo do desenvolvimento do esporte no continente e da crescente projeção de seus jogadores em ligas internacionais. Conforme aponta a historiadora e comentarista esportiva Rachel Motta, “esses atletas ganham cada vez mais espaço no futebol europeu, com nível técnico mais refinado”.
Marrocos, o Destaque que Inspira
Marrocos, apelidado de Leões do Atlas, é um dos grandes destaques. A equipe surpreendeu o mundo na Copa do Catar ao conquistar o quarto lugar, tornando-se a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Mundial. O país é atual campeão da Copa Africana de Nações e promete ser um adversário desafiador para o Brasil na estreia, conforme análise de Rachel Motta.
A comentarista destaca o lateral Achraf Hakimi como um dos melhores da história, capaz de pressionar o ataque adversário, especialmente Vinícius Júnior, que atua pela esquerda. A campanha histórica de Marrocos em 2022 é vista como um divisor de águas, inspirando outras nações africanas.
Outras Potências Africanas em Busca de Glória
Além de Marrocos, outras seleções africanas chegam com potencial para ir longe. O Egito, com estrelas como Mohamed Salah e Mahmoud Trezeguet, retorna ao Mundial após ficar de fora em 2022 e tem chances de avançar para a próxima fase, segundo Motta.
Senegal, que disputará sua quarta Copa, conta com a referência de Sadio Mané e a experiência de participações anteriores, incluindo as quartas de final em 2002. Gana, conhecida como Estrelas Negras, busca igualar ou superar a campanha de 2010, quando chegou às quartas de final, com jogadores habilidosos e raçudos.
Novos Talentos e Seleções da Diáspora
A Copa de 2026 também abre espaço para seleções com menos experiência, como Cabo Verde, apelidada de Tubarões Azuis, que chega com a autoestima elevada, formada por jogadores da diáspora atuando na Europa. A República Democrática do Congo retorna após mais de 50 anos, um feito notável considerando os desafios enfrentados pelo país.
A presença das “seleções da diáspora”, compostas por descendentes de africanos que nasceram ou vivem fora de seus países de origem, enriquece ainda mais o torneio, trazendo diversidade e novas perspectivas ao futebol.
Desafios e Oportunidades no Caminho
Apesar do otimismo, a historiadora Rachel Motta alerta para possíveis adversidades, como a dificuldade na obtenção de vistos para profissionais do esporte, citando o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que teve entrada negada nos Estados Unidos. Ela questiona a escolha dos EUA como sede, considerando o contexto geopolítico e a necessidade de promover paz através do esporte.
A lista completa das 10 seleções africanas na Copa do Mundo 2026 inclui: África do Sul, Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Egito, Gana, Marrocos, República Democrática do Congo, Senegal e Tunísia. A participação inédita e diversificada reforça a importância crescente do continente no cenário futebolístico mundial.





