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Anitta Explora Raízes Brasileiras e Espiritualidade Afro em ‘Equilibrium’, Sem Abandonar o Funk

Anitta Ousa em ‘Equilibrium’: Uma Jornada Espiritual que Conquista o Mundo com o Coração Brasileiro

A cantora Anitta demonstra uma faceta inédita em seu mais recente álbum, ‘Equilibrium’, lançado em 16 de abril. O trabalho, que totaliza 15 faixas e 43 minutos, marca uma profunda imersão em suas raízes brasileiras e na espiritualidade afro-brasileira, sem deixar de lado a energia do funk que a consagrou.

Surpreendentemente, ‘Equilibrium’ alcançou o topo do Spotify Global, provando que a autenticidade e a ousadia artística ressoam internacionalmente. O álbum se distancia da fórmula pop mainstream, apresentando uma fusão rica de ritmos nacionais e referências culturais profundas.

Este mergulho espiritual e cultural representa uma ruptura significativa na discografia da artista, que em seu último álbum internacional, ‘Funk Generation’ (2024), revisitou o batidão carioca com uma roupagem pop global. ‘Equilibrium’, contudo, é um convite para conhecer um Brasil mais íntimo e místico, conforme divulgado pela fonte do conteúdo.

A Bahia Pulsa em ‘Equilibrium’

A influência da Bahia, berço da espiritualidade afro-brasileira, é palpável em ‘Equilibrium’. Faixas como ‘Bemba’, que conta com a participação de Magary Lord e Samir Trindade, e a versão em espanhol de ‘Várias Queixas’, sucesso do Olodum, demonstram essa conexão profunda. A canção ‘Nanã’, por exemplo, reverencia o canto ancestral dos Tincoãs, misturando funk com a participação de Rincon Sapiência e King Saints.

O Funk se Transforma com Referências Espirituais

Mesmo as faixas de funk, como ‘Meia Noite’ e ‘Nanã’, estão impregnadas de elementos da Umbanda e de atabaques. ‘Meia Noite’, em colaboração com o trio Los Brasileros, evoca a energia da Pomba Gira, entidade espiritual que já aparece na primeira música do disco, ‘Desgraça’, um samba de batida lo-fi. Essa fusão inusitada mostra a capacidade de Anitta de reinventar o funk, adicionando camadas de significado e espiritualidade.

Colaborações que Celebram a Diversidade Brasileira

O álbum é marcado por diversas colaborações que celebram a riqueza musical e cultural do Brasil. A presença de artistas como Liniker em ‘Caminhador’, Marina Sena em ‘Mandinga’ (que sampleia ‘Canto de Ossanha’) e Melly em ‘Ternura’ reforça a energia feminina e a diversidade sonora de ‘Equilibrium’. A participação de Shakira em ‘Choka Choka’, um funk bilíngue, destaca a celebração das caboclas da cultura indígena brasileira.

Uma Odisseia Sonora Corajosa e Honesta

Apesar de um possível excesso de participações especiais e de algumas faixas soarem dispensáveis, como ‘Pinterest’, ‘Equilibrium’ se firma como um disco corajoso e honesto. Anitta não renega o funk, com músicas como ‘Vai dar Caô’, que poderiam integrar qualquer álbum anterior. A faixa final, ‘Ouro’, um mantra de cinco minutos com o duo Emanazul, encerra o álbum pregando o equilíbrio buscado pela artista no dia a dia, confirmando a sintonia do trabalho com seu momento pessoal e a busca por um “ouro” mais valioso que o do mercado.

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