China aperta o cerco contra a corrupção: 33 expulsos do Partido Comunista e foco em “disciplina rigorosa”
O Partido Comunista da China (PCC) anunciou a expulsão de 33 militares e políticos da sigla, em um movimento que sinaliza uma nova fase de autogovernança plena e rigorosa. A decisão foi divulgada após reuniões importantes que antecedem o próximo congresso nacional do partido.
Os encontros, presididos pelo Politburo, também marcaram a promoção do general Zhang Shengmin ao Birô Político. Shengmin é uma figura chave na campanha anticorrupção dentro do Exército de Libertação Popular e sua ascensão reforça a prioridade dada pelo partido ao combate à corrupção.
O comunicado oficial enfatiza a necessidade de uma gestão rigorosa dos quadros, visando formar membros de “alto calibre”, politicamente firmes, competentes e com disciplina inabalável. As informações foram publicadas em comunicado emitido após reuniões que aconteceram de segunda (26) a quinta-feira (29), conforme divulgado pela imprensa chinesa.
Nova Era de Combate à Corrupção com Estratégia Integrada
O partido defende a implementação de uma estratégia integrada, resumida no lema “não ousar, não poder e não querer ser corrupto”. Essa abordagem é descrita como um pilar fundamental da disciplina partidária e da luta contra a corrupção, buscando atuar tanto nos sintomas quanto nas causas profundas do problema.
“Adotar medidas integradas para garantir que os quadros não tenham a audácia, a oportunidade ou o desejo de cometer corrupção é tanto uma estratégia importante para a governança plena e rigorosa do partido quanto uma diretriz fundamental da luta contra a corrupção”, afirma o comunicado divulgado pelo PCC.
A estratégia busca punir com rigor, agir com precisão e prevenir eficazmente, com o objetivo de levar a luta contra a corrupção até o fim. A **disciplina rigorosa** é vista como essencial para a manutenção da integridade e da força do partido.
Expulsões Notáveis e Preparativos para o Congresso Nacional
Entre os 33 membros expulsos do Partido Comunista, destacam-se nomes como Zhang Youxia, que ocupava o cargo de vice-presidente da Comissão Militar Central e era membro do Politburo, e Ma Xingrui, outro membro do Birô Político. Essas expulsões demonstram a seriedade com que o partido trata as questões de conduta.
A reunião também definiu que o 21º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês ocorrerá no segundo semestre de 2027. Espera-se que neste congresso Xi Jinping seja reeleito como líder do país, consolidando seu poder e a continuidade de suas políticas.
General Zhang Shengmin Reforça a Linha Dura Contra a Corrupção Militar
A promoção do general Zhang Shengmin ao Birô Político é um sinal claro da importância dada à **disciplina rigorosa** nas Forças Armadas. Shengmin já integrava a Comissão Militar Central, órgão que sofreu expressivas perdas por corrupção, restando apenas ele e Xi Jinping após a expulsão de cinco dos sete membros eleitos em 2022.
A trajetória de Shengmin na comissão de disciplina das Forças Armadas evidencia a prioridade do partido em **manter a integridade** e a lealdade dentro das instituições militares. A **luta contra a corrupção** se estende a todos os níveis do partido e do governo.
O Futuro do Partido Comunista Chinês sob Nova Gestão
O comunicado reforça a necessidade de formar quadros de “alto calibre”, que sejam politicamente firmes, altamente capazes e de boa conduta. A **disciplina rigorosa** é apresentada como um diferencial para os futuros líderes do partido e do país.
A busca por uma **autogovernança plena e rigorosa** é o norte para o Partido Comunista Chinês, que busca consolidar sua liderança e combater qualquer forma de desvio ou corrupção, garantindo a estabilidade e o desenvolvimento do país sob a égide de Xi Jinping.





