
Operação Narco Fluxo: MC Ryan SP e MC Poze do Rodo são alvos de investigação por lavagem de dinheiro da indústria musical
Operação Narco Fluxo: MC Ryan SP e MC Poze do Rodo são alvos de investigação por lavagem de dinheiro da indústria musical A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo, que investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro utilizando a indústria musical. MC Ryan SP é apontado como um dos principais beneficiários e articuladores do esquema, que envolvia a dissimulação de valores provenientes de apostas e rifas ilegais. O caso se originou a partir de informações obtidas em operações anteriores, como a Narco Bet e Narco Vela, que já investigavam crimes financeiros e tráfico de drogas. A análise de arquivos digitais, incluindo backups de nuvem, foi crucial para mapear a organização criminosa. Segundo as investigações, artistas e empresas ligadas ao entretenimento serviam como fachada para o fluxo de dinheiro ilícito, que era posteriormente investido em bens de alto valor. Conforme informação divulgada pelo g1, a força-tarefa policial busca desmantelar essa rede que mistura o mundo da música com atividades criminosas. A origem do dinheiro e o papel da indústria musical De acordo com a Polícia Federal, o dinheiro sujo provinha de rifas e apostas ilegais. Esses valores eram incorporados ao ecossistema de MC Ryan SP, sendo utilizados para cobrir despesas corriqueiras de um artista, como fretamento de ônibus, diárias e alimentação da equipe. Produtoras musicais, como a GR6, realizavam repasses diretos para a pessoa jurídica do cantor. Um dos pontos centrais da investigação são pagamentos de valores expressivos, como um repasse de R$ 1,5 milhão, que, segundo a PF, não possuíam lastro contratual verificável, configurando-se como pagamentos fictícios ou “simulação de despesas”. Gravadoras, como a Sony, também realizavam repasses, um deles de R$ 114.243 para a produtora de Ryan SP. A polícia aponta que esses valores lícitos da indústria fonográfica serviam para conferir “credibilidade” às contas, mascarando os milhões ilícitos que circulavam. O contador como peça-chave e o uso de tecnologia Rodrigo de Paula Morgado, identificado como contador e operador financeiro do grupo, é apontado pela PF como peça-chave. Ele articulava transferências bancárias, auxiliava na proteção patrimonial de MC Ryan SP e realizava repasses em nome de terceiros. A confiança depositada por Morgado na segurança digital do iCloud permitiu à Polícia Federal mapear a organização criminosa, transformando o backup em um verdadeiro “mapa” da rede criminosa. A investigação se baseou na análise de extratos, comprovantes, conversas, registros societários e documentos financeiros. A Justiça autorizou novas apreensões de dados em nuvem, além de celulares, HDs e notebooks, permitindo acesso imediato aos conteúdos durante as buscas. MC Poze do Rodo e outros envolvidos no esquema Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, nome de registro de MC Poze do Rodo, também aparece vinculado a empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos de rifas e apostas ilegais. Ele é apontado como integrante da engrenagem financeira, atuando junto a outros operadores e empresas. Uma das empresas ligadas a ele e incluída em bloqueios judiciais é a EMPOZE – Editora, Gravadora e Prestação de Serviços Ltda. Outros indivíduos foram identificados como braço-direito de








