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Saúde e bem estar

Campanha “Todos contra o VSR”: Proteja seu bebê da Bronquiolite com Imunização e Anticorpos Monoclonais

Alerta de Saúde: Nova Campanha “Todos contra o VSR” Foca na Imunização Essencial para Bebês e Gestantes A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) deu início à campanha “Todos contra o VSR – Proteção desde o Início”. O objetivo principal é aumentar o conhecimento sobre a importância da imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), especialmente entre gestantes, pais e profissionais de saúde. O VSR é um agente comum, mas perigoso, responsável por uma parcela significativa de doenças respiratórias em crianças. A campanha visa combater a desinformação e reforçar as medidas preventivas disponíveis para proteger os bebês. As informações e diretrizes da campanha são divulgadas pela SBIm, com apoio de importantes organizações de saúde nacionais e internacionais, como a OPAS e o Unicef. VSR: O Vilão por Trás da Bronquiolite em Crianças O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal culpado por casos de bronquiolite e pneumonia em crianças com menos de dois anos. Segundo dados do Ministério da Saúde, somente este ano, o Brasil registrou 21.398 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR, resultando em 246 mortes. A faixa etária mais afetada é a de menores de dois anos, com 17.081 casos e 109 óbitos. Proteção Antecipada: Vacinação da Gestante e Anticorpos Monoclonais A coordenadora da campanha e diretora da SBIm, Isabella Ballalai, ressalta a importância da imunização para garantir a segurança dos bebês nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade. Existem duas frentes de proteção eficazes: A primeira é a vacinação da gestante. Ao ser vacinada, a mãe produz anticorpos que são transferidos para o feto, oferecendo proteção desde a primeira semana de vida do bebê. Essa medida é crucial para formar uma barreira de defesa inicial. A segunda opção são os anticorpos monoclonais, disponíveis para crianças a partir do nascimento. Essa terapia é especialmente recomendada para bebês prematuros e outros grupos de risco, conforme orientação médica. Campanha Amplia o Alcance com Depoimentos e Conteúdo Educativo Para tornar a informação mais acessível e impactante, a campanha “Todos contra o VSR” apresenta vídeos testemunhais. Neles, médicos renomados, como o Dr. Drauzio Varella, e mães que vivenciaram o drama do VSR em seus filhos compartilham suas experiências. “Os relatos tornam mais concreta a gravidade da doença e aproximam o tema da realidade do público”, explica Isabella Ballalai. “Não é apenas uma sigla. São experiências de complicações ou perdas, que despertam empatia, reforçam a percepção de risco e contribuem para conscientizar sobre a necessidade de prevenção.” Além dos vídeos emocionantes, a iniciativa oferece videoaulas para profissionais da saúde, um hotsite informativo e forte presença nas redes sociais, com conteúdos educativos no Instagram, YouTube, TikTok e Facebook. A comunicação direta com o público-alvo também é feita via e-mail e WhatsApp. Recomendações Oficiais e Ampliadas para a Imunização contra o VSR Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) já oferece a vacina contra o VSR para grávidas a partir da 28ª semana gestacional. Para bebês, o PNI disponibiliza o anticorpo monoclonal para prematuros (nascidos com menos de 37 semanas

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Anvisa Suspende Venda de Bio-Aid e Cateter BD Abiocat: Alerta Urgente para Pacientes e Profissionais de Saúde

Anvisa impõe rigorosas proibições a produtos médicos por riscos à saúde pública, afetando Bio-Aid e cateteres BD Abiocat A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou medidas drásticas ao suspender a comercialização e o uso de dois produtos médicos importantes no Brasil. A decisão visa garantir a segurança dos pacientes e a conformidade com as normas sanitárias, após constatações de irregularidades na fabricação e na qualidade dos itens em questão. As suspensões atingem o curativo fixador para cateter Bio-Aid e o cateter intravenoso BD Abiocat, ambos com implicações diretas para procedimentos médicos e tratamentos em hospitais e clínicas. A Anvisa reforça a importância da fiscalização contínua para proteger a população de produtos que não atendem aos rigorosos padrões de segurança e eficácia exigidos. Essas interdições cautelares, conforme detalhado pela própria agência, são medidas preventivas e temporárias. O objetivo é barrar o uso, a fabricação e a comercialização de produtos que apresentem inconformidades, até que as investigações sejam concluídas e as devidas adequações sejam realizadas, assegurando assim a integridade do sistema de saúde brasileiro. Conforme informação divulgada pela Anvisa, a medida segue os trâmites legais para resguardar a saúde pública. Bio-Aid: Suspensão Abrange Lotes Específicos por Falhas na Fabricação A venda, importação, distribuição, divulgação e o uso do produto Bio-Aid – Curativo Fixador para Cateter foram suspensos pela Anvisa. A restrição se aplica especificamente a lotes produzidos a partir de 22 de abril. A agência identificou que a fabricação do produto, importado pela empresa Bio Company Comércio e Serviços Ltda., está em desacordo com a legislação sanitária brasileira. Uma inspeção realizada no fabricante Shangai Iso Medical Products Co. Ltd. revelou as inconformidades. A Anvisa enfatiza que a adequação às normas é fundamental para a segurança do paciente, especialmente em produtos que entram em contato direto com o corpo humano em procedimentos invasivos. A Bio Company Comércio e Serviços Ltda. foi contatada pela Agência Brasil para comentar o caso, e aguarda retorno. Cateter BD Abiocat: Interdição Cautelar Devido a Resultados Insatisfatórios em Testes Outra medida significativa adotada pela Anvisa foi a interdição cautelar do cateter intravenoso BD Abiocat, fabricado pela Becton Dickinsson Indústrias Cirúrgicas Ltda. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e baseia-se em um laudo emitido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). O laudo da Funed apresentou um resultado insatisfatório no ensaio de verificação da superfície do cateter. Essa falha indica um potencial risco à saúde, levando a Anvisa a agir preventivamente. A interdição cautelar é uma medida temporária, com prazo de até 90 dias, para investigar a fundo as causas do problema e garantir que o produto, se liberado posteriormente, atenda a todos os requisitos de segurança. O Que é Interdição Cautelar e Por Que é Aplicada? A Anvisa explicou que a interdição cautelar é uma ferramenta essencial de fiscalização sanitária. Trata-se de uma medida preventiva e temporária, que tem como objetivo impedir temporariamente a fabricação, a comercialização, o uso ou o funcionamento de um produto ou serviço. Essa ação é tomada até que se tenha a certeza

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Saúde Mental no SUS Digital: Plataforma “Pode Falar” oferece escuta gratuita e anônima para jovens no Meu SUS Digital

Plataforma “Pode Falar” expande o acesso à saúde mental para jovens no SUS Digital Jovens brasileiros de 13 a 24 anos agora contam com um novo canal de apoio em saúde mental dentro do aplicativo Meu SUS Digital. A plataforma “Pode Falar” oferece um espaço seguro para acolhimento, escuta qualificada e orientação, buscando reduzir as barreiras de acesso ao cuidado psicológico. O serviço, resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Unicef, já realiza cerca de 1,1 mil atendimentos mensais. Com a integração ao Meu SUS Digital, a expectativa é que esse número salte para 11 mil atendimentos por mês, ampliando significativamente o alcance da iniciativa. A iniciativa do Ministério da Saúde visa fortalecer o cuidado em saúde mental dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo uma porta de entrada acessível e discreta para quem busca ajuda. Conforme informação divulgada pela pasta, a plataforma “oferece um espaço seguro de escuta e orientação e contribui para reduzir barreiras de acesso, especialmente entre pessoas que ainda não procuraram atendimento presencial”. Como acessar o “Pode Falar” no Meu SUS Digital Para utilizar o serviço, o usuário deve acessar o aplicativo Meu SUS Digital, disponível para download na App Store e no Google Play. Dentro do aplicativo, na seção de miniaplicativos, basta selecionar a opção “Pode Falar”. O serviço funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília. O primeiro contato é feito através de um chatbot, que oferece um atendimento inicial e pode direcionar o usuário para conteúdos informativos sobre saúde mental. Caso o usuário deseje ou a necessidade de um apoio mais direto seja identificada, a conversa é encaminhada para um atendimento humano. Tecnologia e segurança no atendimento O “Pode Falar” utiliza recursos tecnológicos para garantir a eficiência e a segurança do atendimento. Uma ferramenta de inteligência artificial analisa as mensagens dos usuários que aguardam atendimento e, ao detectar indícios de risco elevado, envia um alerta imediato à equipe, priorizando esses casos. Os teleatendimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação. Todos os profissionais atuam sob a supervisão de professores, recebem formação contínua e seguem protocolos específicos para cada situação, assegurando um cuidado qualificado. Quando procurar atendimento presencial Apesar da conveniência do atendimento online, o Ministério da Saúde reforça a importância de buscar atendimento presencial em casos de sofrimento psíquico persistente, que prejudica a rotina, estudos, trabalho ou relacionamentos, ou em situações de crise. O SUS oferece um cuidado integral para todas as faixas etárias, com um sistema organizado de acordo com as necessidades e a condição clínica de cada paciente. A assistência começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e, quando necessário, o paciente é encaminhado para atenção especializada, garantindo a continuidade do cuidado. Acesso anônimo e gratuito Uma das características importantes da plataforma “Pode Falar” é a possibilidade de atendimento anônimo, caso o usuário assim deseje. Isso pode encorajar pessoas que se sentem receosas em buscar ajuda, oferecendo um primeiro passo seguro para o

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Sarampo em SP: Alerta Geral! Vacinação Ampliada para 6 a 59 anos em Campanha Urgente para Evitar Novos Casos

Sarampo em São Paulo: Campanha de Vacinação Ampliada e Alerta Geral nos Serviços de Saúde A preocupação com o aumento de casos de sarampo no estado de São Paulo é crescente. Com 15 casos já confirmados este ano, as autoridades de saúde intensificaram as recomendações para a busca ativa de pessoas não vacinadas e a aplicação de doses de reforço em crianças. A situação exige atenção especial, especialmente em municípios da região metropolitana. Diante do cenário epidemiológico, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação para o público entre 6 meses e 59 anos. Essa medida faz parte da campanha de multivacinação que se inicia e visa aumentar rapidamente a proteção da população contra o sarampo, uma doença altamente contagiosa e que pode levar a complicações graves. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou que o público-alvo estendido receberá a imunização. A campanha abrange todos os 645 municípios paulistas, oferecendo não apenas a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), mas também a atualização de outras vacinas essenciais do calendário nacional. Conforme informação divulgada pela secretaria estadual de Saúde, dados preliminares de 2026 indicam cobertura vacinal de 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda dose da tríplice viral no estado, números aquém da meta de 95% estabelecida pela OMS. Busca Ativa e Atenção nas Metas Vacinais As cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo já estavam sob observação devido à incidência do sarampo. A extensão da campanha de vacinação para o público de 6 a 59 anos é uma estratégia crucial para reverter o quadro. A meta do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a cobertura vacinal contra o sarampo é de **95% para cada dose da vacina tríplice viral**, um patamar ainda não alcançado em diversas localidades. Vacinação Abrangente para Todas as Idades Além da vacina tríplice viral, a campanha oferece uma gama completa de imunizantes para atualização da caderneta de vacinação. Estão disponíveis vacinas como BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, varicela, DTP, hepatite A e HPV. A atualização completa do esquema vacinal é **fundamental para proteger crianças e adolescentes** contra diversas doenças imunopreveníveis. Cobertura Vacinal Abaixo do Ideal Exige Esforço Contínuo Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, os dados de cobertura vacinal para a tríplice viral em 2026 mostram desafios. A cobertura para a primeira dose atingiu 77,5%, e para a segunda dose, 65,5%. Em 2025, a cobertura nacional foi de 92,9% para a primeira dose e 78,3% para a segunda. Nos municípios mais afetados, Guarulhos registrou 91,59% (D1) e 83,90% (D2), São Bernardo do Campo 90,84% (D1) e 83,62% (D2), e São Paulo 90,79% (D1) e 83,63% (D2). Esses números indicam a **necessidade de intensificar os esforços de vacinação** para atingir as metas e garantir a imunidade coletiva contra o sarampo. Declaração Oficial Reforça a Urgência Tatiana Lang, da Secretaria Estadual de Saúde, destacou a importância da ação: “A atualização da caderneta é fundamental

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Alerta de Sarampo em SP: Campanha de Multivacinação Começa Segunda (3) para Menores de 15 Anos e Reforço Vital

Campanha de Multivacinação em SP visa reforçar a proteção contra doenças imunopreveníveis e combater o sarampo. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo dará início a uma importante campanha de multivacinação na próxima segunda-feira, dia 3. A mobilização é voltada prioritariamente para crianças e adolescentes com menos de 15 anos, buscando garantir que todos estejam com o esquema vacinal em dia. Em um esforço concentrado para frear o avanço do sarampo, as cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo terão um foco adicional. Nessas localidades, a campanha se estenderá a todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos de idade, oferecendo um reforço crucial à vacinação contra essa doença altamente contagiosa. A recomendação é clara: pais e responsáveis devem comparecer aos postos de vacinação com a caderneta de vacinação em mãos. As equipes de saúde farão a verificação das doses necessárias, de acordo com a faixa etária e o histórico vacinal de cada indivíduo. Essa ação, conforme informação divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde, é fundamental para a proteção coletiva. Variedade de Vacinas Disponíveis para Proteção Completa A campanha oferecerá um amplo leque de imunizantes essenciais para a proteção contra diversas doenças. Entre as vacinas disponíveis estão a BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A e HPV. Sarampo em Alerta: 15 Casos Confirmados em 2026 O cenário epidemiológico atual justifica a urgência da campanha. Nesta quinta-feira, dia 30, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do estado confirmou o 15º caso de sarampo em 2026. O registro mais recente ocorreu em Guarulhos, e a criança afetada não possuía histórico de vacinação contra a doença, o que reforça a importância da imunização. Dose Zero de Tríplice Viral: Um Reforço Necessário Nas três cidades com foco intensificado, a vacina tríplice viral será oferecida para proteção contra sarampo, caxumba e rubéola. Para as crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, a aplicação será considerada uma “dose zero”. É importante ressaltar que esta dose não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que ocorrem aos 12 e 15 meses de idade. Cobertura Vacinal Abaixo da Meta Nacional Dados preliminares de 2026 indicam que a cobertura para a primeira dose da tríplice viral no estado de São Paulo está em 77,5%, e para a segunda dose, em 65,5%. Esses índices estão significativamente abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 95% para ambas as doses. A diretora do CVE, Tatiana Lang, enfatiza a importância da atualização da caderneta, declarando que “a atualização da caderneta é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra doenças imunopreveníveis. Diante do cenário do sarampo, a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão.”

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Nova Esperança contra a AIDS: Cientistas celebram 13 casos de remissão do HIV após transplante de células-tronco

Dois novos casos de remissão do HIV elevam esperança global em conferência no Rio de Janeiro A 26ª Conferência Internacional da AIDS, realizada no Rio de Janeiro, foi palco de uma notícia animadora para a comunidade científica e para pessoas vivendo com HIV. Dois novos casos de remissão da infecção pelo vírus foram anunciados, somando-se a um grupo seleto de 13 pacientes que não apresentam mais o HIV detectável em seus organismos após um tipo específico de tratamento. Esses avanços trazem um facho de luz na luta contra a AIDS, demonstrando que a cura, ou pelo menos a remissão duradoura, é uma possibilidade real. A comunidade científica celebra esses resultados como marcos importantes na pesquisa e desenvolvimento de novas terapias. A estratégia por trás desses sucessos envolve um procedimento complexo e ainda restrito, mas que tem se mostrado promissor. Conforme informação divulgada durante a conferência, o tratamento consiste em transplantes de células-tronco, uma técnica que visa substituir o sistema imunológico do paciente por um novo, geneticamente modificado para combater o HIV. Os detalhes desses casos reforçam a importância da pesquisa contínua e do acompanhamento rigoroso. O “paciente de Kansas City” e o “paciente de Essen”: Histórias de Superação Um dos casos em destaque é o de um homem nos Estados Unidos, apelidado de “paciente de Kansas City”. Ao ser diagnosticado com HIV, ele também descobriu ser portador de leucemia mieloide aguda, um tipo agressivo de câncer sanguíneo. O outro indivíduo, conhecido como “paciente de Essen” na Alemanha, enfrentava não apenas o HIV, mas também duas cepas diferentes do vírus e o vírus da hepatite B (HBV). Ambos os pacientes foram submetidos a transplantes de células-tronco hematopoiéticas. Essas células são as responsáveis pela formação de todas as células sanguíneas, incluindo os glóbulos brancos (leucócitos), essenciais para as defesas do corpo contra infecções e outras doenças. A Chave da Mutação Genética: Resistência ao HIV O sucesso desses transplantes reside em uma característica peculiar dos doadores das células-tronco. Eles possuíam uma mutação genética específica, conhecida como CCR5 delta32, que os torna naturalmente resistentes à infecção pelo HIV. Essa mutação impede que o vírus consiga adentrar as células de defesa do corpo. O HIV ataca as células de defesa do sistema imunológico, especificamente os linfócitos T CD4+, que são cruciais no combate a infecções. Para infectar essas células, o vírus se liga a receptores em sua superfície, como o CD4 e os correceptores CCR5 e CXCR4. A mutação CCR5 delta32 nos doadores, no entanto, altera o correceptor CCR5, bloqueando a “porta” de entrada do HIV. Ao receberem o transplante, os pacientes adquirem células-tronco que originarão novas células CD4+ com essa proteção natural. Isso significa que as novas células de defesa produzidas pelo corpo se tornam potencialmente resistentes ao HIV, impedindo a replicação do vírus. Remissão Confirmada e o Futuro da Terapia Nos casos do “paciente de Kansas City” e do “paciente de Essen”, a terapia antirretroviral foi suspensa após o transplante para avaliar a resposta do organismo. Surpreendentemente, após meses sem medicação, o vírus

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Revalida 2025/2: Médicos com diplomas estrangeiros têm prazo apertado para recorrer de resultado preliminar da prova prática

Revalida 2025/2: Prazo para Recurso do Resultado Preliminar da Prova Prática Vai Até Sexta-feira (31) Médicos que realizaram o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) e não obtiveram o resultado esperado na segunda etapa têm uma janela de oportunidade para contestar a avaliação. O período para interpor recurso contra o resultado preliminar da prova de habilidades clínicas está aberto. Divulgado na última terça-feira (28), o resultado preliminar é o primeiro passo para a análise final do desempenho dos candidatos na avaliação prática. Aqueles que desejam apresentar suas contestações devem ficar atentos ao prazo, que se estende até esta sexta-feira, dia 31. O procedimento para a interposição de recurso é inteiramente digital e deve ser realizado através do Sistema Revalida, mantido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Conforme divulgado pelo Inep, o resultado preliminar da prova de habilidades, que corresponde à segunda etapa do Revalida 2025/2, já está disponível para consulta. Como e Onde Recorrer do Resultado Preliminar do Revalida Para ter acesso ao resultado preliminar e formalizar o recurso, os candidatos precisam acessar o Sistema Revalida. O login na plataforma é realizado por meio da conta Gov.br, o que garante a segurança e a autenticidade do processo. É fundamental que os médicos verifiquem atentamente seu desempenho e, caso discordem da avaliação, formalizem suas alegações dentro do prazo estabelecido. Padrão Esperado de Procedimentos (PEP) Disponibilizado para Análise Em paralelo à abertura do prazo para recursos, o Inep também divulgou as versões definitivas do Padrão Esperado de Procedimentos (PEP) para as dez estações da avaliação prática. Este documento, que funciona como um gabarito detalhado da prova, foi atualizado após a análise dos recursos apresentados contra as versões preliminares. O PEP é crucial para que os candidatos compreendam os critérios de avaliação e baseiem seus recursos. Cronograma do Revalida e Próximos Passos para Aprovados O cronograma do Revalida prevê que o resultado dos recursos e, consequentemente, o resultado final da segunda etapa, serão divulgados em 4 de setembro. Para os médicos que obtiverem aprovação após a análise dos recursos, as próximas etapas envolverão as orientações para a indicação da universidade parceira responsável pela revalidação do diploma. Entenda o Objetivo e a Estrutura do Revalida O Revalida tem como principal objetivo verificar se os médicos formados no exterior possuem os conhecimentos e habilidades necessários para atuar no Brasil, alinhados aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O exame é composto por uma prova teórica e uma prova prática, organizadas pelos Ministérios da Educação e da Saúde. A aprovação no Revalida atesta a compatibilidade da formação estrangeira com as exigências das universidades brasileiras, facilitando a atuação profissional no país. É importante ressaltar que o exame não se configura como um concurso público e não garante o exercício da prática médica por si só, mas sim a validação da equivalência da formação.

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Mola Gestacional: O Que É, Sinais de Alerta e Como o Câncer de Placenta Pode Se Desenvolver

Entenda a mola gestacional, uma condição rara que pode evoluir para câncer de placenta e assusta mulheres grávidas. A descoberta de uma gravidez é um momento de imensa alegria, mas, para algumas mulheres, pode vir acompanhada de diagnósticos inesperados e desafiadores. A mola gestacional, também conhecida como doença trofoblástica gestacional (DTG), é uma dessas condições que, embora benigna em sua origem, exige atenção e acompanhamento rigoroso devido ao risco de evoluir para um câncer de placenta. Essa condição surge de um erro na fertilização, resultando na formação de um tecido anormal na placenta. Em alguns casos, esse tecido pode se tornar maligno, necessitando de tratamento específico. A história de Daiana Nascimento, que passou por essa experiência, ressalta a importância de conhecer os sinais e a necessidade de centros de referência para o tratamento. Conforme informações divulgadas pelo Ambulatório de Doença Trofoblástica Gestacional da Maternidade Escola da UFRJ, um dos centros mais importantes do mundo em pesquisa sobre o tema, a mola gestacional afeta uma parcela significativa de mulheres grávidas, e o acompanhamento médico adequado pode salvar vidas. O que é a Mola Gestacional? A mola gestacional é um tipo de tumor benigno que se origina na placenta durante a gravidez. Ela surge devido a um erro na fertilização. Em casos de mola incompleta, um espermatozoide com DNA duplicado ou dois espermatozoides fecundam um óvulo normal. Isso resulta em uma placenta imperfeita e um embrião com anomalias genéticas incompatíveis com a vida. Já na mola completa, um óvulo sem DNA é fecundado por um espermatozoide, formando apenas uma placenta anormal, sem a presença de embrião. Em ambas as situações, a gestação precisa ser interrompida e a mola removida. A não remoção pode causar sangramento uterino, além de alterações na tireoide e na pressão sanguínea. O professor de obstetrícia da UFRJ, Antônio Braga, explica que o risco mais grave da DTG é a evolução para o câncer de placenta, que ocorre quando as células da mola se instalam no útero. Isso acontece em menos de 5% dos casos de mola parcial, mas em até 20% das gestações com mola completa. Diagnóstico e Estatísticas da Mola Gestacional A maioria das mulheres descobre a mola gestacional durante um ultrassom de rotina, após confirmar a gravidez por exames de sangue ou urina. A terapeuta ocupacional Daiana Nascimento relata que viveu o dia mais feliz e o mais triste de sua vida em menos de três dias, ao descobrir a gravidez e, logo em seguida, a mola gestacional. O professor Antônio Braga destaca que a incidência no Brasil é de 1 a cada 200 a 400 gestações, enquanto nos Estados Unidos é de 1 a cada mil e na Inglaterra, de 1 a cada duas mil. As razões para essa diferença ainda são objeto de investigação, com suspeitas envolvendo fatores genéticos, imunológicos e alimentares. O ambulatório da Maternidade Escola da UFRJ atende cerca de 80 pacientes com mola por semana pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Muitos desses atendimentos são de mulheres que poderiam ter plano

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Cesárea Aumenta em 45% Risco de Câncer de Placenta Pós-Mola Gestacional, Revela Estudo da UFRJ

Cesárea Eleva em 45% o Risco de Câncer de Placenta Após Mola Gestacional, Indica Estudo Brasileiro Mulheres que passaram por cesariana apresentam um risco 45% maior de desenvolver neoplasia trofoblástica gestacional, um tipo raro de câncer originado em células da placenta e que se manifesta no útero. A descoberta é fruto de um estudo robusto liderado por pesquisadores da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essa neoplasia é a complicação mais grave da doença trofoblástica, popularmente conhecida como mola gestacional. Ela surge de uma fertilização anormal, resultando em uma estrutura placentária anômala, que pode ou não conter um feto inviável. Em até 20% dos casos, as células da mola gestacional podem se implantar no útero e evoluir para o câncer de placenta. No Brasil, a incidência de mola gestacional é de um caso a cada 200 a 400 gestantes, gerando cerca de 2,9 mil novos casos de neoplasia anualmente. A pesquisa foi realizada em parceria com o Centro de Doença Trofoblástica da Nova Inglaterra, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e analisou dados de 2.904 pacientes entre 2002 e 2022. Cesariana: Um Fator de Risco Independente para Câncer de Placenta O estudo revelou que, entre as mulheres analisadas, 26,5% daquelas com histórico de cesariana desenvolveram o câncer, em comparação com 20,8% das que não haviam passado por essa cirurgia. Após controlar todos os outros fatores que poderiam influenciar o resultado, a pesquisa confirmou que a cesariana prévia aumenta o risco de forma independente. A principal hipótese dos pesquisadores é que o corte realizado no útero durante a cesariana possa desregular o sistema imunológico da mulher. Além disso, o procedimento pode levar ao remodelamento dos vasos sanguíneos e causar fibrose na região. “A cicatriz da cesárea é uma área frágil dentro do útero. Então, é como se fosse uma porta de entrada para a mola, que acaba tendo mais poder de invasão para entrar no útero e levar ao câncer”, explica Gabriela Paiva, líder da pesquisa e médica no ambulatório da UFRJ. Contexto Brasileiro e a Alta Taxa de Cesarianas O coordenador do ambulatório e orientador da pesquisa, Antôni o Braga, ressalta a relevância do achado para o Brasil, país que lidera as taxas mundiais de cesariana. Enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que apenas 15% dos partos sejam cirúrgicos, no Brasil essa proporção atinge 55%. “Esse é um tema que merece ser tratado como mais um risco agregado para as mulheres submetidas a cesarianas. Cesariana é uma cirurgia salvadora de vidas, muito importante para garantir a segurança da mãe e do bebê, mas ela deve ser feita de forma consciente”, pontua Braga. Implicações para o Rastreamento e Prevenção Os autores do estudo defendem que a neoplasia trofoblástica gestacional pós-molar deve ser considerada uma possível consequência de longo prazo do parto cesáreo prévio, somando-se a outros riscos já conhecidos, como ruptura uterina, espectro da placenta acreta, parto prematuro e outras complicações. A pesquisa estima que uma redução de 20 pontos percentuais na taxa de cesarianas

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SUS na Floresta: Projeto Revolucionário Leva Atendimento Médico Essencial a Comunidades Ribeirinhas Isoladas do Amazonas

Projeto “SUS na Floresta” leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas, transformando o acesso à saúde em áreas remotas. Moradores de comunidades ribeirinhas no Amazonas, que antes enfrentavam longas e custosas viagens para obter atendimento médico básico, agora contam com unidades de saúde mais próximas de suas casas. O projeto “SUS na Floresta” está expandindo a cobertura da Atenção Primária à Saúde, adaptando-se às realidades de deslocamento, sazonalidade dos rios e particularidades culturais dessas populações. A iniciativa, resultado de parcerias público-privadas, visa reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir o direito universal à saúde, mesmo em locais de difícil acesso. A meta é atender cerca de 4,7 mil pessoas em 56 comunidades ribeirinhas apenas nas primeiras unidades inauguradas em Carauari. As novas unidades contam com consultórios para atendimentos presenciais e remotos, telessaúde, equipamentos modernos e áreas de permanência para as equipes de saúde. Os serviços são integrados ao SUS e executados em colaboração com prefeituras e secretarias municipais de saúde, conforme divulgado pelo IDIS. Estruturas adaptadas à realidade amazônica Aldeniza Silva e Silva, moradora da comunidade ribeirinha de Boa Vista, em Carauari (AM), exemplifica a dificuldade enfrentada antes do projeto. Grávida de sete meses, ela precisava viajar por dois ou três dias de rabeta até a zona urbana para consultas médicas. “Até agora, ela só passou por três consultas, quando o ideal, segundo o Ministério da Saúde, é que as gestantes sejam acompanhadas em um mínimo de seis”, relata o conteúdo original. Com a inauguração de dois pontos de atendimento em bases da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) nas regiões de Campina e Bauana, essa realidade mudou. “Agora [a distância] é só de uma praia”, comemorou Aldeniza, que passou a realizar seu pré-natal no posto de Campina. Ela também aproveitou para levar a filha, de seis anos, para ser consultada. As unidades são equipadas para oferecer desde atendimentos básicos, como tratamento de gripes e ferimentos, até consultas de pré-natal e acompanhamento de doenças crônicas. A telessaúde permite o acesso a médicos especialistas sem a necessidade de longos deslocamentos. SUS na Floresta: um modelo inovador para o Brasil O projeto “SUS na Floresta” é uma iniciativa do programa Juntos pela Saúde, executado pela FAS em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Umane, com gestão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS). Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS, explica que o objetivo “não é criar uma estrutura paralela ao SUS, mas sim reforçá-la”. As equipes de atendimento são vinculadas à rede pública e à Estratégia Saúde da Família. As novas estruturas foram inauguradas nas comunidades de Bauana e Campina, em Carauari, recebendo os nomes de Raimundo Ribeiro de Lima (Saborá) e Laice Santos do Nascimento, respectivamente. Juntas, elas beneficiarão cerca de 4,7 mil pessoas de 56 comunidades ribeirinhas. Impacto positivo e prevenção de agravos O projeto já demonstra resultados positivos, evitando a necessidade de resgates de emergência. Em Campina, cinco chamadas para ambulanchas foram evitadas na semana de

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Campanha “Todos contra o VSR”: Proteja seu bebê da Bronquiolite com Imunização e Anticorpos Monoclonais

Alerta de Saúde: Nova Campanha “Todos contra o VSR” Foca na Imunização Essencial para Bebês e Gestantes A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) deu início à campanha “Todos contra o VSR – Proteção desde o Início”. O objetivo principal é aumentar o conhecimento sobre a importância da imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), especialmente entre gestantes, pais e profissionais de saúde. O VSR é um agente comum, mas perigoso, responsável por uma parcela significativa de doenças respiratórias em crianças. A campanha visa combater a desinformação e reforçar as medidas preventivas disponíveis para proteger os bebês. As informações e diretrizes da campanha são divulgadas pela SBIm, com apoio de importantes organizações de saúde nacionais e internacionais, como a OPAS e o Unicef. VSR: O Vilão por Trás da Bronquiolite em Crianças O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal culpado por casos de bronquiolite e pneumonia em crianças com menos de dois anos. Segundo dados do Ministério da Saúde, somente este ano, o Brasil registrou 21.398 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR, resultando em 246 mortes. A faixa etária mais afetada é a de menores de dois anos, com 17.081 casos e 109 óbitos. Proteção Antecipada: Vacinação da Gestante e Anticorpos Monoclonais A coordenadora da campanha e diretora da SBIm, Isabella Ballalai, ressalta a importância da imunização para garantir a segurança dos bebês nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade. Existem duas frentes de proteção eficazes: A primeira é a vacinação da gestante. Ao ser vacinada, a mãe produz anticorpos que são transferidos para o feto, oferecendo proteção desde a primeira semana de vida do bebê. Essa medida é crucial para formar uma barreira de defesa inicial. A segunda opção são os anticorpos monoclonais, disponíveis para crianças a partir do nascimento. Essa terapia é especialmente recomendada para bebês prematuros e outros grupos de risco, conforme orientação médica. Campanha Amplia o Alcance com Depoimentos e Conteúdo Educativo Para tornar a informação mais acessível e impactante, a campanha “Todos contra o VSR” apresenta vídeos testemunhais. Neles, médicos renomados, como o Dr. Drauzio Varella, e mães que vivenciaram o drama do VSR em seus filhos compartilham suas experiências. “Os relatos tornam mais concreta a gravidade da doença e aproximam o tema da realidade do público”, explica Isabella Ballalai. “Não é apenas uma sigla. São experiências de complicações ou perdas, que despertam empatia, reforçam a percepção de risco e contribuem para conscientizar sobre a necessidade de prevenção.” Além dos vídeos emocionantes, a iniciativa oferece videoaulas para profissionais da saúde, um hotsite informativo e forte presença nas redes sociais, com conteúdos educativos no Instagram, YouTube, TikTok e Facebook. A comunicação direta com o público-alvo também é feita via e-mail e WhatsApp. Recomendações Oficiais e Ampliadas para a Imunização contra o VSR Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) já oferece a vacina contra o VSR para grávidas a partir da 28ª semana gestacional. Para bebês, o PNI disponibiliza o anticorpo monoclonal para prematuros (nascidos com menos de 37 semanas

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Anvisa Suspende Venda de Bio-Aid e Cateter BD Abiocat: Alerta Urgente para Pacientes e Profissionais de Saúde

Anvisa impõe rigorosas proibições a produtos médicos por riscos à saúde pública, afetando Bio-Aid e cateteres BD Abiocat A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou medidas drásticas ao suspender a comercialização e o uso de dois produtos médicos importantes no Brasil. A decisão visa garantir a segurança dos pacientes e a conformidade com as normas sanitárias, após constatações de irregularidades na fabricação e na qualidade dos itens em questão. As suspensões atingem o curativo fixador para cateter Bio-Aid e o cateter intravenoso BD Abiocat, ambos com implicações diretas para procedimentos médicos e tratamentos em hospitais e clínicas. A Anvisa reforça a importância da fiscalização contínua para proteger a população de produtos que não atendem aos rigorosos padrões de segurança e eficácia exigidos. Essas interdições cautelares, conforme detalhado pela própria agência, são medidas preventivas e temporárias. O objetivo é barrar o uso, a fabricação e a comercialização de produtos que apresentem inconformidades, até que as investigações sejam concluídas e as devidas adequações sejam realizadas, assegurando assim a integridade do sistema de saúde brasileiro. Conforme informação divulgada pela Anvisa, a medida segue os trâmites legais para resguardar a saúde pública. Bio-Aid: Suspensão Abrange Lotes Específicos por Falhas na Fabricação A venda, importação, distribuição, divulgação e o uso do produto Bio-Aid – Curativo Fixador para Cateter foram suspensos pela Anvisa. A restrição se aplica especificamente a lotes produzidos a partir de 22 de abril. A agência identificou que a fabricação do produto, importado pela empresa Bio Company Comércio e Serviços Ltda., está em desacordo com a legislação sanitária brasileira. Uma inspeção realizada no fabricante Shangai Iso Medical Products Co. Ltd. revelou as inconformidades. A Anvisa enfatiza que a adequação às normas é fundamental para a segurança do paciente, especialmente em produtos que entram em contato direto com o corpo humano em procedimentos invasivos. A Bio Company Comércio e Serviços Ltda. foi contatada pela Agência Brasil para comentar o caso, e aguarda retorno. Cateter BD Abiocat: Interdição Cautelar Devido a Resultados Insatisfatórios em Testes Outra medida significativa adotada pela Anvisa foi a interdição cautelar do cateter intravenoso BD Abiocat, fabricado pela Becton Dickinsson Indústrias Cirúrgicas Ltda. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e baseia-se em um laudo emitido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). O laudo da Funed apresentou um resultado insatisfatório no ensaio de verificação da superfície do cateter. Essa falha indica um potencial risco à saúde, levando a Anvisa a agir preventivamente. A interdição cautelar é uma medida temporária, com prazo de até 90 dias, para investigar a fundo as causas do problema e garantir que o produto, se liberado posteriormente, atenda a todos os requisitos de segurança. O Que é Interdição Cautelar e Por Que é Aplicada? A Anvisa explicou que a interdição cautelar é uma ferramenta essencial de fiscalização sanitária. Trata-se de uma medida preventiva e temporária, que tem como objetivo impedir temporariamente a fabricação, a comercialização, o uso ou o funcionamento de um produto ou serviço. Essa ação é tomada até que se tenha a certeza

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Saúde Mental no SUS Digital: Plataforma “Pode Falar” oferece escuta gratuita e anônima para jovens no Meu SUS Digital

Plataforma “Pode Falar” expande o acesso à saúde mental para jovens no SUS Digital Jovens brasileiros de 13 a 24 anos agora contam com um novo canal de apoio em saúde mental dentro do aplicativo Meu SUS Digital. A plataforma “Pode Falar” oferece um espaço seguro para acolhimento, escuta qualificada e orientação, buscando reduzir as barreiras de acesso ao cuidado psicológico. O serviço, resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Unicef, já realiza cerca de 1,1 mil atendimentos mensais. Com a integração ao Meu SUS Digital, a expectativa é que esse número salte para 11 mil atendimentos por mês, ampliando significativamente o alcance da iniciativa. A iniciativa do Ministério da Saúde visa fortalecer o cuidado em saúde mental dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo uma porta de entrada acessível e discreta para quem busca ajuda. Conforme informação divulgada pela pasta, a plataforma “oferece um espaço seguro de escuta e orientação e contribui para reduzir barreiras de acesso, especialmente entre pessoas que ainda não procuraram atendimento presencial”. Como acessar o “Pode Falar” no Meu SUS Digital Para utilizar o serviço, o usuário deve acessar o aplicativo Meu SUS Digital, disponível para download na App Store e no Google Play. Dentro do aplicativo, na seção de miniaplicativos, basta selecionar a opção “Pode Falar”. O serviço funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília. O primeiro contato é feito através de um chatbot, que oferece um atendimento inicial e pode direcionar o usuário para conteúdos informativos sobre saúde mental. Caso o usuário deseje ou a necessidade de um apoio mais direto seja identificada, a conversa é encaminhada para um atendimento humano. Tecnologia e segurança no atendimento O “Pode Falar” utiliza recursos tecnológicos para garantir a eficiência e a segurança do atendimento. Uma ferramenta de inteligência artificial analisa as mensagens dos usuários que aguardam atendimento e, ao detectar indícios de risco elevado, envia um alerta imediato à equipe, priorizando esses casos. Os teleatendimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação. Todos os profissionais atuam sob a supervisão de professores, recebem formação contínua e seguem protocolos específicos para cada situação, assegurando um cuidado qualificado. Quando procurar atendimento presencial Apesar da conveniência do atendimento online, o Ministério da Saúde reforça a importância de buscar atendimento presencial em casos de sofrimento psíquico persistente, que prejudica a rotina, estudos, trabalho ou relacionamentos, ou em situações de crise. O SUS oferece um cuidado integral para todas as faixas etárias, com um sistema organizado de acordo com as necessidades e a condição clínica de cada paciente. A assistência começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e, quando necessário, o paciente é encaminhado para atenção especializada, garantindo a continuidade do cuidado. Acesso anônimo e gratuito Uma das características importantes da plataforma “Pode Falar” é a possibilidade de atendimento anônimo, caso o usuário assim deseje. Isso pode encorajar pessoas que se sentem receosas em buscar ajuda, oferecendo um primeiro passo seguro para o

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Sarampo em SP: Alerta Geral! Vacinação Ampliada para 6 a 59 anos em Campanha Urgente para Evitar Novos Casos

Sarampo em São Paulo: Campanha de Vacinação Ampliada e Alerta Geral nos Serviços de Saúde A preocupação com o aumento de casos de sarampo no estado de São Paulo é crescente. Com 15 casos já confirmados este ano, as autoridades de saúde intensificaram as recomendações para a busca ativa de pessoas não vacinadas e a aplicação de doses de reforço em crianças. A situação exige atenção especial, especialmente em municípios da região metropolitana. Diante do cenário epidemiológico, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação para o público entre 6 meses e 59 anos. Essa medida faz parte da campanha de multivacinação que se inicia e visa aumentar rapidamente a proteção da população contra o sarampo, uma doença altamente contagiosa e que pode levar a complicações graves. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou que o público-alvo estendido receberá a imunização. A campanha abrange todos os 645 municípios paulistas, oferecendo não apenas a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), mas também a atualização de outras vacinas essenciais do calendário nacional. Conforme informação divulgada pela secretaria estadual de Saúde, dados preliminares de 2026 indicam cobertura vacinal de 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda dose da tríplice viral no estado, números aquém da meta de 95% estabelecida pela OMS. Busca Ativa e Atenção nas Metas Vacinais As cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo já estavam sob observação devido à incidência do sarampo. A extensão da campanha de vacinação para o público de 6 a 59 anos é uma estratégia crucial para reverter o quadro. A meta do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a cobertura vacinal contra o sarampo é de **95% para cada dose da vacina tríplice viral**, um patamar ainda não alcançado em diversas localidades. Vacinação Abrangente para Todas as Idades Além da vacina tríplice viral, a campanha oferece uma gama completa de imunizantes para atualização da caderneta de vacinação. Estão disponíveis vacinas como BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, varicela, DTP, hepatite A e HPV. A atualização completa do esquema vacinal é **fundamental para proteger crianças e adolescentes** contra diversas doenças imunopreveníveis. Cobertura Vacinal Abaixo do Ideal Exige Esforço Contínuo Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, os dados de cobertura vacinal para a tríplice viral em 2026 mostram desafios. A cobertura para a primeira dose atingiu 77,5%, e para a segunda dose, 65,5%. Em 2025, a cobertura nacional foi de 92,9% para a primeira dose e 78,3% para a segunda. Nos municípios mais afetados, Guarulhos registrou 91,59% (D1) e 83,90% (D2), São Bernardo do Campo 90,84% (D1) e 83,62% (D2), e São Paulo 90,79% (D1) e 83,63% (D2). Esses números indicam a **necessidade de intensificar os esforços de vacinação** para atingir as metas e garantir a imunidade coletiva contra o sarampo. Declaração Oficial Reforça a Urgência Tatiana Lang, da Secretaria Estadual de Saúde, destacou a importância da ação: “A atualização da caderneta é fundamental

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Alerta de Sarampo em SP: Campanha de Multivacinação Começa Segunda (3) para Menores de 15 Anos e Reforço Vital

Campanha de Multivacinação em SP visa reforçar a proteção contra doenças imunopreveníveis e combater o sarampo. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo dará início a uma importante campanha de multivacinação na próxima segunda-feira, dia 3. A mobilização é voltada prioritariamente para crianças e adolescentes com menos de 15 anos, buscando garantir que todos estejam com o esquema vacinal em dia. Em um esforço concentrado para frear o avanço do sarampo, as cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo terão um foco adicional. Nessas localidades, a campanha se estenderá a todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos de idade, oferecendo um reforço crucial à vacinação contra essa doença altamente contagiosa. A recomendação é clara: pais e responsáveis devem comparecer aos postos de vacinação com a caderneta de vacinação em mãos. As equipes de saúde farão a verificação das doses necessárias, de acordo com a faixa etária e o histórico vacinal de cada indivíduo. Essa ação, conforme informação divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde, é fundamental para a proteção coletiva. Variedade de Vacinas Disponíveis para Proteção Completa A campanha oferecerá um amplo leque de imunizantes essenciais para a proteção contra diversas doenças. Entre as vacinas disponíveis estão a BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A e HPV. Sarampo em Alerta: 15 Casos Confirmados em 2026 O cenário epidemiológico atual justifica a urgência da campanha. Nesta quinta-feira, dia 30, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do estado confirmou o 15º caso de sarampo em 2026. O registro mais recente ocorreu em Guarulhos, e a criança afetada não possuía histórico de vacinação contra a doença, o que reforça a importância da imunização. Dose Zero de Tríplice Viral: Um Reforço Necessário Nas três cidades com foco intensificado, a vacina tríplice viral será oferecida para proteção contra sarampo, caxumba e rubéola. Para as crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, a aplicação será considerada uma “dose zero”. É importante ressaltar que esta dose não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que ocorrem aos 12 e 15 meses de idade. Cobertura Vacinal Abaixo da Meta Nacional Dados preliminares de 2026 indicam que a cobertura para a primeira dose da tríplice viral no estado de São Paulo está em 77,5%, e para a segunda dose, em 65,5%. Esses índices estão significativamente abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 95% para ambas as doses. A diretora do CVE, Tatiana Lang, enfatiza a importância da atualização da caderneta, declarando que “a atualização da caderneta é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra doenças imunopreveníveis. Diante do cenário do sarampo, a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão.”

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Nova Esperança contra a AIDS: Cientistas celebram 13 casos de remissão do HIV após transplante de células-tronco

Dois novos casos de remissão do HIV elevam esperança global em conferência no Rio de Janeiro A 26ª Conferência Internacional da AIDS, realizada no Rio de Janeiro, foi palco de uma notícia animadora para a comunidade científica e para pessoas vivendo com HIV. Dois novos casos de remissão da infecção pelo vírus foram anunciados, somando-se a um grupo seleto de 13 pacientes que não apresentam mais o HIV detectável em seus organismos após um tipo específico de tratamento. Esses avanços trazem um facho de luz na luta contra a AIDS, demonstrando que a cura, ou pelo menos a remissão duradoura, é uma possibilidade real. A comunidade científica celebra esses resultados como marcos importantes na pesquisa e desenvolvimento de novas terapias. A estratégia por trás desses sucessos envolve um procedimento complexo e ainda restrito, mas que tem se mostrado promissor. Conforme informação divulgada durante a conferência, o tratamento consiste em transplantes de células-tronco, uma técnica que visa substituir o sistema imunológico do paciente por um novo, geneticamente modificado para combater o HIV. Os detalhes desses casos reforçam a importância da pesquisa contínua e do acompanhamento rigoroso. O “paciente de Kansas City” e o “paciente de Essen”: Histórias de Superação Um dos casos em destaque é o de um homem nos Estados Unidos, apelidado de “paciente de Kansas City”. Ao ser diagnosticado com HIV, ele também descobriu ser portador de leucemia mieloide aguda, um tipo agressivo de câncer sanguíneo. O outro indivíduo, conhecido como “paciente de Essen” na Alemanha, enfrentava não apenas o HIV, mas também duas cepas diferentes do vírus e o vírus da hepatite B (HBV). Ambos os pacientes foram submetidos a transplantes de células-tronco hematopoiéticas. Essas células são as responsáveis pela formação de todas as células sanguíneas, incluindo os glóbulos brancos (leucócitos), essenciais para as defesas do corpo contra infecções e outras doenças. A Chave da Mutação Genética: Resistência ao HIV O sucesso desses transplantes reside em uma característica peculiar dos doadores das células-tronco. Eles possuíam uma mutação genética específica, conhecida como CCR5 delta32, que os torna naturalmente resistentes à infecção pelo HIV. Essa mutação impede que o vírus consiga adentrar as células de defesa do corpo. O HIV ataca as células de defesa do sistema imunológico, especificamente os linfócitos T CD4+, que são cruciais no combate a infecções. Para infectar essas células, o vírus se liga a receptores em sua superfície, como o CD4 e os correceptores CCR5 e CXCR4. A mutação CCR5 delta32 nos doadores, no entanto, altera o correceptor CCR5, bloqueando a “porta” de entrada do HIV. Ao receberem o transplante, os pacientes adquirem células-tronco que originarão novas células CD4+ com essa proteção natural. Isso significa que as novas células de defesa produzidas pelo corpo se tornam potencialmente resistentes ao HIV, impedindo a replicação do vírus. Remissão Confirmada e o Futuro da Terapia Nos casos do “paciente de Kansas City” e do “paciente de Essen”, a terapia antirretroviral foi suspensa após o transplante para avaliar a resposta do organismo. Surpreendentemente, após meses sem medicação, o vírus

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Revalida 2025/2: Médicos com diplomas estrangeiros têm prazo apertado para recorrer de resultado preliminar da prova prática

Revalida 2025/2: Prazo para Recurso do Resultado Preliminar da Prova Prática Vai Até Sexta-feira (31) Médicos que realizaram o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) e não obtiveram o resultado esperado na segunda etapa têm uma janela de oportunidade para contestar a avaliação. O período para interpor recurso contra o resultado preliminar da prova de habilidades clínicas está aberto. Divulgado na última terça-feira (28), o resultado preliminar é o primeiro passo para a análise final do desempenho dos candidatos na avaliação prática. Aqueles que desejam apresentar suas contestações devem ficar atentos ao prazo, que se estende até esta sexta-feira, dia 31. O procedimento para a interposição de recurso é inteiramente digital e deve ser realizado através do Sistema Revalida, mantido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Conforme divulgado pelo Inep, o resultado preliminar da prova de habilidades, que corresponde à segunda etapa do Revalida 2025/2, já está disponível para consulta. Como e Onde Recorrer do Resultado Preliminar do Revalida Para ter acesso ao resultado preliminar e formalizar o recurso, os candidatos precisam acessar o Sistema Revalida. O login na plataforma é realizado por meio da conta Gov.br, o que garante a segurança e a autenticidade do processo. É fundamental que os médicos verifiquem atentamente seu desempenho e, caso discordem da avaliação, formalizem suas alegações dentro do prazo estabelecido. Padrão Esperado de Procedimentos (PEP) Disponibilizado para Análise Em paralelo à abertura do prazo para recursos, o Inep também divulgou as versões definitivas do Padrão Esperado de Procedimentos (PEP) para as dez estações da avaliação prática. Este documento, que funciona como um gabarito detalhado da prova, foi atualizado após a análise dos recursos apresentados contra as versões preliminares. O PEP é crucial para que os candidatos compreendam os critérios de avaliação e baseiem seus recursos. Cronograma do Revalida e Próximos Passos para Aprovados O cronograma do Revalida prevê que o resultado dos recursos e, consequentemente, o resultado final da segunda etapa, serão divulgados em 4 de setembro. Para os médicos que obtiverem aprovação após a análise dos recursos, as próximas etapas envolverão as orientações para a indicação da universidade parceira responsável pela revalidação do diploma. Entenda o Objetivo e a Estrutura do Revalida O Revalida tem como principal objetivo verificar se os médicos formados no exterior possuem os conhecimentos e habilidades necessários para atuar no Brasil, alinhados aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O exame é composto por uma prova teórica e uma prova prática, organizadas pelos Ministérios da Educação e da Saúde. A aprovação no Revalida atesta a compatibilidade da formação estrangeira com as exigências das universidades brasileiras, facilitando a atuação profissional no país. É importante ressaltar que o exame não se configura como um concurso público e não garante o exercício da prática médica por si só, mas sim a validação da equivalência da formação.

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Mola Gestacional: O Que É, Sinais de Alerta e Como o Câncer de Placenta Pode Se Desenvolver

Entenda a mola gestacional, uma condição rara que pode evoluir para câncer de placenta e assusta mulheres grávidas. A descoberta de uma gravidez é um momento de imensa alegria, mas, para algumas mulheres, pode vir acompanhada de diagnósticos inesperados e desafiadores. A mola gestacional, também conhecida como doença trofoblástica gestacional (DTG), é uma dessas condições que, embora benigna em sua origem, exige atenção e acompanhamento rigoroso devido ao risco de evoluir para um câncer de placenta. Essa condição surge de um erro na fertilização, resultando na formação de um tecido anormal na placenta. Em alguns casos, esse tecido pode se tornar maligno, necessitando de tratamento específico. A história de Daiana Nascimento, que passou por essa experiência, ressalta a importância de conhecer os sinais e a necessidade de centros de referência para o tratamento. Conforme informações divulgadas pelo Ambulatório de Doença Trofoblástica Gestacional da Maternidade Escola da UFRJ, um dos centros mais importantes do mundo em pesquisa sobre o tema, a mola gestacional afeta uma parcela significativa de mulheres grávidas, e o acompanhamento médico adequado pode salvar vidas. O que é a Mola Gestacional? A mola gestacional é um tipo de tumor benigno que se origina na placenta durante a gravidez. Ela surge devido a um erro na fertilização. Em casos de mola incompleta, um espermatozoide com DNA duplicado ou dois espermatozoides fecundam um óvulo normal. Isso resulta em uma placenta imperfeita e um embrião com anomalias genéticas incompatíveis com a vida. Já na mola completa, um óvulo sem DNA é fecundado por um espermatozoide, formando apenas uma placenta anormal, sem a presença de embrião. Em ambas as situações, a gestação precisa ser interrompida e a mola removida. A não remoção pode causar sangramento uterino, além de alterações na tireoide e na pressão sanguínea. O professor de obstetrícia da UFRJ, Antônio Braga, explica que o risco mais grave da DTG é a evolução para o câncer de placenta, que ocorre quando as células da mola se instalam no útero. Isso acontece em menos de 5% dos casos de mola parcial, mas em até 20% das gestações com mola completa. Diagnóstico e Estatísticas da Mola Gestacional A maioria das mulheres descobre a mola gestacional durante um ultrassom de rotina, após confirmar a gravidez por exames de sangue ou urina. A terapeuta ocupacional Daiana Nascimento relata que viveu o dia mais feliz e o mais triste de sua vida em menos de três dias, ao descobrir a gravidez e, logo em seguida, a mola gestacional. O professor Antônio Braga destaca que a incidência no Brasil é de 1 a cada 200 a 400 gestações, enquanto nos Estados Unidos é de 1 a cada mil e na Inglaterra, de 1 a cada duas mil. As razões para essa diferença ainda são objeto de investigação, com suspeitas envolvendo fatores genéticos, imunológicos e alimentares. O ambulatório da Maternidade Escola da UFRJ atende cerca de 80 pacientes com mola por semana pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Muitos desses atendimentos são de mulheres que poderiam ter plano

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Cesárea Aumenta em 45% Risco de Câncer de Placenta Pós-Mola Gestacional, Revela Estudo da UFRJ

Cesárea Eleva em 45% o Risco de Câncer de Placenta Após Mola Gestacional, Indica Estudo Brasileiro Mulheres que passaram por cesariana apresentam um risco 45% maior de desenvolver neoplasia trofoblástica gestacional, um tipo raro de câncer originado em células da placenta e que se manifesta no útero. A descoberta é fruto de um estudo robusto liderado por pesquisadores da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essa neoplasia é a complicação mais grave da doença trofoblástica, popularmente conhecida como mola gestacional. Ela surge de uma fertilização anormal, resultando em uma estrutura placentária anômala, que pode ou não conter um feto inviável. Em até 20% dos casos, as células da mola gestacional podem se implantar no útero e evoluir para o câncer de placenta. No Brasil, a incidência de mola gestacional é de um caso a cada 200 a 400 gestantes, gerando cerca de 2,9 mil novos casos de neoplasia anualmente. A pesquisa foi realizada em parceria com o Centro de Doença Trofoblástica da Nova Inglaterra, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e analisou dados de 2.904 pacientes entre 2002 e 2022. Cesariana: Um Fator de Risco Independente para Câncer de Placenta O estudo revelou que, entre as mulheres analisadas, 26,5% daquelas com histórico de cesariana desenvolveram o câncer, em comparação com 20,8% das que não haviam passado por essa cirurgia. Após controlar todos os outros fatores que poderiam influenciar o resultado, a pesquisa confirmou que a cesariana prévia aumenta o risco de forma independente. A principal hipótese dos pesquisadores é que o corte realizado no útero durante a cesariana possa desregular o sistema imunológico da mulher. Além disso, o procedimento pode levar ao remodelamento dos vasos sanguíneos e causar fibrose na região. “A cicatriz da cesárea é uma área frágil dentro do útero. Então, é como se fosse uma porta de entrada para a mola, que acaba tendo mais poder de invasão para entrar no útero e levar ao câncer”, explica Gabriela Paiva, líder da pesquisa e médica no ambulatório da UFRJ. Contexto Brasileiro e a Alta Taxa de Cesarianas O coordenador do ambulatório e orientador da pesquisa, Antôni o Braga, ressalta a relevância do achado para o Brasil, país que lidera as taxas mundiais de cesariana. Enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que apenas 15% dos partos sejam cirúrgicos, no Brasil essa proporção atinge 55%. “Esse é um tema que merece ser tratado como mais um risco agregado para as mulheres submetidas a cesarianas. Cesariana é uma cirurgia salvadora de vidas, muito importante para garantir a segurança da mãe e do bebê, mas ela deve ser feita de forma consciente”, pontua Braga. Implicações para o Rastreamento e Prevenção Os autores do estudo defendem que a neoplasia trofoblástica gestacional pós-molar deve ser considerada uma possível consequência de longo prazo do parto cesáreo prévio, somando-se a outros riscos já conhecidos, como ruptura uterina, espectro da placenta acreta, parto prematuro e outras complicações. A pesquisa estima que uma redução de 20 pontos percentuais na taxa de cesarianas

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SUS na Floresta: Projeto Revolucionário Leva Atendimento Médico Essencial a Comunidades Ribeirinhas Isoladas do Amazonas

Projeto “SUS na Floresta” leva atendimento médico a comunidades ribeirinhas do Amazonas, transformando o acesso à saúde em áreas remotas. Moradores de comunidades ribeirinhas no Amazonas, que antes enfrentavam longas e custosas viagens para obter atendimento médico básico, agora contam com unidades de saúde mais próximas de suas casas. O projeto “SUS na Floresta” está expandindo a cobertura da Atenção Primária à Saúde, adaptando-se às realidades de deslocamento, sazonalidade dos rios e particularidades culturais dessas populações. A iniciativa, resultado de parcerias público-privadas, visa reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir o direito universal à saúde, mesmo em locais de difícil acesso. A meta é atender cerca de 4,7 mil pessoas em 56 comunidades ribeirinhas apenas nas primeiras unidades inauguradas em Carauari. As novas unidades contam com consultórios para atendimentos presenciais e remotos, telessaúde, equipamentos modernos e áreas de permanência para as equipes de saúde. Os serviços são integrados ao SUS e executados em colaboração com prefeituras e secretarias municipais de saúde, conforme divulgado pelo IDIS. Estruturas adaptadas à realidade amazônica Aldeniza Silva e Silva, moradora da comunidade ribeirinha de Boa Vista, em Carauari (AM), exemplifica a dificuldade enfrentada antes do projeto. Grávida de sete meses, ela precisava viajar por dois ou três dias de rabeta até a zona urbana para consultas médicas. “Até agora, ela só passou por três consultas, quando o ideal, segundo o Ministério da Saúde, é que as gestantes sejam acompanhadas em um mínimo de seis”, relata o conteúdo original. Com a inauguração de dois pontos de atendimento em bases da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) nas regiões de Campina e Bauana, essa realidade mudou. “Agora [a distância] é só de uma praia”, comemorou Aldeniza, que passou a realizar seu pré-natal no posto de Campina. Ela também aproveitou para levar a filha, de seis anos, para ser consultada. As unidades são equipadas para oferecer desde atendimentos básicos, como tratamento de gripes e ferimentos, até consultas de pré-natal e acompanhamento de doenças crônicas. A telessaúde permite o acesso a médicos especialistas sem a necessidade de longos deslocamentos. SUS na Floresta: um modelo inovador para o Brasil O projeto “SUS na Floresta” é uma iniciativa do programa Juntos pela Saúde, executado pela FAS em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Umane, com gestão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS). Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS, explica que o objetivo “não é criar uma estrutura paralela ao SUS, mas sim reforçá-la”. As equipes de atendimento são vinculadas à rede pública e à Estratégia Saúde da Família. As novas estruturas foram inauguradas nas comunidades de Bauana e Campina, em Carauari, recebendo os nomes de Raimundo Ribeiro de Lima (Saborá) e Laice Santos do Nascimento, respectivamente. Juntas, elas beneficiarão cerca de 4,7 mil pessoas de 56 comunidades ribeirinhas. Impacto positivo e prevenção de agravos O projeto já demonstra resultados positivos, evitando a necessidade de resgates de emergência. Em Campina, cinco chamadas para ambulanchas foram evitadas na semana de

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