Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Cuba estuda receber ajuda dos EUA em meio a crise de energia; Chefe da CIA se reúne com líderes em Havana

Encontro histórico em Havana: Diretor da CIA e líderes cubanos discutem ajuda e cooperação em meio a grave crise energética

Em um movimento diplomático significativo, uma delegação dos Estados Unidos, liderada pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se nesta quinta-feira (14) com representantes do governo cubano em Havana. O encontro ocorre em um momento de intensa pressão sobre o regime, marcado por um severo bloqueio americano ao fornecimento de combustíveis que tem gerado apagões prolongados e uma das piores crises na ilha.

A conversa, realizada no Ministério do Interior cubano, teve como objetivo, segundo o regime, avançar no diálogo político e na cooperação entre os dois países. A situação em Cuba se agrava com apagões diários de até 20 horas, impactando hotéis, voos e serviços básicos, o que levou a protestos populares nas ruas da capital.

A ilha, que enfrenta décadas de embargo americano e restrições mais severas nos últimos meses, vê na reunião uma oportunidade para discutir a possibilidade de receber uma ajuda dos EUA no valor de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 500 milhões). Conforme comunicado divulgado pelo regime, Cuba tem ampla e construtiva experiência em receber assistência internacional, e não colocará obstáculos caso haja disposição real de Washington em fornecer ajuda humanitária, segundo práticas internacionais. As informações são do próprio regime cubano.

Cuba argumenta não ser ameaça e pede fim de sanções

Durante o encontro, o regime cubano apresentou seus argumentos para sustentar que a ilha **não constitui uma ameaça à segurança nacional dos EUA**. Além disso, defendeu que **não há justificativa para a permanência de Cuba em listas americanas de países acusados de patrocinar o terrorismo**. A nota oficial cubana reitera a posição histórica do país em condenar o terrorismo em todas as suas formas, afirmando que **Cuba não abriga, apoia, financia ou permite a atuação de organizações terroristas ou extremistas**.

Prioridades cubanas: combustíveis, alimentos e medicamentos

Apesar da abertura para receber ajuda, Cuba reafirmou que suas prioridades imediatas incluem **combustíveis, alimentos e medicamentos**. O regime acredita que a crise humanitária poderia ser aliviada mais rapidamente com o **levantamento ou flexibilização do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos**. O governo cubano também comunicou que não existem bases militares ou instalações de inteligência estrangeiras em seu território, nem apoio a ações hostis contra os EUA ou outras nações.

Diálogo busca cooperação em segurança e alívio da crise

O encontro em Havana também evidenciou um **interesse mútuo em ampliar a cooperação entre órgãos de aplicação da lei**, com foco na segurança nacional, regional e internacional. A reunião acontece após declarações recentes do presidente americano Donald Trump, que já expressou o desejo de “tomar Cuba”, gerando preocupação em Havana. O regime cubano, sem detalhar, afirmou que está se preparando para o pior cenário possível.

Protestos eclodem em Havana contra a crise energética

A reunião ocorre em um contexto de crescente insatisfação popular. A ilha tem sofrido com **apagões de até 20 horas diárias**, levando ao fechamento de hotéis, cancelamento de voos e suspensão de serviços básicos. Em resposta a esse cenário de caos, **protestos eclodiram em diversos bairros de Havana na quarta-feira (13)**. Multidões tomaram as ruas, bloqueando vias com lixo em chamas e entoando gritos como “Acendam as luzes!” e “O povo, unido, nunca será derrotado!”.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos