Cripta Imperial em São Paulo reabre após extensa reforma, trazendo de volta o acesso aos restos mortais de Dom Pedro I e imperatrizes.
Após quase quatro anos fechada, a Cripta Imperial, um importante local histórico localizado no Parque da Independência, na zona sul de São Paulo, voltou a receber visitantes na última segunda-feira, 7 de setembro. O espaço, situado no subsolo do Monumento à Independência, abriga os restos mortais de figuras centrais da história brasileira, como Dom Pedro I, a imperatriz Maria Leopoldina e Dona Amélia.
A reabertura, que coincidiu com o Dia da Independência, celebra o fim de uma reforma ambiciosa. As obras, que tiveram um custo de R$ 5,3 milhões, abrangeram melhorias significativas na estrutura e na acessibilidade do local, além de intervenções no próprio Monumento à Independência e na Casa do Grito, ambos dentro do parque.
A visitação regular à Cripta Imperial agora acontece de terça-feira a domingo, no horário das 9h às 17h, com a excelente notícia de que a entrada é gratuita. Conforme informação divulgada pela reportagem, a cripta estava fechada desde outubro de 2022, período em que passou por uma completa revitalização para solucionar problemas de infiltração e aprimorar a experiência dos visitantes.
A renovação da Cripta Imperial: mais acessibilidade e conservação
A reforma da Cripta Imperial focou em resolver questões estruturais, como infiltrações, e em tornar o espaço mais acolhedor e acessível. Foram implementados novos banheiros, recursos de acessibilidade, rampas e uma plataforma elevatória. Um novo sistema de climatização também foi instalado, visando preservar o ambiente e garantir maior conforto aos visitantes.
A área dos sarcófagos também recebeu atenção especial. Elementos em bronze próximos aos túmulos foram restaurados, e as partes afetadas pela umidade foram reparadas. O teto foi finalizado com mármore amarelo, e medidas preventivas foram adotadas para evitar danos futuros, assegurando a longevidade do patrimônio histórico.
O acesso à cripta também foi aprimorado. As escadarias agora contam com uma cobertura que protege os visitantes da chuva e contribui para a conservação da área. É importante notar que, durante todo o período da reforma, os restos mortais de Dom Pedro I, Leopoldina e Amélia permaneceram seguros dentro da própria cripta.
Exposição contextualiza a importância histórica da Cripta Imperial
Ao descer para a Cripta Imperial, os visitantes são recebidos pela exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”. Com curadoria da historiadora Marly Rodrigues, a mostra oferece um contexto histórico sobre a criação dessas importantes construções e sua relação intrínseca com a memória da Independência do Brasil.
A exposição remonta a 1922, ano em que o Brasil celebrava o centenário de sua emancipação política e São Paulo inaugurava o Monumento à Independência. Posteriormente, em 1952, a Cripta Imperial foi aberta em seu interior, antecedendo as comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo, projetada para abrigar os despojos da família imperial.
Um mergulho nos sepultados ilustres da Cripta Imperial
Maria Leopoldina foi a primeira a ter seus restos mortais transferidos para a Cripta Imperial. Falecida em 1826 e inicialmente sepultada no Rio de Janeiro, seu corpo foi levado para São Paulo com a construção do mausoléu.
Dom Pedro I, o primeiro imperador do Brasil, só foi transferido para o Ipiranga duas décadas depois. Após abdicar do trono em 1831 e retornar a Portugal, onde faleceu em 1834, seus restos mortais foram trazidos ao Brasil em 1972, durante as celebrações dos 150 anos da Independência.
Dona Amélia, segunda esposa de Dom Pedro I, foi a última integrante da família imperial a ser sepultada na cripta. Originalmente no Panteão dos Bragança, em Lisboa, seus restos mortais foram trasladados para São Paulo em 1982, para repousar ao lado de seu marido.
O Ipiranga como território de memória da Independência
A região do Ipiranga se consolida como um importante território de memória, abrigando o Museu do Ipiranga, o Monumento à Independência, a Cripta Imperial e a Casa do Grito. Juntos, esses locais oferecem uma visão multifacetada da Independência do Brasil, permitindo uma imersão completa na história.
Na Casa do Grito, por exemplo, a exposição “Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique” narra a trajetória do imóvel e sua ligação com o icônico quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo. O espaço também passou por reparos estruturais, pintura e melhorias de acesso, e sua visitação é gratuita, funcionando de terça a domingo, das 9h às 17h.
Serviço: Visite a Cripta Imperial
Onde: Praça do Monumento, s/nº – Ipiranga, São Paulo – SP.
Quando: Terça a domingo, das 9h às 17h.
Quanto: Gratuito.




