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Aluguel de Imóveis Desacelera em Junho: São Paulo Lidera Queda e Impacta Índice Nacional

Aluguel residencial desacelera em junho, puxado por recuo em São Paulo

Os aluguéis residenciais apresentaram uma desaceleração em junho, registrando uma alta de 0,10%. Este índice é inferior aos 0,33% observados em maio, indicando uma perda de ritmo no setor. O dado é do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

A desaceleração foi impulsionada principalmente pela capital paulista, que possui o maior peso na composição do IVAR. Em São Paulo, os aluguéis, após 12 meses consecutivos de avanço, registraram uma queda de 0,19% em junho, revertendo a alta de 0,22% vista no mês anterior. Este recuo localizado foi suficiente para conter o resultado agregado nacional.

O economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, explica que a taxa de juros em patamar restritivo continua a limitar a capacidade de repasse de custos por parte dos locadores. Simultaneamente, a moderação do IPCA e do IGP-M, que servem de referência para reajustes contratuais, também contribui para a redução do piso dos aumentos. Conforme informação divulgada pelo Ibre/FGV, o IVAR mede a evolução dos valores de aluguéis residenciais com base em contratos assinados entre locadores e locatários, capturando preços efetivamente negociados.

Desempenho das Capitais Apresenta Cenários Diversos

Apesar da desaceleração em São Paulo, outras capitais monitoradas pelo IVAR apresentaram reajustes de aluguel ainda positivos em junho. No Rio de Janeiro, a variação mensal passou de 0,34% em maio para 0,35% em junho. Em Belo Horizonte, observou-se uma desaceleração, com a alta caindo de 0,64% para 0,34%. Já em Porto Alegre, a variação foi de 0,33%, ligeiramente acima dos 0,32% registrados no mês anterior.

Acumulado Anual Perde Força, Mas São Paulo Ainda Registra Alta

No acumulado em 12 meses, o IVAR também mostrou perda de força, com a alta passando de 5,42% nos 12 meses encerrados em maio para 4,46% até junho. Em São Paulo, o acumulado de 12 meses passou de 7,56% para 3,95%. O Rio de Janeiro acumula alta de 5,87%, Belo Horizonte soma 7,07% e Porto Alegre registra 3,06% de aumento em 12 meses.

Juros e Índices de Inflação Moldam o Mercado de Aluguel

A análise do Ibre/FGV reforça que o cenário de juros altos e a moderação da inflação impactam diretamente o mercado de aluguel. A dificuldade dos locadores em repassar custos e a menor base de indexação dos contratos são fatores determinantes. A metodologia do IVAR, que se baseia em contratos efetivamente negociados, oferece um retrato fiel das condições atuais do mercado, diferindo de pesquisas baseadas em anúncios.

Perspectivas para o Mercado de Locação Residencial

A desaceleração observada em junho sugere uma tendência de maior estabilidade nos preços dos aluguéis residenciais no curto prazo. Para os locatários, a menor pressão por reajustes pode trazer algum alívio financeiro. Para os locadores, a rentabilidade pode ser impactada, mas a estabilidade também pode significar menor vacância em imóveis, dependendo da dinâmica local de oferta e demanda.

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