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Saúde e bem estar

Médicos Revelam Guia Essencial Para Evitar Recusa de Mamografia Digital Por Planos de Saúde

Guia para Solicitação de Mamografia Digital Lançado por Entidades Médicas Um novo guia foi divulgado por importantes entidades médicas brasileiras com o objetivo de facilitar o acesso à mamografia digital. O documento visa orientar os profissionais de saúde a preencherem os pedidos do exame de forma clara e objetiva, evitando que sejam negados ou mal interpretados pelas operadoras de planos de saúde. A mamografia digital é um método fundamental para o rastreamento, diagnóstico e acompanhamento do câncer de mama. O Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) são as signatárias do guia. A iniciativa surge após relatos de que falhas no preenchimento dos pedidos têm sido utilizadas como justificativa para a recusa do procedimento ou para a realização de uma modalidade diferente da solicitada pelo médico. Desde 1º de outubro, os planos de saúde são legalmente obrigados a oferecer mamografia digital sem restrições de idade ou gênero, desde que haja indicação médica. No entanto, a forma como os pedidos são formulados pode gerar entraves. Um pedido bem justificado e objetivo é essencial para que o estabelecimento de saúde identifique corretamente o procedimento, reduza falhas na autorização e assegure que a modalidade digital indicada pelo médico não seja confundida com a mamografia convencional, conforme destacou o CBR. Orientações Claras Para Solicitação Médica O guia elaborado pelas entidades médicas propõe uma diretriz simples e direta para os profissionais. Sempre que a mamografia digital for a modalidade indicada, o pedido médico deve especificar claramente “mamografia digital”, e não apenas “mamografia”. Além disso, é importante que a solicitação informe a finalidade clínica do exame. As finalidades clínicas podem incluir rastreamento, investigação diagnóstica, controle de alteração mamária ou acompanhamento de tratamento. Essa clareza na justificativa clínica é crucial para a aprovação do procedimento pelos planos de saúde e para garantir que a paciente receba o exame mais adequado para sua condição. A orientação também se estende a clínicas, serviços de diagnóstico por imagem e operadoras de planos de saúde. Estes devem se certificar de que seus sistemas, formulários e fluxos de autorização estejam atualizados para incorporar as novas regras e garantir o cumprimento da cobertura obrigatória da mamografia digital. Mudanças na Cobertura da Mamografia Digital Anteriormente, a cobertura obrigatória para mamografia digital pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) era restrita a mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos. Com a recente alteração na resolução normativa, essa barreira foi removida. Agora, idade ou gênero não podem ser utilizados isoladamente para negar o procedimento, desde que a mamografia digital tenha sido devidamente indicada por um médico. Essa mudança representa um avanço significativo no acesso ao exame, especialmente para mulheres fora da faixa etária anteriormente estabelecida ou para homens que necessitem do procedimento. A mamografia digital oferece vantagens importantes em relação à convencional, como o armazenamento das imagens em formato digital. Isso facilita o acompanhamento da evolução clínica da paciente ao longo do tempo e permite

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Dengue: Mais de 3 Milhões de Adolescentes Ignoram Segunda Dose da Vacina, Aumentando Risco em Tempo de El Niño

Dengue: A Ameaça Invisível para 3 Milhões de Adolescentes com Vacinação Incompleta A campanha de vacinação contra a dengue avança no Brasil, mas um dado alarmante revela que mais de 3 milhões de adolescentes que receberam a primeira dose ainda não retornaram para completar o esquema vacinal. A proteção efetiva contra a doença só é garantida após a aplicação da segunda dose, que deve ocorrer três meses após a primeira, um detalhe crucial que muitos parecem ter esquecido. Esses números foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, durante a 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações. A preocupação é ainda maior com a chegada do verão e a intensificação dos casos de dengue, potencializada pelos efeitos do fenômeno El Niño, que historicamente aumenta a incidência da doença no país. A dificuldade em engajar adolescentes na percepção de risco, somada à necessidade de completar o ciclo vacinal, representa um desafio para as autoridades de saúde. A estratégia ideal, segundo Gatti, é vacinar no período de menor incidência da doença, garantindo que a população esteja protegida quando o mosquito Aedes aegypti se torna mais ativo. Conforme informação divulgada pelo PNI, mais de 11,8 milhões de doses já foram administradas no país, mas 7,6 milhões correspondem à primeira dose, evidenciando a necessidade de maior adesão à segunda aplicação. A Importância da Segunda Dose para a Proteção Completa A vacina contra a dengue é administrada em duas doses, com um intervalo de três meses entre elas. Apenas após a aplicação da segunda dose o indivíduo atinge a proteção completa e a **imunidade duradoura** contra os sorotipos do vírus da dengue. Ignorar essa etapa deixa os adolescentes vulneráveis a contrair a doença, inclusive em suas formas mais graves, especialmente em um cenário de alta transmissão. Fornecimento Garantido e Expansão Futura da Vacina Apesar das preocupações com a capacidade de produção global da farmacêutica japonesa Takeda, fabricante da vacina Qdenga, o diretor do PNI assegura que o **fornecimento para o público-alvo está garantido**. O Brasil possui um contrato que prevê a entrega de 9 milhões de doses este ano e outras 9 milhões em 2027, além das doses já entregues e previstas para 2025. A vacinação, que começou nos municípios mais afetados, já se estende por todo o país, com foco em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Vacina do Butantan: Suspensão e Avaliação Contínua Em relação à vacina em desenvolvimento pelo Instituto Butantan, a aplicação segue suspensa. A decisão ocorreu após a identificação de três casos de dengue grave em pessoas vacinadas, com dois óbitos associados. Embora a relação causal direta com a vacina ainda não esteja confirmada, o Ministério da Saúde optou pela suspensão para investigar o sinal de segurança. Eder Gatti destacou que essa medida **não cancela a vacina**, mas exige estudos complementares para garantir sua segurança a longo prazo. A vacina do Butantan é vista como uma grande esperança para o país, com

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Anvisa Proíbe Picolé e Suplemento de Proteína por Ingredientes Irregulares e Alegações Terapêuticas Enganosas

Anvisa determina recolhimento e proíbe venda de picolé e suplemento de proteína A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou medidas drásticas nesta segunda-feira (26), decidindo pelo recolhimento e proibição da comercialização de dois produtos alimentícios. A decisão visa proteger a saúde pública, pois os itens continham ingredientes que não passaram por avaliação de segurança e apresentavam publicidade irregular. Os produtos em questão são o Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0 e o suplemento Body Strong Protein, sabor cacau, da marca Equaliv. A Anvisa agiu para garantir que apenas produtos com segurança comprovada cheguem ao consumidor, reforçando seu papel de fiscalização e regulamentação. A principal justificativa para as proibições, conforme informado pela Anvisa, reside na ausência de avaliações de segurança para os ingredientes utilizados e na veiculação de alegações terapêuticas que não condizem com as permissões legais. As informações foram divulgadas pela própria agência reguladora. Picolé com melatonina e inositol fora das regras da Anvisa O Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0, fabricado pela ABB Gelateria Ltda, foi alvo da proibição. A Anvisa apontou que a melatonina e o inositol, presentes na composição, são ingredientes autorizados apenas para uso específico em suplementos alimentares e em compostos líquidos prontos para consumo, como é o caso do inositol. O uso em picolés não obteve a devida autorização. Essa restrição se dá pelo fato de que cada ingrediente deve ter sua segurança rigorosamente avaliada para o tipo de alimento em que será utilizado. A melatonina, por exemplo, embora conhecida por seus usos relacionados ao sono, exige regulamentação específica para sua inserção em produtos alimentícios, algo que não ocorreu neste caso. Suplemento de proteína da Equaliv também é vetado Outro produto que teve sua comercialização suspensa é o Body Strong Protein, sabor cacau, da marca Equaliv, fabricado pela Althaia S.A Indústria Farmacêutica. A Anvisa identificou a presença do Peptistrong, uma proteína hidrolisada de fava, como um ingrediente que não passou por avaliação de segurança para ser utilizado em alimentos. A falta de comprovação de segurança para o consumo em larga escala e de forma regular torna o ingrediente um risco potencial. A Anvisa reitera que a introdução de novos ingredientes em alimentos e suplementos deve seguir protocolos rigorosos de testes e aprovação. Alegações terapêuticas e publicidade irregular geram suspensão Além da questão dos ingredientes, a Anvisa também ressaltou a publicidade irregular associada ao suplemento Body Strong Protein. Foram veiculadas alegações terapêuticas como “prevenção de sarcopenia” e “suporte nutricional para preservação da massa magra em pessoas que usam canetas emagrecedora (GLP-1)”. Essas alegações são consideradas enganosas, pois atribuem ao produto propriedades de prevenção e tratamento de condições de saúde, algo que suplementos alimentares não estão autorizados a fazer. A Anvisa proíbe expressamente a veiculação de promessas terapêuticas sem comprovação científica e autorização específica. Suspensão total e impacto para o consumidor Diante da falta de regularização sanitária e da publicidade enganosa, a Anvisa determinou a suspensão integral do Body Strong Protein. A medida abrange a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda

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Anvisa aprova novo medicamento revolucionário para câncer de pulmão avançado: Conheça o Emrelis e suas promessas

Anvisa aprova Emrelis para Câncer de Pulmão Avançado, Trazendo Nova Esperança a Pacientes Uma notícia animadora para pacientes e médicos: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a aprovação do Emrelis (telisotuzumabe vedotina), um novo medicamento destinado ao tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em estágio avançado. A nova terapia é direcionada a um grupo específico de pacientes adultos com a doença não escamosa, localmente avançada ou metastática, que já passaram por tratamentos sistêmicos anteriores. O Emrelis representa um avanço significativo por sua abordagem direcionada. O medicamento foi projetado para se ligar seletivamente à proteína c-Met, encontrada em alta expressão na superfície de células tumorais específicas. Ao fazer isso, ele facilita a entrada do medicamento na célula e libera uma substância que leva à morte celular, agindo diretamente contra o tumor. A decisão da Anvisa baseou-se em estudos promissores, especialmente um conduzido com pacientes previamente tratados para CPCNP. Os resultados revelaram uma taxa de resposta objetiva de 29,2% na população geral estudada. Para aqueles com alta superexpressão de c-Met, a taxa de resposta atingiu 34,5%, demonstrando um benefício clínico relevante em um cenário com opções terapêuticas limitadas, conforme informações divulgadas pela Anvisa. Entendendo o Câncer de Pulmão e o Alvo do Novo Medicamento O câncer de pulmão é uma das principais causas de morte por doença no mundo, e o CPCNP responde por cerca de 85% dos casos. Deste total, aproximadamente 70% são do subtipo não escamoso, que é justamente o foco do Emrelis. Pacientes com a doença em estágio localmente avançado ou metastático enfrentam um prognóstico desfavorável, e as opções de tratamento após quimioterapia e imunoterapia são escassas, o que reforça a importância desta nova aprovação. Emrelis: Mecanismo de Ação e Eficácia Comprovada O mecanismo de ação do Emrelis é notável por sua precisão. Ao reconhecer e se ligar à proteína c-Met, o medicamento garante que a terapia atinja as células cancerígenas de forma mais eficaz. A liberação intracelular da monometilauristatina E após a internalização do complexo resulta em uma morte celular direcionada, minimizando os danos a tecidos saudáveis. Nova Opção Terapêutica para Câncer de Mama Metastático e Inicial Em outra frente importante, a Anvisa também aprovou o registro do medicamento Poherdy (pertuzumabe). Este novo tratamento se destina a pacientes com câncer de mama metastático, utilizado em combinação com trastuzumabe e docetaxel para casos HER2-positivos não operáveis ou localmente recorrentes. Além disso, o Poherdy foi aprovado para o tratamento de câncer de mama em estágio inicial, em combinação com trastuzumabe e quimioterapia, tanto na abordagem neoadjuvante (antes da cirurgia) quanto adjuvante (após a cirurgia), em casos HER2-positivos com alto risco de recorrência. O Impacto das Novas Terapias no Combate ao Câncer A aprovação de novos medicamentos como o Emrelis e o Poherdy pela Anvisa reforça o compromisso com a inovação no tratamento oncológico. Essas terapias direcionadas oferecem novas perspectivas para pacientes com câncer de pulmão e mama, especialmente em estágios avançados da doença, onde as opções terapêuticas tradicionais podem ser limitadas. O avanço na

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Médicos Brasileiros Revelam Crise nas UTIs: Falta de Estrutura e Leitos é Prioridade, Mas Especialistas Pedem Mais que Expansão

UTIs no Brasil: Médicos Pedem Estruturação Abrangente, Não Apenas Mais Leitos Uma avaliação minuciosa das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Brasil, realizada por médicos intensivistas, expôs uma **profunda divergência na percepção da qualidade** entre os serviços públicos e privados. Os resultados do inquérito revelam que as notas positivas são, em média, o dobro nas unidades privadas em comparação com as públicas. Em contrapartida, as avaliações negativas nas UTIs públicas alcançam um índice até quatro vezes maior do que nas privadas. O estudo, conduzido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) com o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), ouviu 2.338 profissionais que atuam na assistência de alta complexidade em todo o país. Os médicos foram convidados a atribuir notas de 0 a 5 a diversos quesitos cruciais para o funcionamento das UTIs, incluindo infraestrutura, disponibilidade de leitos e medicamentos, especialização da equipe, fluxos de pacientes e protocolos clínicos. Conforme divulgado pela Amib, essas menções detalham os desafios enfrentados no cuidado de pacientes graves, sob a ótica de quem está na linha de frente. A entidade enfatiza que os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas que priorizem a **estruturação completa das UTIs**, indo além da simples ampliação do número de leitos. Medicamentos e Leitos: Um Abismo entre o Público e o Privado Os dados do inquérito são contundentes ao retratar a escassez de recursos essenciais nas UTIs do Sistema Único de Saúde (SUS). Apenas 22,7% dos médicos entrevistados consideram que o SUS possui disponibilidade totalmente adequada de medicamentos essenciais para o manejo dos pacientes graves. Este índice salta para 57,7% quando a análise recai sobre serviços privados ou vinculados a planos de saúde. O cenário se agrava ao observar as avaliações negativas. A oferta de medicamentos nas unidades públicas foi considerada inadequada ou totalmente inadequada por 16,1% dos médicos, um percentual que cai drasticamente para 3,8% no setor privado. A mesma tendência de disparidade se repete na avaliação sobre a suficiência de leitos: 24,1% dos profissionais atribuíram nota máxima aos serviços públicos de UTI, enquanto 51,4% manifestaram essa mesma opinião sobre unidades privadas ou de planos de saúde. Protocolos Clínicos e Equipe Especializada: Onde o SUS Ainda Precisa Avançar No que tange à disponibilidade e acesso a protocolos de atendimento e conduta clínica, a rede SUS recebeu nota máxima de apenas 23,1% dos participantes, contrastando com os 40,2% registrados no setor privado. Essa diferença se reflete também na percepção sobre a presença de equipes multiprofissionais especializadas. Somente 23% dos médicos avaliaram este item com nota máxima no setor público, contra 39,2% no privado. A disparidade também é notável na formação de enfermeiros com especialização em terapia intensiva. A proporção de avaliações positivas para o setor privado foi de 25,1%, enquanto no público o índice foi de 16,9%. As avaliações negativas para a presença desses profissionais atingiram 37,2% nos serviços do SUS, comparado a 26,4% nos serviços particulares ou de planos. A Unanimidade nas Tarefas Administrativas: Um Ponto de Convergência Em 12 dos 13 aspectos avaliados, a percepção dos

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Alerta Urgente: Lotes de Medicamento Contra o Câncer Keytruda Proibidos pela Anvisa por Suspeita de Falsificação

Anvisa proíbe circulação de lotes do medicamento Keytruda, usado no tratamento de câncer, por suspeita de falsificação. Entenda os riscos e como proceder. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira, 19, determinando a apreensão imediata de lotes específicos do medicamento Keytruda, essencial no combate a diversos tipos de câncer. A medida visa proteger a saúde pública diante de uma grave suspeita que abala a confiança no tratamento. A ação regulatória parte de uma identificação feita pela própria empresa responsável pela comercialização do fármaco no Brasil, a Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. Unidades dos lotes em questão apresentaram características que não condizem com as do produto original, levantando um forte alerta sobre a possibilidade de serem falsificações. A notícia foi publicada no Diário Oficial da União e já gera atenção em hospitais, clínicas e farmácias em todo o país. A Anvisa reforça a importância de que pacientes, médicos e farmacêuticos estejam cientes e atentos a esta determinação para evitar o uso de produtos potencialmente ineficazes ou perigosos. Identificados Lotes Suspeitos de Falsificação do Keytruda Os lotes de Keytruda (pembrolizumabe) 100 mg/4 mL que foram alvo da proibição pela Anvisa são os de numeração Z005197 e Z012354. A agência determinou a sua apreensão e inutilização, impedindo que cheguem aos pacientes que dependem deste tratamento oncológico. A Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda, detentora do registro do medicamento, foi quem reportou à Anvisa as divergências encontradas. Essa iniciativa da própria empresa em identificar e comunicar o problema é um passo crucial para a rápida atuação da agência reguladora e a prevenção de danos maiores. A suspeita de que sejam produtos falsificados é o principal fator que motivou a decisão da Anvisa. Medicamentos falsificados podem não conter o princípio ativo na dose correta, conter substâncias nocivas ou simplesmente não ter nenhum efeito terapêutico, representando um grave risco à saúde, especialmente para pacientes em tratamento de câncer, onde a eficácia do medicamento é vital. O que é o Keytruda e sua Importância no Tratamento do Câncer O Keytruda é um medicamento imunoterápico utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer, incluindo melanoma, câncer de pulmão, rim, bexiga, cabeça e pescoço, entre outros. Ele age estimulando o sistema imunológico do próprio paciente a reconhecer e atacar as células cancerígenas. Por ser um tratamento de ponta e de grande importância para a sobrevida e qualidade de vida de muitos pacientes com câncer, a garantia da autenticidade e qualidade do Keytruda é fundamental. A circulação de lotes falsificados pode comprometer todo o plano terapêutico e gerar consequências devastadoras. Orientações para Pacientes e Profissionais de Saúde Diante desta situação, a Anvisa orienta que pacientes que estejam em tratamento com Keytruda verifiquem a numeração dos lotes dos seus medicamentos. Caso possuam os lotes Z005197 ou Z012354, devem entrar em contato imediatamente com a sua equipe médica e com a farmácia onde o medicamento foi adquirido. Profissionais de saúde, como médicos e farmacêuticos, devem redobrar a atenção na dispensação e administração do Keytruda, garantindo

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Vacina contra HPV reduz em 78% lesões pré-cancerígenas em adolescentes, aponta pesquisa inédita no SUS

Queda expressiva nas consultas por lesões pré-cancerígenas em adolescentes após vacinação contra HPV no SUS A introdução da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) trouxe resultados notáveis. Uma pesquisa publicada na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics revela que as consultas por lesões pré-cancerígenas no colo do útero em adolescentes caíram quase 78% desde o início da aplicação do imunizante. Este dado é mais uma evidência contundente da **eficiência e da importância da vacinação** contra o HPV. O vírus é o principal causador do câncer de colo de útero, que se desenvolve a partir de lesões não tratadas, conhecidas como neoplasias intraepiteliais cervicais de alto grau. Ao prevenir a infecção, a vacina impede o surgimento dessas lesões precursoras. A pesquisa, que analisou dados do Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde, coletados pela farmacêutica MSD, demonstra um impacto direto na saúde pública. Os resultados reforçam a necessidade de manter e ampliar as altas coberturas vacinais para consolidar esses avanços na prevenção do câncer. Histórico e Expansão da Vacinação contra HPV no Brasil Desde 2014, o SUS oferece a vacina contra o HPV para meninas e, a partir de 2017, a cobertura foi estendida para meninos. Atualmente, o imunizante é aplicado em crianças e adolescentes do sexo feminino e masculino na faixa etária dos 9 aos 14 anos. Essa inclusão no programa nacional de imunizações mudou radicalmente a incidência de lesões associadas ao vírus. Impacto nos Números: Queda Vertiginosa nas Consultas Os dados compilados pela pesquisa são reveladores. Em 2011, o SUS atendeu 474 adolescentes entre 15 e 19 anos por lesões pré-cancerígenas. Esse número subiu para 603 em 2015, logo após o início da vacinação. Contudo, nos anos seguintes, houve uma queda drástica: 299 consultas em 2019 e apenas 136 em 2023. Essa redução representa uma diminuição de quase 78%. A taxa de consultas por cada 100 mil adolescentes também apresentou uma queda acentuada, passando de 7,1 em 2015 para 1,8 em 2023. Os pesquisadores destacam que essa é a única faixa etária que registrou quedas tão expressivas, o que coincide diretamente com o público vacinado em massa pelo SUS. Análise Comparativa e Evidências da Eficácia Vacinal Para reforçar a tese da eficácia da vacina, os pesquisadores compararam os dados com outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Nesse comparativo, observou-se um movimento contrário: entre adolescentes de 15 a 19 anos, a taxa de procura por serviços médicos para outras ISTs saltou de 1,7 em 2015 para 10,8 em 2023. “Esse resultado reforça que a redução dos casos de lesões de alto grau entre as adolescentes provavelmente não é consequência de mudanças seculares na saúde sexual ou na utilização dos serviços de saúde”, avaliam os autores do estudo. A pesquisa estima que, de 2011 a 2019, cerca de 5 mil casos de primeiras consultas por lesões pré-cancerígenas em adolescentes poderiam ter sido evitados graças à vacinação no SUS. Prevenção do Câncer de Colo de Útero e o Papel da Vacina O câncer de colo de

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Santa Catarina Confirma Foco da Doença de Newcastle em Peru: O Que Você Precisa Saber Sobre a Doença Aviária

Santa Catarina confirma foco da Doença de Newcastle em criação de perus, gerando atenção sanitária no estado e no país. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a existência de um foco da **Doença de Newcastle** em um estabelecimento comercial de aves de corte, especificamente perus, localizado no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A confirmação ocorreu no último domingo, dia 18, e acionou imediatamente os protocolos de segurança sanitária. Diante da descoberta, o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial do estado. A **movimentação de aves** na propriedade foi suspensa, visando impedir qualquer disseminação do vírus. O Mapa assegurou que as ações de controle, contenção e erradicação seguirão as diretrizes estabelecidas no Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. A notificação foi feita à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos parceiros comerciais do Brasil, reforçando o compromisso do país com a transparência sanitária internacional. O consumo de produtos avícolas inspecionados oficialmente continua seguro, segundo o ministério. O que é a Doença de Newcastle e como ela afeta as aves? A **Doença de Newcastle** é uma enfermidade viral altamente contagiosa que acomete aves domésticas e silvestres. É causada por um vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), classificado conforme os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A doença pode gerar sérias perdas econômicas para a produção avícola devido à sua alta mortalidade. A identificação deste foco específico em Nova Itaberaba foi resultado de uma investigação epidemiológica detalhada, conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina. A confirmação laboratorial foi realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), uma unidade reconhecida internacionalmente pela OMSA pela sua capacidade em diagnósticos precisos da doença. Medidas de controle e segurança para o consumidor Após a confirmação, o estabelecimento afetado em Nova Itaberaba foi **imediatamente interditado**. A suspensão da movimentação de aves é crucial para evitar a propagação do vírus para outras criações. O Mapa enfatiza que as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle estão sendo rigorosamente seguidas para garantir a **contenção e erradicação** do foco. O ministério fez questão de ressaltar que, apesar das medidas sanitárias em vigor, o **consumo de produtos avícolas** que passaram pela inspeção oficial permanece seguro. Não há contraindicações para o consumo de carne de frango e peru produzidos sob fiscalização sanitária, garantindo a confiança do consumidor no mercado nacional. Impacto nas exportações e segurança sanitária internacional O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Rafael Requião, afirmou que, até o momento, **não há informações oficiais sobre a suspensão das exportações brasileiras** de produtos avícolas em decorrência deste foco. O Brasil mantém um diálogo aberto com a OMSA e seus parceiros comerciais, cumprindo seus compromissos internacionais de transparência e segurança sanitária. A rápida resposta e a comunicação transparente sobre o foco da **Doença de Newcastle** demonstram o compromisso do Brasil em manter seu status sanitário e a confiança nos seus produtos avícolas no mercado global. As autoridades seguem monitorando

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Governo Federal Monitora Saúde de Amazonenses e Apoia Combate às Queimadas com Reforço de Brigadistas e Aeronaves

Saúde em Alerta: Governo Federal Amplia Monitoramento e Apoio aos Amazonenses Afetados por Queimadas Intensas O Ministério da Saúde intensificou o monitoramento da saúde da população amazonense e do Sistema Único de Saúde (SUS) nas áreas mais atingidas pelas queimadas. A medida surge em resposta à declaração de situação de emergência em 36 municípios do Amazonas, em decorrência dos graves incêndios florestais. A pasta ministerial trabalha em estreita colaboração com os governos estadual e municipais, oferecendo suporte técnico e de gestão para enfrentar os efeitos da estiagem severa, do fogo e da intensa fumaça. O foco principal é garantir o abastecimento de insumos essenciais e a continuidade da assistência à saúde para os moradores locais. Até o momento, 12 municípios já foram identificados como necessitando de apoio específico nos serviços de saúde. Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, o objetivo é articular medidas preventivas essenciais para a população. A atuação federal também considera o reforço no combate aos incêndios, com envio de brigadistas e aeronaves. Grupos Vulneráveis e Cuidados com a Fumaça Sob Atenção Especial Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes são os grupos que demandam atenção redobrada durante este período crítico. A exposição à fumaça das queimadas pode agravar significativamente condições respiratórias e cardiovasculares, exigindo cuidados específicos e um monitoramento mais próximo. A preocupação com a saúde respiratória leva o Ministério da Saúde a avaliar o consumo de oxigênio nos territórios afetados, incluindo os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Embora a gestão da rede de saúde e o abastecimento de insumos sejam, em regra, de competência local, o Ministério pode intervir em situações de calamidade. Apoio Federal no Abastecimento de Oxigênio e Combate aos Incêndios Em cenários de risco iminente à vida, o Ministério da Saúde pode utilizar seu poder de compra emergencial ou o apoio logístico das Forças Armadas para garantir o reabastecimento de oxigênio e outros insumos vitais. Essa ação visa assegurar a assistência respiratória à população em momentos de extrema necessidade. Paralelamente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensifica as operações de prevenção e combate aos incêndios florestais. O órgão enviou um reforço de 290 brigadistas federais ao Amazonas e conta com aeronaves do governo para ampliar a eficácia das ações de combate. O governo federal mobilizou, ainda, dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, além de outras seis aeronaves, incluindo aviões air tractor e helicópteros, para auxiliar nas operações que visam extinguir os focos de incêndio. Investimento em Combate a Incêndios e Resultados Expressivos Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Ibama já extinguiu 303 focos de incêndio no Amazonas. O Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon) recebeu, desde 2024, R$ 45 milhões do governo federal para equipar o Corpo de Bombeiros Militar do estado. Essa verba é destinada à aquisição de viaturas, equipamentos de segurança e à estruturação de bases de operação, fortalecendo a capacidade de resposta a esses eventos.

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Pesquisas Clínicas no Brasil Disparam: Nova Lei Impulsiona o País para o Top 10 Global e Atrai Bilhões em Investimentos

Brasil acelera em pesquisas clínicas com nova lei, visando o pódio global e atração de investimentos bilionários. A participação do Brasil em pesquisas clínicas globais tem recebido um impulso significativo após a sanção de um marco legal inédito para a área. Especialistas e representantes da indústria farmacêutica avaliam que o país está em ascensão no cenário internacional de testes para novos medicamentos e tecnologias em saúde. Dados recentes indicam uma melhora expressiva no ranking brasileiro, que subiu da 18ª para a 12ª posição entre os países que mais realizam esses estudos. A expectativa é que, com os novos investimentos previstos, o Brasil alcance a 10ª posição em breve, consolidando sua importância estratégica. A nova legislação, Lei 14.874, conhecida como Lei de Pesquisa Clínica, representa um avanço após quase uma década de tramitação. Sancionada em maio de 2024 e regulamentada em outubro de 2025, ela estabelece a primeira estrutura legal dedicada à atividade no país, que antes dependia apenas de normas secundárias. Marco Legal Revoluciona Pesquisas Clínicas no Brasil A Lei de Pesquisa Clínica, sancionada em maio de 2024, é o primeiro marco legal específico para a área no Brasil. Antes, a regulamentação se baseava em normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Nacional de Saúde. A nova lei reorganiza os fluxos de trabalho e estabelece prazos mais curtos para a aprovação de estudos. Um dos principais avanços é a criação do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Agora, o parecer ético deve ser emitido em até 30 dias úteis, e a análise da Anvisa, em até 90 dias úteis, sem contar prazos para recursos. Isso agiliza significativamente o processo, que antes podia se arrastar por mais de um ano. A presidente da Roche Brasil, Lorice Scalise, destaca que a lei simplificou a análise regulatória sem comprometer o rigor. Ela ressalta que a Anvisa é uma agência de referência mundial e que, apesar de ainda existirem filas, o processo atual é considerado excelente. A agilidade proporcionada pela nova lei aumenta a atratividade do Brasil para pesquisas. Investimentos Bilionários e Expansão Geográfica A expectativa de investimentos na área de pesquisa clínica no Brasil ultrapassa os R$ 2 bilhões anuais. A farmacêutica Roche, por exemplo, planeja investir cerca de R$ 590 milhões por ano no país. Essa injeção financeira impulsiona o desenvolvimento científico e a capacitação de profissionais e unidades de pesquisa. A indústria farmacêutica também tem focado na capacitação de centros de pesquisa nas regiões Norte e Nordeste. O objetivo é descentralizar a concentração de estudos, que historicamente se concentrava no Sul e Sudeste, promovendo maior diversidade genética, social e cultural nos participantes. Danielle Galbiatti, diretora de investigação clínica da Roche, enfatiza que a vinda de novos estudos demanda a capacitação de equipes e estruturas. O Programa Nacional de Inovação em Saúde, lançado em julho, também visa fortalecer a base científica nacional e integrar o setor produtivo, incentivando o desenvolvimento de tecnologias emergentes. Benefícios para Pacientes e o Ecossistema de Saúde A nova legislação permite

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Médicos Revelam Guia Essencial Para Evitar Recusa de Mamografia Digital Por Planos de Saúde

Guia para Solicitação de Mamografia Digital Lançado por Entidades Médicas Um novo guia foi divulgado por importantes entidades médicas brasileiras com o objetivo de facilitar o acesso à mamografia digital. O documento visa orientar os profissionais de saúde a preencherem os pedidos do exame de forma clara e objetiva, evitando que sejam negados ou mal interpretados pelas operadoras de planos de saúde. A mamografia digital é um método fundamental para o rastreamento, diagnóstico e acompanhamento do câncer de mama. O Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) são as signatárias do guia. A iniciativa surge após relatos de que falhas no preenchimento dos pedidos têm sido utilizadas como justificativa para a recusa do procedimento ou para a realização de uma modalidade diferente da solicitada pelo médico. Desde 1º de outubro, os planos de saúde são legalmente obrigados a oferecer mamografia digital sem restrições de idade ou gênero, desde que haja indicação médica. No entanto, a forma como os pedidos são formulados pode gerar entraves. Um pedido bem justificado e objetivo é essencial para que o estabelecimento de saúde identifique corretamente o procedimento, reduza falhas na autorização e assegure que a modalidade digital indicada pelo médico não seja confundida com a mamografia convencional, conforme destacou o CBR. Orientações Claras Para Solicitação Médica O guia elaborado pelas entidades médicas propõe uma diretriz simples e direta para os profissionais. Sempre que a mamografia digital for a modalidade indicada, o pedido médico deve especificar claramente “mamografia digital”, e não apenas “mamografia”. Além disso, é importante que a solicitação informe a finalidade clínica do exame. As finalidades clínicas podem incluir rastreamento, investigação diagnóstica, controle de alteração mamária ou acompanhamento de tratamento. Essa clareza na justificativa clínica é crucial para a aprovação do procedimento pelos planos de saúde e para garantir que a paciente receba o exame mais adequado para sua condição. A orientação também se estende a clínicas, serviços de diagnóstico por imagem e operadoras de planos de saúde. Estes devem se certificar de que seus sistemas, formulários e fluxos de autorização estejam atualizados para incorporar as novas regras e garantir o cumprimento da cobertura obrigatória da mamografia digital. Mudanças na Cobertura da Mamografia Digital Anteriormente, a cobertura obrigatória para mamografia digital pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) era restrita a mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos. Com a recente alteração na resolução normativa, essa barreira foi removida. Agora, idade ou gênero não podem ser utilizados isoladamente para negar o procedimento, desde que a mamografia digital tenha sido devidamente indicada por um médico. Essa mudança representa um avanço significativo no acesso ao exame, especialmente para mulheres fora da faixa etária anteriormente estabelecida ou para homens que necessitem do procedimento. A mamografia digital oferece vantagens importantes em relação à convencional, como o armazenamento das imagens em formato digital. Isso facilita o acompanhamento da evolução clínica da paciente ao longo do tempo e permite

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Dengue: Mais de 3 Milhões de Adolescentes Ignoram Segunda Dose da Vacina, Aumentando Risco em Tempo de El Niño

Dengue: A Ameaça Invisível para 3 Milhões de Adolescentes com Vacinação Incompleta A campanha de vacinação contra a dengue avança no Brasil, mas um dado alarmante revela que mais de 3 milhões de adolescentes que receberam a primeira dose ainda não retornaram para completar o esquema vacinal. A proteção efetiva contra a doença só é garantida após a aplicação da segunda dose, que deve ocorrer três meses após a primeira, um detalhe crucial que muitos parecem ter esquecido. Esses números foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, durante a 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações. A preocupação é ainda maior com a chegada do verão e a intensificação dos casos de dengue, potencializada pelos efeitos do fenômeno El Niño, que historicamente aumenta a incidência da doença no país. A dificuldade em engajar adolescentes na percepção de risco, somada à necessidade de completar o ciclo vacinal, representa um desafio para as autoridades de saúde. A estratégia ideal, segundo Gatti, é vacinar no período de menor incidência da doença, garantindo que a população esteja protegida quando o mosquito Aedes aegypti se torna mais ativo. Conforme informação divulgada pelo PNI, mais de 11,8 milhões de doses já foram administradas no país, mas 7,6 milhões correspondem à primeira dose, evidenciando a necessidade de maior adesão à segunda aplicação. A Importância da Segunda Dose para a Proteção Completa A vacina contra a dengue é administrada em duas doses, com um intervalo de três meses entre elas. Apenas após a aplicação da segunda dose o indivíduo atinge a proteção completa e a **imunidade duradoura** contra os sorotipos do vírus da dengue. Ignorar essa etapa deixa os adolescentes vulneráveis a contrair a doença, inclusive em suas formas mais graves, especialmente em um cenário de alta transmissão. Fornecimento Garantido e Expansão Futura da Vacina Apesar das preocupações com a capacidade de produção global da farmacêutica japonesa Takeda, fabricante da vacina Qdenga, o diretor do PNI assegura que o **fornecimento para o público-alvo está garantido**. O Brasil possui um contrato que prevê a entrega de 9 milhões de doses este ano e outras 9 milhões em 2027, além das doses já entregues e previstas para 2025. A vacinação, que começou nos municípios mais afetados, já se estende por todo o país, com foco em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Vacina do Butantan: Suspensão e Avaliação Contínua Em relação à vacina em desenvolvimento pelo Instituto Butantan, a aplicação segue suspensa. A decisão ocorreu após a identificação de três casos de dengue grave em pessoas vacinadas, com dois óbitos associados. Embora a relação causal direta com a vacina ainda não esteja confirmada, o Ministério da Saúde optou pela suspensão para investigar o sinal de segurança. Eder Gatti destacou que essa medida **não cancela a vacina**, mas exige estudos complementares para garantir sua segurança a longo prazo. A vacina do Butantan é vista como uma grande esperança para o país, com

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Anvisa Proíbe Picolé e Suplemento de Proteína por Ingredientes Irregulares e Alegações Terapêuticas Enganosas

Anvisa determina recolhimento e proíbe venda de picolé e suplemento de proteína A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou medidas drásticas nesta segunda-feira (26), decidindo pelo recolhimento e proibição da comercialização de dois produtos alimentícios. A decisão visa proteger a saúde pública, pois os itens continham ingredientes que não passaram por avaliação de segurança e apresentavam publicidade irregular. Os produtos em questão são o Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0 e o suplemento Body Strong Protein, sabor cacau, da marca Equaliv. A Anvisa agiu para garantir que apenas produtos com segurança comprovada cheguem ao consumidor, reforçando seu papel de fiscalização e regulamentação. A principal justificativa para as proibições, conforme informado pela Anvisa, reside na ausência de avaliações de segurança para os ingredientes utilizados e na veiculação de alegações terapêuticas que não condizem com as permissões legais. As informações foram divulgadas pela própria agência reguladora. Picolé com melatonina e inositol fora das regras da Anvisa O Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0, fabricado pela ABB Gelateria Ltda, foi alvo da proibição. A Anvisa apontou que a melatonina e o inositol, presentes na composição, são ingredientes autorizados apenas para uso específico em suplementos alimentares e em compostos líquidos prontos para consumo, como é o caso do inositol. O uso em picolés não obteve a devida autorização. Essa restrição se dá pelo fato de que cada ingrediente deve ter sua segurança rigorosamente avaliada para o tipo de alimento em que será utilizado. A melatonina, por exemplo, embora conhecida por seus usos relacionados ao sono, exige regulamentação específica para sua inserção em produtos alimentícios, algo que não ocorreu neste caso. Suplemento de proteína da Equaliv também é vetado Outro produto que teve sua comercialização suspensa é o Body Strong Protein, sabor cacau, da marca Equaliv, fabricado pela Althaia S.A Indústria Farmacêutica. A Anvisa identificou a presença do Peptistrong, uma proteína hidrolisada de fava, como um ingrediente que não passou por avaliação de segurança para ser utilizado em alimentos. A falta de comprovação de segurança para o consumo em larga escala e de forma regular torna o ingrediente um risco potencial. A Anvisa reitera que a introdução de novos ingredientes em alimentos e suplementos deve seguir protocolos rigorosos de testes e aprovação. Alegações terapêuticas e publicidade irregular geram suspensão Além da questão dos ingredientes, a Anvisa também ressaltou a publicidade irregular associada ao suplemento Body Strong Protein. Foram veiculadas alegações terapêuticas como “prevenção de sarcopenia” e “suporte nutricional para preservação da massa magra em pessoas que usam canetas emagrecedora (GLP-1)”. Essas alegações são consideradas enganosas, pois atribuem ao produto propriedades de prevenção e tratamento de condições de saúde, algo que suplementos alimentares não estão autorizados a fazer. A Anvisa proíbe expressamente a veiculação de promessas terapêuticas sem comprovação científica e autorização específica. Suspensão total e impacto para o consumidor Diante da falta de regularização sanitária e da publicidade enganosa, a Anvisa determinou a suspensão integral do Body Strong Protein. A medida abrange a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda

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Anvisa aprova novo medicamento revolucionário para câncer de pulmão avançado: Conheça o Emrelis e suas promessas

Anvisa aprova Emrelis para Câncer de Pulmão Avançado, Trazendo Nova Esperança a Pacientes Uma notícia animadora para pacientes e médicos: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a aprovação do Emrelis (telisotuzumabe vedotina), um novo medicamento destinado ao tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em estágio avançado. A nova terapia é direcionada a um grupo específico de pacientes adultos com a doença não escamosa, localmente avançada ou metastática, que já passaram por tratamentos sistêmicos anteriores. O Emrelis representa um avanço significativo por sua abordagem direcionada. O medicamento foi projetado para se ligar seletivamente à proteína c-Met, encontrada em alta expressão na superfície de células tumorais específicas. Ao fazer isso, ele facilita a entrada do medicamento na célula e libera uma substância que leva à morte celular, agindo diretamente contra o tumor. A decisão da Anvisa baseou-se em estudos promissores, especialmente um conduzido com pacientes previamente tratados para CPCNP. Os resultados revelaram uma taxa de resposta objetiva de 29,2% na população geral estudada. Para aqueles com alta superexpressão de c-Met, a taxa de resposta atingiu 34,5%, demonstrando um benefício clínico relevante em um cenário com opções terapêuticas limitadas, conforme informações divulgadas pela Anvisa. Entendendo o Câncer de Pulmão e o Alvo do Novo Medicamento O câncer de pulmão é uma das principais causas de morte por doença no mundo, e o CPCNP responde por cerca de 85% dos casos. Deste total, aproximadamente 70% são do subtipo não escamoso, que é justamente o foco do Emrelis. Pacientes com a doença em estágio localmente avançado ou metastático enfrentam um prognóstico desfavorável, e as opções de tratamento após quimioterapia e imunoterapia são escassas, o que reforça a importância desta nova aprovação. Emrelis: Mecanismo de Ação e Eficácia Comprovada O mecanismo de ação do Emrelis é notável por sua precisão. Ao reconhecer e se ligar à proteína c-Met, o medicamento garante que a terapia atinja as células cancerígenas de forma mais eficaz. A liberação intracelular da monometilauristatina E após a internalização do complexo resulta em uma morte celular direcionada, minimizando os danos a tecidos saudáveis. Nova Opção Terapêutica para Câncer de Mama Metastático e Inicial Em outra frente importante, a Anvisa também aprovou o registro do medicamento Poherdy (pertuzumabe). Este novo tratamento se destina a pacientes com câncer de mama metastático, utilizado em combinação com trastuzumabe e docetaxel para casos HER2-positivos não operáveis ou localmente recorrentes. Além disso, o Poherdy foi aprovado para o tratamento de câncer de mama em estágio inicial, em combinação com trastuzumabe e quimioterapia, tanto na abordagem neoadjuvante (antes da cirurgia) quanto adjuvante (após a cirurgia), em casos HER2-positivos com alto risco de recorrência. O Impacto das Novas Terapias no Combate ao Câncer A aprovação de novos medicamentos como o Emrelis e o Poherdy pela Anvisa reforça o compromisso com a inovação no tratamento oncológico. Essas terapias direcionadas oferecem novas perspectivas para pacientes com câncer de pulmão e mama, especialmente em estágios avançados da doença, onde as opções terapêuticas tradicionais podem ser limitadas. O avanço na

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Médicos Brasileiros Revelam Crise nas UTIs: Falta de Estrutura e Leitos é Prioridade, Mas Especialistas Pedem Mais que Expansão

UTIs no Brasil: Médicos Pedem Estruturação Abrangente, Não Apenas Mais Leitos Uma avaliação minuciosa das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Brasil, realizada por médicos intensivistas, expôs uma **profunda divergência na percepção da qualidade** entre os serviços públicos e privados. Os resultados do inquérito revelam que as notas positivas são, em média, o dobro nas unidades privadas em comparação com as públicas. Em contrapartida, as avaliações negativas nas UTIs públicas alcançam um índice até quatro vezes maior do que nas privadas. O estudo, conduzido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) com o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), ouviu 2.338 profissionais que atuam na assistência de alta complexidade em todo o país. Os médicos foram convidados a atribuir notas de 0 a 5 a diversos quesitos cruciais para o funcionamento das UTIs, incluindo infraestrutura, disponibilidade de leitos e medicamentos, especialização da equipe, fluxos de pacientes e protocolos clínicos. Conforme divulgado pela Amib, essas menções detalham os desafios enfrentados no cuidado de pacientes graves, sob a ótica de quem está na linha de frente. A entidade enfatiza que os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas que priorizem a **estruturação completa das UTIs**, indo além da simples ampliação do número de leitos. Medicamentos e Leitos: Um Abismo entre o Público e o Privado Os dados do inquérito são contundentes ao retratar a escassez de recursos essenciais nas UTIs do Sistema Único de Saúde (SUS). Apenas 22,7% dos médicos entrevistados consideram que o SUS possui disponibilidade totalmente adequada de medicamentos essenciais para o manejo dos pacientes graves. Este índice salta para 57,7% quando a análise recai sobre serviços privados ou vinculados a planos de saúde. O cenário se agrava ao observar as avaliações negativas. A oferta de medicamentos nas unidades públicas foi considerada inadequada ou totalmente inadequada por 16,1% dos médicos, um percentual que cai drasticamente para 3,8% no setor privado. A mesma tendência de disparidade se repete na avaliação sobre a suficiência de leitos: 24,1% dos profissionais atribuíram nota máxima aos serviços públicos de UTI, enquanto 51,4% manifestaram essa mesma opinião sobre unidades privadas ou de planos de saúde. Protocolos Clínicos e Equipe Especializada: Onde o SUS Ainda Precisa Avançar No que tange à disponibilidade e acesso a protocolos de atendimento e conduta clínica, a rede SUS recebeu nota máxima de apenas 23,1% dos participantes, contrastando com os 40,2% registrados no setor privado. Essa diferença se reflete também na percepção sobre a presença de equipes multiprofissionais especializadas. Somente 23% dos médicos avaliaram este item com nota máxima no setor público, contra 39,2% no privado. A disparidade também é notável na formação de enfermeiros com especialização em terapia intensiva. A proporção de avaliações positivas para o setor privado foi de 25,1%, enquanto no público o índice foi de 16,9%. As avaliações negativas para a presença desses profissionais atingiram 37,2% nos serviços do SUS, comparado a 26,4% nos serviços particulares ou de planos. A Unanimidade nas Tarefas Administrativas: Um Ponto de Convergência Em 12 dos 13 aspectos avaliados, a percepção dos

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Alerta Urgente: Lotes de Medicamento Contra o Câncer Keytruda Proibidos pela Anvisa por Suspeita de Falsificação

Anvisa proíbe circulação de lotes do medicamento Keytruda, usado no tratamento de câncer, por suspeita de falsificação. Entenda os riscos e como proceder. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira, 19, determinando a apreensão imediata de lotes específicos do medicamento Keytruda, essencial no combate a diversos tipos de câncer. A medida visa proteger a saúde pública diante de uma grave suspeita que abala a confiança no tratamento. A ação regulatória parte de uma identificação feita pela própria empresa responsável pela comercialização do fármaco no Brasil, a Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. Unidades dos lotes em questão apresentaram características que não condizem com as do produto original, levantando um forte alerta sobre a possibilidade de serem falsificações. A notícia foi publicada no Diário Oficial da União e já gera atenção em hospitais, clínicas e farmácias em todo o país. A Anvisa reforça a importância de que pacientes, médicos e farmacêuticos estejam cientes e atentos a esta determinação para evitar o uso de produtos potencialmente ineficazes ou perigosos. Identificados Lotes Suspeitos de Falsificação do Keytruda Os lotes de Keytruda (pembrolizumabe) 100 mg/4 mL que foram alvo da proibição pela Anvisa são os de numeração Z005197 e Z012354. A agência determinou a sua apreensão e inutilização, impedindo que cheguem aos pacientes que dependem deste tratamento oncológico. A Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda, detentora do registro do medicamento, foi quem reportou à Anvisa as divergências encontradas. Essa iniciativa da própria empresa em identificar e comunicar o problema é um passo crucial para a rápida atuação da agência reguladora e a prevenção de danos maiores. A suspeita de que sejam produtos falsificados é o principal fator que motivou a decisão da Anvisa. Medicamentos falsificados podem não conter o princípio ativo na dose correta, conter substâncias nocivas ou simplesmente não ter nenhum efeito terapêutico, representando um grave risco à saúde, especialmente para pacientes em tratamento de câncer, onde a eficácia do medicamento é vital. O que é o Keytruda e sua Importância no Tratamento do Câncer O Keytruda é um medicamento imunoterápico utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer, incluindo melanoma, câncer de pulmão, rim, bexiga, cabeça e pescoço, entre outros. Ele age estimulando o sistema imunológico do próprio paciente a reconhecer e atacar as células cancerígenas. Por ser um tratamento de ponta e de grande importância para a sobrevida e qualidade de vida de muitos pacientes com câncer, a garantia da autenticidade e qualidade do Keytruda é fundamental. A circulação de lotes falsificados pode comprometer todo o plano terapêutico e gerar consequências devastadoras. Orientações para Pacientes e Profissionais de Saúde Diante desta situação, a Anvisa orienta que pacientes que estejam em tratamento com Keytruda verifiquem a numeração dos lotes dos seus medicamentos. Caso possuam os lotes Z005197 ou Z012354, devem entrar em contato imediatamente com a sua equipe médica e com a farmácia onde o medicamento foi adquirido. Profissionais de saúde, como médicos e farmacêuticos, devem redobrar a atenção na dispensação e administração do Keytruda, garantindo

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Vacina contra HPV reduz em 78% lesões pré-cancerígenas em adolescentes, aponta pesquisa inédita no SUS

Queda expressiva nas consultas por lesões pré-cancerígenas em adolescentes após vacinação contra HPV no SUS A introdução da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) trouxe resultados notáveis. Uma pesquisa publicada na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics revela que as consultas por lesões pré-cancerígenas no colo do útero em adolescentes caíram quase 78% desde o início da aplicação do imunizante. Este dado é mais uma evidência contundente da **eficiência e da importância da vacinação** contra o HPV. O vírus é o principal causador do câncer de colo de útero, que se desenvolve a partir de lesões não tratadas, conhecidas como neoplasias intraepiteliais cervicais de alto grau. Ao prevenir a infecção, a vacina impede o surgimento dessas lesões precursoras. A pesquisa, que analisou dados do Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde, coletados pela farmacêutica MSD, demonstra um impacto direto na saúde pública. Os resultados reforçam a necessidade de manter e ampliar as altas coberturas vacinais para consolidar esses avanços na prevenção do câncer. Histórico e Expansão da Vacinação contra HPV no Brasil Desde 2014, o SUS oferece a vacina contra o HPV para meninas e, a partir de 2017, a cobertura foi estendida para meninos. Atualmente, o imunizante é aplicado em crianças e adolescentes do sexo feminino e masculino na faixa etária dos 9 aos 14 anos. Essa inclusão no programa nacional de imunizações mudou radicalmente a incidência de lesões associadas ao vírus. Impacto nos Números: Queda Vertiginosa nas Consultas Os dados compilados pela pesquisa são reveladores. Em 2011, o SUS atendeu 474 adolescentes entre 15 e 19 anos por lesões pré-cancerígenas. Esse número subiu para 603 em 2015, logo após o início da vacinação. Contudo, nos anos seguintes, houve uma queda drástica: 299 consultas em 2019 e apenas 136 em 2023. Essa redução representa uma diminuição de quase 78%. A taxa de consultas por cada 100 mil adolescentes também apresentou uma queda acentuada, passando de 7,1 em 2015 para 1,8 em 2023. Os pesquisadores destacam que essa é a única faixa etária que registrou quedas tão expressivas, o que coincide diretamente com o público vacinado em massa pelo SUS. Análise Comparativa e Evidências da Eficácia Vacinal Para reforçar a tese da eficácia da vacina, os pesquisadores compararam os dados com outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Nesse comparativo, observou-se um movimento contrário: entre adolescentes de 15 a 19 anos, a taxa de procura por serviços médicos para outras ISTs saltou de 1,7 em 2015 para 10,8 em 2023. “Esse resultado reforça que a redução dos casos de lesões de alto grau entre as adolescentes provavelmente não é consequência de mudanças seculares na saúde sexual ou na utilização dos serviços de saúde”, avaliam os autores do estudo. A pesquisa estima que, de 2011 a 2019, cerca de 5 mil casos de primeiras consultas por lesões pré-cancerígenas em adolescentes poderiam ter sido evitados graças à vacinação no SUS. Prevenção do Câncer de Colo de Útero e o Papel da Vacina O câncer de colo de

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Santa Catarina Confirma Foco da Doença de Newcastle em Peru: O Que Você Precisa Saber Sobre a Doença Aviária

Santa Catarina confirma foco da Doença de Newcastle em criação de perus, gerando atenção sanitária no estado e no país. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a existência de um foco da **Doença de Newcastle** em um estabelecimento comercial de aves de corte, especificamente perus, localizado no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A confirmação ocorreu no último domingo, dia 18, e acionou imediatamente os protocolos de segurança sanitária. Diante da descoberta, o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial do estado. A **movimentação de aves** na propriedade foi suspensa, visando impedir qualquer disseminação do vírus. O Mapa assegurou que as ações de controle, contenção e erradicação seguirão as diretrizes estabelecidas no Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. A notificação foi feita à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos parceiros comerciais do Brasil, reforçando o compromisso do país com a transparência sanitária internacional. O consumo de produtos avícolas inspecionados oficialmente continua seguro, segundo o ministério. O que é a Doença de Newcastle e como ela afeta as aves? A **Doença de Newcastle** é uma enfermidade viral altamente contagiosa que acomete aves domésticas e silvestres. É causada por um vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), classificado conforme os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A doença pode gerar sérias perdas econômicas para a produção avícola devido à sua alta mortalidade. A identificação deste foco específico em Nova Itaberaba foi resultado de uma investigação epidemiológica detalhada, conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina. A confirmação laboratorial foi realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), uma unidade reconhecida internacionalmente pela OMSA pela sua capacidade em diagnósticos precisos da doença. Medidas de controle e segurança para o consumidor Após a confirmação, o estabelecimento afetado em Nova Itaberaba foi **imediatamente interditado**. A suspensão da movimentação de aves é crucial para evitar a propagação do vírus para outras criações. O Mapa enfatiza que as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle estão sendo rigorosamente seguidas para garantir a **contenção e erradicação** do foco. O ministério fez questão de ressaltar que, apesar das medidas sanitárias em vigor, o **consumo de produtos avícolas** que passaram pela inspeção oficial permanece seguro. Não há contraindicações para o consumo de carne de frango e peru produzidos sob fiscalização sanitária, garantindo a confiança do consumidor no mercado nacional. Impacto nas exportações e segurança sanitária internacional O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Rafael Requião, afirmou que, até o momento, **não há informações oficiais sobre a suspensão das exportações brasileiras** de produtos avícolas em decorrência deste foco. O Brasil mantém um diálogo aberto com a OMSA e seus parceiros comerciais, cumprindo seus compromissos internacionais de transparência e segurança sanitária. A rápida resposta e a comunicação transparente sobre o foco da **Doença de Newcastle** demonstram o compromisso do Brasil em manter seu status sanitário e a confiança nos seus produtos avícolas no mercado global. As autoridades seguem monitorando

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Governo Federal Monitora Saúde de Amazonenses e Apoia Combate às Queimadas com Reforço de Brigadistas e Aeronaves

Saúde em Alerta: Governo Federal Amplia Monitoramento e Apoio aos Amazonenses Afetados por Queimadas Intensas O Ministério da Saúde intensificou o monitoramento da saúde da população amazonense e do Sistema Único de Saúde (SUS) nas áreas mais atingidas pelas queimadas. A medida surge em resposta à declaração de situação de emergência em 36 municípios do Amazonas, em decorrência dos graves incêndios florestais. A pasta ministerial trabalha em estreita colaboração com os governos estadual e municipais, oferecendo suporte técnico e de gestão para enfrentar os efeitos da estiagem severa, do fogo e da intensa fumaça. O foco principal é garantir o abastecimento de insumos essenciais e a continuidade da assistência à saúde para os moradores locais. Até o momento, 12 municípios já foram identificados como necessitando de apoio específico nos serviços de saúde. Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, o objetivo é articular medidas preventivas essenciais para a população. A atuação federal também considera o reforço no combate aos incêndios, com envio de brigadistas e aeronaves. Grupos Vulneráveis e Cuidados com a Fumaça Sob Atenção Especial Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes são os grupos que demandam atenção redobrada durante este período crítico. A exposição à fumaça das queimadas pode agravar significativamente condições respiratórias e cardiovasculares, exigindo cuidados específicos e um monitoramento mais próximo. A preocupação com a saúde respiratória leva o Ministério da Saúde a avaliar o consumo de oxigênio nos territórios afetados, incluindo os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Embora a gestão da rede de saúde e o abastecimento de insumos sejam, em regra, de competência local, o Ministério pode intervir em situações de calamidade. Apoio Federal no Abastecimento de Oxigênio e Combate aos Incêndios Em cenários de risco iminente à vida, o Ministério da Saúde pode utilizar seu poder de compra emergencial ou o apoio logístico das Forças Armadas para garantir o reabastecimento de oxigênio e outros insumos vitais. Essa ação visa assegurar a assistência respiratória à população em momentos de extrema necessidade. Paralelamente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensifica as operações de prevenção e combate aos incêndios florestais. O órgão enviou um reforço de 290 brigadistas federais ao Amazonas e conta com aeronaves do governo para ampliar a eficácia das ações de combate. O governo federal mobilizou, ainda, dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, além de outras seis aeronaves, incluindo aviões air tractor e helicópteros, para auxiliar nas operações que visam extinguir os focos de incêndio. Investimento em Combate a Incêndios e Resultados Expressivos Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o Ibama já extinguiu 303 focos de incêndio no Amazonas. O Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon) recebeu, desde 2024, R$ 45 milhões do governo federal para equipar o Corpo de Bombeiros Militar do estado. Essa verba é destinada à aquisição de viaturas, equipamentos de segurança e à estruturação de bases de operação, fortalecendo a capacidade de resposta a esses eventos.

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Pesquisas Clínicas no Brasil Disparam: Nova Lei Impulsiona o País para o Top 10 Global e Atrai Bilhões em Investimentos

Brasil acelera em pesquisas clínicas com nova lei, visando o pódio global e atração de investimentos bilionários. A participação do Brasil em pesquisas clínicas globais tem recebido um impulso significativo após a sanção de um marco legal inédito para a área. Especialistas e representantes da indústria farmacêutica avaliam que o país está em ascensão no cenário internacional de testes para novos medicamentos e tecnologias em saúde. Dados recentes indicam uma melhora expressiva no ranking brasileiro, que subiu da 18ª para a 12ª posição entre os países que mais realizam esses estudos. A expectativa é que, com os novos investimentos previstos, o Brasil alcance a 10ª posição em breve, consolidando sua importância estratégica. A nova legislação, Lei 14.874, conhecida como Lei de Pesquisa Clínica, representa um avanço após quase uma década de tramitação. Sancionada em maio de 2024 e regulamentada em outubro de 2025, ela estabelece a primeira estrutura legal dedicada à atividade no país, que antes dependia apenas de normas secundárias. Marco Legal Revoluciona Pesquisas Clínicas no Brasil A Lei de Pesquisa Clínica, sancionada em maio de 2024, é o primeiro marco legal específico para a área no Brasil. Antes, a regulamentação se baseava em normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Nacional de Saúde. A nova lei reorganiza os fluxos de trabalho e estabelece prazos mais curtos para a aprovação de estudos. Um dos principais avanços é a criação do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Agora, o parecer ético deve ser emitido em até 30 dias úteis, e a análise da Anvisa, em até 90 dias úteis, sem contar prazos para recursos. Isso agiliza significativamente o processo, que antes podia se arrastar por mais de um ano. A presidente da Roche Brasil, Lorice Scalise, destaca que a lei simplificou a análise regulatória sem comprometer o rigor. Ela ressalta que a Anvisa é uma agência de referência mundial e que, apesar de ainda existirem filas, o processo atual é considerado excelente. A agilidade proporcionada pela nova lei aumenta a atratividade do Brasil para pesquisas. Investimentos Bilionários e Expansão Geográfica A expectativa de investimentos na área de pesquisa clínica no Brasil ultrapassa os R$ 2 bilhões anuais. A farmacêutica Roche, por exemplo, planeja investir cerca de R$ 590 milhões por ano no país. Essa injeção financeira impulsiona o desenvolvimento científico e a capacitação de profissionais e unidades de pesquisa. A indústria farmacêutica também tem focado na capacitação de centros de pesquisa nas regiões Norte e Nordeste. O objetivo é descentralizar a concentração de estudos, que historicamente se concentrava no Sul e Sudeste, promovendo maior diversidade genética, social e cultural nos participantes. Danielle Galbiatti, diretora de investigação clínica da Roche, enfatiza que a vinda de novos estudos demanda a capacitação de equipes e estruturas. O Programa Nacional de Inovação em Saúde, lançado em julho, também visa fortalecer a base científica nacional e integrar o setor produtivo, incentivando o desenvolvimento de tecnologias emergentes. Benefícios para Pacientes e o Ecossistema de Saúde A nova legislação permite

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